15.6.14

Resenha; "O Ladrão do Tempo" de John Boyne

Autor: John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 568
Avaliação: ★★★★★

Em seu romance de estréia, John Boyne escreve, escreve muito. O ladrão do tempo retrata tudo aquilo que estava preso dentro do autor, ele devia ansiar muito para escrever e publicar seu primeiro romance, que só tem 568 páginas, só isso. Por seu primeiro escrito percebe que o autor ama História e muitos fatos importantíssimos que aconteceram no mundo, mas não só fatos verídicos Boyne acrescenta centenas de história a história de seu personagem. 

O Ladrão do tempo é um livro rico, cheio e exagerado. É um romance, sem dúvida, incrível, mesmo sendo um livro com muita história - o que o torna a leitura um pouco densa e devagar - o leitor traga uma dose de aventura e acontecimentos de um cara que viveu muito e sabe de muita coisa.

Escrito em narrativa de primeira pessoa conhecemos Matthiew Zelá, que nasceu em Paris no século XVIII, possuidor de uma infância trágica aos 15 anos sua mãe foi brutalmente assassinada por seu padrasto. Em busca de largar a vida antiga e deixar as mágoas para trás, Matthiew junto com seu meio-irmão, Tomas, resolve ir para França. Em um navio para a Inglaterra o jovem conhece a mulher mais bela de todos os tempos, Dominique Sauvet. Juntos eles formam uma "família" e passam a correr atrás de um futuro melhor.

Em contrapartida o livro intercala em diversos tempos, passado e presente. Matthiew parou de envelhecer por volta de seus 40, 50 anos de idade. Como o próprio Matthiew diz "Eu não morro. Apenas fico mais e mais velho. Se você me visse hoje, com certeza diria que sou um homem perto dos cinquenta anos.", nem o próprio sabe o motivo de viver eternamente, ele só sabe que foi "presenteado" com a longevidade eterna. Matthiew gosta de viver e por incrível que pareça Boyne esteve na maioria dos acontecimentos históricos, esse é um fator que marca o livro (como eu já disse nos parágrafos anteriores): Revolução Francesa, Revolução Industrial, Hollywood... muitas outras coisas.

O personagem é rico, afinal, quem vive 250 anos e não descobre a formula de ficar bilionário? Além de viver sua vida e conquistar cada vez mais coisas, Matthiew durante seu trajeto eterno passa a cuidar das demais gerações "Tomas" - por incrível que pareça, todos os jovens sobrinhos de Mattiew morrem de uma alguma forma aos vinte e poucos anos, mas antes de morrerem sempre deixam uma próxima geração no mundo.

O foco do romance não é, buscar explicações ou o motivo da vida eterna, mas falar da vida de Mattiew, das pessoas que passaram por sua vida, da importância que ele apresentou à outras, dos acontecimentos, das suas indas e vidas. É um livro que conta experiências, de uma coisa que leva a outra, é um livro sobre vida, mistifórios e aleatoriedades de um cara que se casou muitas vezes, que ainda não se acostumou com as mortes das pessoas que gosta, é a história de um  cara que busca o sentido na existência.

A leitura é fácil e contagiante, eu abandonei o livro durante algumas semanas, mas quando eu voltei a ler foi fácil lembrar de onde tinha parado e dos acontecimentos da vida de Matthiew. Se você conhece uma pessoa que gosta de cuidar da vida dos outros (e fofocar) dê O Ladrão do Tempo, o livro é cheio, cheio de coisas que pode gerar fofoca da boa. Uma leitura recomendada para amantes de História, mas também para um romance não tão romântico; Boyne, para seu primeiro livro, arrasou.

2 comentários

  1. Oi :)

    Esse é aquele tipo de livro que exige muito do leitor e o recompensa, né? Ainda não li, mas é uma das minhas prioridades. Abraços!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Gente, eu já li O Menino do Pijama Listrado e vendo sua resenha, me deu mais vontade ainda de ler esse.. vou ver se pego pra ler logo :)

    ResponderExcluir

© setecoisas.com.