30/06/2014

Corrente literária: Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo, PARTICIPE!



E para quem não sabe há alguns dias atrás criei um projeto, a corrente literária, que envolve o livro Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo. A corrente literária funciona como um book-tour, mas de forma diferenciada porque não existe uma lista e ordem para quem você quer enviar, você pode escolher para quem enviar... O motivo de ter escolhido Aristóteles e Dante é porque eu acho que todo mundo tem que ler esse livro, por ele ser tão bom e ao mesmo tempo tão fofinho. Confira a resenha para ver o quanto sou apaixonado por esse livro!

O corrente literária consiste em você presentear alguém com a história (e não com o livro). Para isso, entrei em contato com a Seguinte e eles liberaram o livro para fazer essa espécie de booktour, espero que vocês queiram participar. 

Como será feito a corrente literária? (regras)

  1. Será feita uma seleção as pessoas cadastradas, através do formulário abaixo (disponível até dia 10/07), sendo no máximo 7 pessoas. Cada um dos selecionados pode enviar o livro para quem quiser ou para alguém da lista. 
  2. O livro deve permanecer em meio literário, caso seja leitor, deve fazer uma resenha ou pequeno comentário no skoob. 
  3. Você é obrigado a escrever no livro; essa é uma regra tanto louca, mas é obrigatório. Você pode escrever o que você quiser, uma música, um texto, desenhar... faça o que você achar legal e demonstre o que a história foi para você, só não vale rabiscar o livro todo, tem que deixar espaço para todos os participantes. 
  4. Cada participante tem até duas semanas para ler o livro (apesar de você conseguir ler em três, mas se precisar de mais tempo, só me falar) e enviar para o próximo participante ou outro alguém. 
  5. Cabe ao participante me manter informado, aliás eu imploro que vocês me ajudem. 

Formulário




Beijos e vamos participar, conto com vocês!

29/06/2014

Resenha: "Socorro! Tem um monstro na minha cama" de André J. Gomes e Júnior Caramez

Hoje vou fazer uma resenha um pouco diferente e nem sei se pode ser chamado de resenha já que terá mais fotos do que tudo, motivos para isso é que não há como fazer essa resenha; o livro é bem curtinho e se eu for descrever o que acontece nas páginas vou acabar contanto a história toda. 


"Socorro! Tem um monstro na minha cama" é um livro destinado a crianças e foi criado a partir de um projeto em arrecadar fundos para ajudar uma menininha, a Sofia, que nasceu com uma síndrome raríssima que impossibilita o funcionamento normal de vários órgãos; Sofia tem 5 meses e precisa de 2 milhões de reais para realizar um transplante. Tanto a cirurgia quanto a viagem têm gastos enormes, e a Editora 42 em forma de ajudar a pequenina publicou o livro, sendo o dinheiro das vendas do livro usados para os pais e Sofia fazerem a viagem e a cirurgia. (A Sofia já conseguiu o transplante pessoal!)


Junior Caramez faz uma ilustração muito meiga e que chama atenção logo de cara, com coras chamativas, harmônicas e que combinam com a história. Usando em grande parte um roxo para dar um aspecto um pouco sombrio. O projeto gráfico é de ótima qualidade e muito bonito, o papel usado para a impressão é bom e permite que as páginas durem mais, com isso pode reler o livro um tanto de vezes para seu irmão, filho, neto... 


O livro é em capa dura e bem encadernado; André J. Gomes, escreve de uma maneira bastante simples, sem palavras "desconhecidas" e narra de uma forma bem simples, juntando isso é acarretada uma leitura animada, rápida e com humor no final. É uma leitura muito fácil para quem está começando a ler (crianças) e é uma história bem leve que não dá medo, mas causa a sensação de "o que vai dar essa história". "Socorro! Tem um monstro na minha cama" é um bom livro para instigar os olhos das crianças - meu irmão quem diga, esse com certeza é um dos livros favoritos meu (ou dele?).  


28/06/2014

E mais uma vez mudar: layout novo e novidades!


Quem me acompanha no twitter sabe o quanto eu queria mudar o layout do Sete Coisas  e também sabe o quanto que fiquei falando durante a última semana sobre o novo layout e como estava sendo fazer o novo layout, desde já fico feliz que muitas pessoas ficaram tão ansiosas quanto a mim para ver o resultado.

Apesar de não querer mudar  tanto, acho que acabei mudando totalmente a ideia do blog. Antes era algo mais marítimo, mar, oceano, submarinos e âncoras. Agora está tudo nos ares, planeta, cosmos, constelações. A única coisa que não abandonei mesmo foi a aquarela - mesmo tendo prometido a mim mesmo que não ia usar aquarela novamente. Optei por cores mais (coloridas?) diferentes, quando eu só usava azul, verde e cinza, agora estou optando por um layout mais colorido - como vocês podem ver - usando as cores, rosa, laranja, verde, azul e cinza.

Como eu já disse mudei o layout todo, e eu precisava dessa mudança. Sabe quando você percebe que já cresceu e algumas coisas também tem que ir junto com você? O Sete Coisas é um dos meus lares e eu precisava ajeitar a casa. Sinceramente? Eu não sei o que escrever. Todo mundo sabe que mudar é importante e que faz parte da vida, então espero que vocês gostem do novo layout. Porque eu consigo me sentir confortável e quero fazer do meu modo vocês também se sentirem confortáveis ao acessar o Sete Coisas (e quererem visitar um milhão de vezes mais).

Eu queria citar as mudanças que eu fiz no layout, mas quero deixar vocês descobrirem sozinhos.

O que vem por aí? 

Mais assunto, mais papo: Posso dizer que tem muita coisa a vir por aí, que além de livros, vou mais assuntos periódicos: guias, fotografia, playlists, indicações de filmes... Vou apostar ainda mais em um blog pessoal (não vou parar de falar de livros tá? eu não consigo), mas quero tornar o Sete Coisas ainda mais a minha cara (linda por sinal).

Não vou prometer muitas coisas, afinal, o tempo também é um curto para mim. E por isso, talvez, talvez tenha dois colunistas aqui no blog (ainda estou decidindo se farei isso e também como farei). Mas além de tudo, aguardem por conteúdos diferentes e que falam mais da minha experiência de vida. 

E aí? O que  vocês acharam do novo layout? (por favor, digam que gostaram, deu um pouquinho de trabalho). E agora, bem vindo ao Planetário, versão 3 do Sete Coisas. Obrigado pessoal <3 

27/06/2014

Supostamente, enjoei de mim


Não é normal dizer que estou enjoado de mim, quero dizer, não é normal ninguém dizer que está enjoado de si mesmo. Mas e quando a gente só faz mesmice? Quando a gente quer mudar de um jeito que nem mesmo compreendemos? É estranho, eu nem sei explicar. É um choque quando a gente esquece quem é, e quer viver um novo alguém. Não que eu queira esquecer quem eu era, não que eu vá deixar der ser quem eu era completamente, mas... eu enjoei de mim

E eu simplesmente posso enjoar de mim, e você pode enjoar de mim ou de você mesmo. Porque, pense bem, qual a seria a graça se eu fosse sempre eu e, você sempre você? Qual a graça de ser sempre de um jeito, se você pode viver de um bilhão de jeitos. E isso é bem legal, porque você pode encontrar um jeito ou uma maneira de viver feliz ou triste, sorrindo ou chorando. Um bilhão é pouco, talvez um ziglhão de jeitos seja o que eu preciso (que você precise). Eu sou assim, eu mudo constantemente, mas eu sei que eu sou eu, mesmo quando eu acho que eu sou outra pessoa. E quando as pessoas acham que eu sou outro alguém, eu sou eu, e elas gostam de mim dessa forma, inconstante, sem sentindo, sem jeito ou cheio de jeitos. 

Não precisa fazer sentindo. Desde quando a vida fez? O homem constrói, mas ele mesmo se destrói. Então, se um dia estou vestido de um jeito muleke-doido e no outro como um nerd, não tente entender, só me abraça e diz que me aceita. Porque eu sou estranho, tu és estranho, ele é estranho, o mundo é estranho. E eu já tentei compreender o sentindo disso tudo: nunca encontrei nada palpável ou que tivesse algum nexo. 

Gosto dessa incomplexidade que eu mesmo crio, que eu mesmo constituo e que eu mesmo morro nela. 

E aí, eu paro de enjoar de mim, porque eu posso ser um bilhão de pessoas, mas mesmo eu sendo um bilhão de pessoas, eu vou continuar sendo eu e, as pessoas vão me amar de várias formas e de várias intensidades, porque mesmo eu não querendo ser eu, eu vou ser eu e ponto final. 

25/06/2014

Caminho xadrez, pés felizes.


Tem dias que eu acordo com uma vontade louca de tirar fotos. Mas tirar sem motivo, tirar só por tirar, para apreciar as coisas ao meu redor. Porém decidi fotografar algo realmente muito importante na vida do homem, pode não parecer mas os pés, os pés são muito importantes são eles que nos fazem conquistar nossos sonhos ou trilhar caminhos. Então vim homenagear os pés, os meus pés, os seus pés, nossos pés e os pés de tantas pessoas que passaram por esse mundo! 

Um brinde fotográfico: 

O que vocês acharam das fotos? Gostaram? 
O que você acha que também é muito importante e deixamos de lado por acharmos "simples"?

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23/06/2014

Resenha: "O Poder da Espada" de Joe Abercrombie

Autor: Joe Abercrombie
Editora: Arqueiro
Páginas: 480
Avaliação: ★★★★★
Série: A primeira lei, volume 01
Sand dan Glokta é um carrasco implacável a serviço da Inquisição de Sua Majestade. Nas mãos dele, os supostos traidores da Coroa admitem crimes, apontam comparsas e assinam confissões – sejam eles culpados ou não. Por ironia, Glokta é um ex-prisioneiro de guerra que passou dois anos sob tortura. Mas isso nunca teria acontecido se dependesse de Logen Nove Dedos. Ele jamais deixaria um inimigo viver tanto tempo. Só que isso foi antes. Agora ele está decidido a mudar. Não quer ser lembrado apenas por seus feitos cruéis e pelos muitos inimigos que se alegrarão com sua morte. Já a felicidade do jovem e mulherengo Jezal dan Luthar seria alcançar fama e glória vencendo o Campeonato de esgrima, para depois ser recompensado com um alto cargo no governo que lhe permitisse jamais ter um dia de trabalho pesado na vida. Mas há uma guerra iminente e ele pode ser convocado a qualquer momento. Luthar sabe que, nos campos do Norte gelado, o embate segue regras muito menos civilizadas que as do esporte. Enquanto a União mobiliza seus exércitos para combater os inimigos externos, internamente se formam conspirações sanguinárias e um homem se apresenta como o lendário Bayaz, o Primeiro dos Magos, retornando do exílio depois de séculos. Quem quer que ele seja, sua presença tornará as vidas de Glokta, Jezal e Logen muito mais difíceis. Agora a linha que separa o herói do vilão pode ficar tênue demais.
Não vou citar o enredo do livro, pois acho que a sinopse já se demonstra bem eficaz com tudo que será abordado na história. 

O Poder da Espada é aquele tipo de livro que parece caminhada, uma hora você corre com a leitura e outra você anda com a leitura. Assim, teve horas que a leitura se demonstrava legal e interativa, mas também houve horas que a leitura se igualava a algo demorado, lento e mesquinho. Seus personagens são bem narrados, divergentes e com personalidades fortes. A criação de vários personagens se faz presente dentro do enredo de Abercrombie, além de personagens bem escritos, temos a sensação de uma história bem detalhada. 

A influência de George R. R. Martin também se fez muito presente no livro, por dizer se um mundo semelhante a Game of Thrones. Com isso, fui cheio de ganância pensando que seria um livro épico, construí ideias antes da leitura e imaginava algo totalmente diferente. Mas ao ler e descobrir que se tratava de algo totalmente contrário como eu tinha construído, fiquei bem triste. 

O poder da espada se destoa de forma lenta e só te conquista lá para o final, não sei se deve por ser o primeiro livro da trilogia, geralmente o primeiro livro de série, sagas e trilogias dá a impressão de introdução do que será abordado nos outros volumes. O primeiro livro da trilogia "A primeira lei" deixou a desejar bastante e a leitura do segundo volume pode ser e espero que seja bem melhor que a do primeiro. Dos três personagens principais, somente um me fez interagir com o livro: Logen. Mas a presença de outros secundários, como Bayaz, me fez ter um privilégio maior com o livro.

Apesar de parecer pela minha resenha que o livro é ruim, não é isso que eu quero falar. O livro é bem escrito, as cenas de lutas, batalhas, torturas e a violência são bem detalhadas e minuciosas. A aventura dos personagens e o alcanço de objetivos são meticulosos e excepcionais. Porém o livro não me conquistou da forma que eu pensei que conquistaria, ainda sim, com a continuação da trilogia que será publicada no primeiro semestre de 2013, fico ansioso.

Filme: December Boys

December Boys, 2007. 
Duração: 1h e 45 minutos de duração.
Avaliação: ★★★★★ 
 +DRAMA  +CHOREI 
Maps (Daniel Radcliffe), Sparks (Christian Byers), Misty (Lee Cormie) e Spit (James Fraser), quatro órfãos adolescentes que nasceram todos no mês de dezembro, vão passar o primeiro verão fora no orfanato. Eles partem para uma temporada na praia, onde conhecem um jovem casal que não consegue ter filhos. A esperança dos meninos de serem adotados é reacendida quando o casal demonstra interesse em adotar um deles. Spark, Misty e Spit, os mais novos, vêem finalmente a possibilidade de terem uma família, mas a amizade entre eles é posta em cheque quando começam a competir para serem o escolhido. Enquanto isso, Maps se interessa pela bela Lucy (Teresa Palmer).

Sabe quando você está precisando assistir um filme que te faça chorar ou que simplesmente te faça tão bem e te deixe tão feliz? December boysé, baseado no romance de Michael Noonan, é a mistura de um filme emocionante, mas também um filme que te faz completar-se. Esse é o primeiro filme que assisto Daniel Radcliffe sem eles estar na tão renomeada saga Harry Potter. Em December boys toda a magia de HP está transferida para uma história emocionante e linda.


Voltamos para a década de 70, com todas aquelas roupas lá em cima. O filme traz férias tão desejadas por todo mundo, como seriam suas férias favoritas. Então o filme se fixa nessa ideia de lazer e um lugar que pode te trazer uma felicidade infindável. Entramos na história de quatro jovens órfãos, todos nasceram no mês de dezembro - coincidência ou destino? Por ele serem jovens 'bonzinhos' ganharam um temporada fora do orfanato, numa praia. E lá conhecem várias famílias que vivem na região, uma dessas famílias chamam atenção dos quatro garotos: um casal que não pode ter filhos. Com isso eles asseiam por serem adotados. A amizade dos garotos passam a ser abaladas, porque todos querem um desejo e somente um poderá ter o sonho realizado. Maps é o mais velho, não se importa tanto em ser adotado, ele quer mesmo é namorar com a Lucy. 


A substância desse filme se deve a esses garotos que fazem de tudo para realizarem seus sonhos, mas não deixam nunca de ser amigos.  A amizade, o amor, a confiança  e acima de tudo a eternidade estará sempre presente em December Boys, é uma história incrível e que merece ser assistido por todos.

19/06/2014

Exposição do celular em -1 1/3

Toda segunda e quarta feira sou prestigiado com esse amanhecer, acordo com vontade de tirar foto, no entanto que tenho várias fotos minhas com cara de sono; Descobri que no meu celular tem como aumentar e diminuir o valor da exposição, não que isso seja uma informação importante, mas gostei bastante do resultado, veja algumas fotos: 

Para ver o céu assim tão bonito, acordo às 5:40, mas começo a "fotografar" às 6:00, 6:15! Pensando bem não é tão ruim acordar cedo. 

Adoro quando fica esse aspecto de sombra com uma cor que chama atenção no fundo. E aí vocês gostaram?

17/06/2014

Resenha: "Colin Fischer" de Ashley Edward Miller e Zack Stentz

Autores: Ashley Edward Miller e Zack Stentz
Editora: Novo Conceito, 2014
Páginas: 176
Avaliação: ★★★★★


Colin tem Síndrome de Asperger, é um transtorno do espectro autista, diferencia-se do autismo clássico pelo portador ter fala compreensível, mas sua estranheza não se deve a sua doença. Colin está entrando para o Ensino Médio, quando era mais novo o jovem tinha a companhia de uma "cuidadora" que o ajudava em tarefas simples e também a entender expressões faciais das pessoas (por isso tantas caretas e cabeças na capa). O foco da história não é Colin, mas o mistério de: QUEM LEVOU A ARMA PARA A ESCOLA ESTAVA COMENDO BOLO! E isso leva o pequeno Colin a salvar e inocentar o menino que ele mais odeia na escola, Wayne - (talvez tenha ficado muito louco essa parte da resenha, então para entender melhor, vocês devem ler!).

Colin Fischer tem a proposta de trazer humor e uma dose de reflexão - você salvaria seu inimigo? -, Colin é um personagem engraçado, divertido e observador. Ele tem suas esquisitices, que talvez não seja tão esquisito assim. Quem não é esquisito nesse mundo? 

São poucos livros com poucas páginas que realmente encantam o leitor, Colin Fischer não é um desses livros. Não, não estou dizendo que é um livro ruim, estou dizendo que o livro poderia ser bem melhor (visto que são dois autores que escrevem). Sinto que faltou a proposta do livro: o mistério ou a ação de saber quem levou a arma para a escola, bem tecnicamente é descoberto que levou a arma, mas não deu para sentir a emoção de saber quem era (não foi como Scooby-Doo, olha que eu amo Scooby-Doo).

A escrita é muito leve e flui muito rápido, isso enriquece a leitura ainda mais. E percebo que Ashley e Zack poderiam ter desenvolvido um livro muito bom, mas não deram tanto para finalizar o livro de uma forma "certa", alguns livros são assim, tem tudo para ser bom, mas o autor não faz ser bom. Ou talvez não seja o livro lido no tempo certo (eu acredito que existem livros para o dia ou tempo certo, vale o humor, problemas ou todos as outras adversidade que o mundo propõe ao leitor). 

Se destaca a amizade, ou talvez, o amor pelo próximo. Quem ajudaria alguém que não gosta? Colin ensina isso, que deve se fazer o correto. Que é possível vencer barreiras, por mais que a sua doença ponha obstáculos é possível seguir adiante. Porque ele é normal assim como várias outras crianças. 

15/06/2014

Resenha; "O Ladrão do Tempo" de John Boyne

Autor: John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 568
Avaliação: ★★★★★

Em seu romance de estréia, John Boyne escreve, escreve muito. O ladrão do tempo retrata tudo aquilo que estava preso dentro do autor, ele devia ansiar muito para escrever e publicar seu primeiro romance, que só tem 568 páginas, só isso. Por seu primeiro escrito percebe que o autor ama História e muitos fatos importantíssimos que aconteceram no mundo, mas não só fatos verídicos Boyne acrescenta centenas de história a história de seu personagem. 

O Ladrão do tempo é um livro rico, cheio e exagerado. É um romance, sem dúvida, incrível, mesmo sendo um livro com muita história - o que o torna a leitura um pouco densa e devagar - o leitor traga uma dose de aventura e acontecimentos de um cara que viveu muito e sabe de muita coisa.

Escrito em narrativa de primeira pessoa conhecemos Matthiew Zelá, que nasceu em Paris no século XVIII, possuidor de uma infância trágica aos 15 anos sua mãe foi brutalmente assassinada por seu padrasto. Em busca de largar a vida antiga e deixar as mágoas para trás, Matthiew junto com seu meio-irmão, Tomas, resolve ir para França. Em um navio para a Inglaterra o jovem conhece a mulher mais bela de todos os tempos, Dominique Sauvet. Juntos eles formam uma "família" e passam a correr atrás de um futuro melhor.

Em contrapartida o livro intercala em diversos tempos, passado e presente. Matthiew parou de envelhecer por volta de seus 40, 50 anos de idade. Como o próprio Matthiew diz "Eu não morro. Apenas fico mais e mais velho. Se você me visse hoje, com certeza diria que sou um homem perto dos cinquenta anos.", nem o próprio sabe o motivo de viver eternamente, ele só sabe que foi "presenteado" com a longevidade eterna. Matthiew gosta de viver e por incrível que pareça Boyne esteve na maioria dos acontecimentos históricos, esse é um fator que marca o livro (como eu já disse nos parágrafos anteriores): Revolução Francesa, Revolução Industrial, Hollywood... muitas outras coisas.

O personagem é rico, afinal, quem vive 250 anos e não descobre a formula de ficar bilionário? Além de viver sua vida e conquistar cada vez mais coisas, Matthiew durante seu trajeto eterno passa a cuidar das demais gerações "Tomas" - por incrível que pareça, todos os jovens sobrinhos de Mattiew morrem de uma alguma forma aos vinte e poucos anos, mas antes de morrerem sempre deixam uma próxima geração no mundo.

O foco do romance não é, buscar explicações ou o motivo da vida eterna, mas falar da vida de Mattiew, das pessoas que passaram por sua vida, da importância que ele apresentou à outras, dos acontecimentos, das suas indas e vidas. É um livro que conta experiências, de uma coisa que leva a outra, é um livro sobre vida, mistifórios e aleatoriedades de um cara que se casou muitas vezes, que ainda não se acostumou com as mortes das pessoas que gosta, é a história de um  cara que busca o sentido na existência.

A leitura é fácil e contagiante, eu abandonei o livro durante algumas semanas, mas quando eu voltei a ler foi fácil lembrar de onde tinha parado e dos acontecimentos da vida de Matthiew. Se você conhece uma pessoa que gosta de cuidar da vida dos outros (e fofocar) dê O Ladrão do Tempo, o livro é cheio, cheio de coisas que pode gerar fofoca da boa. Uma leitura recomendada para amantes de História, mas também para um romance não tão romântico; Boyne, para seu primeiro livro, arrasou.

13/06/2014

Resenha: "Mortos de Fama: Elvis e sua pélvis" de Michael Cox

Autor: Michael Cox
Ilustrador: Philip Reeve
Editora: Seguinte
Páginas: 208
Avaliação: ★★★★★

Desde os meus 11, 12 anos que escuto Elvis Presley. Desde muito novo fui conquistado pelo gingado de suas músicas, eu viajo por suas músicas mais animadas (Jailhouse Rock) até as mais apaixonantes, como "Brigde over troubled water". Apesar de escutar muitas músicas do Elvis, eu nunca busquei a fundo saber da sua vida ou como ele bombou nos palcos, a única coisa que eu sabia é: que eu amo as músicas dele e que ele requebrava muito. Dessa forma não posso ser chamado de fã do Elvis, mas dizer que não amo suas músicas é algo errado a se dizer. 

Quando encontrei o livro escrito por Michael Cox, sabia que deveria ler de mediado; "Elvis e sua pélvis" é um livro biográfico, muito, muito engraçado, faz os leitores viajarem pela vida do Rei do Rock de uma forma rápida, precisa e até um pouco intima. Ao terminar o livro, descobri que eu realmente não sabia nada sobre Elvis Presley:

Always on my mind
Elvis Aaron Presley nasceu em Tupelo, Memphins em janeiro de 1935 e veio falecer em 1977. Apesar de suas chegadas fabulosas ao entrar no show - como Elvis fazia e pirava seus fãs -, a chegada de Elvis ao mundo foi bastante triste, seu irmão gêmeo morreu, além da pobreza que a família Presley estava passando na época. Os Presley moravam em um barraco, construído com 180 dólares, a mãe e o pai de Elvis trabalhavam horrores para sustentarem a vida caipira que costumavam levar. 


A infância de Elvis não foi nada fácil, seus primeiros anos de vida foi nos retos de Tupelo, passou alguns anos de sua vida em ver o pai (já que este estava preso), e logo ele e sua família foram despejados do barracado, chamado de "espingarda". Em compensação o jovem entrou para a escola -  o livro dispõe pequenos fragmentos do diário de Elvis e de como ele, quando antes de ir para a escola, escrevia errado. O jovem ralou para conseguir dinheiro, desde lanterninha de cinema à caminhoneiro. Somente nas horas vagas cantava e tocava violão, ah, ele também cantava na igreja. 

Mystery Train
A história profissional de Elvis começou de uma forma engraçada, porque ele cantava para alegrar as pessoas. Quando teve um concurso de novos talentos na sua cidade e a professora de Elvis colocou o menino para cantar, Elvis percebeu que as pessoas gostavam da sua voz, pois ele ficou em primeiro lugar e ganhou o prêmio, 3 dólares. Com isso, ele gravou algumas canções em um estúdio, mas só um ano depois seu som veio sair nas rádios. Quando saiu, bombou de uma forma inexplicável. Com Elvis nasceu o rockabilly, umas das primeiras formas do Rock 'n' Roll. 


Elvis bombou de uma forma misteriosa, com o seu jeito estranho de cantar e dançar, mas que deixava as mulheres loucas (muito loucas) e fazia milhares de fãs por onde passava (e ainda existem muitos fãs hoje). As mulheres eram loucas por essa cara, por onde ele passava empesteava de fãs. 

Elvis sempre será uma eterna criança. Junto com sua tropa de segurança ele aprontava nos hotéis com pistolas de água ou guerra de comida. Elvis não deixou que a fama subisse para a cabeça, sempre bondoso com as pessoas, com seus amigos e família.  



Suspicious Mind
"Elvis e sua pélvis" é um livro engraçado (eu já disse isso né?) e merece ser lido por qualquer fã do Elvis Presley. O livro é cheio de piadas e ilustrações (deixando o livro ainda mais divertido). A escrita é deliciosa, a tradução ficou MUITO boa, captando muitas piadas. Gente, adorei! 

11/06/2014

Resenha: Retrato de uma Starter - Uma descoberta


Autora: Lissa Price

Editora: Novo Conceito
Páginas: 43
Avaliação: ★★★★
Série: Starters, volume 0,5


Retrato de uma Starter era para ser lido primeiro que o próprio Starters, mas vim descobrir a existência do conto a pouco tempo. Fico feliz em não ter nenhum problema ser lido antes ou depois, não revela spoilers, mas eu recomendo ler depois de ler Starters, fica mais fácil a pegada da história. O conto é uma introdução a série Starters pelos olhos Michael, amigo da protagonista Callie. Isso é bem legal, porque Starters é narrado por Callie, o livro com vista de outro personagem é interessante porque podemos absorver de outra forma.
Odeio ser um Starter. Odeio ter 16 anos. Odeio sentir fome. Queria que tivéssemos permissão para trabalhar.
Em “Retrato de uma Starters” é passado os primeiros capítulos do primeiro livro da série, Starters. Aí vem a inclusão dos protagonistas, como o próprio Michael, Callie, Tyler e o homem misterioso, logo de cara Michael parece ter um sentimento maior do que a amizade por Callie. Prometo não falar mais sobre o livro, porque se não vou estragar a graça deste já que é um conto tão curto de 43 páginas.

Acho que não tem mais o que falar. Para quem gosta da escrita e do universo de Lissa Price esse é um e-book que não pode faltar, ainda mais quando é passado pelos olhos de Michael. Tanto Starters quanto Enders já foram lançados. Não perca a oportunidade ler essa série distopica maravilhosa.

Existem mais e-books grátis da série, disponibilizada pela Novo Conceito, confira:

Retrato de um Inspetor
Amazon - Google Play Store - Livraria Saraiva

Retrato de uma Starter
Google Play Store - Livraria Saraiva

Retrato de uma Doadora
Amazon - Google Play Store - Livraria Saraiva

Retrato de um Esporo
Amazon - Google Play Store - Livraria Saraiva

09/06/2014

Sunsets: eu e os outros


Eu escuto murmúrios. O vento sopra devagar, mas as ventanias que se formam na minha cabeça são "triplicamente" mais intensas. As correntezas que me levam não precisam ser de águas, pois elas não são. Não adianta eu ficar parado, eu nunca vou estar, nunca terá como parar. Então é assim? Em pleno movimento. Em pura adrenalina. Na ânsia de querer mais, de querer o impossível. Construindo e desconstruindo o próprio cerne. Com os olhos brilhando intensos, não só os olhos, o coração também. Eu escuto as pessoas respirarem, eu escuto sorrisos sem graça. Eu sou complicado, eu sou engraçado, até rio de mim mesmo.

Crio um mapa para as pessoas se aproximarem de mim. Às vezes só jogo esse mapa para os cafudéu e deixa rolar, dar no que dá. Eu gosto de ser metódico, ter horários marcados, dias certos na minha agenda. Mas se não fosse pela responsabilidade eu já teria colocado fogo nela. Eu gosto mesmo é de me surpreender, de chegar sem pensar, é aquela história. Não tem época, minuto ou momento para ser feliz. Você pode estar feliz agora e daqui a pouco desabando em lágrimas. Então é agora. 

Me arrepio, fico sem graça, fico vermelho. Desvio o olhar. Pode ser medo, pode ser medo. Mas quem se importa? Mas quem nota? Então eu repito: é  agora. A hora de enfrentar os desafios, as lembranças ruins, os trilhos estilhaçados. E é aí, da parte que você deixou intacta, dá parte que você quis guardar e nunca mais mexer para não sofrer, é aí que vocêtem que mudar. Construir algo que te deixe e te faça feliz o (mais que)  suficiente para esquecer tudo e passar por barreiras sem sentir um estalo, não se importar com os abalos, não deixar cair lágrimas. 

E talvez você não precise fazer tudo certo. Ser corretamente correto para agradar alguém. Tentar ser perfeito para alguém. Porque as pessoas vão gostar de você... da.. forma que você é, complicado ou não, ela ou ele vai querer te ajudar, vai te completar. Porque não existe uma forma de você melhor para você se sentir bem do que sendo você mesmo. Sendo só você mesmo. 

07/06/2014

Resenha: "O Médico e o Monstro", Robert Louis Stevenson


Autor: Robert Louis Stevenson
Editora: Hedra
Páginas: 114
Avaliação: ★★★★


O Médico e o Monstro” é um livro que estava há muito tempo na minha estante, pedindo para ser lido. O receio de ler clássicos sempre fala alto, porém a grandeza que essa leitura traz é enorme. Não me arrependo em momento algum ter começado e ter terminado esse exemplar. O Médico e o Monstro me lembra muito O Retrato de Dorian Gray, as histórias são totalmente diferentes, mas algo as uni: o dualismo do ser humano em suas atitudes e ações sobre o mundo ou até mesmo sobre si.

A grande questão para o livro ser tão bom é o suspense. Encontramos escancarada uma história estranha logo de cara, e quando menos percebemos já estamos numa arriscada procura por alguém, que teoricamente não existe. Henry Jackyll é um médico que está afundando em pesquisas e experimentos, com o objetivo de separar o bem entre o mal. Mas a história não é narrada pelo médico e, sim pelo seu amigo advogado, Sr. Utterson, que foi confinado a ler seu testamento. Eis que surge do nada o Hyde, o esquisitão e diabólico jovem. Hyde é horrível, dá para sentir repulsa só em ler. Na perseguição de Utterson, para saber a origem de Hyde, percebe que tanto Hyde quando Henry estão conectados muito mais além do que por simples bens ou títulos. 
“Era isso que, preso em sua carne, murmurava e lutava para nascer. Era o que a cada hora de fraqueza, ou de leve sono, prevalecia sobre ele e o destituída da vida.” 
Clássicos como esse têm grande poder sobre a humanidade e especialmente sobre as nossas ações. Em “O Médico e o Monstro” é defasado o cerne do homem, a sua essência e composição: de que ele é feito de um lado bom e do lado ruim. Sem um peso igual esses dois lados o homem acaba se destruindo. Pertencente a uma longa linhagem de gótico romance, Stevenson cria uma margem entre a loucura e sóbrio; entre o bem e o mal. 

A verdade é: existe um Hyde em cada um de nós, assim como também existe um Henry. Somos criados e “esculpidos” dessa forma, um pouco do bem e um pouco do mal. Uma leitura recomenda!

“Meus demônios haviam ficado presos por muito tempo e saíram da jaula rugindo. Quando tomei a droga, estava consciente de uma propensão para o mal, ainda mais furiosa e capaz de maiores audácias.” 

05/06/2014

Resenha: Scott Pilgrim contra o mundo, volume 1

Autor: Bryan Leen O'Malley
Editora: Quadrinhos da Cia
Páginas: 368
Avaliação: ★★★★
Série: Scott Pilgrim contra o mundo, volume 1.

Conheci Scott através do filme (um filme muito louco e realmente sem noção, mas que me tirou riso e me faz amar logo de cara) e acho que um ano depois descobri a existência dos quadrinhos. 

Internacionalmente o livro é lançado em 6 volumes, sendo que aqui no Brasil lançado em três volumes pelo selo Quadrinhos da Cia, da Companhia das Letras. Uma adaptação muito legal, já que sou pobre demais para comprar uma série de seis livros (brincadeira, mas eu sou pobre mesmo). E também deixo que: esse é o primeiro quadrinho que leio (desculpem, eu não li Turma da Mônica e Luluzinha). 

A experiência não poderia ser diferente, adorei o livro, mas acho que essa relação de amor, já veio lá do filme (que é muito bom, mas já falei disso né?). Ok. Scott Pilgrim contra o mundo é uma mistura de realidade e ficção, um mundo meio nonsense, trazendo jogos clássicos para a vidinha precisa de Scott. 


Scott Pilgrim é o homem mais preguiçoso do mundo, com 23 anos não pensa em trabalhar, não tem expectativa de vida. Apenas gosta de ser sustentado pelo seu amigo gay, tocar na sua banda. Está namorando com uma colegial. Até quando Ramona chega. A verdade é que quando Ramona chega, até eu suspiro. Scott encantado pela carne nova no pedaço, tenta namorar, mas namorar Ramona não é tão simples, já que a existência de sete ex-namorados-malvados o impede de "ser feliz" (?). Para conseguir namorar Ramona, deverão ser travadas batalhas e vitórias - a parte das lutas, cheias de ação e comédia. 

Os personagens são bem criados e cada um possui um jeito irônico, forte e engraçado. As falas são rápidas e cheia de piadas nonsense, algo talvez nerd demais para mim, porque fiquei perdido em algumas piadas. 


Talvez eu não seja muito apto a falar, ainda, sobre um HQ, pois esse é o meu primeiro: posso ter deixado passar detalhes ou não ter conseguido acompanhar tantos traçados. Porém, eu recomendo mesmo assim e sei que a partir de agora vou ler quadrinhos, hq's e mangas. Começar nesse novo mundo "literário" com Scott Pilgrim é uma ótima deixa, recomendo

03/06/2014

O mundo é uma grande bomba de câncer


O mundo é uma bola gigante de meleca que é limpo periodicamente pelos dedos cheios de germe e com sujeira em baixo das unhas. O mundo é uma explosão congruente de efeitos positivos e negativos orquestrada pela poeira dos caminhos já desgastados. As pessoas são como prótons, elétrons e nêutrons, se repelem, se juntam ou apenas ficam na dela. Buscando nos meus anexos filosóficos, que se encontram encaixotados e atualizados em dias de chuva dentro do ônibus, descobri que o mundo é como uma doença de lúpus, não só o mundo, mas os seres que nele habitam. É simples: as pessoas que têm lúpus já vêm com ela em seu gene e a qualquer hora podem dar um treco e morrer, fácil assim. Se você olhar com olhos mais realísticos perceberá que qualquer pessoa, animal, extraterrestre ou coisa que respira pode dar um treco e morrer, fácil assim. 

Então: quando vemos pessoas com uma doença contável (que dá para saber mais ou menos o tempo estimado de quando ela pode viver ou, que ela vai morrer duma hora para outra) pensamos que 1 vamos viver mais que ela por 2 ela tem um tempo estimulado para viver. Mas a verdade é que não precisamos saber o dia em que vamos viver ou morrer – por mais que o avanços médicos e científicos sejam (ou tentam ser) precisos. Afinal, quem gostaria de saber que dia vai morrer? O nosso pensamento é ineficaz, já que você, eu ou o ser misterioso da casa ao lado não sabe o que pode acontecer amanhã ou daqui a quinze dias. Pode acontecer de eu morrer primeiro que uma pessoa que tem uma doença contável e pode acontecer dela morrer nem por causa doença contável, mas sim porque enquanto tentava arrumar a cortina da sala, caiu da cadeira e acabou tento traumatismo craniano (que história trágica).

Saber quando vai morrer não é legal, menos que: você possa largar a escola, não precisar ter tantas responsabilidades e poder viver cada segundinho. Pera! Que pensamento errado, nem preciso estar doente para poder viver, para poder aproveitar cada segundinho; quem vai saber até que dia estou vivo? 

Estou meio que vivendo assim: segundo por segundo, minuto por minuto. Aproveitando. Lendo durante o dia e saindo durante a noite. Estudando nos dias de feira e sorrindo com os amigos no final de semana, dando escapadas do dia a dia e de tanta responsabilidade para dar uns beijos na boca ou apenas sentir o momento. Afinal eu tenho uma doença enorme dentro de mim: de não saber quando vou morrer ou medo de que: será que eu vou acordar amanhã? 

Cheguei à conclusão de que se todo mundo tivesse um dia contado para morrer, o que elas fariam? Será que andariam menos zangadas, deixariam de brigar, de entristecer as pessoas, de machucar ou de querer usar pessoas e amar coisas. Será que finalmente elas iriam aproveitar os poucos momentos que têm com a família, com os amigos do ensino médio ou quem sabe com os amigos da uma infância que não volta mais? Poderia acontecer de elas sorrirem mais, amarem mais e simplesmente aceitassem que não precisa ficar nervoso com pouca coisa ou poderiam jogar os problemas para o alto, não esquecer deles, claro, mas não deixar que eles afetassem tanto a vida boa que a gente tem. 

É isso, esse texto quer dizer que você, quando nasceu, ganhou uma doença contável. Meu Deus! Você tem uma doença contável e agora? Fique louco, sorria e corra por aí. Se descabele, você descobriu que nasceu em um mundo onde todos nascem doentes. Isso talvez fosse uma merda, mas não é! Simplesmente, porque agora você pode enxergar que tem o tempo definido e a partir desse instante tem que viver cada segundo, cada sorriso e cada lágrima como se fossem os últimos. Não é sair metendo o “foda-se” em tudo e dizendo que vai morrer a qualquer momento, porém parar de ligar para tantos problemas que a vida empoe e as duras realidades do dia-a-dia. 

A cada dia você vive e a cada dia você morre, caminhamos em sentindo a vida e a morte. É estranho falar sobre isso, mas é a pura verdade. A única solução que encontrei até agora foi: viver, viver bastante enquanto morro.

01/06/2014

E não importa, não im-por-ta


Não importa a quantidade de vezes que vou me perder tentando me achar. Não importa as quantidades que meu coração vai se machucar. Não importa quantas lágrimas eu vou derramar. Não importa quantas pessoas eu vou perder. Não importa quantas vidas passaram pela minha. Não importa quantas milhas eu vou andar com meus pés cansados. Não importa os valores que carrego dentro da minha carteira. Não importa as cores dos meus hematomas.  Não importa quantos abraços eu perdi. Não importa quantas brigas eu ouvi e abaixei a cabeça. Não importa os caminhos que deixei para trás, os sonhos que deixei passar. Não importa se um dia eu perdi a esperança. 

Porque agora as coisas voltam a ter sentido. Porque agora eu consigo encontrar minha respiração e meu sangue pulsando. Porque agora eu me encontrei. Porque apesar de todas as peri peças que a vida põe meu coração se renova e fica mais forte. Porque as lágrimas salgadas foram desabafos e hoje eu sorrio. Porque agora eu ganho. Porque eu posso construir uma vida com pessoas que não vão me deixar.  Porque eu driblo caminhos com o pé cansado, mas eu não desisto. Porque eu ainda posso ganhar mais abraços. Porque agora eu aprendi a levantar a cabeça e não apenas ignorar, mas também sorrir. Porque não importa as coisas que deixei para trás, se elas me fizeram bem ou mal, mas elas ficaram para trás. 

Porque o agora é o agora, não preciso ficar remoendo nada. E bem, o amanhã é o amanhã, não preciso pensar nele. 

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