31/03/2014

Resenha: "O legado de Syrena - Poseidon" de Anna Banks

Autora: Anna Banks
Editora: Novo Conceito, 2014
Páginas: 288
Avaliação: ★★★★
Série: O legado de Syrena, volume 1.
"Alguns seres humanos passam a vida toda fazendo algo que não é o que parece ser."
O primeiro livro da série "O Legado de Syrena" começou de uma forma que me conquistou rapidinho. Uma leitura simples e, pode até ser mesmo, prazerosa. Poseidon é um livro bastante clichê e me lembrou muito Aquamarine (um filme bom, por sinal, e que eu assisti já faz uns 3 anos). Uma temática fácil de se acostumar e até mesmo rápida para entrar no mudinho que Anna Banks criou. 

Foi esperando um grande evento com o Rei/Deus dos Mares, Poseidon, que eu fui convencido e atacado pelo livro. Mas Anna Banks se afastou bastante do que imaginei para o livro, descidamente ela criou uma nova raça. Os Syrenas são basicamente sereias. Logo, tudo o que eu esperava de mitologia grega, foi despedaçado e deixado um pouco de lado. Deixado o aspecto da mitologia de lado, acabei me apegando mais ao romance que se desenrolava na história do que a "guerra" que estava para acontecer ou até mesmo qualquer outra coisa que não estava relacionada ao romance. Simplesmente o romance fofinho me levou para dentro da história e me fez terminar o livro. 

Como já dito os Syrenas são espécimes de sereias e eles estão divididos em dois territórios os de Tritão e os de Poseidon. Os dois "reinos" já conviveram em paz e harmonia que não parecia ter fim, mas por eventos de perdas e ganhos os dois "reinos" começaram a se confrontar. Esse conflito pode acabar com a espécie Syrena. Voltando para o começo do livro: Emma é uma menina belíssima e que encanta todos os lugares, após ela cair em cima de um garanhão (literalmente), sua vida muda completamente. 

Emma é uma personagem que mesmo com seu gênio forte e rebeldia encanta o leitor logo de cara (bom, pelo menos isso aconteceu comigo),  e mesmo contendo uma história clichê, a jovem faz cenas e peri-peças que faz pensar "ela disse isso mesmo?" "não emma, eu não acredito que você fez isso!". Assim como a protagonista os outros personagens também são criados de uma forma que deixa a leitura agradável.

Anna Banks conduz o leitor de uma forma bem singela e simples, uma leitura boba que é capaz de extasiar o leitor durante horas. Um livro curto, mas com uma história até um pouco densa, que pode ser levada com facilidade e ginga pelo leitor. Uma escrita rápida e eficaz foi algo totalmente recompensadora para o término do livro. 

A Editora Novo Conceito fez um trabalho físico gratificante na obra, além da capa que chama bastante atenção, a diagramação do livro está linda. Uma leitura recomendada para quem gosta de sereias, e não só delas, mas também de um romance bem fofinho. 
"Os seres humanos são mais esquisitos do que pensei. Porque fingir ser algo que não é?" 

29/03/2014

Aventuras no photoshop: Blogs favoritos ♡

Então senti uma vontade enorme de "homenagear" os blogs que mais leio. Resolvi fazer montagens - já que assim também posso praticar mais nas minhas aventuras photoshopáticas. Vamos conhecer os blogs? (para visitar os blogs basta clicar na imagem)


Essa menina eu conheço há mais ou menos um ano. Foi amor a primeira vista. Sempre me vejo dentro das dicas da Ni, além de ela me fazer amar clássicos, seu gosto afiado me faz ter leituras simplesmente prazerosas.  Mas além de amar a simplicidade do Ninhada, eu amo a Nini, é verdade. Essa menina, por mais que não fale comigo, eu adoro ela. Fim - não que ela não fale comigo, ela apenas me ignora (às vezes). 


Então a Lari foi lá e deletou o Bagaço de Laranja, criando mais tarde o Pseudo. Bom, esse é um blog ainda pequeninho, mas que já me conquistou logo de cara. Com várias fotos ou posts simples, do cotidiano. Além dos textos maravilhosos da Lari. Mas o blog não é só de uma pessoa, são duas meninas que escrevem para ele, a Juli também adora tirar fotos! Passem lá. 

Eu sempre assisto os vídeos da Aione, mas nunca comento - a verdade é que comento muito pouco nos blogs, mas sempre visito vários todos os dias.  Minha vida literária é mais um blog literário, que super recomendo, cheio de diversas postagens. Não deixem de visitar! 

A Andressa sempre está aqui no blog - mas eu acho que ela parou de visitar, tô triste com isso - e faz comentários belíssimos. O blog é diversificado, com muitas dicas: de livros, músicas, filmes... Saiba  mais sobre as nerdices da Drê, clique no banner. 


O blog da Gabi! Awn. Eu conheço há pouco tempo. Mas é um blog que admiro muito, é focado bastante no ramo literário e principalmente críticas - eu amo ler as críticas dela. Além de saber em primeira mão sobre os livros lá dos "states". Sem falar que ela, assim como a Nini - não tem como falar de uma sem falar da outra - me incentivam bastante em ler clássicos.  

*Não citei vários blogs. Mas pretendo fazer mais alguns banners e falar de mais blogs, porque a cada dia nasce um. 

27/03/2014

i'm infinity


Às vezes eu curto estar só, curto estar sempre sozinho. Sem amigos ou sem ninguém. Somente eu, meu fone de ouvido e luz do meu quarto. Me admiro as horas que limito a mim mesmo. Passo o dia pensando em mim, ficando só comigo. Sendo egoísta o tempo todo. Não doando de mim nenhum milésimo para ninguém. Me guardando me protegendo. 

Mas faz alguns dias que não me sinto mais completo. Que não me sinto liberto. Não quero mais me esconder dentro do quarto ou ficar o dia todo lendo livros. Eu quero sair. Eu quero ter amigos para fazer loucuras. Quero sair de casa e ficar sem voltar por uma noite. Quero ir para festas e cometer erros idiotas. Quero conhecer a faceta da noite, aquela que é uma criança. 

Eu me travo para qualquer tipo de sentimento. Sou frio, fechado e não me importo. Mas agora sou novo, quero me reconstruir, me reestruturar. Quero esquentar o que fica o tempo todo frio. Quero amar e também ser amado. Não estou me importando se vou espedaçar meu coração. Não me importo de meter minha cara numa parede de ilusões. 

Eu quero gritar para todo mundo ouvir: “eu posso ser o que eu quiser, quando eu quiser. Eu sou do tamanho daquilo que sinto.” Eu sei que posso confiar em mim a qualquer segundo. Vou chorar na frente de todo mundo e não estou nem aí para o que vão pensar de mim. Porque a cada segundo eu morro, mas a cada segundo eu vivi. Nesse complexo interior, eu percebo, eu sou infinito.

25/03/2014

Filme: The Mortal Instruments: City of Bones

Cit of Bones, 2013
Duração: 2 horas e 10 minutos
Avaliação: ★★★★
Série: The Mortal Instruments, filme 1.
Clary Fray  presenciou um misterioso assassinato, mas ela não sabe o que fazer porque o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desapareceu sem deixar vestígios e agora ela precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros grupos igualmente fantásticos. Para ajudá-la, Fray conta com os amigos Simon  e o caçador de demônios Jace Wayland, mas acaba se envolvendo também em uma complicada paixão.
Então chega ao mercado cinematográfico mais um filme baseado em livros jovens. Cidade dos Ossos, primeiro volume da série sombria de Cassadra Clare, chamada de Os Instrumentos Mortais. O livro ganhou vida nas telonas em agosto desse ano e as avaliações (se as pessoas gostaram ou não) foram bastante relativas. 

Acho que a postagem dispensa contar a história, já que praticamente todo mundo já assistiu ou já ouviu falar da história, dos livros... Com isso vou falar mais sobre o filme em geral, mas se quiser saber mais sobre a história do filme, recomendo muito que leia essa resenha.


Não, nunca vai ter como comparar o livro com o filme. Você não pode simplesmente pegar um filme de duas horas e comparar com um livro que você demora um, dois, três dias parar ler. Porém, entendi que se eu não tivesse lido o livro não entenderia a história.


Mas acabo recomendando o filme. Eu gostei bastante do atores - mesmo eles sendo feios -, acho que eles incorporaram o espirito da coisa. Além de atuarem muito bem, os papeis foram bem divididos. É um filme legal, mas fica recomendando ler o livro antes, pois não são duas horas e 10 minutos que vão mostrar o tanto de história que tem só no primeiro livro. 

23/03/2014

Filme: Meu malvado favorito 1 e 2

Duração: 98 minutos
Avaliação: ★★★★★ 
 +ANIMAÇÃO  +COMÉDIA  +FOFURA 

Eu sempre fui apaixonando por animações e Despicable Me entrou logo para a sessão de filmes infantis favoritos - esse filme afasta aquele conceito de que o filme é só para crianças, e se fosse eu assistiria da mesma forma, porque eu ainda assisto Backyardigans (vocês tem irmãos mais novos?). Meu Malvado Favorito favorece todos os públicos, desde criança de 8 anos como um senhor de 80. 


Meu malvado favorito é um filme que nos apaixonamos logo de cara, com personagens fofíssimos e engraçados. O primeiro filme é muito bom, mas o segundo o supera em todos os quesitos: comédia, história, aventura, ação e até mesmo no cute-cute.



O primeiro filme apresenta o vilão Gru, que está no ápice da lista dos mais malvados, mas seu posto está abalado pelo novato e nerd Vetor. Para recuperar seu lugar ele deseja fazer um roubo grande, espetacular e que toda a terra vai apreciar, como roubar a Lua. Sempre com a ajuda dos Minions - criaturas mais fofos e mongóis do mundo - ele vê que tudo pode dar certo até que três meninas órfãs entram na vida dele, vendo ele como um pai  e ele acaba amolecendo o coração cada vez mais. Diante disso, o vilão fica em dúvida se quer mesmo roubar a Lua e abandonar suas pequenas. O que Gru fará para se dar bem? 



Quando o segundo filme começa eu já penso o que será que Gru está tramando - dominar o mundo?   Não! Gru mudou sua vida radicalmente mudou seus negócios e deixou de ser vilão só para se dedicar às filhas Agnes (a mais fofa, morde), Edith e Margo. Porém o que aconteceu em Meu Malvado Favorito 1, proporcionou o recrutamento dele na Liga Anti-Vilões para salvar o mundo na companhia de uma agente muito, muito louca.  Juntos eles terão que salvar o mundo de um terrível desastre, mas Gru também terá que fazer o papel de pai. 



Nos primeiros paragrafos dessa postagem falei sobre ação, sim os filmes tem bastante ação - que segura os olhos pirralhos e também dos adultos - e junto com toda a ação vem a comédia; O segundo filme é 100% engraçado, até mesmo nas partes mais séria. A Universal Studios juntamente com Illumination Entertainment exploraram bastante o lado mais engraçado dentro da história e conseguiram construir uma história bem legal no término dos dois filmes. 


Os minions sem sobra de dúvidas são os personagens mais engraçados. Aliás, todos são, até mesmo os mais perigosos - quem resiste a um vilão desengonçado? Esses dois filmes são uma dica ótima para assistir com um irmão mais novo ou até mesmo sozinho. Não percam a oportunidade e morram de rir. 

21/03/2014

Sete capas bonitas da minha estante


Surgiu uma proposta de mostrar em um post as sete capas mais bonitas da minha estante. Mas eu encontrei dificuldade em achar sete capas bonitas, visto que tenho mais de 150 livros e existe ziglhões de capas lindas. Por isso coloquei o título da postagem como "Sete capas bonitas da minha estante", pois assim pode haver mais sete, vinte ou até mil capas lindas. Quem me mandou a proposta foi a Marry, do Eaí, Marry? Inicialmente para ser gravado um vídeo, mas fotografias é bem mais prático! 



Never Sky - Sob o céu do nunca é um livro incrivelmente delicioso de se ler, seus personagens são tão viciantes. A distopia desenvolvida nessa trilogia é de arrepiar os cabelos! Não deixe de ler esse volume, sei que vai ficar viciado/a. 


Cadê você, Bernadette? Possui uma capa diferente, com um azul muito chamativo. Uma espécie de desenho vetorial que chama atenção de longe e também me faz comprar logo de cara. O mais engraçado é que além de ter uma capa magnifica é um livro muito muito gosto e divertido. Um romance não romântico. 


O histórico infame de Frankie Landau- Banks, que livro é esse? Além de conter uma capa perfeita. Sua história, seus personagens são muito... - sem palavras. Esse é um livro que merece ser lido por todos que estão cursando o ensino médio ou fundamental. 


A garota do penhasco é um livro que possui uma leveza e simplicidade na capa e isso a torna tão perfeita. A história também parece ser bem legal e emocionante, mas é isso que ouvimos dos livros da Lucinda: que são lidos e cheios de emoção. 


Se você gosta de livros de tirar o fôlego A 5ª Onda é esse livro. Simplesmente distópico com personagens de tirar suspiros, choros, sorrisos. Nesse exemplar o leitor é contemplado por grande adrenalina e emoção! Não deixem de ler! 


A Corte do Ar possui uma capa tanto futurista e bem diferente do que estamos acostumados. Esse diferencial a torna uma das capas bonitas da minha estante. Seu enrendo também é bem criado, um steampunk que pode confundir no começo, mas depois sua história ganha o leitor. 


Não basta uma história perfeita, a capa também tem que ser perfeita. Vidas Trocadas  é um livro que nem sei o que falar. Só sei que não empresto. Se você quer saber porque amo esse livro, leia essa bendita resenha! 


Vocês gostaram das fotos? Se quiser indicar tags ou memes que inclua fotos estou aceitando!

19/03/2014

Resenha: Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios...

Autor: Pedro de Camargo
Editora: Novo Conceito
Páginas: 192
Avaliação: ★★★★


“Compre pequenos prazeres em vez de grandes objetos.”
Logo de praxe deduzo que é um livro que salvara as mulheres, dando a elas mais desculpas esfarrapadas por os atos cometidos por elas: comprar, comprar e comprar. Em "Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios..." somos apresentados em um universo real, onde não só as mulheres compram, mas os homens também. 

Como as mulheres são bem mais loucas em gastar, o livro acaba sendo focado no sexo feminino. A culpa não é transferida ao sexo feminino ou masculino, mas pela genética ou até mesmo fatores que influenciam a gastar; o que é totalmente verdade, pois o McDonald's usa em sua logo as cores laranja, vermelho e amarelo - cores que dão fome e influenciam a pessoa a comer. Além das cores existe bilhares de efeitos e funções que o marketing usa em nós e sob nós, esses efeitos e funções são estudados só para nos fazer consumir mais ainda. Por exemplo: as vendedoras sempre vão te empurrar roupas (por mais que elas fiquem feias) para você comprar, ou quando você vai há alguma festa/bar/show e está tocando músicas rápidas, a intensão de tudo isso é que você possa ingerir mais bebidas. O "material" mais usado é o quê? A TV!  

Exite vários fatores além das funções e efeitos do marketing - decidi falar desse modo - como o humor, o tempo e até mesmo os sentidos. Pedro de Camargo mostra esses fatores e muito mais de uma forma bem dinâmica e até mesmo bem engraçada - não que você vá morrer de rir, mas por você encontrar pessoas que conhece em vários contextos ou até mesmo se encontrar no contexto. 

Eu sou uma pessoa estritamente reguladora e economista, só gasto quando estou precisando, mas as vezes cometo o deslize de gastar por estar triste ou por pensar "vou ficar guardando dinheiro para quê?" e é aí que erro vem. Tenho a ideia de comprar só quando preciso - ao menos quando se trata de livros. Estamos inseridos numa realidade capitalista que comprar nos oferece prazer, realização, conforto e nos deixa feliz (por pouco tempo, mas deixa). E é isso que Pedro de Camargo diz, que compramos nossa "felicidade" mas no final do ano vivemos nossa infelicidade por não fazer uma viagem ou comprar coisa porque não sobrou nenhum dinheiro. 

Publicado pelo Selo Novas Ideias, da Novo Conceito, o livro trás uma solução divertida e detalhada para os nossos consumos exacerbados.  É uma leitura para todas as épocas de grande consumo: Natal, Aniversários, passeios ao Shopping. Aliás, é um livro para todas as horas, porque sempre queremos comprar não é? Quem ai resiste as promoções do Submarino

17/03/2014

Resenha: O Lírio Dourado


Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Páginas: 424
Avaliação: ★★★★★
Série: Bloodlines, volume 2.

Assim como todos os livros que são de série, trilogias e sagas não é recomendado ler resenhas de continuações. 1. pode haver spoilers e 2. posso deixar você ainda com mais vontade de ler. Se quiser continuar lendo a resenha assim mesmo, recomendo que leia a do primeiro volume da série, Laços de Sangue. 
Nada é tão inofensivo quando parece. 
Depois de simplesmente adorar Laços de Sangue, necessitava continuar lendo o spin-off e continuo proclamando que se o spin-off é tão bom assim, imagine a série Acadêmia de Vampiros

A história continua praticamente onde Laços de Sangue terminou - com um final chocante - e ainda estamos concentrados na missão importantíssima de manter a princesa Jill a salvo. Porém Sydney - a protagonista que me encantei logo de cara - está tendo o seu primeiro encontro, com um cara que é praticamente igual a ela: metódico, inteligente, nerd (bom, eles tem conversas de CDF, vamos sair num encontro e vamos falar sobre tecidos? Estátuas?). Além da segurança de Jill e estar se saindo super bem no seu encontro com o carinha dos sonhos (pelo menos para ela), Syd passa a ter contato com a magia.

Não basta lidar com os problemas pessoais ou fazer as necessidades do seu "trabalho". Syd tem que cuidar dos moroi, não que seja obrigada, mas se sente necessitada. Mas todo o esforço da jovem alquimista é compensado com belos elogios, sendo até exemplo no grupo, por sua lealdade e obediência. Porém, seu exemplo de pessoa logo será testado quando um grupo estranho começa ameaçar ela e seus amigos dampiros e vampiros. O que será que essa "mãe" fara? Sydney é uma pessoa durona, será que aguentará ficar sem fazer nada? Só lendo você vai descobrir. 
"Se seus olhos não estivesse abertos, você não saberia a diferença entre sonhar e estar acordado."
A aventura desse livro é tão deliciosa quanto do primeiro ou ainda melhor: preenchido de uma leitura agradável e rápida, cujo a autora deixa o leitor atordoado a ler até o final. E já não basta somente a história do primeiro livro, porque Mead acrescenta muita história no segundo volume de Bloodlines, deixou o leitor e a mim ainda mais dentro do enrendo. 

Já falei e vou falar novamente, nenhum livro pode (poder pode, mas não deve) ser construído sem personagens marcantes ou contagiantes. Quem não gostar de Syd pode gostar do - como dizem as meninas - maravilhoso Adrian, Jill, Eddie ou até mesmo de Juarez. E o melhor de tudo que seus personagens sempre escondem algo, não que esteja estampado, mas você sente que nos próximos volumes os personagens estarão diferentes e te surpreenderam ainda mais. 

O Lírio Dourado termina com um final monstruosamente do mal, a Ruiva não teve dó - deixou um spoiler do bem para as fãs de Adrian, que o final promete. Está claro: quando você termina esse exemplar você precisa do próximo. Uma leitura gostosa, simples e recomendada. 

15/03/2014

Resenha: Feitiço

Autora: Sarah Pinborough
Editora: Única
Páginas: 256
Avaliação: ★★★★★
Série: Encantadas
"Toda beleza é magia."
 Feitiço é o volume que dá continuação a série Encantadas, saga iniciada por Veneno, a escrita desencadeada em terceira pessoa continua também neste volume, mas agora com os olhos em outra princesa: Cinderela. 

Cinderela é como nas raízes que a conhecemos, doce e ingênua, mas agora também (com os dedos mágicos de Sarah) invejosa e egoísta. A história é a mesma, Cinderela é detestada por sua madrasta e, suas supostas "irmãs" pisam na coitada como se Cind fosse uma escrava, ignorada por seu pai; a única pessoa que a ajuda é um ladrão bom feitor, que ajuda pessoas com necessidades. A fada madrinha, não tem nada de fada, mas sim, ela é uma bruxa maléfica. A vida de Cinderela já é horrível, mas será que essa vida não pode ficar mais infeliz? Os sapatinhos de cristal, o príncipe encantado e o vasto reino serão as soluções para os seus problemas? 

"Sua vida ia ser tão ruim assim para sempre? Só trabalho, só ficar na sombra de Rose e de Ivy? A irmã de criação pobre? A plebeia? Talvez fosse como tinha que ser, mas ela só queria uma noite. Uma noite apenas em que se sentisse especial. ... Só um baile, desejou ela. Ela queria poder ir ao castelo pelo menos uma vez."
Feitiço é uma leitura rápida e chega até ser envolvente, é contado na forma de um conto mesmo, não é uma leitura frenética, mas dá para entreter o leitor durante boas horas. Ver como a donzela supostamente perfeita age imperfeitamente na história é totalmente inovador, pois dessa forma tornamos essa personagem ainda mais humana. Para mim, Sarah Pinborough ia abordar cada conto de fada em um livro, mas ela conectou as três histórias, fazendo com que uma levasse a outra. E não basta apenas história de três princesas, ela acrescenta outros  contos durante toda a "cena" principal. 
"Ela apenas supunha que eles ia se apaixonar se tivessem a oportunidade, como se o amor fosse algo fácil e não precisasse de nada além de um rostinho bonito e de uma grande vontade de amar."
Eu gosto da escrita da autora, é uma escrita leve e fácil de ser tragada. Chego a subestima-la, mas no final, suas palavras e sua história sempre me despertam querer mais, em querer um novo-velho conto distorcido e mais adulto. 

Mais uma vez a Editora Única fez um trabalho magnífico, tanto na capa quanto na diagramação do livro, a cada novo capítulo ou termino de um. Esse trabalho para com o leitor deixou ainda mais mágico a leitura e porque não apreciativa? Topa a ler? Venha me falar o que achou depois! 

13/03/2014

Resenha: "Insurgente" de Veronica Roth


Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco, 2013
Páginas: 511
Avaliação: ★★★★★
Série: Divergente, volume 02. 

Após a adrenalina oferecida por Divergente, Insurgente estava logo a minha espera. O segundo livro da série norte-americana Divergente, da autora best-seller Veronica Roth, fica muito melhor e trás muito mais ação do que no primeiro volume. 
"Todos temos a guerra dentro de nós. Às vezes ela nos mantém vivos. Outras vezes ela ameaça nos destruir"
Quando eu pensava que o instinto sanguinário e aniquilador da autora já tinha se manifestado em Divergente, eis que me deparo com o segundo volume, que é bem mais intenso e dramático.  A essência  da trilogia continua, não muda de forma brusca e seu ideal ainda continua sendo implantado por uma escrita deliciosa, leve, fácil e sagaz. Insurgente é pautado com o primeiro livro, o leitor não precisa voltar no livro anterior para lembrar o que aconteceu. 

Após a escolha quase-frustra da Tris, cujo ela vai viver numa facção onde não conhece ninguém. Com os olhos sedutores de Tobias, encontra a possibilidade de ser feliz. Mal ela sabe, que a bomba-divergente está para explodir, e acaba sendo carregada para a vasta explosão. À procura de salvação e solução para todos os problemas, as velhas inimizades são as únicas que transferem um quê de vitória. 

Insurgente começa exatamente onde Divergente termina; a protagonista Tris, cresceu bastante e evoluiu muito de um livro para outro. O amadurecimento não se encontra somente em Tris, mas em todos os seus personagens.  A ação é inúmeras vezes mais intensa do que no primeiro livro, os sentimentos que o leitor acomoda pelos progonista se multiplica e corrói o ser de quem espera por uma continuação!! Veronica Roth não se importa em ser cruel, muito menos em dar esperança para o leitor. Não sei se o amor por esta trilogia se deve a tantos momentos insanos e desejáveis, a distopia está apostada com clareza nos três livros - eu amo essa série! 
Às vezes, sinto que estou coletando as lições que cada facção tem para me ensinar, e armazenando-as em minha mente como um guia para me mover no mundo. Há sempre algo a aprender, sempre algo importante para entender.
No total, Insurgente é um livro ótimo, intenso, rico. Não é uma leitura prazerosa, mas sim triste, me arrepia falar isso; o livro é perfeito, mas são sacrificados vários sentimentos, momentos, certezas e laços. A perfeição desde exemplar não se qualifica por um final em que todos vão viver felizes, mas em um que deixa perguntas a rodo para serem correspondidas no próximo livro - cadê meu Convergente?

Acabo essa resenha sabendo que não falei tudo o que desejaria. 

11/03/2014

Resenha: "Quando Tudo Volta", de John Corey Waley

Autor: John Corey Whaley
Editora: Novo Conceito, 2014
Páginas: 222
Avaliação: ★★★★★ 
"Porque eu estou acordado em um mundo de pessoas que dormem."
Segura coração, nesse post vou falar de um livro que consideravelmente muitas pessoas não vão gostar (já sinto isso), cuja a história não é grande coisa, mas que me conquistou de cara e coração, me empolgou desde o início com um grande cinismo e sinceridade. 

Cullen Winter é um jovem de dezessete anos cujo verão está muito louco. Na cidadezinha pacata Lily, em Arkansas, nada acontece, as pessoas são sempre iguais e levam a mesma vida tediosa para sempre, porque elas esperam que algo possa aparecer do nada e deixar a vida de todo mundo melhor; isso acontece quando supostamente um pássaro, o pica-pau Lázaro, é visto por um dos moradores nos arredores da pequena cidadezinha. Após a aparição do pica-pau de 70 centímetros a vida na cidade muda completamente, tudo se volta para a procura do pássaro - porém, acho que a busca do pássaro é a busca por algo maior. Tudo perde o foco - pelo menos para Cullen Winter - quando o seu irmão mais novo, Gabriel, desaparece do nada.

Em contrapartida o jovem Benton Sage é apresentado como um missionário com o objetivo maior da sua vida de ajudar as pessoas, em rumo a pregação e amparar as pessoas, ele está na África, mas algumas coisas perdem o foco também para o jovem, e ele parte em busca do seu verdadeiro propósito junto com seu companheiro de quarto cheios de filosofia, Cabot. 

Além disso, encontramos perdidos na história uma garota do ensino médio, cujo todos os namorados têm o hábito de morrer. Um louco depressivo a procura de algo que talvez não exista. Um amigo que pode se chamar de amigo, daqueles que te dá soco na cara ou um abraço apertado. Mas, o que mais encontramos nesse livro é: sentimento. 
"O Dr. Webb diz que a maioria das pessoas vê o mundo em bolhas. Isso as mantém confortáveis em seus lugares e no lugar dos outros. O que ele quer dizer é que muitas pessoas, para se sentir bem consigo mesmo e em relação às outras, automaticamente dispões todo mundo em pequenos grupos de estereótipos." 
Com a indagação: "Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos zumbi. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa?" escrita no verso do livro, imaginei que nenhuma história poderia se construir de coisas tão distintas quanto essas. Corey Whaley não apenas cria uma conexão entre os dois mundo distantes, mas também para com o leitor; com sua escrita envolvente e um protagonista tão carismático, que logo você o ama. 

Creio que ultimamente eu esteja precisando de livros que me façam isso, que me façam não entender e me faça reler e reler e que por fim tente ou me arranque lágrimas. A verdade é que não sei explicar a forma como esse livro me tocou e me fez apaixonar por ele, não foi só a capa bonita, foi o destrinchar da história, foi o sofrimento alheio - não da forma insana, não adoro ver o sofrimento alheio - visto pelos olhos de um irmão apaixonado pelo outro, que daria tudo para ser corrigido quando falasse algo errado ou simplesmente brincar de "e se..." mais uma vez. 
"Com isso, aprendemos que a morte pode nos ferir.
A morte pode nos surpreender.
Pode nos assustar.
Pode tirar o sono à noite.
Mas também aprendemos as coisas que a morte não pode fazer.
Não pode destruir nossas esperanças.
Não pode tirar o amor e o apoio de nossos amigos e de nossa família.
Não pode nos fazer perder nossa fé sem fim no mundo e em Deus.
A morte nos entristeceu, mas não vai prevalecer." 
"Quando tudo volta" contém a imaginação e variados questionamentos, na tentativa de reconstruir sua vida e também da sua família, o livro acaba se passando por um diário. E não só Cullen como todos os personagens parecem transmitir uma sinceridade sem fim, e eu digo: sinceridade é uma coisa poderosa. Esse é um daqueles típicos livros que me encontro e chego a assustar com a facilidade que essa escrita ou esse sentimento me toma.  
"Todo mundo espera que finjamos que está tudo bem e que tudo vai ficar bem. Bom, não está tudo bem. Nada mais está bem. Odeio esta casa. Odeio esta cidade. Odeio o maldito carteiro que sempre espia pela janela da frente." 
Esse é um livro com personagens divertidos e, por que não únicos? Que implantam suspense e comoção. Contado em um estilo alternado, é difícil (pelo menos para mim) não gostar desses personagens, descritos em pouquíssimas páginas. Mas como eu já disse, eu não sei explicar porquê eu gosto tanto desse livro, eu apenas gosto e quero que outras pessoas também gostem e sintam o que senti (eu não sei falar o que estou sentindo em relação a Quando tudo volta).  
"Cullen, as pessoas não podem desistir umas das outras ainda. Todos merecemos uma segunda chance, sabe? Podemos começar de novo, como Noé depois do dilúvio. Por pior que um homem seja, ele sempre ganha uma segunda chance, de um jeito ou de outro."  
E acabo essa resenha recomendando esse livro e se você não achar o livro isso tudo o que falei, pode vir reclamar comigo, porque eu vou tentar encontrar uma forma de você ver esse livro com os mesmos olhos que eu vi. Para ser sincero, eu vi esse livro de três formas: 1. no começo, que livro legal, engraçado 2. ok, esse livro possui algo que me faz querer mais e 3. esse livro faz eu compreender um pouco mais sobre a vida, mas também me faz compreender nada.
 "Porque sempre acabamos estragando as coisas antes de elas começarem."

09/03/2014

Aparentemente, por acaso


Essa busca incansável de querer e não poder ter. De querer conhecer todos os lugares, de amar viajar e não sair da casa, da cama, dos meus cobertores. E essa saudade indubitável do que eu não posso ter, do que já desenhei várias vezes, construí e apaguei, risquei e até mesmo colori, incansáveis vezes. Remontando um futuro incerto.

Existe a cada milésimo de um segundo uma parte de mim que se sente insegura, que quer correr. Uma parte que ainda não está completa, que busca algo que não consegue alcançar. A vida é isso não é? Um objetivo, uma vitória, uma conquista. Mas também existe uma parte totalmente contrária, que se contenta com tudo, que está sempre feliz, que não liga para qualquer coisa. Estranha? Percebo que essa confusão dentro de mim mesma, me forma, me faz feliz, essa imperfeição, esse encaixe imperfeito, deixa tudo mais... meu.

Texto escrito para Lari   Fotografia por Larissa Biscaia ©

07/03/2014

Resenha: "Enfeitiçadas", de Jessica Spotswood

Autora: Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Avaliação: ★★★★★
Série: As Crônicas das Irmãs Bruxas, volume 01.

Quem não gostaria de nascer com magia no sangue? Poder falar encantos e fazer objetos flutuarem, poder entrar na mente das pessoas e poder mudar o clima (seria bem legal né? Ainda mais com esse calor dos, bom, você sabe). Se existe alguém que não queria nascer com magia correndo pelas veias esse alguém é Cate Cahill. Ela tem todos os motivos para odiar ser bruxa, afinal voltamos para o século XIX, onde a existência de magia não deve existir. Então, voltamos novamente para uma era machista, mulheres sendo submissas aos seus maridos (aliás, a qualquer homem) e sem direitos (elas não podiam ler, uma pena não é? Também não podiam ser inteligentes ou opinar.).  Mas como a possibilidade de deixar de ser bruxa é nula, a única coisa que Cate pode fazer é se cuidar e cuidar das suas irmãs, para que vossas magias não possam ser vistas, pois se isso acontecer, vocês já sabem não é? (Joana Darc deixa a dica) 

Além de se prevenir e prevenir suas irmãs dos olhos dos Irmãos (espécie de fraternidade religiosa que caça bruxas), Cate se encontra no ápice dos seus 17 anos, ao atingir essa idade ela deve ser casar por obrigação, ela pode escolher com que se casar, mas caso não escolha, os Irmãos escolherão para ela. Mas existe outra possibilidade: ir para o convento (essa possibilidade é nula logo de cara quando você começa a ler o livro). Qual será a escolha mais sensata para Cate escolher? Como manterá ela e suas irmãs a salvo?
"É uma pena termos chegado a esse ponto, em que as pessoas têm medo de livros!"
Uma trama bem escrita e com uma narrativa singular, foi uma leitura demorou um pouco para terminar (por motivos pessoais e por não ter tanto tempo para ler, estava me divertindo, amor de verão), mas percebo que é o livro bem fluente e que pode ser rapidamente lido. Talvez essa leitura instigante tenha feito as pessoas amarem a história, mas são os seus personagens que ganham mesmo a atenção do leitor. Extraímos pelos olhos de Cate um visão sobre suas irmãs, sobre sua vida e sobre tudo o que está em sua volta. Odiamos alguns seres, mas também amamos outros.

É um livro muito bom, sim, mas não deixa expectativas para um próximo. Mas claro, se eu tiver o próximo livro na estante eu vou ler sem problemas. O motivo de baixas expectativas é: a história é mais do mesmo, não fui capaz de encontrar um ponto-chave que pudesse me fazer tirar o fôlego como tirou de várias pessoas (em maioria mulheres).
"Eu levaria embora alguns dos seus problemas se pudesse."
Também absorvemos laços familiares e amores juvenis na história, o que a deixa bem mais humana. Briga de irmãs ou um (suposto) triângulo amoroso estão esperando o leitor de Jessica Spotswood. Recomendo e desrecomento (positivo negligenciado), vocês podem adorar a história assim como podem odiar, fica ao critério de cada um, mas se você já leu ou ainda vai ler, não deixe de escrever seu comentário aqui, vou querer saber!
"Será que o amor já me transformou em uma garota tonta e sonhadora?"

05/03/2014

Resenha: "Contos da Seleção - O príncipe e O Guarda", de Kiera Cass

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 262
Avaliação: ★★★★
Série: A Seleção, volume 2.5

O livro "Contos da Seleção" reúne dois contos escritos para complementar a série, O Príncipe e O Guarda, obedecendo respectivamente a vista de Maxon e Aspen. Se você já estava balanceada(o) em relação a quem America deva escolher, esse livro vai só piorar a situação, pois aí temos o ponto de vista e os pensamentos de cada personagem. 

Se você não leu A Seleção e A Elite, não ouse em hipótese alguma ler "O Príncipe", "O Guarda" ou "Contos da Seleção" pois estes possuem grande revelações de spoilers. O primeiro livro, narrado pelos olhos do príncipe narra acontecimentos de A Seleção, enquanto O Guarda aborda assuntos que aconteceram em A Elite, pelos olhos de Aspen.

O triângulo amoroso de Kiera Cass é engraçado, terrível e de tirar suspiros. Temos aí dois galãs, Maxon e Aspen, que estão lutando pelo coração de America. Um príncipe. Um guarda. Uma garota. E com isso foi se construindo uma história em cima de uma distopia, mas percebi nesse volume que o foco sempre foi America, o seu romance, seus conflitos, suas escolhas e em como ela pode afetar o coração de dois cavalheiros. 
"Ela era como eu. Nunca peguei nada dela para guardar, mas armazenava cada momento como se fosse um objeto" 

A leitura não é cansativa, são dois contos bem leves de se ler e também que extasia o leitor, deixando-o ainda mais confusão em relação a quem escolher e quem será que Meri escolherá. No final do livro somos presenteados com E x t r a s, uma parte bem interessante, porque nela encontramos coisas que completam a série (árvores genealógicas, lista de profissões, divisões das castas e outros assuntos ligados a competição), também temos uma entrevista (!), bom, vou logo dizendo que ela é de deixar o leitor extasiado com a continuação. E como se já não bastasse ficar apreensivo, a Editora Seguinte presenteia o leitor com o primeiro capítulo de A Escolha, não vou falar sobre isso, porque eu não li, não quero judiar de mim mesmo, não tanto quanto já estou judiado (POR FAVOR, EU NECESSITO DE A ESCOLHA).

Eu estava aguardando muito esse livro, apesar de já ter escolhido Maxon desde o primeiro livro, não vou negar que após essa leitura fico na dúvida de quem realmente eu deva escolher; espero que Kiera Cass faça uma boa escolha em A Escolha e dê um motivo para ela ter escolhido um dos rapazes. 

A capa possui uma singularidade com as outras e devo destacar que os livros ficam lindo na estante. Uma ótima notícia para quem não tem dinheiro para comprar Contos da Seleção, pode ler os e-books gratuitamente, pois eles já se encontram disponíveis no site da Seguinte. Leia e tire sua dúvidas de qual rapaz merece o coração de America. 

03/03/2014

Hoje eu quero voltar sozinho

Hoje eu quero voltar sozinho é uma longa-metragem que chamou minha atenção assim que um amigo me apresentou, buscando entender como surgiu a ideia do filme, descobri que Hoje eu quero voltar sozinho foi baseado na curta-metragem de Eu não quero voltar sozinho, o filme brasileiro dirigido por Daniel Ribeiro, tem previsão para 10 de abril de 2014. 


O filme, que já está conhecido internacional sob o título de The Way He Looks, conta a história de Leonardo (interpretado por Ghilherme Lobo) um adolescente portador de deficiência visual que busca sua independência, mas não substitui os favores de sua amiga, Giovanna (Tess Amorim), a qual tem uma relação linda, mas com a chegada de um novo aluno, Gabriel (Fabio Audi), o mundo escuro de Leo começa a ganhar cores e contornos.



Após assistir ao trailer longa-metragem você pode ficar extasiado a assistir a curta-metragem. Para deixar você ainda mais com vontade de assistir, vale ressaltar que além do filme está super conhecido no exterior ele também já recebeu vários prêmios, já existem milhares de pessoas querendo assistir o filme e não aguentando esperar até abril (eu sou um dele), acompanhe pelo twitter oficial do filme para saber as opiniões de outras pessoas e também saber notícias da longa-metragem. 




O filme vai quebrar muitos paradigmas, a descoberta da sexualidade é sempre algo novo para os adolescentes, e nessa idade descobrimos coisas, queremos experiências... Leonardo transborda uma carga emocional para os fãs, por ser cego e por ele ser diferente - ainda no Brasil a homossexualidade é vista com outros olhos. A expectativa e ânsia pelo filme é enorme, e foi criado um tumblr (sigam) para aumentar ainda mais o desejo de ver o filme. 

01/03/2014

Filme: Bandslam: High School Rock Star


High School Band, 2009
Duração: 1 hora e 30 minutos
Avaliação: ★★★★★ 
 +COMÉDIA  +MÚSICA 
Will Burton é um adolescente que se muda para New Jersey e com isso vê pela frente a oportunidade de começar uma nova vida em uma nova cidade. Logo em seus primeiros dias na escola, Will conhece duas novas garotas, completamente diferentes uma da outra: a tímida e introvertida Sa5m  e a descolada e popular Charoltte Banks. Quando Will revela seu conhecimento enciclopédico de música, do clássico ao punk, ele é convidado para gerenciar a nova banda de rock de Charlotte e ajudá-los a vencer a maior batalha de bandas da cidade: o Bandslam. 


Bandslam é um filme que eu tenho ciúmes, então se sintam importantes, e é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Conheço o filme desde quando ele lançou, e de lá para cá, já assisti uma 20 vezes, porque nunca é demais.

Will Burton é o cara mais excluído da face da terra, mas seu conhecimento musical e seu amor música são incondicionais. Ele sempre está se mudando de escolas, nunca é aceito por nenhuma delas, melhor, não é aceito pelos alunos. A culpa da exclusão do jovem é algo do passado, algo relacionado ao seu pai. A mãe de Will não o aguenta ver sofrendo bullying ou sendo judiado por outros jovens. Com isso decide mudar novamente com o filho, profetizando que "agora vai dar certo", e literalmente, deu certo. Na nova escola Will já conhece Charlote, a "ex-popular-que-tem-até-uma-página-no-wikipédia".

Charlote tem uma banda falidamente ruim, quero dizer, não que sejam ruins: mas só tem guitarristas! Ok. Qual a banda que só tem guitarristas? Will vê logo de cara o problema e começa a modificar a banda, introduzindo todos os tipos de instrumentos músicas e além de tudo junta personalidade divergentes em uma banda, isso tudo para ganhar o Bandslam, um concurso musical de rock aclamado por todos os jovens estadunidenses.



O elenco todo jovial lembra muito eu. Eu não tenho o talento desses garotos, mas essa essência de viver, de cantar, de sorrir e do nada fazer tudo. Talvez esse filme não toque outras pessoas como me tocou, mas toda vez vejo esse filme fico feliz, sinto vontade de sair cantando e sapateando. 


Através desse filme cresceu o meu "novo" gosto musical: ska, uma mistura de rock e reggae. Toda vez que escuto uma das músicas do filme, me sinto necessitado assistir mais um vez ou fazer que o meu dia seja perfeito - se quiser ouvir uma das minhas músicas preferidas, clique em play embaixo da primeira imagem. 

Aprendi com a Sa5m a engolir livros. Gente! Foi graças a esse filme (junto com minha mãe) que eu realmente comecei a ler diariamente, Sa5m foi basicamente minha inspiração diária: ela não fala com ninguém, se isola do mundo e adora ler livros (e tem ótimo gosto músical).  


Esse filme é ótimo e super recomendado. A faixa etária de indicação é destinado para jovens mais novos que eu, mas fazer o que se não vivo sem um romance musical como este? Vou deixar um mega indicação para que você assista esse filme, e se gostar por favor venha falar comigo, deixar um comentário. Eu vou adorar saber se você gostou desse filme o tanto quanto eu. 

Confiem em mim, esse não é o 'High School Music'


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