Resenha: "O Teste" de Joelle Charbonneau

Autor: Joelle Charnonneau
Editora: Única
Páginas: 320
Série: O Teste, volume 1
Avaliação: ★★★★★

Distopia, sem sombra de dúvidas, é um tema que agrada a maioria dos leitores e eu sou apaixonado por esse tema, quado descobri que seria publicado o romance de Charnebonneu, fiquei bastante extasiado e ansiando pelo lançamento da editora Única. Porém as expectativas para o primeiro livro da série O Teste, não foram sanadas da forma que eu esperava e, apesar de não ter gostado muito, estou louquinho para ler a continuação (será publicado em breve aqui no Brasil).  

A Terra está completamente destruída, a destruição aconteceu em sete estágios, através das quatro guerras mundiais e as outras três em resposta do planeta a tudo o que aconteceu. O planeta terrestre, pode-se dizer, é algo "novo" onde as terras já não são mais cultiváveis, as águas são contaminadas, modificações genéticas etc. Com isso, se integrou uma organização política baseada em colônias chamadas Comunidade das Nações Unificadas. Na Colônia de Cinco Lagos está comemorando a formatura de Malencia Vale ou Cia e outros formandos, e tudo o que eles mais querem é ser escolhidos para realizarem o famoso Teste. Os formandos que são escolhidos para o teste são obrigados e submetidos a vários testes secretos, após a conclusão do teste e também a aprovação destes os formandos vão, finalmente, para a universidade e poderão se tornar líderes para a reconstrução do mundo. Ser escolhido para o teste é amplamente difícil, ainda mais quando é de uma colônia esquecida, mas quando a garota é convocada ela perde o chão: de alegria e desespero. O teste parece não ser totalmente justo e honesto, cheios de segredos e mistérios. Cia terá que deixar todos os seus bens maiores para trás (família, amigos, casa...) para entrar em um universo "desconhecido", mas é certo uma coisa: mantenha seus amigos perto e os seus inimigos mais perto ainda. 
“Quanto mais chegamos perto do fim do teste, mais perto estamos de nos tornarmos os próximos líderes de nossa geração. Muitos dos colegas candidatos demonstraram sua crença de que o fim justifica os meios. Eu tenho dificuldade em entender isso, mas uma coisa é certa: o passado não pode ser mudado. “
O Teste é um livro bom, mas para por aí, a narrativa e a história, nesse primeiro volume, se demonstra muito passiva e boring, a falta de ação desfavoreceu bastante livro. Visto que eu esperava adrenalina e pessoas morrendo, pessoas se matando, sangue, lágrimas (minhas) sendo derramadas. O Teste é basicamente um monte de testes, mas a maioria dos testes são escritos ou de matérias da grade curricular das escolas, os testes são feitos e o leitor só sabe a matéria, não sabe algumas perguntas nem outras coisas. O leitor passa algumas vezes a ser excluído do que esta acontecendo ali no momento e quando perceber já aconteceu. Dessa forma, fica tudo muito monótono, xoxo e fraco. 

E apesar de citar no parágrafo acima que não gostei, não é de negar que a escrita de Joelle Charbonneau é sagaz e intensa, sua obra esbanja criatividade e originalidade adicionado a uma mistura de Jogos Vorazes e Divergente. A expectativa ainda continua em relação aos outros livros, pois consigo confiar na capacidade de Joelle em desenvolver mais ação nos próximos livros; sem falar que os capítulos finais de O Teste foram tirando o fôlego a medida que acaba, e quando acabou, eu simplesmente morri sem ar. 

O que realmente salva o livro é a própria protagonista, que narra a sua própria trajetória, Cia é uma protagonista que só cresce a medida que as páginas vão sendo lidas, se tornando cada vez mais adulta e consciente, também no mistifório temos a noção dos medos e os porquês das atitudes da própria Cia. O fato de ser narrado em primeira pessoa possibilita uma sensação gostosa de estar ali com o personagem, Cia (mesmo deixando a gente fora de algumas cenas) proporciona essa sensação e salva a história, fazendo o leitor ler rapidamente. 

A série tem tudo para melhorar nos próximos volumes - e eu conto com isso -, O Teste está mais para um livro introdutório à tudo o que vai acontecer, à suposta ação que estou procurando; apesar de não oferecer tanta emoção, Joelle despenca o leitor em um monte de paradigmas, a forma que o governo se sobressai sobre a população e acrescenta até mesmo um romance bobo, literalmente bobo, porque não há necessidade de um romance agora, mas não se preocupem o romance de Cia e Thomas não é muito melodramático. E aí vale a pena ser lido? Sim! Para que adora distopias e não se importe com algumas cenas fracas. 

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  1. Ainda que você não tenha curtido tanto o livro, confesso que fiquei curiosa por você ter comentado sobre a trajetória da protagonista e tal. Muitas vezes eu não faço questão de cenas de ação propriamente ditas, mas de uma trama bem desenvolvida e convincente. Li resenhas bem legais do livro e desde que lançou tenho a maior vontade de lê-lo. Não sei bem se vou curtir ou não porque ainda não li nem Jogos Vorazes nem Divergente, então não estou muito familiarizada com essas distopias mais recentes.

    Beijos, Livro Lab

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