// 4 Apr 2014

(in)completo


Quantas vezes eu perguntei a mim mesmo se fiz errado, quantas vezes me julguei por escolhas inconclusas? Quantas vezes me julgarei por desejar algo inalcançável? Será que sempre sofrerei por não encontrar algo verdadeiro ou por estar num mundo cheio de mudanças e evoluções? Quando me encontrarei? Quando vou encontrar o que eu perdi quando nasci? Se é que existe algo de mim espalhado nesse mundo. Quantas perguntas farei e não terei respostas? Quantas vezes vou ter que lutar? Quantas vezes terei que acordar desejando algo e dormir deixando os desejos se esvair?

Qual será a quantidade de lágrimas sem sentindo? Ou melhor, qual será a intensidade dos sorrisos? Até quando vou achar essa vida sem sentindo, cujo único é viver. Sobreviver e não se importar com o amanhã, com o depois. Quantos amores terei pela frente? Será que dos que já tive, algum ainda lembra-se de mim? Dos meus beijos ou das minhas promessas de amor infinito? Quantos ‘por quês’ terei por toda essa encruzilhada que se chama vida, quantas pessoas encontrarei pelo meu caminho? Qual caminho seguirei? 

Essa iniqüidade perplexa que me perco sempre perguntando, mas fazer o que se foi o resto da vida que me fez assim. Procurando um sentindo. Procurando respostas. Procurando-me.

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  1. Ameiii, passo meus dias assim, procurando respostas para as perguntas que me faço diariamente.
    É como você disse "Qual será a quantidade de lágrimas sem sentindo? Ou melhor, qual será a intensidade dos sorrisos? Até quando vou achar essa vida sem sentindo, cujo único é viver."

    http://sonhos-perdiidos.blogspot.com.br/

    Beijãooo

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