31/05/2014

Resenha: O Santo e a Porca

Autor: Ariano Suassuna
Editora: José Olympio Editorial
Páginas: 154
Avaliação: ★★★★★


O Santo e a Porca é mais um livro que tive que começar a ler por obrigação - encenei um dos personagens principais em uma peça que homenageia do escrito de Suassuna. O romance é muito engraçado, nas primeiras páginas você pode até não entender muito, mas logo você acaba entrando de "mala e cuia" para dentro da história e lidando com personagens obviamente loucos e cheios de tramoias.


Aproximando-se da literatura de cordel e dos folguedos populares do nordeste, narra a história de Euricão Árabe, um velho avarento devoto de santo Antônio que esconde em sua casa uma porca cheia de dinheiro.


É sem dúvidas uma das melhores leituras obrigatórias que fiz; uma história carismática, envolvente e gostosa. Quando você pega uma leitura obrigatória você fica assustado e pensa se vai gostar do livro e não vai ser perca de tempo ler, mas logo fui pego rindo com gosto das invenções e peças que os próprios personagens pregavam entre si. 

Os personagens do nordestino Ariano são cheios de humor e tipicamente brasileiros, com aquele jeitinho. É um livro muito rico, todos os personagens com o seu jeito, que dá para sentir, dá para ouvir. A inocência de um é a avareza do outro, a malícia da emprega e o arrocho de Euricão. 

O Santo e a Porca é um livro que tira sorrisos de todo mundo, até de quem não gosta de literatura brasileira. Divido em três atos, não tem como engolir esse livro da noite para o dia ou do dia para a noite. Acho que li esse romance três vezes - porque eu precisava decorar as falas, as cenas, gente eu era um dos principais atores - e não me arrependo nunquinha de ter lido. 

Ouvi dizer que o Auto da Compadecida é mil vezes melhor que O Santo e a Porca, então imagino que se em o Santo e a Porca já me divertir um tanto, em o Auto da Compadecida vou morrer de rir - apesar de que isso já acontece quando eu assisto o filme, Chicóóó. 

29/05/2014

Resenha: Cinderela Chinesa

Autora: Adeline Yen Mah
Editora: Seguinte
Páginas: 176
Avaliação: ★★★★

Após meses ouvindo minha amiga recomendando sem parar e procurando Cinderela Chinesa por todos os lugares, decidi que eu também necessitava ler o livro e conhecer a história fantástica de Adeline. Quando eu realmente peguei Cinderela Chinesa para ler eu não consegui desgrudar, porque é uma história real, que capta a atenção do leitor com um sofrimento, mas ao mesmo tempo com uma esperança do tamanho do universo. 

A história acontece durante um dos piores, se não o pior, período da China: uma guerra civil de quando Mao Tsé-Tung assume poder sob o país e implanta com mão de ferro um governo comunista. No romance biográfico de Adeline Yen Mah somos inseridos na sua infância, do modo mais horrível que poderia acontecer, também encaramos uma cultura diferente da nossa. Cinderela segue o padrão, conta a história de uma menina que é maltrata pela madrasta, tratada com indiferença pelo pai e odiada pelos irmãos, de uma criança que busca uma solução não em sapatinhos de cristal ou fada-madrinha, mas sim nos livros, nos estudos e no amor do seu avô e tia - únicos familiares que gostam da menina. 

Além do sufrágio que está acontecendo ao mundo ao seu redor Adeline é obrigada a crescer rapidamente, é possível destacar isso através das histórias do seu sofrimento de quando criança, de como sua infância foi usurpada tão sem motivos ou explicações, porém os problemas e barreiras, para a jovem, não são empecilhos ou justificativas para parar no tempo e desistir de tudo, muito pelo contrário, Adeline encontra seus momentos de glória, o momento em que pode correr para realizar, e não desistir, dos seus sonhos. 

Adeline Yen Mah ao contar sua própria história torna tudo tão melancólico, mas ao mesmo tempo deposita tanta esperança e inocência nas páginas, criando um sentimento de amor e tristeza no leitor. Depositei tantas expectativas no livro, sabe, é tão ruim ver uma criança ter que fazer o papel de adulto, ter que agir como gente grande e perder toda a infância, as amigas, as diversões... 

Eu adorei Cinderela Chinesa desde o começo ao fim, é um livro que ensina: que nunca devemos deixar de ser que somos, quem queremos ser e, principalmente, os sonhos que queremos realizar. Ensina que podem existir barreiras das pessoas que deviam te apoiar, assim como existe barreiras da vida, mas que você (como Adeline) é capaz de ultrapassar tudo para alcançar o bem maior: a felicidade! Recomendado! 

27/05/2014

Resenha: O Enigma das Estrelas

Autor: F. T. Farah
Editora: Geração Jovem
Páginas: 164
Avaliação: ★★★★★
Série: Clube dos Mistérios, volume 1

"O Enigma das Estrelas" é o primeiro livro da série brasileira chamada Clube dos Mistérios, o livro foi escrito há um tempinho e sendo relançado agora pela Geração, o livro sofreu adaptações, mas ainda assim deixou clima de primeiro livro escrito pelo autor, mas não é o problema, pois a enredo é bom e a história é interessante. 

Logo de cara conhecemos todos os personagens que compõe a
história: Jonas, Carmem, Carola, Alfredo e Vicentinho, cada um de um jeito, cada um deles de um lugar do Brasil.  Anualmente os jovens se reúnem para fazer aventuras e curtir as férias do meio do ano em Morro de Ferro - um lugar rico em lendas e histórias locais, delas se destacam a visitas de seres extraterrestres, demônios com corpos metade cobra e metade humano e muitas outras coisas assustadoras. Em busca de férias inesquecíveis os jovens decidem acampar, pouco sabem eles que realmente será inesquecível o que acontecerá no meio da floresta.

Como eu disse no primeiro no começo da postagem, o livro tem a pitada de um primeiro romance do autor. F. T. Farah construiu um enrendo interessante e também bem meticuloso, mas faltou uma garra para fazer o leitor entrar de vez no seu mundo. A falta de sentimento ou pelo fato de tudo acontecer tão rápido desvaloriza o livro, porque o leitor não chega a grudar no personagem e saber a angústia, sofrimento ou alegria que passa na cabeça dos personagens.
"A vida é um negócio esquisito - disse Joaquim, pai de Murilo, sentando na cabeceira e calado até aquele momento - Ela gosta de pegar a gente no contrapé. Se a gente balança para um lado, ela joga a gente pro outro. Em um dia a gente da gargalhada, no seguinte cai em tristeza profunda. A vida é um negócio esquisito."
Em compensação o romance de Farah deixa um suspense para os próximos volume e, há uma grande possibilidade de a série melhorar. Senti em O Enigma das Estrelas, que o livro é introdutório a um novo mundo, ao mundo de Farah, talvez por isso seja tão simples e leve. Mas também me cai a ficha de que também é um livro dedicado para a ala infanto-juvenil, com uma aventura que agrada os olhos, mas que não entra tanto no psicológico dos personagens.



É um livro bom, contém várias informações como dicas de filmes de E.Ts, histórias das primeiras "aparições" dos seres de outros planetas, "O Enigma das Estrelas" também é recheado de ilustrações de Samuel Casal. Contém uma história boa e que deixa expectativas para a continuação, porém ainda sinto que falta alguma coisa. 

25/05/2014

Filme: Comme tout le monde

Comme tout le monde, 2006
Duração: 90 minutos de duração.
Avaliação: ★★★★★
 +COMÉDIA  +ROMANCE  +CAPITALISMO 
Um homem comum tem um dia de muita sorte: ele vence um famoso jogo na televisão local e uma bela mulher cai em seus braços. Parece que sua vida, de uma hora pra outra, mudou completamente. Mas ele nem imagina que na realidade a garota é uma atriz contratada por uma agencia de publicidade para usá-lo como cobaia em uma pesquisa de mercado. Porém, quanto mais os dois convivem juntos, mais ela fica confusa sobre o que realmente sente por sua cobaia.
 Eu comecei a assistir esse filme sem saber da história, sem saber do que se tratava, resultado: "que filme é esse?". Eu esperava muito que fosse uma comédia romântica que me tirasse sorrisos enormes e também me fizesse dizer no final: "awn". Apostando no amor (tradução do filme para o Brasil, mas eu assisti sob o título e linguagem francesa).

Esse é um daqueles filmes que não segura no começo - só assisti porque minha tia disse "tira e eu quebro suas pernas"; ok tia. - por ser uma coisa meio sem lógica ou sem consenso com o que eu esperava. Esse filme tem romance e não tem ao mesmo tempo. "Eu vou desligar" disse eu várias vezes porque eu não estava realmente gostando do filme, estava um pouco tecnológico demais, coisas impossíveis (que só acontecem em filmes)... Até que fui fisgado e passei a gostar, mas o fator em questão foi a protagonista, o romance que não aconteceu foi o que me segurou. 


Os franceses sempre inventam filmes bastante engraçados ou totalmente estranhos - é sempre bom assistir de vez em quando, para descontrair. Outro filme francês que assisti foi C'est Pas Moi, Je le Jure!, um filme muito louco e engraçado. Se existe uma comparação entre os dois é que: são filmes sem lógicas, mas que tem humor. 

Os atores atuam muito bem, dão um gás na história e isso segura o telespectador. Pois não existe nada melhor que uma atuação bem feita, que deixa resquícios de que algo dentro da história possa ser real. Acho que filmes que traçam algo com a realidade, por mais que seja pouco, eles ganham um pedacinho de atenção. Comme tout le monde foi assim, por seus atores ganhou o público. 


Eu assisti o filme e não me lembro como ele acaba, foi um final muito muito estranho: "tipo, já acabou?" - minha tia falou "se eu soubesse não tinha assistido esse filme", bom ela não quis me escutar. 

23/05/2014

Resenha: "Azul da cor do mar" de Marina Carvalho

Autora: Marina Carvalho
Editora: Novas Páginas, Novo Conceito, 2014
Páginas: 334
Avaliação: ★★★★★
"Não. Eu não sou masoquista. Não gosto de sofrer. Se para encontrar o caminho da felicidade eu tiver que passar por uma selva cheia de monstros e obstáculos, das duas, uma: ou arrumo um helicóptero e sobrevoo os perigos, ou vivo na tristeza eterna." 
Esse livro é brasileiro, não por que ele contém gírias brasileiras, mas pelo jeito que ele é contado; não as palavras que são usadas, e sim, como elas são usadas por Marina Carvalho, a impressão que você tem desse livro é: parece que um amigo ou amiga está te contando a história.

Rafaela Vilas Boas é uma moça apaixonada por palavras e por isso decidiu fazer jornalismo, não somente apaixonada por palavras, mas também por um menino que conheceu ainda muito pequena, o menino de mochila xadrez, que a perseguiu durante anos em seus pensamentos e diários, mantendo sempre a esperança de reencontrar o menino de olhos azuis. Com sede por grandeza a brasileira Rafaela consegue estágio em um dos jornais mais importantes do país, a Folha de Minas. Foi seu sonho, porém o seu pesadelo também, pois o mentor e chefe de Rafaela é a cria do Diabo, o galã Bernardo. 

Como se já não bastasse a correria da faculdade e o perigo que o estágio oferece (já que ela trabalha na área investigativa), Bernado não ajuda em nada, só empecilha a vida da menina e a deixa sem graça o tempo todo, sorte da Rafa que acabou se atracando com um gostosão da área de esportes (válvula de escape né?) 

Em Simplesmente Ana, já da para conhecer o lado fofo e romântico de Marina Carvalho - isso faz as garotas suspirarem, aarh. Azul da cor do mar, possui uma história tão fofa quanto o primeiro livro da autora, com personagens intrigantes e bem escritos. Com cenas ainda mais brasileiras e que podem até ser reconhecidas como brasileiras mesmo - acho bem legal esse fato "abrasileirado" no livro, porque não o torna algo chato, acaba se tornando uma leitura de muito valor e com uma proximidade maior do leitor. 
"Os seres humanos vivem dando prova de que o amor é passageiro, até mesmo inexistente. Conheço poucas pessoas que conseguem viver um grande amor, desses que duram e mantêm a chama acesa por muito tempo."
 A protagonista do enrendo é super engraçada e faz o leitor se divertir com as piadas e atitudes que ela toma, deixando aí sua perspectiva em relação ao seus irmãos super protetores, sua ex-amiga e seu local de trabalho. Nessa perspectiva entramos ainda mais no mundo feminino, e por isso eu digo que talvez esse seja um livro com o foco-alvo mulheres. Deixo a dica: meninas, mulheres e senhoras, leiam! 

21/05/2014

Resenha: "A Escolha" de Kiera Cass

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte, 2014
Páginas: 352
Avaliação: ★★★★
Série: A Seleção, volume 3

Confira mais uma resenha dupla, com a Julia Nunes do Entrando nos livros, dessa vez sobre o terceiro livro da série A Seleção, que faz sucesso e badalos com a moçada com apenas uma pergunta: "quem será escolhido?".  O terceiro e último livro, A escolha, dará o fim de um triangulo amoroso, assim como também um time será vencedor: Team Maxon ou Team Aspen.

Cá entre nós: terminar uma série nunca foi fácil, aceitar o que acontece em A Escolha também não é de ser tragado de modo ligeiro ou simples, é uma leitura que no seu fim faz refletir e até mesmo discordar da autora - porque sempre queremos uma coisa e acontece outra no final da série.

Eu, Julia, sou Team Maxon assumida desde o início, pois achei a história de Meri com Aspen um pouco ultrapassada, mas não gostei de algumas coisas que o Maxon fez. America, Aspen e Maxon são protagonistas engraçados e cheios de astúcias, há horas que amamos cada um e também horas que odiamos de forma mais seca do universo, eles são capazes de fazer você gostar de suas atitudes e ao mesmo tempo repudiar diversas outras. Dessa forma, Kiera Cass carrega o leitor numa perspectiva de: o que vai acontecer? 

Há fragrância de garra e vontade por parte das mulheres, agora que só restaram quatro, as verdades vem à tona (mas já dava para perceber que): algumas estão por fama, outras por amor, outras nem queriam estar lá e algumas outras foram por obrigação. As 35 garotas que entraram entraram na disputa, pelo menos as que não foram embora nos 10 primeiros dias, se desempenharam em mostrar o quanto são fortes e de que muitas vezes não precisam ser donzelas indefesas para serem salvas.

A Escolha, por dar conclusão a reviravoltas - na Guerra e no romance - deixou muitas (ênfase no muitas) expectativas para os leitores, esperávamos mais da autora, apesar de termos gostado do último livro, o livro foi corrido quando se tratava de ação, principalmente o final. Não sabemos se, o final aconteceu muito rápido ou se a leitura estava rápida demais para pegarmos todas as pontos, engolir tudo o que estava acontecendo e até mesmo aceitar. Kiera Cass joga com tudo em cima dos seus leitores, um final realmente surpreendente (e ao mesmo tempo previsível), que deixa muitas outras pontas soltas e uma obrigação para Kiera Cass em escrever um pouco mais (pelo menos um conto sobre o como está a vida de todo mundo). 

Em suma,  livro é surpreendente mesmo sendo totalmente previsível algumas cenas e partes. "Minhas emoções por esse livro são diversas. E confesso que me bateu uma ressaca literária depois que eu o acabei." diz Julia, no caso do Igor "A Escolha foi um livro que eu esperava há muito tempo, desde a leitura de A Elite, somos trilhados não pela história de Illéa, mas pelo romance; o romance de America entre o Príncipe e o Guarda sempre foi o foco da série.". Talvez não acostumados com finais ou não querendo aceitar finais o livro não tenha alcançado a nota máxima, a série de Kiera Cass vai deixar saudade dos seus personagens, do romance fofinho e dos anseios de America. 

19/05/2014

Resenha: "O Lado mais Sombrio" de A. G. Howard

Autora: A. G. Howard
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368
Avaliação: ★★★★
Série: Splintered

O Lado mais Sombrio é um livro deliciosíssimo, é uma alternância do mundo de Alice no País das Maravilhas, o mundo de Howard é sombrio, gótico e mórbido - uma leitura deliciosa, uma narrativa macabra, louca, perturbadora e de tirar suspiros. 

Não sou acostumado a ler versões diferentes dos contos de fadas, o romance de Howard é o primeiro que vejo "baseado" em toda a magia do País das Maravilhas. O pior de tudo é que não eu não li o livro de Lewis Carroll, acho que eu tenha ficado um pouco perdido no romance devido não conhecer a verdadeira história de Alice, mas também acho que não precisaria ler Carrol primeiro para poder entender a história de Alyssa. 

Alyssa Gardner é uma adolescente normal, com apliques coloridos e jeito rock 'n' roll, porém essa normalisse acaba quando a jovem começa a ouvir o que as plantas e insetos tem a falar - como se insetos falassem Alyssa também passa a conversar com eles. Alyssa é tataraneta de Alice Liddel, a famosa Alice que inspirou os escritos de Carroll, e por isso ganha piadinhas de mal gosto. Mas quando tudo começa a ser tornar realidade, quando aparições do mundo "carroniano" desembrulham o passado da família Liddel, Alyssa terá que tomar as decisões certas para salvar sua família e ela mesma de uma maldição causada por sua tataravó. 


A. G. Howard conduz o leitor com maestria em sua escrita submersa e macabra, toda aquela fofurisse da Disney, todo aquela cor, personagens bobinhos que dá vontade de apertar não existem em "O Lado mais Sombrio", porque assim como o nome do livro, todo os personagens vão mostrar o seu lado mais sombrio. Uma história confusa, mas detalhada e insana a ponto de deixar o leitor atordoado com tudo o que acontece ou em quem confiar. 

A Novo Conceito trabalhou de uma forma magnifica na parte física do livro, mantendo a capa original e uma diagramação muito linda, o nome para o livro não poderia ser melhor, coube de forma perfeita ao enredo. O romance possui uma descrita densa, porém rápida e intrínseca, não deixa expectativas para uma continuação (parece que a história já acabou), mas ainda tem mais dois volumes para vir (eba?). 



Em busca de concertar os erros do passado, Alyssa embarca em uma aventura no país desconhecido das maravilhas, sendo obrigada a não cair na loucura e enfrentar os seus medos. Fazendo o leitor enlouquecer e entorpecer durante toda a leitura, fazer confusões na cabeça do leitor, mas no final fazer entender tudo de uma forma tão... fácil.

17/05/2014

Desamor: Você vai lembrar, mas passa.


Já estamos cansados das inevitáveis vezes que machucamos o coração, de quantas vezes ele ainda vai se machucar. Nos primeiro dias, após término de um suposto namoro ou até mesmo de uma relação durante um mês qualquer, fevereiro por exemplo, o coração se quebra na hora de dizer adeus, na hora de seguir em frente. No fundo a gente sabe que vai passar, porque sempre passa. Não importa se você vai odiar a pessoa ou continua amando-a. Simplesmente escolhendo uma das opções ou convivendo com as duas, você não vai esquecer os momentos numa tarde de filme, dividindo uma água ou uma caixa de chocolate, onde você ouvia a pessoa narrando a história e te interrompendo com beijos, bem, valeu a pena. Você não vai esquecer que ela te recomendou um livro e te forçou a lê-lo e no final da história você acabou, por fim, amando a história mais que qualquer coisa. 

Você não vai esquecer das dobraduras ou das eternas caminhadas sem fim (mas que chegaram ao fim). Você não vai esquecer das poucas fotos que vocês tiraram, ou das mensagens no meio da noite, das madrugadas que vocês perderam por inconsequência ou por querer compartilhar segredos. Você não vai esquecer as ligações que duraram horas e também não vai esquecer do valor no final do mês quando a conta telefônica chegar. E é verdade, você pode até esquecer o gosto de beijo, mas você não vai nega-los, assim como não vai negar os abraços, os carinhos, os cafunés, os beijos no pescoço ou o roçar dos lábios no ouvido. E se a pessoa for vegetariana? Talvez você ainda continue se sentindo mal por comer carne, por ela dizer que não vai te beijar e rir por isso. 

Como eu disse você não vai esquecer de muitas coisas, nem dos segredos e muito menos de que vocês ficaram horas rindo sem parar por um motivo desconhecido ou porque você simplesmente queria ouvir aquela risada vergonhosa e sincera, única e essencial. É vai passar, sempre passa. Mas você esquece? O tempo muda as reações, muda os sentidos, mas ele não muda o que te constrói. Porque as lembranças intrínsecas se infiltraram no seu peito e vão ficar lá, guardadas no coração para sempre. 

Você não vai esquecer dos pores-do-sol ou das músicas compartilhadas, da timidez e dos medos. Você não vai se esquecer de muitas coisas, porque bem, a gente sempre sente falta, dizer adeus sempre é difícil; é como levar algo nosso (e está levando não é?), é estranho ter que deixar ir alguém que você pensou ser seu. Mas passa. Sempre vai passar. 

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 infinito! 

15/05/2014

Resenha: "Anjo Negro" de Nelson Rodrigues


Autor: Nelson Rodrigues
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 112
Avaliação: ★★★★★

Anjo Negro é um livro que eu jamais pensei em ler. Sua capa nunca me chamou atenção, mas quando soube que a Monique só sabia falar dos escritos de Nelson Rodrigues, me vi mais que necessitado em começar a ler algo desse autor. Não sei como agradecer a ela por me apresentar esse autor de escrita tão insensível, irônico e frio - sendo que o autor tem boa lábia e já conquistou mulheres importantes. 

Essa é mais uma peça teatral insana, ingênua e profana. Dividida em três atos. Enrendado em situações proféticas e míticas: Ismael é um homem vitorioso, o status social que conseguiu foi com bastante esforço, lutou para chegar aonde está, é um excelente médico, o que possibilita um prestígio social. Mas ele nega quem ele é, tem vergonha de sua cor e da sua família negra. Portanto, durante toda a peça ele tenta se parecer com uma pessoa de pele branca, se vestindo totalmente de branco. Virgínia  foi obrigada a se casar com o carrancudo por algo que fez quando era mais jovem, vive amargurada e infelicidade por ter que se casar com um homem como Ismael. O primeiro ato inicia-se com mais um velório, o terceiro filho do casal negro e branco morto. Acidentalmente ou propositalmente, que veio a falência de mais uma criança?

A história continua com a chegada de Elias, o meio irmão de Ismael, que traz uma maldição feita pela mãe dos garotos. Elias é invejado pelo irmão por ser branco e bonito, isso acarreta uma cegueira mais tarde - Ismael trocou o colírio do caçula quando mais novo, cegando de vez. Ao chegar na mansão de Ismael, Elias é recebido sem muita modéstia, porém é aceito hospedar por um tempo. Quando Virgínia descobre que tem carne nova, ainda mais branca, ela se sente necessitada a dar o bote... 

"Anjo Negro" é o primeiro livro que leio do autor e creio que esse já foi convincente o bastante para me inserir na gama por essa insanidade, por suas escritas onde a morte puni ou o sexo puni a morte. É nesse livro que encontramos um caos dentro de si mesmo, uma não aceitação se revela com Ismael.

Nelson Rodrigues não é uma leitura aconselhada pelos professores, porque ele mostra sem medo e de forma escrupulosa a faceta de muitas pessoas, isso causou na época muito transtorno. O Anjo Pornográfico ataca a sociedade em qual conviveu e me ganha ainda mais!  

13/05/2014

Resenha: "Estrada para os sonhos" de Marcelo Leite

Autor: Marcelo Leite
Editora: Gente
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★
"Não se esconda de seus sonhos, mais simples aos. mais complexos. Não permita que eles sejam impossíveis."
Não costumo ler livros desse gênero, nunca fui adepto ou me envolvi com algum tipo de escrita como a de Marcelo Leite. "Estrada para os sonhos" não foi uma leitura obrigatória e muito menos cansativa. O motivo para querer o livro do brasileiro foi: experiência, sonhos, vontades, realizações. 

Marcelo Leite é engenheiro de produção e em 2011 decidiu por seu sonho em prática: fazer uma expedição pelos cinco continentes, mas não é qualquer expedição de avião ou de carro, mas sim de moto. Uma aventura junto com sua esposa, na garupa. Com confiança e segurança a "Expedição 5 continentes" se tornou a prioridade da vida de Marcelo, dessa forma o sonhador precisou fazer muito planos, calcular gastos, quilômetros, correr atrás de investidores e muitas outras coisas, Leite deixa claro que o inédito é visto como  impossível, mas ao realizar o seu sonho: a recompensa e a gratificação que se apossou dentro do seu eu. Creio que não é uma decisão fácil, muitas pessoas podem desaprovar a ideia de você sair somente em uma moto e atravessar oceanos e países em guerra,  o próprio autor afim que: o medo nos emperrou o caminho várias vezes até aprendermos como buscar a coragem para sempre ir adiante,  em contrapartida buscar nossos sonhos é algo que exige esforço, mas vale a pena.

O livro além da aventura de Beth e Marcelo, oferece aprendizados ótimos que podem ser usados tanto na vida pessoal ou profissional, ajudando você a realizar os seus sonhos, por mais que eles pareçam impossíveis (ah, eles viajaram o mundo de moto, nada é impossível), trabalhando vários fatores: a força de vontade, o psicológico e muitas outras coisas, que parecem simples, mas fazem uma enorme diferença no resultado. 
"É claro que as barreiras são enormes, as dificuldades parecem não ter fim e a estrada costuma ser muito longa e esburacada. É preciso achar energia para não desistir e persistir quando for necessário." 
Existem diversos tipos de pessoas (e você pode até ser uma delas) as frustadas que nunca realizaram nada do que sonham; infelizes com os rumos de suas carreiras e vidas; pessoas que acham o desconhecido perigoso e até impossível; os que se contentam com pouco; os que param no meio do caminho por medo; e (a gente vê muito) pessoas que não tem nenhum sonho ou expectativa para o futuro, pessoas que vivem só por viver, sem direção ou ambição. E até para o último caso existe uma solução, pois qualquer uma pode realizar um grande sonho, é só se dedicar, planejar, se esforçar e de muita muita atitude. 

Uma leitura para quem sonha e deseja realizar seus sonhos, uma leitura sobre uma aventura pelo mundo, uma leitura recomendada para todo mundo. Porque a vida não é feita de ficar com a bunda no sofá em frente a televisão e coçando a barriga! A vida é feita de sonhos e de sonhos é feito a vida! 

11/05/2014

Resenha: "Mago: Mestre" de Raymond E. Feist

Autor: Raymond E. Feist
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 432
Avaliação: ★★★★★
Série: Saga do Mago, volume 02

Após amar e favoritar o primeiro livro da série fantástica de Raymond E. Feist, começar Mago: Mestre era uma obsessão infinda, grande expectativas e a necessidade saber o que aconteceria com Pug e Tomas, e também como todo o universo de Midkemia.

Após alguns anos dos acontecimentos do primeiro livro, a guerra entre dois mundos, encontramos os personagens em busca de por um fim nessa interminável guerra, que carrega diversas raças para o poço sangrento da morte.  A leitura se expande por diversos pontos de vistas, viajamos pelos dois reinos por meio de capítulos. Vemos a vida sofrida que Pug está levando e como Tomas está se tornando um guerreiro cada vez mais forte. Raymond dá muito destaque para o funcionamento de cada mundo, as políticas, regras, raças.

 O livro é cercado de sentimentos, indecisões, dúvidas dos personagens. Não basta enfrentar exércitos, tem que compreender seu próprio eu. Os personagens ainda são o ponto a destacar na obra (desde Aprendiz), com suas personalidades intrínsecas e distintas.

Não sei o que aconteceu com meu ânimo para ler Mago: Mestre, ele se desfez a medida que avançava cada página, eu me encontrava cada vez mais perdido nos contrastes das cenas, das falas, das aparições de novos personagens. O chamego pela série, talvez, fique só no primeiro livro ou, eu, simplesmente não estava em uma boa época para ler o segundo volume da Saga do Mago. Não estou dizendo que o livro é ruim ou a escrita de Raymond seja terrível, muito pelo contrário o universo de Feist é muito bom, muito bem elaborado e criado de uma forma concisa e concreta. Dá ao leitor cenas palpáveis, lutas cheias de ação e muita magia. Porém o livro não funcionou comigo, a leitura um pouco arrastada e densa, além de ficar perdido em diversas páginas.
"Existem muitas formas de amar alguém. Às vezes, desejamos tanto o amor que não somos exigentes com quem amamos. Outras vezes, transformamos o amor em uma coisa tão pura e tão nobre que nenhum ser humano poderá corresponder a tal visão."

Em suma, o livro tem pontos negativos, assim como também positivos. O livro pode não ter me agradado, mas pode agradar você. Eu deixo recomendado o primeiro livro, que é de tirar o fôlego e deixa bastante o leitor atiçado. 

09/05/2014

Resenha: "Hyperbole and a Half" de Allie Brosh

Autora: Allie Brosh
Editora: Planeta
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★
Coisas que você encontrará neste livro:
- Figuras.
- Palavras.
- Histórias sobre coisas que aconteceram com a autora.
- Histórias sobre coisas que aconteceram com outras pessoas por causa da autora.
- Oito bilhões de dólares *
- Histórias sobre cachorros.
- O segredo da felicidade eterna *
* Estas são mentiras. Talvez eu tenha subestimado minha malandragem.

Talvez você não conheça o famoso blog Hyperbole and a Half (fanpage), mas tenho certeza de que já viu o meme no facebook ou em outra rede social. Acho que ninguém nunca pensou como surgiu o meme, nem eu nunca pensei. Quando descobri, sabia que tinha que ler. 

Allie Brosh com sua personagem, conta suas próprias histórias, do modo mais engraçado possível. São várias histórias que o livro contém (para ver mais história acesse o blog, só tem um problema, está em inglês), histórias verídicas e algumas inventadas: não tem como saber qual é real e qual é fictícia porque aconteceram coisas muito loucas com Allie, tipo muito loucas mesmo, daquelas que você pensa que não aconteceria com mais ninguém.

Hyperbole and a Half não tem muito o que falar, é um livro muito curto e se eu falar vou acabar contando as tramoias da personagem. A Editora Planeta fez uma excelente tradução, o trabalho gráfico ficou maravilhoso: com páginas coloridas, chamativas e que ganham o leitor. A capa está perfeita. Uma proposta muito boa para horas de riso e diversão.

O blog de Allie é fenômeno lá fora, a mocinha até já é considera uma das 50 cabeças mais criativas do mundo. Então dê uma oportunidade de ler e entre para esse mudinho tão maluco, que se pode tirar lições de vida. Faça como Allie e eu, escreva uma carta para você daqui a dez ano.

Resenha: "A Noite dos Mortos-Vivos & A Volta dos Mortos-Vivos." de John Russo

Autor: John Russo
Editora: DarkSide Books
Páginas: 320
Avaliação: ★★★★

O suspense e mistério já se encontra nos primeiro capítulos, quando um casal de irmãos vão visitar o túmulo do pai em um cemitério no meio do nada, fugindo de todos dos centros urbanos e isolando-se em um local remoto e totalmente assustador, onde já dá para construir o lado macabro da história. Em seguida irmãos são atacados de súbito por um estranho, apenas a mocinha consegue se afugentar e, acaba se refugiando em casa abandonada. Lá ela encontra mais outros refugiados, Ben, um jovem casal e outro casal mais velho com uma filha pequena.

A narrativa se inicia, no final da tarde e estende-se até a manhã seguinte, quanto mais se escurece mais mortos-vivos cercam a casa - e de praxe aumenta a tensão do leitor e dos personagens -; de um lado, de fora,  se encontra a ameaça mortal e dentro dois homens lutando por meio de egos, um mãe preocupada com sua filha adoentada, um casal jovem indeciso e uma garota que surtou ao ver seu irmão ser massacrado. 

 A história se inicia com os pensamentos dos personagens durante a viagem e encontramos muitas outras passagens de pensamentos, tornando dessa forma os personagens razoavelmente aprofundados, cheios de complexos, dramas próprios, desejos e até mesmo contradições. O aspecto do lado "sentimental" do personagens nesse livro é algo de admirar, pois o livro é escrito em terceira pessoa, o que torna (ao meu ver) um pouco difícil passar o sentimento do personagem para o leitor. Dessa forma, é notório o quanto o romance (podemos chamar de romance?) de John Russo se trata de uma forma eficaz e consegue transpassar o que, se realmente acontecesse um noite de mortos-vivos, as pessoas sentiriam ou fariam. 

Encontrei no site da DarkSide, o filme de George Romero, de 1968, confira:


A NOITE DOS MORTOS-VIVOS inclui ainda uma surpresa para os leitores: o texto integral da sequência do clássico, que nunca chegou a ser filmada, chamada de A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS.

A volta dos Mortos-Vivos é um livro que você já teme, o homem voltará ao seu primórdio, cujo a única razão era sobreviver. Homens se tornaram mais cruéis do que  os próprios morto-vivos, mostrando a insanidade Em suma, os personagens de ambos os volumes são excepcionais e tiram o fôlego de qualquer leitor, através de seus tormentos e expectativas.

A DarkSide é uma editora voltada para o terror, seu trabalho gráfico é impressionante, faz o leitor viajar pela capa, pelas ilustrações e pela história assustadora de John Russo. O final de A Noite dos Mortos Vivos é, sem sombra de dúvida, a maior surpresa de toda a narrativa; com certeza é a mais difícil de ser engolida.

Uma leitura recomendada para amantes de terror ou para quem gosta de um suspense de massacrar. 

07/05/2014

Me encontre nas redes sociais

Eu sou daquelas pessoas que tem um bilhão de redes sociais, mas que usa bem pouco. Resolvi criar o post para vocês saberem mais do meu cotidiano e também sobre meus hobbies e o que eu gosto de fazer nas horas vagas, bom espero que vocês gostem do post, pois dessa forma acho que deixo o blog ainda mais pessoal e posso entrelaçar com vocês! 


É umas das redes sociais que eu mais uso, através de lá eu falo mais abertamente do meu dia ou com os leitores do blog, só existe um twitter para desabafos pessoais e também profissionais (blog). Adoro quando alguém me puxa para conversar por lá e faz meu número de tts aumentar, não deixe de conversar comigo por lá! 

Existem dois instagrams um pessoal e um para o blog. Resolvi criar dois perfis pelo motivo de que os conteúdos que posto em um são totalmente diferentes do outro. No @igormedeiroz eu posto fotos mais sobre a natureza, sobre pensamentos ou de coisas do meu dia a dia; já no @setecoisas posto fotos mais focadas no blog, falando sobre as postagens e tudo mais. Não deixe de seguir um dos perfis ou os dois! 

Eu costumo aceitar a maioria das pessoas que me adicionam no facebook, mas não recebo muitas solicitações de amizades, caso queira ser meu amiguinho já sabe como! A página do blog acho que já é conhecida, ela se encontra na barra lateral do blog. E se você gosta do Sete Coisas peço para que você curta e não perca nenhuma postagem aqui do blog. 

O flickr é um site para postar fotos, bem, costumo postar raramente nele porque eu tenho pouquíssimas fotos boas para postar. Então é um álbum bem rígido com as minhas melhores fotos (lembrando que tiro fotos do celular apenas). 

Acho que todo mundo que tem um blog literário ou gosta de ler tem uma conta no skoob! E por lá eu arrumo meus livros não lidos, lidos e até os favoritos! Caso queria saber como anda minha vida literária, basta me adicionar que eu vou aceitar na mesma hora! 

Filmow é um dos sites que menos uso por 1. não assistir muitos filmes e 2. ficar procurando os filmes. Porém acho super legal saber quantos filmes já assisti e ler outras opiniões. Estou começando a assistir mais filmes e então em breve começarei a atualizar o meu filmow. 

YOUTUBE canal do blog 
Eu raramente posto vídeos, mas pretendo começar a gravar vídeos quando eu ganhar uma câmera boa e que me deixe bonito (o que é bem difícil, por isso vou gravar os vídeos feio mesmo) 

TUMBLR perfil único
Meu tumblr é mais para fotos ou coisas que me inspiram, atualizo com fotos minhas ou com fotos de outros usuários, acho que é uma forma de me conhecer através dos meus reblogs e postagens.

WEHEARTIT perfil único
Outra fonte de inspiração, apesar de atualizar pouco, é do We<3It que vem grandes inspirações.

Agora não tem motivos para vocês esquecerem de mim! Estou em todos os lugares, então, não deixem de me seguir e se quiserem me encher o saco vou adorar.




05/05/2014

Resenha: O Começo de Tudo


Autora: Robyn Schneider
Editora: Novo Conceito, 2014
Páginas: 288
Avaliação: ★★★★★
"Como sempre, ela me deixava querendo mais e imaginando como seria se eu conseguisse."
"O começo de tudo" conta a história de Erza Falkner, um dos garotos mais populares da escola, a fama obtida através do seu talento nas quadras de tênis, como de praxe Erza é um daqueles meninos idiotas e que riem das próprias piadas sem graça, namorado de uma das meninas mais bonitas da escola (que é líder de torcida, que já não sabia disso?) . Mas isso tudo foi antes, sua vida sem graça ou de mesmice foi antes de: ganhar um belo par de chifres, de sofrer um acidente e cair no esquecimento, antes de ser apaixonar por Cassidy Thorpe (rufem os tambores).

Após o acidente a vida se Erza muda completamente e ele percebe quem são seus verdadeiros amigos. O retorno das aulas, para o jovem, é doloroso já que seus supostos amigos não o tratam da mesma forma que antes. Erza passa a sentar no horário do almoço com seu antigo amigo de infância, Toby, que amizade acabará após a ida em um parque de diversões (Disney, pula), Erza também conhece Cassidy Thorpe, e é nesse instante que as coisas realmente começam mudar para o ex-tenista-ex-popular. 
"Se tudo realmente fica melhor, como todo mundo diz, então a felicidade devia aparecer num gráfico. Bastaria traçar um eixo X e um eixo Y, e uma curva positiva representaria uma atitude positiva, marcaria alguns pontos, e pronto. Mas isso é bobagem, pois "melhor" não é mensurável."
Cassidy Thorpe é uma personagem que precisa de destaquem em um só paragrafo, por ela me lembrar muito Alasca (personagem criada por John Green) e por ela ser tão incrível, inteligente e enigmática ao mesmo tempo, Cassidy merece destaque porque ela faz o leitor se apaixonar e querer entender o que se passa em sua cabeça, ela por si só faz seu suspense e constrói uma personalidade única.

Erza Falkner também ganha um paragrafo, se não fosse por suas demasiadas observações e percepções do que acontece a sua volta, do antes e do depois, e de que todos tem uma grande trágedia (um dia chega mais cedo para uns ou chega mais tarde para outros). Se não fosse por esse personagem tão bambambam que tenta ser "normal", que tenta se encontrar, se conhecer e saber das coisas que gosta, o livro não teria graça, se não fosse por Erza e Cassidy esse livro não seria esse livro (me entende?).

O roteiro, a história, os personagens, as cenas, o sentimento. Tudo isso torna a leitura tão prazerosa, tão gostosa. Sim, eu realmente adorei esse livro, adorei a escrita de Robyn. Um livro escrito em boas dosagens e com maestria, um livro que encanta, mas que destrói o coração do leitor no final: a qual não poderia existir outro, porque não poderia ser diferente. 

Apesar de no começo do livro encontrar tudo clichê e parecido com a temática novo adulto, a autora montou e desmontou para fugir do clichê, deixando tudo com uma perspectiva mais deliciosa, mais intensa e mais Robyn Scheneider. Robyn usa o tom engraçado, inteligente e sensível para conquistar os leitores, para faze-los querer mais da história, mais da vida panóptica desses personagens. 

O Começo de Tudo, publicado pela Editora Novo Conceito, é extremamente envolvente e incrível, as páginas voam pelos olhos do leitor e o deixa entrelaçado até o fim da história, sem solta-lo ou fazer pensar horas depois da leitura. Uma aposta muito boa e que vai fazer muitos leitores recomendar esse livro, assim como eu.
"Ela tinha gostinho de tesouro escondido e balanços e café. .Tinha gostinho de fogos de artifício, de coisa que a gente podia apenas chegar perto, mas nunca ter." 



03/05/2014

Resenha: Boneca de Ossos

Autora: Holly Black
Editora: #Irado, Novo Conceito
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★

Assim que eu avistei Boneca de Ossos, já me engatei na leitura, e li, li sem parar. Porque é isso que Holly Black oferece um livro infantil, com um suspense delicioso e uma aventura maravilhosa.

Eu sempre - ainda hoje - gostei de brincar com bonecos, não de carrinhos, mas de bonecos: montava uma história e vida para eles, tinham nome, sobre nome, idade e hierarquias. Eu sou grande fã de bonecos e por isso tenho até hoje muitos deles. Lendo o primeiro livro lançado pelo selo #Irado da Novo Conceito, voltei a ser criança, a brincar de bonecos e a me lembrar do mundo passado (que não é tão passado, visto que ainda brinco de bonecos com o meu irmão mais novo). 

Boneca de Ossos conta história de três crianças, duas delas não tão crianças assim, Zach, Alice e Poppy constroem verdadeiras aventuras com seus bonecos para fugir dos problemas familiares e enfrentar as mudanças da adolescência. Todas as histórias dos jovens são construídas em volta de uma boneca, a Rainha, que fica guardada a sete chaves dentro de uma cristaleira para não ser tocada. Quando Zach é obrigado a crescer e largar toda a vida "infantil" que estava levando com suas amigas, Poppy e Alice vêem na Boneca a única possibilidade de a amizade dos três continuar intacta. Com isso a Boneca é finalmente tirada da cristaleira, mas estranhos acontecimentos surgem e fazem os garotos entrarem para uma aventura de verdade, correndo riscos e tudo mais. 


Holly Black tem uma escrita sensacional, ao mesmo tempo que consegue descrever cenas bem detalhadas ela consegue ser direta e precisa nas palavras, fazendo leitor entrar para suspense e talvez um pouco de nostalgia da infância já passada. Black dá um toque sombrio na história, mas ao mesmo tempo não assusta o leitor, muito pelo contrário faz ficar ainda mais gamado na aventura que os jovens enfrentaram. 


O selo #Irado apostou em um livro com personagens interessantes e com personalidade sem igual, Poppy com seu jeito doidinho, Zach com suas dúvidas ou Alice com seu receio de ser descoberta, são personagens que oferecem momentos e sensações que encantam o leitor, eles dão apreço ao livro e constroem uma história de amor e amizade magnifica.  


Uma história que recomendo para adolescente e jovens, talvez a leitura não agrade tantos os adultos ou talvez façam-os lembrarem da infância e de como tudo parecia impossível: quando se tinha heróis, fadas e toda a magia de ser criança. Ah, é um livro muito bom, leiam!

01/05/2014

Filme: Frozen: Uma aventura congelante

Frozen: Uma aventura congelante, 2013
Duração: 102 minutos
Avaliação: ★★★★★
 +COMÉDIA  +MÚSICA  +RECOMENDADO 

Após um incidente na infância, Anna foi afastada da irmã mais velha, Elsa. Orfãs e isoladas dentro do imenso castelo da família, elas se reencontram na coroação de Elsa, mas um desentendimento faz a jovem rainha perder o controle, provocando o congelamento de todo o reino. Elsa decide então se isolar e Anna se aventura pelas montanhas de gelo tentando encontrar a irmã e acabar com o frio.
Esse filme é lindo. Tem que ser assistido por todo mundo mundo e ponto final. Pronto acabou minha resenha.

Como eu queria acabar minha resenha assim tão fácil, mas eu vou falar de como esse filme é lindo e fofinho ao mesmo tempo. Frozen é um daqueles filmes muito bons que você não acredita na hora que ele acaba (eu não acreditei), 102 minutos acabou tão rápido que eu queria mais. Ganhador do Oscar 2014 em melhor animação, Frozen envolve uma trama de amor, amizade, aventura e também, por quê não, comédia. 

Acho que eu não sou a pessoa muito certa para escrever sobre esse filme, pois eu já o amava antes mesmo de assistir, foi com o trailer Let it go, que me apaixonei logo de cara. A animação musical é inspirado no conto A Rainha da Neve, mas com várias adaptações. Elsa nasceu com o dom de fazer as coisas congelarem, produzir neve e muitas outras coisas legais, mas esse dom parece mesmo é ser uma maldição, já que a pequenuxa Elsa não consegue controlá-lo, devido a esse descontrole na sua infância ela quase mata sua irmãzinha. Com isso teve-se que tomar medidas drásticas e separar Elsa e Anna para protege-las. Mas após um naufrágio Elsa terá que se tornar rainha de Arendelle, mas no mesmo dia de sua coroação ela condena todo seu reino em um inverno rigoroso, amedrontada ela se exila em um castelo de gelo. Anna e um misterioso homem das montanhas enfrentaram o rigoroso inverno em busca de Elsa para reverterem o inverno em verão. Logo somos tomados por uma aventura eletrizante até quando tudo voltar ao normal e, se voltar né? 



Os projetos gráficos utilizados pela Disney foram de grandes portes para possibilitar uma visão ainda mais real da neve e do tempo refrescante e já não basta esse confronto com a realidade, pois cada cena é riquíssima em detalhes, prendendo ainda mais os olhos do público (são tantos detalhes que não tem como capitar todos assistindo somente uma vez). Acompanhado de uma trilha sonora muito bem escolhida e emocionante Frozen acaba se tornando um filme excelentíssimo em vários aspectos desde valores de amizade à amor. Personagens secundários roubam cenas e deixam tudo mais divertido, além de trabalhar valores atuais (como homossexualidade). Em suma os personagens preenchem os olhos do publico de uma forma inebriante com suas performances musicais ou simplesmente por suas personalidades.

"E os medos que uma vez me controlaram
Não chegam nem perto de mim"
Um filme estritamente recomendado para fãs de animações, apesar do público ser crianças, muitos adolescentes, jovens e até mesmo adultos gostaram e recomendaram o filme. Não perca a oportunidade assistir e, não esquece de vir aqui comentar o que achou em.  


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