Resenha: "Cartas de amor aos mortos" de Ava Dallaira

Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 332
Avaliação: ★★★★★

Querido leitor,
"Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos."
"Cartas de amor aos mortos" foi um dos livros que aguardei bastante para seu lançamento, que oficialmente é hoje dia 5 de julho, o motivo para querer tanto ler esse livro é que além da capa super-mega-ultra linda, eu também gosto de escutar Kurt Cobain, descobri que o tema também tem uma pegada mais filosófica e emocional - o tipo de literatura que eu amo, Ari e Dante que o diga -. Cartas de amor aos mortos é uma leitura leve, rápida, sagaz e deliciosa, livro de um dia, que você lê sem parar, sem hesitar e no fim você só tem que recomendar.

Laurel é uma adolescente em descobrimento e está passando por uma fase complicadíssima da sua vida; ter que lidar com a morte da sua irmã mais velha parece ser um fardo pesado para a menina, mas além da recém perda a garota passa por diversas situações como o abandono de sua mãe, o primeiro amor e a mudança de escola. Laurel é uma criança - e ela cresce muito até o final do livro - e precisa de atenção e orientação, grande parte da história ela constrói seu próprio trilho. May, a irmã mais velha de Laurel, parece ser uma irmã incrível e desse modo as atitudes de Laurel são espelhadas em como May era.

O livro começa com uma atividade escolar: escrever uma carta para uma pessoa que morreu e por mais engraçado que pareça nenhuma das cartas é endereçada à May, mas sim à pessoas famosass como Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop entre outros. A maneira como Laurel trouxe cada astro para dentro da história é fabuloso, pois ela se baseia na história do cantor ou artista e para contar um pouco também da própria história. 

Ava Dellaira escreve de uma forma singela, simples e ao mesmo tempo tão sensacional. Driblando de uma forma bem diferente a narrativa da história: através de cartas. A narrativa da autora, quando eu folhei as páginas, jurei que a leitura ia ser chata "coé, é só cartas?", mas depois lendo uma carta após a outra eu descobri que não conseguiria d e s g r u d a r até ler a uma página, e foi isso o que aconteceu. Fui tragado pela leveza e sensibilidade de um infanto-juvenil contemporâneo. 
"Quando estamos apaixonados estamos ambos completamente em perigo e completamente salvos."
Uma história que fala de amor; que fala de você ser só... você mesmo, de se encontrar no meio de tantos caminhos e rastros. Uma aventura sem ação capaz de tirar o fôlego de qualquer leitor e faze-lo pedir bis, confiança e mentira serão provadas, Carta de amor aos mortos fala de amor na forma mais explícita, quieta e tímida, fala sobre querer o bem de quem ama e querer ao mesmo tempo se confortar dentro da realidade e aceitar de que nem tudo é como a gente quer; o mundo não é tão simples baby.

Se "Cartas de amor aos mortos" fosse um mar, a escrita brilhante de Dellaira séria as ondas que a vida nos trás - as preocupações, os medos, as quedas etc -, seus personagens seriam os seres ocultos das águas negras: tão misteriosos, inderrogáveis, tão cheios e completos de si, mas ao mesmo tempo tão confusos e insensatos, os personagens de Ava Dellaira são tão humanos, como sua história. Se "Cartas de amor aos mortos" fosse um mar, eu queria me afogar nele mais uma vez.

É incrível como Ava Dellaira descreve a dor de crescer, a dor de perder coisas e pessoas que já foram, o medo do desconhecido. Dellaira cria uma personagem cheia de problemas, confusa e que passa por tantas provas em tão pouco tempo, na real, a autora cria uma personagem tão humana, com problemas tão humanos com que temos que lidar todos os dias e isso é fantástico: porque a gente foge da ilusão de que tudo é fofinho ou perfeito, vamos para um mundo conceituado realidade. Uma leitura recomendada para todos, mesmo sendo um livro infanto-juvenil! Por favor, não perca oportunidade de ler esse livro.
"Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também continua mudando. Então eu entendi, de repente, o que significa estar vivo. Nossas armaduras invisíveis se deslocando dentro de nossos corpos, começando a se alinhar nas pessoas que vamos nos tornar."

Beijos, 
Igor Thiago 

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