31/07/2014

Os rabiscos de Isa Frasson

Isa Frasson tem 16 anos e já morou em vários lugares do país, saiu do Brasíl e morou um tempo em Portugal, mas voltou novamente (só por minha causa) e nunca tem lugar fixo para morar, seus pais sempre estão se mudando, porém as mudanças não foram capazes de acabar com o seu amor por desenhos, talvez, sejam essas mudanças que se fez nos traços da menina.


É engraçado a maneira de como vim conhecer os desenhos da Isa Frasson. Um dia em que eu estava em um site de perguntas e respostas, ela começou a me perguntar e curtir as minhas respostas, quando menos percebemos já estávamos melhores amigos.  E com o passar dos tempos ela me mostrou vários desenhos e até tentou me ensinar a desenhar (o que não deu muito certo). 



A Isa nunca fez curso de desenho e sempre desenhou em momentos inspiradores (apesar de ela conseguir fazer desenhos lindos em 10 minutos). Eu gosto muitos dos desenhos dela porque é um desenho diferente, rabiscado e com esboços.

"Desde de pequena sempre gostei de desenhar, por que meu padrasto era camioneiro e minha mae comprava aqueles blocos grandes de desenhos pra pintar sabe? Dessa forma eu ficava a viagem inteira pintando, acordava de manha ia até a noite." Ela diz. 



  "Quando tinha 1 ano de idade meus pais decidiram ir pra Portugal, pra salvar o casamento, mas acabou nem dando certo, nesse tempo fiquei até os dois anos de idade ainda no Brasil morando com meus avós paternos, depois eu fui pra Portugal com meu irmão e meus avós; meus pais se separaram, minha mãe encontrou um novo marido, no qual ele era caminhoneiro então, a gente mudava muito de cidade, nunca fiquei mais de dois anos em uma só, meu irmão acabou por ir morar com meus avós alguns anos depois, e meus pais decidiram ir pra Espanha, morei por volta de 4 anos e meio, depois voltei pra Portugal pra morar com meus avós, então um ano depois eu vim pro Brasil só com minha mãe e meu padrasto deixando a familia que sempre tive por "perto" lá."


29/07/2014

Resenha e concurso: "A Máquina de Contar Histórias" de Maurício Gomyde

Autor: Maurício Gomyde
Editora: Novo Conceito
Páginas: 192
Avaliação: ★★★★


Já tinha enormes expectativas para começar o romance do Maurício Gomyde devido as palavras da Barbara Sá e também por já gostar das palavras do romancista brasiliense. O romance de Gomyde é curto, leve, porém bem desenvolvido, deixando até mesmo uma carência de querer mais da sua história, mesmo com um fechamento espetacular.

"A Máquina de Contar Histórias" narra a história de um famoso escritor com agenda super lotada, reconhecido mundialmente por seus romances de tirar o fôlego, Vinícius Becker é o tipo de escritor que todo escritor que ser. Vinícius percebe que deixou de viver para escrever seus romances, fazer tours e eventos literários até quando sua esposa falece sozinha no hospital. Além de perder a esposa, quando o escritor volta para casa: ele também parece ter perdido as únicas mulheres da sua vida, suas duas filhas. Vida é a filha mais nova e é ainda uma criança, mas é com Valentina, a mais velha, que por motivos de querer culpar alguém pela morte da mãe ou por ver seu pai sempre tão ocupado, acaba culpando Vinícius pelos males da família ou até mesmo pela desunião da Familia V. Quando o homem se encontra em desespero e descobre que as únicas coisas que realmente tem valor na vida estão se afastando dele, ele será capaz de fazer tudo para conquistar aquilo que o fará feliz. Com isso Vinícius embarca numa viagem dos sonhos para conquistar sua família novamente, será que ele conseguirá reverter a situação e perceber que amor não é comprado?

Maurício visa uma história muito clichê em que o pai ou a mãe deixa de amar seus filhos ou larga sua vida pessoal para se dedicar a carreira profissional - o mesmo caso acontece em Vida Trocadas e Laços Inseparáveis -, mas mesmo usando uma história já conhecida, Gomyde consegue driblar com suas palavras e engenhosidade para um caminho emocionante e fofo. Logo, seus personagens ganham o palco e encantam o leitor de uma forma singela e simples, fazendo o próprio leitor se encaixar no meio da história, se identificando com algum personagem ou se identificando com a história em seu geral, quando percebemos que nos momentos mais difíceis temos alguém que nos ama ou que mesmo que não transpareça existe alguém que se importa.

Apesar de "A máquina de Contar Histórias" ser um livro bastante curto é desenvolvido bastante conceito, Maurício Gomyde explora todos os cantos da sua história, desde as coisas mais simples até as inovações tecnológicas, consegue transbordar em poucas palavras um sentimento com facilidade ou deixar grande parte dos pontos de vistas dos seus demais personagens. O livro em suma é escrito de forma simples e a leitura passa muito rápido - a diagramação está uma graça, porque o autor usa de recursos como próximo, voltar, play para contar sua história, por exemplo, para voltar ao passado, voltar para o presente ou ir para um futuro próximo.

O livro de Gomyde é um livro de lições e de um amor forte entre a família, que hoje está muito esquecido, e  talvez seja também uma crítica tanto para os pais quanto para os filhos, porque o ser humano chega a ser egoísta a esse ponto de abandonar quem ama para se camuflar em luxúria e fama. Gomyde deixa bem claro que devemos aproveitar cada minuto que temos com as pessoas que amamos e que nos fazem bem, porque esse é o verdeiro sentindo da coisa: ser feliz independente de ser rico ou pobre, ser famoso ou não. Uma leitura recomendada! 

Para comemorar o Dia do Autor Nacional, o selo Novas Páginas e o autor do sucesso "A Máquina de Contar Histórias", Maurício Gomyde, prepararam uma surpresa para os leitores. Compartilhe com a gente uma foto de um grande momento da sua vida, conte um pouco sobre ela e concorra a 02 Kindles®. Chegou a hora de você ter a sua própria máquina de contar histórias! SAIBA COMO PARTICIPAR E LEIA O REGULAMENTO CLICANDO AQUI.

27/07/2014

Resenha: "A arte de ouvir o coração" de Jan-Philipp Sendker


Autor: Jan-Philipp Sendker
Editora: Parelela
Páginas: 256
Avaliação: ★★★★★


Um famoso e renomeado advogado de Nova York desaparece sem mais nem menos, deixou sua família e toda a sua vida para trás. Cansada de esperar que respostas caem do céu, Júlia, sua filha, sem querer encontra uma carta que o pai escreveu há muito tempo para uma uma mulher birmanesa. Tanto Julia quando sua mãe nunca souberam o passado do seu pai, dessa forma Julia decide viajar meio mundo para uma aldeia onde a tal correspondente da carta morava. Mas quando Julia chega, descobre coisas inimagináveis, coisas que pertenceram ao seu pai quando era mais novo. Lá ela também descobre o ponto de fuga da paixão e a crença no poder que o amor tem. 

Não há tristeza ou desespero, mas sim um novo desafio que o leva a desenvolver a arte de identificar uma pessoa pelo som do coração batendo. E é assim que ele conhece o amor de sua vida, Mi Mi. Uma garota que aos poucos vamos descobrindo que também teria motivos de sobra para desistir da vida, mas que simplesmente vive como se ela fosse um grande milagre. A história segue de forma tão impressionante que as deficiências de Tin Win e de Mi Mi se tornam um simples detalhe.
A narrativa de Jan-Philipp Sendker é intensa e ao mesmo tempo tão leve, ressaltando sempre em questão a arte de amar e como não sabemos como amar, mas talvez o livro fale bem mais do que amor, fala sobre viver sobre como se sobressair as coisas que nos deixam tristes ou magoados, não é um livro de autoajuda e passa bem longe disso, porém conta história de um personagem que foi capaz de aguentar vários obstáculos da vida da forma mais forte e calada possível, sem reclamar e com um sorriso espantado no rosto. 

A leitura de "A arte de ouvir o coração" não é rápida, mas é muito simples e de fácil entendimento. Contemplado de personagens cheios de histórias como Tin Win e Mi Mi, roubando todos os capítulos do livro; a história se passa por um amor antigo e bem revigorante que chega a dar vontade de amar dessa forma. 

Como tido no paragrafo anterior os personagens de Sednker chamam atenção em sua obra,  pois estão são construídos plenitude, mas também de falhas. Apesar de o autor criar personagens que inspiram ele não esconde o lado negativo e negro de seus personagens, equilibrando tudo a seu tempero. Se você está procurando uma leitura emocionante, que toca o coração de forma simples e espontânea "A arte de ouvir o coração" é uma bom pedido, trazendo luta pela vida, confusões familiares e enfrentando as dificuldades impostas pela vida.  

25/07/2014

Resenha: "Pelos olhos de Maisie" de Henry James

Autor: Henry James
Editora: Pequin, Companhia das Letras
Páginas: 416
Avaliação: ★★★★

A história de Maise não é fácil de ser lida, mas vale a pena ser lida. O livro conta a história da menina Maisie a patir da separação dos seus pais, Ida e Beale, quando a pequenina tinha apenas seis anos. Inicialmente seus pais entram numa disputa judicial acirrada pra ver quem granjear a guarda da filha. A guarda inicialmente outorgado ao pai não durou muito e logo a pequena se encontrou em um dicotômico, morando seis meses com o pai e seis meses com a mãe alternadamente. Porém o que inicialmente parecia ser uma briga por Maisie se transforma em ódio e, Maisie acaba concluindo que  "estava atuando como um polo de ódios e uma mensageira de insultos, e que tudo ia mal porque ela fora usada para esse fim" já que seus pais estão cada vez mais frios e distantes. 

Logo a pequena Maise se encontra em um romance quadriparental: seu pai se casa com sua governanta e sua mãe casa-se com um homem mais novo só "por causa da filha". Supostamente com quatro pais, dois deles - os biológicos - que parecem ter interesse nenhum na garota, sendo os outros dois, o padrasto e a madrasta que realmente se importam com a criança e com o bem da mesma. No meio de promessas e de juramentos dos seus verdadeiros pais cada vez mais distantes Maise acaba se confortando cada vez mais em seus novos amigos.  
“Queriam-na não pelo bem que pudessem fazer a ela, mas pelo mal que, com a ajuda inconsciente dela, cada um poderia fazer ao outro. Ela serviria a seus ódios e selaria suas vinganças (...)”
O romance desfalece em Londres, os personagens viajam com bastante frequência à trabalho ou apenas próprio luxo sendo Maisie deixada em segundo plano, juntamente com o proceder do romance percebe que o ex-casal está mais preocupado em ferir ao outro do que amar a filha, transformando-a em uma arma de relações entre o pai e a mãe. Porém os adultos não roubam a cena, já que perspectiva está reservada para a menina através de um narrador rebuçado. Henry James também não ousa poupar argumentos ou a ironia, frieza e emoção do seus personagens podem passar. Pelos olhos de Maisie recebe um título que faz jus a história, o autor consegue transpassar ao leitor o mundo do de um menina de apenas seis anos que se encontra em uma batalha de seus pais e que sofre com tudo isso, mas que sofre em silêncio - por esse motivo seus pais acham que está tudo normal. 



Como já dito o autor usa e abusa dos flagelos da humanidade entrando em atitudes da sociedade e atitudes do próprio homem em ser egoístas, da parte da mãe e do pai podemos deslumbrar a tragédia. Essa não é uma história fácil de ser lida também já dito em parágrafos anteriores, existirá momentos em que você terá que recorrer ao dicionário mais próximo ou, possivelmente, você encontre uma narrativa cansativa todavia que te enlaça aos poucos - esses são sintomas da maiorias dos clássicos e assim com ele vem extrema riqueza em detalhe e emoções, além de história inconfundíveis, capazes de fazer o leitor se emocionar ou entrar para a história de uma vez. E fico feliz em dizer, que eu mesma, fui captada e arrematada por Henry James.  

O livro foi adaptado para as telonas e ainda não tive oportunidade de assistir. Mesmo sendo uma leitura nada fácil vale a pena ler, mas se você não está preparado para uma dose selvagem de sentimentos, dê uma chance a adaptação, somente por está história, incrível. 

22/07/2014

Resenha: "As sombras de Longbourn" de Jo Baker

Autora: Jo Baker
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 456
Avaliação: ★★★★

Olá meninas, não sei vocês, mas eu amo os livros da Jane Austen. E sem dúvidas Orgulho e Preconceito é um dos melhores livro que li da autora. Para quem não sabe As sombras de LongBourn é narrado através da perspectiva dos criados da família Bennet. O livro segue a mesma história do livro mais conhecido de Jane Austen, porém focado numa realidade totalmente diferente: nas pessoas que realmente mantinham a casa ativa, limpando, arrumando, costurando. Narrado em terceira pessoa e sempre valorizando a vista dos empregados e também os detalhes que, suspostamente, deixamos passar invisivelmente sobre como são o dia a dia da família Bennet. A história real de Austen funciona com uma história de fundo para Jo Baker inserir personagens que ficam "escondidos" durante o romance, como Sarah e James. 
"Ela se sentiu muito confusa. Tendo já percorrido um longo caminho no sentido de se indispor com ele, ela preparara-se para continuar nesse rumo até vir a detestá-lo de todo o coração."
A narrativa excelente detalha o ambiente, os personagens e acontecimentos de uma simples e bem equilibrada, garantindo uma leitura agradável. É perceptível que os detalhes e a linguagem preciso de bastante conhecimento e pesquisa para fazer uma releitura de um mundo já criado. Com a crítica por traz da história passamos a desfrutar com outros olhos a história e os personagens de Orgulho e Preconceito. Os personagens "criados" por Baker são bem criados, enraizados e trabalhados, ainda mais ao psicológico. Vemos com outros olhos as filhas e os senhores Bennet, através de mesquinhamento e pela forma como se relacionavam com a criadagem. A crítica está presente nas palavras de Jo Baker, passamos a ver um mundo totalmente diferente: não só festas, sorrisos, romances e musselina.  

Não se deve julgar Orgulho e Preconceito após ler esse livro, afinal, estamos sob a escrita e narrativa de Jo Baker e não da própria Jane Austen, mas não podemos negar como o romance se desenvolve em As sombras de Longbourn, da forma mais simples e singela, entrelaçando a vida dos personagens e construindo uma vivência forte e emocionante. Creio que o romance possa ser lido sem precisar ler o livro de Austen, afinal, a autora apesar de usar o mundo de Austen como plano de fundo aborda um novo romance e uma história, digamos, bem diferente. Uma leitura rebuscada, porém deliciosa e recomendada. 

21/07/2014

Filme: Ponyo - Uma amizade que veio do mar


Gake no Ue no Ponyo, 2008
Hayao Miyazaki
101 minutos
O filme conta a história de Sōsuke, um garotinho de cinco anos, e Ponyo, uma princesa peixinho-dourado que deseja muito virar humana. Um dia Ponyo foge do seu lar no oceano e vai parar na encosta onde Sōsuke a encontra e promete protegê-la para sempre.

Miyazaki foi influenciado nesta história pelo conto A Pequena Sereia de H.C. Andersen,4 além de inspirar-se na lenda japonesa Urashima Taro. Seu filho Gorō serviu de base para a construção do personagem Sōsuke.5 A cidade do filme foi baseada no Setonaikai Kokuritsu Kōen um famoso parque japonês.


Ponyo foi um filme que eu conheci sem querer, estava em um churrasco e o filme estava passando em um canal de desenhos infantil, eu comecei a assistir só para passar o tempo (afinal, o churrasco ainda não havia começado) e no passar desse tempo fui me envolvendo com a história e não consegui mais parar de assistir (começou churrasco, acabou churrasco e eu na televisão) por dois motivos: a história é muito, muito fofinha e é o tipo de animação japonês que eu amo - A viagem de Chihiro é na mesma pegada. 

O filme conta a história de Sōsuke, um garotinho de cinco anos e seu peixinho-dourado, Ponyo, que na verdade é uma princesa peixinho-dourado que deseja muito ser humana para poder ficar com seu amigo. E quando Ponyo foge do seu lar e vai para na encosta Sōsuke a encontra e promete protege-la para todo o sempre. O sumiço de Ponyo faz com que seu pai vá a sua procura de sua filha, achando que ela foi raptada por humanos. Quando a encontra percebe que ela o quanto ela já mudou (criou pernas e braços..) e não consegue força-la a voltar para casa, quem poderá separar ela de Sōsuke? 


A inocência da história é retratada tanto por Sōsuke quanto por Ponyo quando as duas crianças se apaixonam e juram amor eterno uma a outra, uma história linda, muito simples, mas emocionante, sem dúvidas, ver o amor nascendo e se formando da forma mais nata, mas serena, sem malícia. É incrível como Hayao Miyazaki, o roteirista, consegue deixar o público tão apaixonado por sua história. 


A animação é muito fofa e é capaz de arrancar lágrimas, o filme já ganhou vários prêmios e mesmo fazendo um tempão que foi lançado ainda se torna uma história recomendada. Acho que nunca vou enjoar das animações de Hayao Miyazaki! Recomendado! Assistam <3 

19/07/2014

Resenha: "A Rainha da Primavera" de Karen Soarele

Autora: Karen Soarele
Editora: Cubo Mágico
Páginas: 92 
Série: Pergaminhos Perdidos de Myríade, volume 1
Avaliação: ★★★★★

"A Rainha de Primavera" é o primeiro livro-conto da outra série paralela a Crônicas de Myríade, o e-book dá existência a série: Pergaminhos perdidos de Myríade. Apesar das histórias acontecerem em no mesmo mundo, as histórias são em tempos diferentes. A Rainha da Primavera se passa em um tempo muito antes do de "Línguas de fogo". 

O livro conta a história de Flora, uma garota ingênua, que está entendiada com a vida na ilha mágica em que vive. Ashteria é uma ilha mágica que não pode ser encontrada facilmente, todos os moradores dessa ilha vivem e desfrutam de paz e calmaria. Quando Flora está se lamentando da sua vida mais uma vez, tudo mundo de repente, dois homens chegam na ilha procurando pela jovem e afirmando que ela é a princesa perdida de Hynneldor. O mundo da jovem se despedaça em vários pedacinhos quando ela descobrem que sua vida era uma mentira, que é filha adotiva e que não nasceu em Ashteria, mesmo surpresa ela necessita saber da sua história, com isso ela parte para o desconhecido junto com Nathair e Dimitri. 
"Siga seu coração, e ele lhe proverá a força necessária."
Karen escreve de uma forma bem simples e que agrada qualquer leitor, eu simplesmente adoro seus livros (e a autora  também, ela é super amor pessoalmente). Apesar de ser livros para a ala infanto-juvenil é abordado uma sequência de suspense e até mesmo ação, uma verdadeira aventura em busca de ser quem você é e ter que arcar com as consequências.  A Rainha da Primavera mesmo sendo um livro pequeno é bem escrito e deixa pouco a desejar, é inevitável não esperar a continuação (vamos Karen escreva!). 

O livro está disponível no site da autora em pdf e também na Amazon - aproveitei a época em que o livro estava a baixo custo na Amazon e comprei, vale a pena mesmo. Não é a melhor leitura do mundo, mas é muito boa para conhecer um pouco dos personagens de Myríade e toda uma trama que envolve o leitor do início ao fim. 


17/07/2014

Resenha: "If I Stay" de Gayle Forman

Autor: Gayle Forman
Editora: Dutton Junevile
Páginas: 208
Série: Se eu ficar, volume 1
Avaliação: ★★★★★
“As pessoas acreditam no que querem acreditar”
Nunca tinha visto um romance me conquistar em poucas páginas e a única explicação para é que Gayle Forman sabe como conduzir as palavras e desbravar sentimentos dentro do leitor. Essa mulher é demais. Com seu romance agridoce, de amor infinito e de um sofrimento angustiante, que nos fazer chorar e implorar por mais uma dose dessas palavras que... que machucam (?).

De uma forma bela e dolorosa conhecemos a história da musicista Mia, umas adolescente de 17 anos como tantas outras. Em um dia de neve Mia e sua família decidem fazer uma passeio para aproveitar a "folga", num instante enquanto todos estão rindo e brincando dentro do carro, no outro instante tudo muda. Logo mia entende que está envolvida em uma acidente e que sua família está gravemente ferida. A história de desfalece enquanto Mia se encontra em estado de coma, mas de alguma forma Mia está fora de seu corpo, como se estivesse no meio campo, entre a vida e a morte. Mia está vendo tudo ao seu redor e como tudo aconteceu, o que será dali para frente e não sabe se quer continuar a viver ou simplesmente pode ser egoísta e ir embora. E nessa decisão se constrói uma história de tirar o folego e lágrimas. 
"Ouvir ele sempre me lembra do porque comecei a tocar violoncelo – que tem algo tão humano e expressivo nisso."
O romance de Forman cresce baseado em flashbacks e por meio dessa estratégia que conhecemos e aprendemos a amar Mia e todos que estão na sua vida; If I Stay contém a capacidade de transcender uma mensagem forte para os leitores de young adult - revelando a índole humana aos ser atingido por emoções tão fortes como a dor. Mostrando que cada ser tem uma maneira de lidar com o sofrimento e como enfrentar. Gayle encontra uma forma de expressar a dor em dois pontos de vista, através de Mia e, através do parentesco e amigos da jovem. É engraçado como o homem se fecha ou se abre nesses casos, quando no meio das perdas e possibilidades, alguns tentam ser fortes, alguns se calam, outros negam ou tentam se distrair para evitar o padecimento.
"Estou controlando o show. Todo mundo está me esperando.
Eu decido. Eu sei disso agora.
E isso me assusta mais do que qualquer coisa que aconteceu hoje."
Todas as tramas, temas e assunto no romance de Gayle Forman recorre e rondam um ponto principal — o amor, em suas diversas formas e dosagem. O amor de Mia por sua família, por sua melhor amiga e por seu namorado, pelas coisas que gostava de fazer, como era apaixonada por música clássica e como adorava tocar violoncelo ou, melhor, o amor que todos tem por Mia. Mas é esse amor que te faz pensar se você ainda pode amar depois que perdeu, se você ainda será forte quando acordar. E esse amor é o bastante? 

Todos nós já passamos por aquele momento de pensar que a vida não vale mais a pena (me sinto assim quase todos os dias haha). Mas o pior é que sempre podemos escolher qual o sentido da vida, pois ela sempre tem um. Ficamos divididos entre ficar e ir. Não podemos deixar para trás quem tanto nos ama e quem tanto amamos, pois o sentido da vida envolve essas pessoas. Mas também não queremos ficar para continuar sofrendo uma vida inteira. No final a escolha é nossa e como toda a escolha tem consequência, devemos aprender a encarar o futuro que será traçado a partir das nossas escolhas para que possamos decidir se as consequências serão boas ou ruins — paragrafo escrito por Geovani Pires

Tanto eu (Igor) quanto o Geovani recomendamos esse livro como uma leitura obrigatória, não queremos ver você chorar, nem muitos menos nos odiar por ter chorado. Mas queremos que você conheça uma história capaz de sensibilizar de uma maneira intensa, gostosa e verdadeira. Uma leitura que nunca será esquecida, prometo que vocês vão gostar <3. 
“As vezes você faz escolhas na vida e as vezes as escolhas fazem você. Isso faz sentido?”


15/07/2014

Resenha: "O Feitiço Azul" de Richelle Mead

Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Páginas: 400
Série: Bloodlines, volume 3
Avaliação: ★★★★


O Feitiço azul é o terceiro livro da famosa autora Richelle Mead que leio e já digo, eu preciso ler mais, estou ansioso para começar a ler Academia de Vampiros e conhecer ainda mais o mundo criado pela ruiva. 

Antes de continuar a resenha, fique atento: mesmo sendo totalmente contra dar spoilers pode ser inevitável não dar spoilers a essa altura, estamos no terceiro livro da série spin-off Bloodlines, muita coisa aconteceu de lá para cá e talvez (talvez) eu não consiga evitar alguns spoilers, então se você ler a resenha e pegar spoilers não diga que não avisei! 

"Você pode pensar o que você quiser, fazer o que você quiser, mas eu vou continuar apenas amando você, mesmo que seja sem esperança alguma."
Acho incrível a narrativa de Mead, a cada novo volume ela acrescenta uma nova história ou um novo rumo para a história tomar, o que é fabuloso, porque parece que entramos numa série de detetive e mistérios - o que é quase verdade; o foco ainda é encontrar Marcus Finch e descobrir o que ele tem a ver com os guerreiros e com os alquimistas, porém uma feiticeira está se alimentando do poder e beleza das jovens usuárias de magia e cabe a Sydney e Adrian encontrar e acabar com a malévola. 

O livro é bem dosado, o ritmo não é lendo e nem muito rápido, é um ritmo muito bom para curtir a leitura e mantém tudo no modo como deve ser, tranquilo e com ação. Esse compasso de Mead é importante para o desenvolvimento dos personagens principais e, para os leitores conhecerem eles ainda mais, o romance de Adrian e Sydney se desenvolve muito, muito mesmo, mas de maneira bem moderada e devagar - o que deixa a leitura bem gostosa porque a gente fica torcendo para que tudo dê certo, sem dúvidas, umas das melhores coisas desse livro é romance. 
" - Deixei de ficar magoado - ele disse. - Deixei de ser temperamental... Quer dizer, sempre sou meio temperamental. É isso que define Adrian Ivashkov. Mas parei com os excessos. Eles nunca me levaram a lugar nenhum com Rose. Não vão me levar a lugar nenhum com você".
Sydney é, sem dúvidas, uma personagem fantástica e conquista o leitor rapidamente assim como já havia citado na resenha do primeiro livro. O que mais encanta na série é ver o quanto a protagonista cresce  e amadurece durante a cada novo volume, enquanto lia O feitiço Azul, fiquei me perguntando se Sydney era a mesma personagem de Laços de Sangue ou de O Lírio Dourado, é óbvio que é a mesma personagem, mas ela mudou tanto durantes os três livros. Se isso é ruim? Muito pelo contrário, isso me fez gamar ainda mais pela série, pois Sydney abre os olhos e enxerga a realidade (ok, nada de spoilers).

Os personagens secundários não se destacam muito, com exceção a sr. Tewilliger, ainda temos Jill, Eddie e também ganham um pouco de cena Trey e Angeline. E apesar de não aparecem tanto a autora ainda desenvolve uma pequena narrativa paralela à Sydney. É fantástico o modo como esse mulher escreve e ainda interliga várias histórias, oh lord, estou apaixonado pelos livros de Mead!

Em suma é um livro bem dosado e cheio de fofura, mas a autora não se baseia somente no romance de Adrian e Syd, ela cria ação e bastante mistério para ser descoberto. Uma leitura recomendada para os fã de Mead (óbvio) e também para que não aguenta um romance e mistério. Só digo uma coisa: leia! 

13/07/2014

Resenha: "Belleville" de Felipe Colbert

Autor: Felipe Colbert
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Avaliação: ★★★★
"Há sempre uma   p a l a v r a   que nos une"
"Belleville" conta a história de um estudante de matemática, Lucius, que acabou de se mudar para Campo de Jordão para poder cursar matemática, com isso em busca de moradia encontra uma casa visivelmente bonita por um anúncio e não dá em outra decide se hospedar por 4 longos anos, porém ao ver a casa pessoalmente percebe que toda a alegoria se foi, Lucius  não se intimida com a velharia da casa, pois com a vista e ar selvagem que a casa oferece vale por muitas coisas. Em contrapartida, como se não bastasse a vida universitária, Lucius descobre um mistério, tudo ligado as madeiras no quintal da "sua" casa e uma foto encontrada dentro de um livro. Lidando com a nova etapa de sua vida, Lucius encontra uma nova meta para sua vida: construir uma montanha russa. Desse modo Lucius encontra mais um sonho e meta de vida, a ponto de largar tudo para realizar esse sonho. Você estaria disposto a se arriscar tanto assim? 
“O que eu ainda não sabia, ainda, é que não era eu quem construía os trilhos. Eles já estavam lá, a minha espera.”
Felipe Colbert conduz a história de uma forma bem simples e intensa, é uma delícia de livro, digno de cabeceira. Belleville é um livro sensível e que toca o leitor de uma forma inexplicável, com um romance bobo, um sonho que difícil de ser conquistado e um suspense de que "será que vai dar certo?". Colbert tem técnica de escrita, mas não adianta só técnica se não escrever com o coração. E bem, ele escreve com o coração: sua escrita envolve, seus personagens chamam atenção e roubam os pensamentos dos leitores.

O livro trabalha com dois tempos diferentes, um atualmente e o outro a mais de 45 anos atrás. A forma que o autor intercala os tempos é dinâmica e bem notória, a forma que os personagens narram as cenas ou a maneira que eles escrevem as cartas e até mesmo a forma de falar. O livro também acontece de modo bem rápido, as semanas passam voando e tornam a leitura rápida e prazerosa. Os personagens de Belleville são bem explorados. Seus sentimentos são colocados a vista e suas histórias também.  Os protagonistas são bem descritos e os personagens secundários não perdem a vez, o autor junta diversos tipos de personalidades e manuseia harmonicamente.  
Eu precisava provar, talvez mais a mim mesmo do que a meu pai, que tudo estava sob controle, que eu era capaz de me sustentar sozinho, que minha vida andava nos trilhos. O que eu não sabia, ainda, é que não era eu quem construía os trilhos. Eles já estavam lá, a minha espera.
Colbert mostra que não é impossível realizar um sonho, e por mais que você não tenha recurso$ ou ajuda, você deve fazer aquilo que você quer e deseja. Ninguém disse que seria fácil para Lucius e ele simplesmente aceitou seu fardo: construir a montanha russa Belleville. É brilhante como o autor de uma forma poética e fofa consegue de maneira indireta fazer a gente enxergar o quanto é possível fazer coisas nesse mundo impossível. 

Quatro estrelas, nada mais, nada menos. Uma leitura recomendadíssima. 

12/07/2014

Dias em fotos #1


Uma vez me disseram que eu sou um artista. E bem, talvez eu seja mesmo um artista: não por escrever coisinhas fofas ou por sair fazendo caras e bocas, não por saber desenhar bonecos de palitinhos ou fazer um bom layout. Talvez eu seja um artista por driblar as correrias da vida, ultrapassar barreiras enormes, por criar expectativas mesmo que elas sejam ineficazes. Um artista amante de cada dia e sonhador de cada noite, uma artista com trilha sonora para qualquer momento. Um artista que não busca sentindo na existência, mas que dentro da existência cria um sentindo. Um artista que tenta escrever o que se passa e como se passa.

Pensando melhor, talvez eu não seja artista, talvez ninguém seja artista. Eu sou só uma pessoa, uma pessoa como qualquer outra, não me destaco e nem sou melhor ou pior que ninguém, apenas faço da minha existência algo único, talvez por isso eu brilhe.

11/07/2014

Resenha: “A guerra dos Fae — As Crianças Trocadas” de Elle Casey

Autora: Elle Casey
Editora: Geração 
Páginas: 287
Serie: A Guerra dos Fae, volume 1
Avaliação: ★★★★
Eu queria ser especial. Eu queria ser mais.
Jayne, uma adolescente rebelde e descarada (fala tudo o que pensa), tem 17 anos e está achando sua life a coisa mais entediosa do mundo e não vê como poderá mudar o rumo da sua preciosa vidinha, porém ela tem fé de que algo extraordinário irá acontecer. Quando a jovem é assediada pelo seu padrasto, decide fugir junto com o seu melhor amigo o nerd, Tony. Somente com o plano de fugir e juntar dinheiro para a fugá, os dois jovens estão totalmente despreparados para o que poderá acontecer. Assim que os jovens chegam em Miami e veem que estão "perdidos" e sem dinheiro, eis que aparece o misterioso Jared, que por incrível que pareça, ajuda os jovens oferecendo comida e abrigo.  

Precisando de dinheiro os jovens se oferecem para serem "usados" em testes de aptidão física, a empresa que promove esse "projeto" é misteriosa e ninguém nunca ouviu falar, quem aguentar até o final do experimento poderá ganhar muito dinheiro. Como eles precisam de dinheiro, eles se arriscam e lá mesmo são dopados e sequestrados; os jovens são despejados em uma floresta no meio do nada. Mas se você pensou que o problema é ser sequestrado e estar em um lugar que você não conhece, você pensou errado, porque logo os jovens irão descobrir os seres que habitam a floresta e terão que lutar por suas vidas contra vários tipos de monstros: lobisomens, gnomos e outros seres sobrenaturais.

"As crianças Trocadas" é o primeiro livro da série A Guerra dos Fae, dando início a uma aventura deliciosa e divertida. A leitura surpreendeu-me bastante, pois eu não esperava nada de Elle Casey, a leitura de As Crianças Trocas foi uma escolha aleatória e na mesma hora que comecei a ler eu não larguei mais e quando acabou o livro já fui lendo um pedaço  do próximo. 

A campeã de vendas de livros independentes na Amazon, Elle Casey, criou com perícia uma história envolvente, abusando e usando da originalidade. Possuidinho uma escrita leve e de fácil compreendimento a autora encanta leitores com a sua facilidade em passar as sensações e cenas, além de estabelecer um vínculo agradável entre o leitor e os personagens. A narrativa flui velozmente entre as páginas (eu que diga, li em um dia). Elle Casey se revela com sua série um grande talento na literatura fantástica e, mesmo achando a leitura um pouquinho infantil esse livro não é para crianças, Elle constrói uma personagem que usa muitos palavrões - o que não é nada típico para protagonistas mulheres, mas achei diferente e até mesmo cheguei a gostar dessa eventualidade. 

Os personagens de Elle Casey são todos jovens e bem explorados, assim como os personagens principais os seres do mundo de Fae também possuem sua singularidade, são todos bem descritos e ricos de originalidade; com defeitos e qualidades os personagens parecem muitos com os jovens que já conhecemos: rebeldes e em busca de aventura.  Jayne é uma heroína com a boca muito suja, o que me incomodou no início da leitura (meninas xingando é tão feio), mas por esse lado meio "másculo" da garota o livro se torna uma comédia - adeus livros que mulheres são princesinhas. 
Nos botaram numa floresta com monstros meio humanos que gostam de sugar a vida das pessoas! Sabe o que isso significa? Vampiros! E não estou falando dos vampiros gostosões do Crepúsculo, não.
 Mais um fantástico que vale muito a pena ser lido, deixa grande expectativas para a continuação, afinal, aquele fim foi muito, muito malvado. Recomendo para que gosta de fantásticos e seres sobrenaturais. Uma boa deixa para passar o tempo e rir um bocado.

Beijos! 

09/07/2014

Resenha: "Os Três" de Sarah Lotz

Autora: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Avaliação: ★★★★★


"Os três" conta a história em que quatro aviões caíram no mesmo dia, quase no mesmo instante, resultando na morte de centenas de pessoas. E por incrível que pareça três crianças conseguiriam sobreviver, com isso inicia-se uma busca incansável por respostas. Será que foi uma mensagem do nosso bom Deus? Será que essas crianças são extraterrestres disfarçados? Ou será que foi simplesmente milagre e coincidência? Mas quando encontram uma gravação de Pam, o mundo vira de cabeça para baixo à procura de respostas e aí começa o verdadeiro caos.

O livro é pautado pela jornalista investigativa Elspeth Martins que documenta toda a Quinta-Feita Negra, como ficou conhecido o dia em que os aviões caíram e resultando em várias mortes. Elspeth coleta várias especulações do que poderia ter sido a Quinta-Feira Negra, por exemplo, relatos dos parentescos das crianças que sobreviveram, artigos  de noticiários, conversas pessoais, gravações, cartas e muitas outras coisas. Dessa forma, a autora cria uma narrativa cheia de pontos de vistas e perspectivas, trabalhando de modo habilidoso e engenhoso, levando o leitor no cerne da história, com drama e bastante suspense. 
"É só a má iluminação. Eles estão brancos, totalmente brancos, sem pupilas, ah, Jesus me ajude. Um grito cresce em seu peito, aloja-se na garganta, ela não consegue colocá-lo para fora, vai sufocá-la."
De início foi uma leitura muito boa, prendendo o leitor a medida que as páginas corriam, mas foi perdendo a graça lá para as 250 páginas. Engraçado como a leitura desse livro é intensa e ao mesmo tempo não revela o tanto que prometeu, mesmo achando a história pacata eu consegui, de alguma maneria, gostar da narrativa de Sarah Lotz. Estou encantado pela forma que a autora abordou toda a história, além de muita maestria usou bastante originalidade. Lotz intercala dose de suspense com diversos personagens capazes de perturbar o leitor; os personagens são muito bem descritos e bem concretizados pela autora, proporcionando maior apego ao seu romance. 

O livro é divido em dez partes e contém uma diagramação boa, a leitura se dá de forma bem didinâmica e rápida. A Editora Arqueiro trabalhou muito bem na capa e na diagramação diferenciada. Mesmo não dando um boa nota ao livro, chego a recomendar para aqueles que gostam de uma boa dose de suspense e teorias malucas, não foi um livro muito atraente para mim, mas sei que muitas pessoas vão gostar! 
"Um acontecimento dessa magnitude tem tudo para centralizar a atenção do mundo, mas por que as pessoas logo pensam no pior ou perdem tempo acreditando em teorias bizarras e tortuosas? Claro, as chances de tudo isso acontecer são infinitesimais, mas, qual é! Será que estamos tão entediados assim? Será que, no fundo, todos não passamos de provocadores?"

07/07/2014

Resenha: "Fragmenta-me" de Tahereh Mafi


Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 70
Série: Estilhaça-me, volume 2.5
Avaliação: ★★★★

Fragmenta-me é um outro conto lançando entre os volumes da série Estilhaça-me, sendo este segundo conto bem mais intenso que o primeiro e deixando mais expectativas para o volume final, Incedeia-me. O conto, narrado por Adam, transcreve as últimas cenas do que aconteceu em Liberta-me

Vou ser sincero, Tahereh Mafi só escreveu os contos para matar o leitor devagarinho e deixa ainda mais ansiedade para os próximos volumes, e foi isso que ela fez com Fragmenta-me: fazer eu ler o quanto antes o final da história. E através dos olhos da Adam, observamos, destreza e as dúvidas em relação ao seu relacionamento com Juliette, em como os dois estão distantes e como será o futuro dos dois.  Adam, desde o primeiro livro, Estilhaça-me, se demonstra totalmente guardião e preocupado com seu irmão mais novo, James, e isso vem a calhar bastante, porque ele quer manter seu irmão em segurança, e digamos que, tipicamente, Juliette é um alvo enorme de insegurança. Caberá ao boymagia escolher entre seu irmão e sua amada.

Esse é um conto mais do que necessário para esclarecer alguns pontos soltos na história, e até mesmo encaminhar o que está para acontecer em Incedeia-me, além da perspectiva através de Adam, o mocinho, que tira o fôlego de muitas meninas. E pode se dizer, mesmo com pouquíssimas páginas, o conto não deixa a desejar e surpreende o leitor: Tahereh Mafi tem um jeito delicioso de escrever, que tira suspiros e ao mesmo tempo faz a gente querer muito mais. 
"E, às vezes, eu penso que, quanto mais tento segurá-la, mas ela tenta se libertar"
O livro cumpre em êxito seu proposto, uma deliciosa escrita, que deixa os fãs, literalmente, estilhaçados. Apesar de uma das coisas importantes da série ser o romance e a escolha que Juliette ira fazer (Warner X Adam), a autora não esquece de abordar, em grande quantidade, a distopia em si e as guerras que estão sendo travadas. Se eu recomendo esse conto? Muito! É um livro obrigatório para qualquer fã da série, além de ser rápida a leitura o livro auxilia em tudo o que pode acontecer daqui para frente. 
"Eles a transformam, esses sorrisos. E são esses momentos que me matam um pouco."
Para quem não sabe, o livro está disponível para download, basta clicar aqui - só leia depois que ler o segundo livro da série ok?

Confira toda a série

05/07/2014

Resenha: "Cartas de amor aos mortos" de Ava Dallaira

Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 332
Avaliação: ★★★★★

Querido leitor,
"Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos."
"Cartas de amor aos mortos" foi um dos livros que aguardei bastante para seu lançamento, que oficialmente é hoje dia 5 de julho, o motivo para querer tanto ler esse livro é que além da capa super-mega-ultra linda, eu também gosto de escutar Kurt Cobain, descobri que o tema também tem uma pegada mais filosófica e emocional - o tipo de literatura que eu amo, Ari e Dante que o diga -. Cartas de amor aos mortos é uma leitura leve, rápida, sagaz e deliciosa, livro de um dia, que você lê sem parar, sem hesitar e no fim você só tem que recomendar.

Laurel é uma adolescente em descobrimento e está passando por uma fase complicadíssima da sua vida; ter que lidar com a morte da sua irmã mais velha parece ser um fardo pesado para a menina, mas além da recém perda a garota passa por diversas situações como o abandono de sua mãe, o primeiro amor e a mudança de escola. Laurel é uma criança - e ela cresce muito até o final do livro - e precisa de atenção e orientação, grande parte da história ela constrói seu próprio trilho. May, a irmã mais velha de Laurel, parece ser uma irmã incrível e desse modo as atitudes de Laurel são espelhadas em como May era.

O livro começa com uma atividade escolar: escrever uma carta para uma pessoa que morreu e por mais engraçado que pareça nenhuma das cartas é endereçada à May, mas sim à pessoas famosass como Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop entre outros. A maneira como Laurel trouxe cada astro para dentro da história é fabuloso, pois ela se baseia na história do cantor ou artista e para contar um pouco também da própria história. 

Ava Dellaira escreve de uma forma singela, simples e ao mesmo tempo tão sensacional. Driblando de uma forma bem diferente a narrativa da história: através de cartas. A narrativa da autora, quando eu folhei as páginas, jurei que a leitura ia ser chata "coé, é só cartas?", mas depois lendo uma carta após a outra eu descobri que não conseguiria d e s g r u d a r até ler a uma página, e foi isso o que aconteceu. Fui tragado pela leveza e sensibilidade de um infanto-juvenil contemporâneo. 
"Quando estamos apaixonados estamos ambos completamente em perigo e completamente salvos."
Uma história que fala de amor; que fala de você ser só... você mesmo, de se encontrar no meio de tantos caminhos e rastros. Uma aventura sem ação capaz de tirar o fôlego de qualquer leitor e faze-lo pedir bis, confiança e mentira serão provadas, Carta de amor aos mortos fala de amor na forma mais explícita, quieta e tímida, fala sobre querer o bem de quem ama e querer ao mesmo tempo se confortar dentro da realidade e aceitar de que nem tudo é como a gente quer; o mundo não é tão simples baby.

Se "Cartas de amor aos mortos" fosse um mar, a escrita brilhante de Dellaira séria as ondas que a vida nos trás - as preocupações, os medos, as quedas etc -, seus personagens seriam os seres ocultos das águas negras: tão misteriosos, inderrogáveis, tão cheios e completos de si, mas ao mesmo tempo tão confusos e insensatos, os personagens de Ava Dellaira são tão humanos, como sua história. Se "Cartas de amor aos mortos" fosse um mar, eu queria me afogar nele mais uma vez.

É incrível como Ava Dellaira descreve a dor de crescer, a dor de perder coisas e pessoas que já foram, o medo do desconhecido. Dellaira cria uma personagem cheia de problemas, confusa e que passa por tantas provas em tão pouco tempo, na real, a autora cria uma personagem tão humana, com problemas tão humanos com que temos que lidar todos os dias e isso é fantástico: porque a gente foge da ilusão de que tudo é fofinho ou perfeito, vamos para um mundo conceituado realidade. Uma leitura recomendada para todos, mesmo sendo um livro infanto-juvenil! Por favor, não perca oportunidade de ler esse livro.
"Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também continua mudando. Então eu entendi, de repente, o que significa estar vivo. Nossas armaduras invisíveis se deslocando dentro de nossos corpos, começando a se alinhar nas pessoas que vamos nos tornar."

Beijos, 
Igor Thiago 

03/07/2014

Resenha: "O Teste" de Joelle Charbonneau

Autor: Joelle Charnonneau
Editora: Única
Páginas: 320
Série: O Teste, volume 1
Avaliação: ★★★★★

Distopia, sem sombra de dúvidas, é um tema que agrada a maioria dos leitores e eu sou apaixonado por esse tema, quado descobri que seria publicado o romance de Charnebonneu, fiquei bastante extasiado e ansiando pelo lançamento da editora Única. Porém as expectativas para o primeiro livro da série O Teste, não foram sanadas da forma que eu esperava e, apesar de não ter gostado muito, estou louquinho para ler a continuação (será publicado em breve aqui no Brasil).  

A Terra está completamente destruída, a destruição aconteceu em sete estágios, através das quatro guerras mundiais e as outras três em resposta do planeta a tudo o que aconteceu. O planeta terrestre, pode-se dizer, é algo "novo" onde as terras já não são mais cultiváveis, as águas são contaminadas, modificações genéticas etc. Com isso, se integrou uma organização política baseada em colônias chamadas Comunidade das Nações Unificadas. Na Colônia de Cinco Lagos está comemorando a formatura de Malencia Vale ou Cia e outros formandos, e tudo o que eles mais querem é ser escolhidos para realizarem o famoso Teste. Os formandos que são escolhidos para o teste são obrigados e submetidos a vários testes secretos, após a conclusão do teste e também a aprovação destes os formandos vão, finalmente, para a universidade e poderão se tornar líderes para a reconstrução do mundo. Ser escolhido para o teste é amplamente difícil, ainda mais quando é de uma colônia esquecida, mas quando a garota é convocada ela perde o chão: de alegria e desespero. O teste parece não ser totalmente justo e honesto, cheios de segredos e mistérios. Cia terá que deixar todos os seus bens maiores para trás (família, amigos, casa...) para entrar em um universo "desconhecido", mas é certo uma coisa: mantenha seus amigos perto e os seus inimigos mais perto ainda. 
“Quanto mais chegamos perto do fim do teste, mais perto estamos de nos tornarmos os próximos líderes de nossa geração. Muitos dos colegas candidatos demonstraram sua crença de que o fim justifica os meios. Eu tenho dificuldade em entender isso, mas uma coisa é certa: o passado não pode ser mudado. “
O Teste é um livro bom, mas para por aí, a narrativa e a história, nesse primeiro volume, se demonstra muito passiva e boring, a falta de ação desfavoreceu bastante livro. Visto que eu esperava adrenalina e pessoas morrendo, pessoas se matando, sangue, lágrimas (minhas) sendo derramadas. O Teste é basicamente um monte de testes, mas a maioria dos testes são escritos ou de matérias da grade curricular das escolas, os testes são feitos e o leitor só sabe a matéria, não sabe algumas perguntas nem outras coisas. O leitor passa algumas vezes a ser excluído do que esta acontecendo ali no momento e quando perceber já aconteceu. Dessa forma, fica tudo muito monótono, xoxo e fraco. 

E apesar de citar no parágrafo acima que não gostei, não é de negar que a escrita de Joelle Charbonneau é sagaz e intensa, sua obra esbanja criatividade e originalidade adicionado a uma mistura de Jogos Vorazes e Divergente. A expectativa ainda continua em relação aos outros livros, pois consigo confiar na capacidade de Joelle em desenvolver mais ação nos próximos livros; sem falar que os capítulos finais de O Teste foram tirando o fôlego a medida que acaba, e quando acabou, eu simplesmente morri sem ar. 

O que realmente salva o livro é a própria protagonista, que narra a sua própria trajetória, Cia é uma protagonista que só cresce a medida que as páginas vão sendo lidas, se tornando cada vez mais adulta e consciente, também no mistifório temos a noção dos medos e os porquês das atitudes da própria Cia. O fato de ser narrado em primeira pessoa possibilita uma sensação gostosa de estar ali com o personagem, Cia (mesmo deixando a gente fora de algumas cenas) proporciona essa sensação e salva a história, fazendo o leitor ler rapidamente. 

A série tem tudo para melhorar nos próximos volumes - e eu conto com isso -, O Teste está mais para um livro introdutório à tudo o que vai acontecer, à suposta ação que estou procurando; apesar de não oferecer tanta emoção, Joelle despenca o leitor em um monte de paradigmas, a forma que o governo se sobressai sobre a população e acrescenta até mesmo um romance bobo, literalmente bobo, porque não há necessidade de um romance agora, mas não se preocupem o romance de Cia e Thomas não é muito melodramático. E aí vale a pena ser lido? Sim! Para que adora distopias e não se importe com algumas cenas fracas. 

01/07/2014

Estar sempre solteiro é problema?



Como eu disse no twitter, as pessoas julgam por eu optar estar sozinho. Por não querer me envolver com um alguém ou dar uns beijos por aí. Mas... mas o fato é que eu não entendo o verdadeiro sentindo, não ainda, eu me sinto feliz, mesmo sem estar acompanhado de "um grande amor". Essa coisa de alma gêmea não funciona comigo. Muito menos o fato de esperar a pessoa certa. 

Para mim não existe o conceito de você ficar indo de boca em boca, de braço em braço. Procurando alguém, procurando que dê certo. Quando for para acontecer, vai acontecer.  Eu não vou me apaixonar pela beleza, nem por forçar a barra. Eu só acho... o que eu acho? Eu não entendo nada nesse lance aí, de namorar ou de cute-cute. Eu sou uma pessoa fria, deserta, não vou negar. Mas permito-me abrir o coração, querer ouvir, querer sentir, querer gostar. Mas é difícil. E nesse meio tempo as pessoas desistem de mim não só pelo fato de companheirismo, mas na amizade. Minha mãe me diz o ditado: "as pessoas vão te amar, do jeito que você é". Por querer atenção, mudei meu jeito, mudei minhas roupas, mudei tudo que dava. Não estava adiantando, tinhas pessoas a minha volta, mas eu estava demonstrando um personagem, como em um livro. Eu não estava ali, presente, estava escondido e reprimido.


Deve existir um bilhão de pessoas assim como eu que não precisam de uma faceta alma gêmea para ser feliz consigo mesmo, mas a sociedade impõe que teve que namorar, casar e blá blá blá. Não estou criticando ninguém ou muito menos com raiva de alguém, apenas preciso falar de como não é incorreto escolher ficar sozinho por um momento ou pelo resto da vida.

No cerne estamos  rodeados de romance: livros, filmes, séries. Tudo gira em torno de algo perfeito e estamos lá em busca de algo que confundimos com a realidade. Daí você pode saber se é uma pessoa para namorar ou não quando você começa a namorar e sua primeira semana passa tranquilo, se passar da primeira semana, porque existe a probabilidade você se conhecer e de você mesmo se fazer feliz, e não esperar que alguém o conheça ou que você queria conhecer alguém, já que você está feliz.

Você se completa e pensa "será que estou errado?", mas essa necessidade de carinho é engraçada, porque uma hora você quer ter alguém aí constrói cenas infindáveis de ficar escondidos no frio em um cobertor quentinho, imagina seus amigos elogiando sua namorada... Depois você percebe que não precisa de nada disso, porque você já se sente inteiro. E que não precisa de alguém para poder se inteirar. 

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