3.2.14

Resenha: "Crônicas de Salicanda - Os Gêmeos", de Pauline Alphen


Autor: Pauline Alphen
Editora: Cia das Letras/Seguinte
Páginas: 367
Avaliação: ★★★★★
Série: Crônicas de Salicanda, volume 01

Os gêmeos possui uma escrita lenta, densa e por cima de tudo bem narrada. Todo o apreço do livro se deve a essa demora, foi devido a esse meio tempo que você conhece o mundo de Salicanda e os seus personagens tão bem construídos e reais. 

Um mundo totalmente desproporcional ao século XXI, onde todos os meios tecnológicos foram banidos e restaram somente livros - para nossa alegria - onde os prazeres simples da vida são bastante exercidos.  Os gêmeos: Claris e Jad são totalmente diferentes um do outro. Enquanto um tem medo de tudo a outra quer viver alucinantes aventuras mundo à fora. Os jovens irmãos não conhecem a mãe desde quando nasceram, e através desse mistério, vão em buscas do passado desconhecido, mas que fazem parte da história deles. Porém coisas estranhas começam a acontecer, os gêmeos logos se encontraram longe das fronteiras do castelo onde sempre viveram e uma nova aventura acercará os protagonistas.

Promovido de descrição em massa e um vocabulário rebuscado pode deixar a leitura um tanto quanto cansativa ou massante - isso aconteceu comigo, foi uma leitura demorada e bastante pausada. Mas toda essa formalidade permitiu a criação perfeita de tudo em Salicanda. Algumas obras se tornam grandes por terem uma leitura totalmente contrária do que estamos acostumados. Os gêmeos faz isso, tira o leitor da sua zona de conforto e coloca ele dentro de uma leitura fantástica, que pode ser difícil de acostumar nas primeiras experiências. 

A escrita fabulosa e criatividade de criar um mundo tão diferente, mas ao mesmo tão idêntico ao nosso se demonstra muito simples e ao mesmo tempo muito evoluído. Pauline escreve muito bem, mas em algumas partes deixa a desejar bastante e em outras decepciona o leitor nas grandes expectativas. 

Os gêmeos é o primeiro livro de as Crônicas de Salicanda, o segundo volume já foi lançado sob o título de Separados; A leitura deste exemplar foi boa por certo ponto, mas também foi ruim no quesito de fluidez. 

"Eu sou cego, é um fato. Você não me ofende dizendo isso. Mas não sou apenas cego. 
Bem no meu modo de... hum... ver as coisas, sou antes de tudo um homem. Sou também um marido, um pai, um irmão. E também sou alto, bonito e tremendamente inteligente. Está achando graça? Isso quer dizer que eu também sou engraçado, às vezes. O que mais, vejamos... Minha diria que sou mau jogador, um roncador... e outras coisinhas mais e melhores. Porque eu também sou um rimador! Está vendo, ser cego me caracteriza, mas não me define." Pagina 84

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