29/08/2014

E por que não algumas mudanças?


De uns dias para cá tenho me afastado um bocado do blog - e somente alguns dias sem entrar foi que percebi que o blog estava se tornando um pouco "obrigatória", cujo postava dia sim e dia não; batendo, às vezes, uma agonia por não encontrar assunto ou por sempre estar falando a mesma coisa. Com isso vocês devem achar que estou cansado de falar de livros, não é isso: estou passando por algumas mudanças na minha (preciosa) vidinha e percebi que muitas coisas mudaram de lá para cá:

Eu amo (de coração e alma) ler livros, mesmo, mas às vezes percebo que me dedico tempo demais nas leituras e resenhas, deixando algumas - muitas - coisas passarem batidos (como fotografia, moda ou até mesmo minha vida pessoal). Dessa forma, quero cada vez trazer mais assuntos diversificados e menos monótonos. Adoro escrever e postar no blog, MAS quando isso se torna obrigatório começa a perder a graça e ficar chato, por exemplo, eu tinha como proposta desde 2013 escrever postagens dia-sim dia-não e até o final do primeiro semestre de 2014 consegui manter essa meta, além do tempo arrochar um pouco mais no segundo semestre decidi que não terá mais dias fixos para postagens e também não me obrigarei a escrever quando não estiver com tanta vontade. 

Uma mão amiga, por que não? E nessa loucura de "estou sem tempo" descobri que precisava de alguém para me ajudar com o blog e resenhas; nunca abri a boca para procurar alguém para me ajudar, afinal o blog ainda é muito pessoal; mas como ninguém é de ferro e o Gabs - um grande amigo e leitor do blog, além de ter um gosto apurado para leitura - aceitou escrever também para o Sete Coisas, adotei a ideia de "contratá-lo" por 6 meses, para ver como funcionaria. Ele aceitou! Então daqui para frente teremos postagens tanto escritas por mim quando pelo Gabriel, apelidado por mim como Gabs. 

Apesar de tirar os dias fixos de postagens acredito que não vou passar muito tempo sem escrever, visto que adoro fazer isso - repare nessa postagem - e mesmo que eu diminua o ritmo de postagem terá postagens bem legais escritas pelo Gabs. Então isso não é motivo para vocês me abandonarem. E para terminar essa postagem, vou deixar um grande, mega, ultra agradecimento a todos os leitores que leem, comentam e me enchem com e-mails lindões, vocês são os melhores, juro! 

Com amor e admiração, Igor

ps: queria deixar claro, também, que estou abrindo encomendas de layouts, porém isso vou falar mais para frente! 

27/08/2014

Namoro à distância? Pode dar certo, acredite!


imagem encontrada em rede pública

Depois de me envolver virtualmente e possivelmente estar entrando para um novo relacionamento à distância, não citarei nem prós e nem contras, apenas dizendo que é possível. Namoros acontecem o tempo todo e, podemos dizer que no século em que estamos é bem complicado ter um relacionamento com quem vemos todos os dias, imagine quem está há duas milhas de distancia. 

Relacionamentos virtuais são bem mais complicados, pois não há grandes formas de suprir a necessidade do outro, porém, como já dito, não são impossíveis. E você pode ter o azar de conhecer sua "alma gêmea" somente através das telinhas - pelo facebook, grupos de amigo... - e querer ficar sozinho eternamente por achar que não pode dar certo um relacionamento com apenas 2000km de distância; é normal essa desconfiança e embora muita gente encare esse tipo de relacionamento como sinônimo de dificuldade, ciúmes e carência, o relacionamento pode dar certo se ambos quiserem que dê certo e, estarem dispostos a manter a chama da paixão mesmo com o empecilho chamado distância.

 Um dos maiores problemas dos relacionamentos à distância, é a própria distância, você não terá a disponibilidade de poder convidar para ir no cineminha mais tarde ou assistir um filme abraçadinho, não haverá a facilidade de se ver no finalzinho da tarde ou sair no final de semana. A não mobilidade é um dos grandes fatores para a desistência de um namoro, e com ele já gera uma nova complicação: 

 A saudade é inevitável, mas há a possibilidade de você gerar a partir de algo crucial e "doloroso" um sentimento gostoso e saudável. Existe modos de "suprir" a saudade, por exemplo, assistindo filme por conferência ou trocando fotos, não é a mesma coisa do que ter a pessoa do lado, mas é uma maneira bem viável de imaginar a pessoa por perto. A saudade apesar de dolorosa é muito boa, porque quando você tiver a pessoa por perto, você vai dar o máximo de atenção e vai receber o máximo de atenção. 

Confiança: não somente em relacionamentos à distância, mas em todos os tipos de relacionamentos. Não faz sentido ou necessidade em estar com uma pessoa que você não confia. Esse tópico é um dos mais importantes porque mesmo com um grau elevado de intimidade ou o tempo que o casal já tenha, não se pode privar o outro. E não entra o quesito "quem ama cuida". Você vai ter medo de ser traído porque a pessoa está longe, você vai ficar stalkeando a  pessoa e com quem ela está saindo, mas a única certeza que se pode ter é: não importa se a pessoa está longe ou perto, se ela quiser te trair ela vai de trair, dessa forma surge a 

 mudança, que é onde se começa a deixar de lado alguns hábitos da vida de solteiro para começar a compartilhar a vida com alguém. Você pode deixar de sair às sextas-feiras a noite e até mesmo mudar a relação com os amigos, não que isso seja certo, mas acaba acontecendo por você querer algo sério. Mas ainda assim você não deve deixar de sair com seus amigos e se divertir sozinho e cabe a pessoa do outro lado confiar e deixar você se divertir, assim como você deve fazer isso por ela. 

➨ Maturidade é o ponto mais forte de qualquer relacionamento e sem ele nada poderia ser construído: desde evitar brigar por coisas fúteis ou sentir ciúmes bobo, como vocês estão distante é provável que sintam ciúmes e medo de perder, mas caso esse empecilho permaneça no começo da relação e até mesmo quando ela durar; é necessário confiar e de olhos fechados! 

A importância de querer crescer junto com alguém é fundamental para o ser humano, ele necessita de uma apoio. Então por isso, se você acha que a metade do seu mundo está há milhas de distância, lute por isso! Te digo, vale a pena: se apaixonar mesmo com uma pessoa longe ou com uma pessoa perto! Ame, só ame. 

25/08/2014

E quando você perceber


E quando você perceber eu já vou estar estilhaçado, vai ser tarde demais, eu vou ter feito uma besteira qualquer ou vou ter me negado para isso que todos chamam de sentimento mútuo, de amor e de dias frios embaixo do cobertor. Quando você perceber que eu doei demais, numa carga extremamente grande que você não foi capaz de aguentar, quando você perceber que quando te sufoquei, quando senti ciúmes, quando eu briguei, foi por não conseguir demonstrar isso que eu sinto aqui dentro, no fundo. 

Quando você perceber que eu comecei a ficar perigoso e louco por você, vai entender que não fiz por mal, não tinha intenção de afastar. Foi nessa quantidade de querer ficar na mira dos seus olhos que te fez enjoar de mim, foi a minha voz a cada minuto no telefone, foi as 527 mensagens que mandava por dia dizendo que era louco e que não viveria sem você que te deixou mais longe. Ou será que foi todas as horas que te ligava no meio da noite, as horas que ia correndo te ver. Será que você enjoou de mim, apenas, por eu... me apaixonar?

23/08/2014

10 músicas para escutar nesse frio (de matar)

Eu não sei vocês, mas aqui em Brasília o clima está de congelar e trincar os ossos. O frio é, sem dúvidas, a melhor época do mundo: chocolate quente e livros até dizer chega ou apenas ficar deitado todo enrolado ouvindo música e refletindo sobre a vida. Pensando nisso trouxe 10 músicas que combinam com o frio.
  1. Dançado, de Agridoce
  2. The Suburbs, de Arcade Fire
  3. Crosseyed, de Bad Veins
  4. Wondeall, de Oasis
  5. Everything has chagend, de Taylor Swift
  6. Feels like Home, de Edwina Hayes
  7. Let Her Go, de Passenger 
  8. Samson, de Regina Spektor
  9. The Last Time, de Taylor Swift & Gary Lightbody
  10. Ho Hey, de The Lumineers


*lista feita com a ajuda do GABS!

20/08/2014

Resenha: "Desafio" de C.J. Redwine


Autora: C. J. Redwine
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368
Série: Desafio, volume 1
Avaliação: ★★★★

Prepara-se para personagens intrínsecos, realidade dura e muita, mas muita ação e mistério no desenrolar de 368 páginas! 

Rachel é uma garota atípica em relação a todas as garotas de sua cidade. Enquanto todas as garotas de Baalboden estão aprendendo, na companhia dos seus protetorados, a bordar, dançar, servir a mesa, ser delicada e ingênua além de inferiores aos homens Rachel aprende com seu pai a usar armas com habilidade, se virar sozinha e ser uma verdadeira guerreira. Quando o pai de Rachel não volta de uma de suas missões todos acham o que mensageiro está morto, para sua filha ele ainda está vivo e perdido em algum lugar, dessa forma ela será capaz de enfrentar qualquer um para salvar a vida do seu pai, mas quando ela demonstra que seu pai ainda está vivo, os olhos do Comandante - o ser tirano e corrupto - são direcionados para a menina e segredos horripilantes serão desvendados.

Em contra partida a Terra está devastada por monstros, os Malditos, com aparência de um dragão sem asas que cospem fogo e foram libertados em uma escavação. Para manter a sobrevivência da população foi-se necessário a criação de cidades isoladas do mundo sob o comando de um único governador - O Comandante. O Comandante é o ser mais insano e fará de tudo para ter poder sobre qualquer um e fará de tudo para se fortalecer cada vez mais, até que... Rachel aparece no seu caminho.
"Não sou uma garota com sonhos. Nem com esperanças. Sou uma arma, agora."
Desafio é narrado em primeira pessoa pela visão de Rachel e do seu protetorado e ex-paixonite Logan (suspiros), um jovem super inteligente e fofo, cada um pensa de uma forma diferente. Enquanto Rachel é totalmente explosiva, valente e as vezes imatura Logan é totalmente seu oposto, metódico, detalhista e esperto. Ambos forma uma dupla dinâmica muito boa, um é o cérebro e o outro é a arma, mas quando sentimentos antigos serão colocados a prova, diferenças terão que ser aceitas e as dores serão compartilhadas. Em suma, C. J. Redwine dá aos seus personagens personalidades bem excêntrica e fortes, com diversas interações e problemas que só eles têm; encaramos não só o problema que Rachel e Logan encontraram ao desafiar o Comandante, mas também problemas ligados ao passado. 

 Escrito com uma narrativa que empolga e anima o leitor - visto que narrativas em primeira já produz essa sensação de estar mais perto dos personagens e de seus opiniões - Redwine insere seus leitores em um mundo totalmente novo, cheio de ação e drama. Se distopia significa revolução e querer tudo de uma forma bem diferente como está, Desafio é um livro que faz jus ao tema. Os personagens serão capaz de fazerem tudo o que for preciso para mudar as próprias vidas e de todos aqueles que também sofrem injustamente. Claro que não é somente ação, luta e mortes. Tem um romance, capaz de tirar suspiros, super fofinho se fazendo durantes os capítulos para alegrar  e fazer todo mundo se derreter.
"Ninguém sabe o que fazer o tempo todo, Rachel. Todos nós fazemos apenas o melhor que podemos com aquilo que temos. Às vezes dá certo. Outras vezes arruinamos tudo."
A diagramação e revisão do livro está boa, a capa está espetacular e segue o padrão das capas americanas. O livro deixa grande expectativas para o próximo volume, deixando pontas soltas a serem resolvidos e deixando o leitor necessitado a saber o que vai acontecer. Eu preciso do próximo logo! Uma leitura recomendada para quem gosta de fantasia, eras medievais e muita ação. 

17/08/2014

Resenha: "Infinity Drake — Os Filhos de Scarlatti" de John McNally

Autor: John McNally
Editora: Novo Conceito
Páginas: 480
Série: Infiniy Drake, volume 1. 
Avaliação: ★★★★

Começar a ler Os filhos de Scarlatti, o primeiro livro da série Infinty Drake, lançado pelo selo #Irado da Novo Conceito, foi totalmente sem expectativas. O primeiro livro da série, que promete bastante para os leitores, conta a aventura de um pequeno herói com apenas 9 milímetros de tamanho, Infinity Drake (aka Finn), que está em "férias" junto com seu tio cientista, Al, quando são pegos  desprevenidos e são convocados para um reunião importantíssima: Scarlatti, uma vespa, se tornou uma arma-biológica letal e poderá destruir com toda a população mundial por sua facilidade em se reproduzir e capacidade de matar. Cabe a Finn, All e sua equipe destruir a Scarlatti e salvar o mundo, mas não é tão simples assim destruir a vespa, eles precisaram encolher para que a Scarlatti possa ser morta. Será que é possível você salvar o mundo com o tamanho de um grão de poeira? 

McNally chega ao Brasil estreando com maestria para seu público de 8 à 14 anos, mas sua escrita é tão deliciosa e amistosa que a leitura se encaixa em diversas faixas  etárias - o livro tem um pouco de ficção cientifica, podendo agradar aqueles que gostam do tema e às vezes se tornando até um pouco mais adulto. Uma aventura inteligente que também é capaz de agradar os olhos femininos, mas sem dúvidas é um livro destinado para meninos: cheio de ação explosiva e elementos que se arranjam no enredo de forma enigmática, com um humor inteligente e neerrrd (só um pouquinho). Os filho de Scarlatti está imerso no mundo da biologia e numa missão muito importante, salvar o mundo, dando uma ação mais séria ao livro, porém nunca perdendo alguns momentos engraçados.

Usar termos inteligentes não torna empecilho ou desgosto para a leitura do livro. John McNally constrói um romance que se desenvolve em poucos dias - basicamente 04 dias para os personagens salvarem o planeta de um desastre "vespal" - dessa forma, o romance muito bem escrito, é corrido e a leitura se torna, juntamente, voraz e veloz. Em Os filhos de Scarlatti muita coisa acontece a cada página encontramos ação, uma brincadeira ou algo ligado a ciência ou matemática, quando você começa a lê-lo você não quer parar de ler e isso pode ser um pouco ruim, porque você pode perder algumas piadas.



Além de uma história original encontramos personagens muito legais como a avó de Finn, que é super louca e engraçada. Finn teve para quem puxar e é duplamente tão engraçado quanto sua avó, Al também não está de fora com sua inteligência e diálogos que encantam de longe. Vale alegar que teremos uma história emocionante visto que Finn perdeu seu pai e mãe muito cedo e tudo isso está ligando a um grande mistério. 

Com certeza esse é um exemplar para os tipos de leitores que leem sem parar. Nada de leitor que gosta  de prosseguir devagarzinho ou quase parando. Finn não permite que você leia o livro dessa forma, tornando a leitura para os tipos de leitores-devoradores. Como já dito no começo da resenha: eu não esperava nada da leitura e me surpreendi bastante, comecei o livro e na mesma hora já tinha avançado uma grande quantidade de páginas sem perceber. Se recomendo? Demais! 

14/08/2014

Ganhe desconto na loja Pai Bárbaro com o Sete Coisas

Olá Pessoal, essa é uma postagem para quem gosta de produtos alternativos, ligados ao mundo cimatográfico e literário - ou seja, para todo mundo!



Há alguns dias conheci o trabalho do pessoal do Pai Bárbaro: trazendo diversos produtos ligados ao mundo literário (Harry Potter, The Hunger Games, Crepusculo, Senhor dos Anéis etc) e logo me apaixonei pela loja por dos motivos 1. os produtos são baratos e estão sempre em promoção, 2. a loja é super atenciosa para com o cliente ou para tirar as dúvidas - meu caso - e 3. todos os leitores do Sete Coisas ganham 5% de desconto usando o cupom "setecoisas" em suas compras.



O Pai Bárbaro faz o envio do produto a forma mais rápida e segura possível, além do produto ser bom. Veja algumas imagens do Colar Jogos Vorazes Original / Hunger Games Tordo (com super desconto*) que recebi da loja, além de chegar rapidinho já sai por ai desfilando com ele. Só usei duas vezes e nas duas vezes que usei o produto não deu nenhum defeito ou falha. Gostei bastante do produto é bem detalhado o Tordo e não é um dourado muito claro. 



O Pai Bárbaro é uma loja online que vende diversos produtos, como colarespulseiraspingentesrelógios sendo que cada produto vária entre vários estilos, vintage, cute, temático... A loja vende produtos tanto a pronta entrega quando importados em todos território brasileiro. 
Somos o diferencial em vendas online! temos uma abordagem especial, embora trabalhamos com o Pai Bárbaro, atendemos com carinho e proximidade, com muita rapidez e personalidade, justamente para deixar nossos clientes tranquilos e satisfeitos.
O resumo disso tudo : Uma loja bárbara para você!


Espero que tenham gostado da dica. Gostei bastante da loja e da forma como ela trabalha (super atenciosa), além de ter preços bem convidativos e descontos. Espero que visitem a loja e se sintam pressionados a comprar (e comprem), porque cá, nenhum fã aguenta. 

11/08/2014

Resenha: "A Guerra dos Fae — Chamado Às Armas" de Elle Casey

Autora: Elley Casey
Editora: Geração
Páginas: 368
Série: A Guerra dos Fae, volume 2
Avaliação: ★★★★
"Suponho que, por hora, serei um grande mistério em termos de criança trocada. Esperava que isso fosse uma coisa boa."
Jayne Sparks, sem dúvidas, é uma personagem incrível e bipolar, capaz de arrancar sorrisos e também outros sentimentos dos seus leitores. É uma personagem de boca suja que encanta e faz com que a série A Guerra de Fae seja realmente muito boa. A história continua exatamente onde As Crianças Trocadas terminou, com Jayne e seus amigos 'arruaceiros' chegando ao encantado mundo Fae, cheios de novos mistérios e descobertas. Os jovens estão fascinados com o fato de serem importantes, por terem poderes, mas "grandes poderes exige grandes trabalhos", uma grande guerra está a caminho e os jovens tem que treinar bastante para vencer os Fae das Trevas. Seguindo de um bom humor, a narrativa segue na mesma intensidade que o primeiro livro. 

Os personagem ganham o palco, principalmente a protagonista politicamente incorreta - fala tudo que vem na cabeça, sem pensar em nada. Jayne cresce muito de um livro para o outro, esse crescimento pode até ser um pouco imperceptível, mas dá para notar traços leves de que a personagem está um pouco mais séria e mais atenciosa com tudo a sua volta (porém ela não deixa o seu lado divertido de fora). Os personagens secundários também são criados de uma forma excêntrica e única: cada um de sua forma, do seu jeito de pensar e agir. Tantos os personagens principais quando os secundários são cheios de peculiaridades dando um reforço giganorme (gigante mais enorme) para a feição por esse volume tão bom quanto o primeiro. 
"- Acho que a palavra deliciosidade não existe...
- Sim, e você chama minhas deliciosidades de "chocolate", que tanto eu quanto você sabemos que é uma palavra que não existe, então, já sei que você não deve ser consultada quando se tratar de vocabulário apropriado."
Elle Casey não me decepciona em sua escrita leve, fluida e gostosa: fazendo o livro voar de uma forma inexplicável. Colocando um pouco de suspense e até mesmo mistério durante a aventura de ser um Fae. A autora dribla muitos aspectos colocando uma narrativa em primeiro lugar, pois permite que o leitor conecte de uma forma simples e bem precisa com a personagem - mesmo que em alguns pontos somos obrigados a descordar da protagonista, Jayne, em algumas de suas atitudes, por mais que ela tenha crescido às vezes ela ainda é um pouco infantil. 

Continuo recomendando os livros da série A Guerra dos Fae para todos amantes de livros com uma boa dose de aventura e ação - apesar de que no quesito ação o segundo livro deixou um pouquinho a deseja, Chamados às Armas trás bastante história e contexto do mundo Fae, que é necessário para entendimento de muitas coisas que aconteceram no primeiro livro e, possivelmente, aconteceram nos próximos livros. Não posso negar que estou louco para ler a continuação e desfrutar ainda mais da narrativa animada de Casey, além da diagramação e tradução maravilha do pessoal da Geração

09/08/2014

Resenha: "Se Eu Ficar" de Gayle Forman

Autor: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Série: Se eu ficar, volume 1
Avaliação: ★★★★★
“As pessoas acreditam no que querem acreditar”
Nunca tinha visto um romance me conquistar em poucas páginas e a única explicação para é que Gayle Forman sabe como conduzir as palavras e desbravar sentimentos dentro do leitor. Essa mulher é demais. Com seu romance agridoce, de amor infinito e de um sofrimento angustiante, que nos fazer chorar e implorar por mais uma dose dessas palavras que... que machucam (?).

De uma forma bela e dolorosa conhecemos a história da musicista Mia, umas adolescente de 17 anos como tantas outras. Em um dia de neve Mia e sua família decidem fazer uma passeio para aproveitar a "folga", num instante enquanto todos estão rindo e brincando dentro do carro, no outro instante tudo muda. Logo mia entende que está envolvida em uma acidente e que sua família está gravemente ferida. A história de desfalece enquanto Mia se encontra em estado de coma, mas de alguma forma Mia está fora de seu corpo, como se estivesse no meio campo, entre a vida e a morte. Mia está vendo tudo ao seu redor e como tudo aconteceu, o que será dali para frente e não sabe se quer continuar a viver ou simplesmente pode ser egoísta e ir embora. E nessa decisão se constrói uma história de tirar o folego e lágrimas. 
"Ouvir ele sempre me lembra do porque comecei a tocar violoncelo – que tem algo tão humano e expressivo nisso."
O romance de Forman cresce baseado em flashbacks e por meio dessa estratégia que conhecemos e aprendemos a amar Mia e todos que estão na sua vida; If I Stay contém a capacidade de transcender uma mensagem forte para os leitores de young adult - revelando a índole humana aos ser atingido por emoções tão fortes como a dor. Mostrando que cada ser tem uma maneira de lidar com o sofrimento e como enfrentar. Gayle encontra uma forma de expressar a dor em dois pontos de vista, através de Mia e, através do parentesco e amigos da jovem. É engraçado como o homem se fecha ou se abre nesses casos, quando no meio das perdas e possibilidades, alguns tentam ser fortes, alguns se calam, outros negam ou tentam se distrair para evitar o padecimento.
"Estou controlando o show. Todo mundo está me esperando.
Eu decido. Eu sei disso agora.
E isso me assusta mais do que qualquer coisa que aconteceu hoje."
Todas as tramas, temas e assunto no romance de Gayle Forman recorre e rondam um ponto principal — o amor, em suas diversas formas e dosagem. O amor de Mia por sua família, por sua melhor amiga e por seu namorado, pelas coisas que gostava de fazer, como era apaixonada por música clássica e como adorava tocar violoncelo ou, melhor, o amor que todos tem por Mia. Mas é esse amor que te faz pensar se você ainda pode amar depois que perdeu, se você ainda será forte quando acordar. E esse amor é o bastante? 

Todos nós já passamos por aquele momento de pensar que a vida não vale mais a pena (me sinto assim quase todos os dias haha). Mas o pior é que sempre podemos escolher qual o sentido da vida, pois ela sempre tem um. Ficamos divididos entre ficar e ir. Não podemos deixar para trás quem tanto nos ama e quem tanto amamos, pois o sentido da vida envolve essas pessoas. Mas também não queremos ficar para continuar sofrendo uma vida inteira. No final a escolha é nossa e como toda a escolha tem consequência, devemos aprender a encarar o futuro que será traçado a partir das nossas escolhas para que possamos decidir se as consequências serão boas ou ruins — paragrafo escrito por Geovani Pires

Tanto eu (Igor) quanto o Geovani recomendamos esse livro como uma leitura obrigatória, não queremos ver você chorar, nem muitos menos nos odiar por ter chorado. Mas queremos que você conheça uma história capaz de sensibilizar de uma maneira intensa, gostosa e verdadeira. Uma leitura que nunca será esquecida, prometo que vocês vão gostar <3. 
“As vezes você faz escolhas na vida e as vezes as escolhas fazem você. Isso faz sentido?”
Baixe uma edição especial dos primeiros capítulos livros jutamente com uma entrevista exclusiva com a autora, basta clicar aqui


if i stay from Igormedeiroz on 8tracks Radio.

08/08/2014

Especial Maurício Gomyde!

Bom dia, leitores! Quem ai conhece o +Maurício Gomyde? Quem conhece, sabe que ele está lançando um novo livro, publicado pela Editora Novo Conceito. Se você é de Brasília ou estará em Brasília no dia 09 de agosto não deixe de comparecer a tarde de autógrafos e bate-papo com o autor!



 Quem não conhece, vai ter duas oportunidades: uma agora, vendo um pouco de suas obras e uma no sábado, no evento de lançamento de seu 5° Livro! Vamos dar uma espiada nas obras deste brilhante autor brasiliense?
"Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? Nesse seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde retrata o cotidiano de um cidadão normal como tantos que se vê por aí em qualquer canto, tentando responder estas aparentemente simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela linguagem refinada e sutil quanto pela tosca, Maurício Gomyde nos brinda com um livro de leitura fácil e extremamente agradável."


"Ninguém mais escreve cartas hoje em dia", Marina pensava. Até que um dia uma caiu em suas mãos por engano e mudou o rumo de sua vida. Levou-a ao lugar que ela sempre sonhou. E a conhecer o amor do jeito que nunca imaginou, da forma mais improvável do mundo...

Os sinais que ele não percebeu, no dia do acidente, poderiam ter evitado que seus pais entrassem naquele avião. Tempos depois, algo inesperado mudou o rumo das coisas, e ele, então, passou a esperar o dia em que os sinais voltariam... Tomas Ventura levava uma vida quase perfeita, cercado por tudo que sempre quis: um violão, um telescópio, muitos discos bons, amigos, um emprego de sonhos e uma casa que flutuava. Mas no dia em que recebeu a proposta de trabalho da sua vida, o convite para participar da trilha sonora de um grande filme de Hollywood, ele decidiu dizer “não”. Até que dois sinais, os olhos cor de mel daquela menina, mostraram-lhe que ainda havia motivos para seguir em frente...



Bruno dizia que um dos grandes desafios da vida é conseguir provar que as teorias estão erradas. Quando seu grande amor deixa de reconhecê-lo, ele precisa se transformar como nunca para tentar reconquistá-lo. Conseguirá ele contradizer o destino e provar que é possível colocar por terra tudo o que afirmavam? Superação e retribuição em mais este incrível romance de Maurício Gomyde, onde tudo o que já se imaginou sobre o amor será levado ao limite da mais doce loucura.


Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou A Máquina de Contar Histórias , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.


Entrevista com Maurício Gomyde, autor do livro A Máquina de contar Histórias, lançado recentemente pela Novas Páginas, selo do Grupo Editorial Novo Conceito.

1 - Quem é Maurício Gomyde?
R: Toda vez que me perguntam isso, a resposta sai diferente... rs. Talvez seja porque eu esteja mesmo em constante transformação. As coisas têm acontecido tão rapidamente, que preciso me reinventar todos os dias pra tentar continuar sendo o mesmo. Sou um contador de histórias, nada além disso. No momento, sou o chefe de família que precisa fazer das tripas coração pra reconquistar o amor das filhas. Sou meus livros e histórias, é isso


2 - Quando decidiu que queria ser escritor? E a sua família te apoiou nessa escolha?
R: Decidi já num momento em que o apoio da família tinha pouca importância no resultado. Digo, eu me descobri como escritor meio que por acaso. Nunca tive aquele sonho de infância, em que poderia dizer “algum dia vou escrever um livro”. O “O Mundo de Vidro” saiu meio que naturalmente. Quando vi, estava escrevendo. De qualquer forma, minha família torce demais para que as histórias saiam bacanas e a turma goste.

3 - No começo de sua carreira, ao escrever o primeiro livro, você já estava decidido por se lançar como autor independente? Ou a ideia foi tratada como uma "última opção"?
R: Esta foi uma decisão consciente. Eu não queria ter de escrever e sair esperando a “boa vontade” de uma editora em publicar meus livros. Eu queria era lançar logo. Quando termino o livro, fico agoniado para vê-lo pronto e na minha mão. E com as facilidades que a internet proporciona, nem pensava duas vezes. Eu gosto de fazer parte do processo, de verdade. Gosto de escrever, participar da capa, da diagramação, de fazer o booktrailer, correr atrás da divulgação, fazer eventos e ir até os Correios postar os livros vendidos. Ser independente é uma opção que envolve sentir o prazer do processo, e, por quatro livros, foi muito bom. Quando decidi aceitar a proposta da editora, foi porque senti que precisava dar um passo além, ter meus livros com mais exposição.

4 - O que é ser escritor pra você? E qual a parte mais difícil dessa profissão?
R: Trato a literatura como algo que me dá um prazer imenso. A parte que mais gosto, se eu for apontar uma, é o ato de sentar e escrever, de contar a história, de pesquisar e ver que o papel vai aceitando algo que a mente vai bolando. Acho que não há parte difícil, é tudo muito prazeroso. E enquanto me der prazer, vou fazer. Se começasse a ficar difícil e penoso, acho que partiria para outra.

5 - Agora que você tem uma editora para publicar seus livros, podemos esperar por uma reimpressão dos livros lançados de forma independente?
R: Então, ainda estamos estudando isso. Eles disseram que vão escolher um para fazer. Mas só vou considerar mesmo quando o vir pronto. Por enquanto, continuo divulgando de forma independente e vendendo exclusivamente por minha loja virtual. De qualquer forma, acho que meus livros independentes ainda poderiam ter uma carreira bacana, já que 99% das pessoas ainda não os conhecem.


6 - Você tem alguma dica para os autores que querem começar a publicar de forma independente como você?
R: Nossa, são tantas ideias. Mas lembro que as dicas nunca devem ser levadas ao pé da letra, porque funcionam de jeitos diferentes para cada pessoa. Talvez eu dissesse para a pessoa não temer o trabalho. Há tanta coisa pra fazer! O autor independente não pode se acomodar. Tem de se divulgar bem e procurar se cercar de bons profissionais (capista, diagramador, leitor crítico, revisor, leitor beta).


7 - Por não ter uma editora, com todo o marketing de divulgação de novos livros para te ajudar, como era a divulgação do seu trabalho? Qual foi a importância dos blogs literários? 
R: Os blogs literários foram, e são ainda, fundamentais para a divulgação do meu trabalho (e de todos os autores, claro!). É tanta gente abnegada, que divulga pelo prazer de fazer literatura, de amar os livros, de curtir os autores! Isso não tem preço para o autor. Sou grato demais a todos os blogueiros parceiros, que sempre “abraçaram a causa”. Como a entrada nos grandes canais de mídia é sempre difícil, está aí uma excelente forma de chegar a lugares e pessoas a quem jamais chegaríamos.


8 - Deixe um recado para os leitores do blog:
R: Espero que os leitores apareçam sempre, deem chance aos novos autores nacionais. Há muita gente bacana escrevendo livros ótimos, histórias sobre nós, sobre nossos lugares e coisas. E pra quem quiser conhecer mais um pouco sobre mim e sobre meu novo livro “A Máquina de Contar Histórias”, estou em todas as redes sociais e no mauriciogomyde.com. Obrigado demais por este espaço incrível.

Lembrando que o lançamento de "A Máquina de contar Histórias" será nesse sábado, dia 09 de agosto, às 15h00 aqui em Brasília. Terá sorteio de brindes e livros, além de um bate papo com o autor. Não percam!

07/08/2014

Demônios


Eu ando construindo,
eu ando desabando, 
eu ando sob a improbabilidade 
dos sonhos esquecidos dentro dos travesseiros. Trilho devaneios conturbados, engraçados e sem lógica, grito por um sorriso e choro por qualquer coisa. No escape da voz, no grave que penetra o ouvido, no toque motivado, sensato, fresco. Na palavras sinceras, sem graça, que grudam na garganta, mas que saem bem leve, quase inescrutável. No insensato sonho de criança, que procura amor onde não têm, que procura felicidade em cada ar, em cada gota. 

Na procura
na procura
na 
p r o c u r a 
de calar esses demônios interiores, de acabar com os furações que assolam o ser. Na procura de deixar você ir embora, mas não sei como fazer isso, me perco na insistência dos seus olhos, que brilham com eficácias, penetra, perfura, me segura.  No parapeito, no ar que congela do lado esquerdo, o vento que sopra os lábios feridos, que balança os cílios que marejam em lágrimas. Na procura dos segredos do universo, na investigação sobre a vida. No sentimento que, de tão forte, é palpável.

Nessa
incontrolável 
sede 
de se saciar com algo que não se sabe, com algo diferente. Na busca e temor ao desconhecido. No momento em que se faz da dor sorriso, e do sorriso amor, e do amor eternidade. Na culpa de chorar por não querer sofrer, na fuga dos problemas. Na incapacidade de compreender os tantos "nas e nos" da vida, no descontrole de não saber tudo o que quer e o que fazer. Talvez isso seja, viver.

05/08/2014

Resenha: "Incendeia-me" de Tahereh Mafi

Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito, 2014
Páginas: 385
Série: Estilhaça-me, volume 03.
Avaliação: ★★★★★
"O medo vai aprender a me temer." 
Acabou.
Simplesmente
A c a b o u

Me sinto quebrado por dentro, eu esperava uma coisa e o livro foi muito mais do que eu esperava. Tahereh Mafi é uma das minhas autores preferidas, eu não consigo suportar a dor de saber que essa série tão espetacular acabou. Após a leitura de Fragmenta-me estava mais na hora de saber o que aconteceria com esses personagens tão carismáticos e cheios de si. E juro para você, mesmo lutando contra expectativas exacerbadas, eu não sabia o que esperar do final da série e muito menos se eu ia ter meu coração partido (visto que é isso o que acontece, geralmente, com o último livro de uma série ou trilogia). Fiquei com muito medo de ser decepcionado e ao mesmo tempo fiquei despreocupado com o fato de não gostar do livro, afinal, desde o primeiro livro que sou apaixonado por esses personagens e pela a escrita da autora, totalmente inovada e diferenciada.

Incedeia-me começa com o destino do Ponto Ômega totalmente destruído, Juliette descobre através de Wanner que todo seu mundo e sua luta foram em vão, e supostamente seus amigos estão mortos. Juliette não perde a esperança esperança de se vingar e destruir de vez o Restabelecimento e o homem que a quase matou. Porém a única pessoa em que Juliette pode confiar é em Warner. Warner talvez não seja quem sempre achamos que ele fosse, assim como Adam talvez não seja quem ele sempre demonstrou desde o primeiro livro. Personagens secundários irão roubar a cena e deixar tudo um pouco mais engraçado, ainda que não tenha como rir. E nessa busca, Juliette terá que enfrentar seus próprios medos e terá que tomar escolha que partirá corações. 
"Por muitos anos, vivi em constate terror comigo mesma. A dúvida tinha se casado com meu medo e se mudado para minha mente, onde construiu castelos e governos reinou e mandou em mim, subjugando minha vontade a seus sussurros até eu ser pouco mais do que um peão obediente, muito aterrorizada para desobedecer, muito aterrorizada para discordar"
Acho engraçado essa série: ela cresce e melhora gradativamente, tanto na ação quanto na sanidade mental de Juliette. Em Estilhaça-me encontramos uma personagem totalmente louca (tanto na escrita quanto nas ações e pensamentos da gatora), a autora escrevia sem pontos, sem virgulas e abusa do taxado. Já me Liberta-me a autora ainda escrevia desse modo, mas foi diminuindo com o passar das folhas, como se Juliette estivesse voltando ao normal e "deixado" de ser "louca". Mas foi em Incendia-me que percebi esse jogo da autora em proporcionar um crescimento da personagem durante os três livros da série. Além do crescimento da série em si, Tahereh Mafi propõe o desenvolvimento tanto de Juliette quanto de outros personagens — Warner, Adam, Kenji...

Mafi escreveu com maestria toda a sua série, chegou para ficar no campo literário, com a sua primeira série de tirar o fôlego. A autora transbordar criatividade e transporta de uma forma prática, fácil todo o seu mundo (o mundo de Juliette) para a cabeça do leitor, sua escrita prende o leitor de uma forma intensa e gradativa. E arrisco dizer: qualquer livro da Mafi eu leio, por eu simplesmente amar sua narrativa e a forma que ela escreve.

Poucas pessoas gostam do final interminável da série, acho que apesar da autora não colocar "e viveram felizes para sempre" ela deixou aí, expectativas para um futuro, e sabendo que não haverá mais nenhum livro (nem um conto, nada), cabe ao leitor escolher seu próprio final. É fabuloso e engenhoso a forma que tudo acontece durante a série, de como o final tira fôlego e deixa o leitor satisfeito e ao mesmo tempo insatisfeito, mas para o fã da série, acho que o final não poderia ser outro, apesar de querer mais, eu compreendo e assino em baixo que a história tinha que acabar dessa forma, porque sim. 

Confira toda a série

03/08/2014

Resenha: "O Ladrão de Crianças" de Brom

Autor: Gerald Brom
Editora: Benvirá
Páginas: 432
Avaliação: ★★★★★
"Ás vezes, as menores coisas são as que mais ferem."
Em abril de 2014 foi lançado uma versão moderna de Peter Pan, escrita por Gerald Brom, ambientado em Nova York e com um mundo totalmente diferente da que conhecemos escrito, originalmente, por James Barrien. Brom cria um mundo espetacular que envolve o leitor num arriscado triller do início ao fim: com bastante drama, suspense, fantasia e muito sangue. 

Apesar de ter falado de Brom cria um mundo totalmente inovador ele não muda tanto o personagem, visto que a versão original de Peter Pan não é fofinha e bela como vemos pelas diversas adaptações da Disney. Brom usa o lado mais frio, cruel, egoísta e sanguinário de Peter Pan para criar o seu próprio Peter: o ladrão de crianças, que faz promessas para crianças desiludidas e problemáticas, falando que existe um lugar totalmente sem restrições, obrigações, adultos e o melhor: você nunca vai envelhecer. Por parte as promessas de Peter estão certas, porém o lugar ou mundo prometido por Peter não é tão simples e feliz assim, Avalon é um lugar mágico reinado por criaturas desconhecidas, habitada por seres do mal, bruxas, bestas e monstros carniceiros. Mas o pior de tudo é: que Avalon está passando por maus momentos e logos as crianças terão que travar guerras que poderão custar suas vidas. 

Como em qualquer outra releituras queremos ser surpreendidos, afinal, qual a graça de ler a mesma história? Brom surpreende bastante em sua narrativa, porque você não sabe o que esperar dos próximos capítulos ou dos seus personagens, além de estar adicionando diversos seres mitológicos e temas reflexivos. A cada compasso da história é despejado mais conteúdo em cima do leitor - de uma forma singela que não deixa o leitor, em momento algum, perdido -, entramos cada vez mais para o mundo de Brom e, a medida que vai lendo, é impossível acreditar que O ladrão de crianças não tem continuação. 

O livro mesmo sendo narrado em terceira pessoa o autor demonstra, impecavelmente, os sentimentos dos seus personagens desde a os momentos mais felizes até a crueldade que o homem pode chegar. Confiança, a lealdade, selvageria e liberdade são sinônimos cabíveis ao romance estrelado por um personagem astuto, egocêntrico e forte. Vale ressaltar que mesmo Peter parecendo o foco central da história, ele não é o personagem principal; na verdade cada personagem da história ganha um momento heroico e também um momento vilão, no final da história não se pode chegar a conclusão estereotipada de que existem personagens do bem ou personagem do mal. 
"Eu queria poder voar. Sonho com isso às vezes. Se pudesse voar, eu ia atravessa essa maldita neblina, passaria pelas nuvens agora mesmo. Flutuaria lá em cima e olharia as estrelas a noite toda. Eu era marinheiro e conheço as estrelas melhor do que as tetas da minha mulher. Só de velas mais uma vez... ah, as estrelas, não sei mais se eu iria querer ver as tetas da minha mulher essas dias, só de ver as estrelas mais uma vez seria suficiente para mim. Eu morreria feliz."
Encontramos em O ladrão de crianças uma aventura de tirar o fôlego e pedir bis, um romance macabro voltado para as saliências do homem desde a magia infantil à descrença adulta. Uma leitura recomenda para amantes de fantasia e um pouco de terror, aliás, um livro recomendado para todo mundo, pois um livro como esse que tira suspiros e nos faz querer mais devia aparecer sempre quando precisamos de uma aventura que nos faz viajar em um mundo novo e ser um dos personagens. 

01/08/2014

Wingardium Leviosa, reparo: chegou a hora de ler Harry Potter

ilustração de Mary GrandPré

Com quase 350 livros lidos me sinto um pouco envergonhado em falar que eu nunca li Harry Potter, para não ficar tanto para trás eu li A Pedra Filosofal quando tinha mais ou menos 12 anos e hoje com 18 anos não lembro de mais nada, com isso para concertar o esse erro e tragedia não vou usar feitiço, mas vou lançar um novo projeto: Harry Potter - 7 em 4. São sete livros para ler em quatro meses, ou seja, até o final do ano tenho que ler todos os livros da série. Meta de leitura:

Agosto: 
- Harry Potter e A Pedra Filosofal
-  Harry Potter e A Câmera Secreta

Setembro:
-  Harry Potter e o Prisoneiro de Askaban
-  Harry Potter e o Cálice de Fogo

Outubro:
-  Harry Potter e a Ordem da Fênix

Novembro:
-  Harry Potter  e o Enigma do Príncipe

Dezembro
-  Harry Potter As Relíquias da Morte 
Mesmo criando uma meta de leitura não sei se serei capaz de ler nos meses propostos, mas vou tentar. Minha meta é ler todos os livros esse ano, 2014. E quando terminar vou fazer uma maratona de filmes do Harry Potter (esses sim, já assisti uma infinidade de vezes), mas para qualquer bom leitor, sempre é melhor ler do que assistir não é? 

Deixei os últimos livros sozinhos por serem mais "difíceis" de ler, de acordo com meu primo. Ele disse que A Ordem da Fênix é o mais cansativo da série. Como os primeiro livros - A Pedra Filosofal, A Camera Secreta e o Prisioneiro de Askaban - são os mais curtinhos deixei dois para casa mês, espero conseguir ler no mesmo mês.

Mesmo não sendo fã sou encantado pelo mundo de J. K. Rowling, por seus personagens e por tudo o que as pessoas falam e digo para vocês que chegou a hora de averiguar esse universo quando você entra na Plataforma 9 3/4

Então é isso pessoal, logo vocês terão mais um leitor e possivelmente fã da série. Vou logo dizendo que estou ansiosíssimo para ler, quase como um projeto de vida!

 Um beijão.


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