17.5.14

Desamor: Você vai lembrar, mas passa.


Já estamos cansados das inevitáveis vezes que machucamos o coração, de quantas vezes ele ainda vai se machucar. Nos primeiro dias, após término de um suposto namoro ou até mesmo de uma relação durante um mês qualquer, fevereiro por exemplo, o coração se quebra na hora de dizer adeus, na hora de seguir em frente. No fundo a gente sabe que vai passar, porque sempre passa. Não importa se você vai odiar a pessoa ou continua amando-a. Simplesmente escolhendo uma das opções ou convivendo com as duas, você não vai esquecer os momentos numa tarde de filme, dividindo uma água ou uma caixa de chocolate, onde você ouvia a pessoa narrando a história e te interrompendo com beijos, bem, valeu a pena. Você não vai esquecer que ela te recomendou um livro e te forçou a lê-lo e no final da história você acabou, por fim, amando a história mais que qualquer coisa. 

Você não vai esquecer das dobraduras ou das eternas caminhadas sem fim (mas que chegaram ao fim). Você não vai esquecer das poucas fotos que vocês tiraram, ou das mensagens no meio da noite, das madrugadas que vocês perderam por inconsequência ou por querer compartilhar segredos. Você não vai esquecer as ligações que duraram horas e também não vai esquecer do valor no final do mês quando a conta telefônica chegar. E é verdade, você pode até esquecer o gosto de beijo, mas você não vai nega-los, assim como não vai negar os abraços, os carinhos, os cafunés, os beijos no pescoço ou o roçar dos lábios no ouvido. E se a pessoa for vegetariana? Talvez você ainda continue se sentindo mal por comer carne, por ela dizer que não vai te beijar e rir por isso. 

Como eu disse você não vai esquecer de muitas coisas, nem dos segredos e muito menos de que vocês ficaram horas rindo sem parar por um motivo desconhecido ou porque você simplesmente queria ouvir aquela risada vergonhosa e sincera, única e essencial. É vai passar, sempre passa. Mas você esquece? O tempo muda as reações, muda os sentidos, mas ele não muda o que te constrói. Porque as lembranças intrínsecas se infiltraram no seu peito e vão ficar lá, guardadas no coração para sempre. 

Você não vai esquecer dos pores-do-sol ou das músicas compartilhadas, da timidez e dos medos. Você não vai se esquecer de muitas coisas, porque bem, a gente sempre sente falta, dizer adeus sempre é difícil; é como levar algo nosso (e está levando não é?), é estranho ter que deixar ir alguém que você pensou ser seu. Mas passa. Sempre vai passar. 

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 infinito! 

Um comentário

  1. Realmente.. Que gracinha, esse texto!

    www.domingodeinverno.blogspot.com.br

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