27/02/2014

Resenha: O Diário de Carson Philips

Autor: Chris Colfer
Editora: Benvirá, 2013
Páginas: 232
Avaliação: ★★★★

Eu nunca assisti Glee e nunca me interessei, Chris Colfer é dos coadjuvantes da série e a murmúrios de que ele baseou-se em seu personagem Kurt Hummel para escrever a história de Carson Philips.  Baseado ou não, Carson Philips é um personagem engraçado e único - e caso Kurt seja parecido com ele, vale a pena assistir Glee. Na  busca por um sonho (ser Jornalista nas grandes empresas jornalísticas), que parece estar fácil de ser alcançado,  ele fará tudo o que estiver a sua disposição para conseguir o que quer. Até mesmo se tiver que usar seus arqui-inimigos para o seu projeto: escrever uma Revista literária para ganhar pontos e entrar na Universidade Northwestern, aí então realizar seu sonho maior de ser Editor da The New Yorker.


O livro é rápido e objetivo, sem muitas delongas ou qualquer outra minudência que possa atrapalhar uma leitura tão jovial e frequente. Chris ganhou prêmio de melhor ator, mas vejo que como autor ele também merece ganhar prêmios: O Diário de Carson Philips é instigante e passa a sensação de estar crescendo - para quem está no último ano do ensino médio e quer entrar em uma boa universidade -; é também um livro muito próximo da adolescência atual. 


"Às vezes, para manter a sua sanidade mental, você tem que concordar com a idiotice."
Quando entramos para as escolas americanas, já vamos ao clichê: grupinhos divididos (populares, nerds, rockeiros que odeiam a vida, jogadores de futebol...) e também o protagonista ser odiado por todo mundo - menos pela parceira do crime. Já introduzido no mundo escolar conhecido, Chris insere comédia e um pouquinho de drama na sua história (mais comédia do que drama), trazendo um novo aspecto ao clichê. Como eu já disse Carson é um personagem sem igual, tudo nesse livro se deve a sua genialidade e o seu senso de loucura (conquistador e maquiavélico). 

Em O Diário de Carson Philips, não deparamos somente com loucuras e sarcasmos de Philips, o seu lado filosófico tem muito a ensinar para os leitores: lutar por nossos sonhos e não deixar os nossos objetivos serem apagados porque o mundo está trabalhando contra. Quem tiver a oportunidade de ler, leia. É um livro engraçado e com um final surpreendente, que ensina valores de uma forma bem divertida. 

25/02/2014

Resenha: "A Cidade dos Segredos" de Sasha Gould


Autora: Sasha Gould
Editora: Novo Conceito
Páginas: 253
Avaliação: ★★★★
Série: Cross my Heart, volume 1
"Tudo tem seu preço. Quando vale o seu silêncio?"
Esse não é o meu primeiro contanto com Veneza, a cidade rústica cheia de beleza, conhecida por ser um lugar de apaixonados e também de profundos segredos. Com esse conhecimento, já sabia que ia se habituar uma história com muitas reviravoltas ou acontecimentos de tirar o fôlego; e eu não estava errado em opinar, fui surpreendido com o enredo viciante de Sasha Gould e, ainda mais com o avançar das páginas.  

Laura, assim que, perdeu a mãe também perdeu a liberdade, seu pai nem esperou os dias de luto e enviou a menina para um convento. Como uma menina obediente e tolerante passa os últimos seis anos com calma e sempre calada dentro do convento, mas ela nunca se contentará em ficar ali para sempre. Numa noite, sem mais sem menos seu pai a aceita de braços abertos e a tira do convento. Laura ao saber que sairá de seu tormento diário, fica feliz saber que vai rever sua antiga casa e principalmente sua irmã. Mas logo ao chegar em casa recebe que a sua irmã mais velha está morta e o único motivo de voltar para casa é que ela deve tomar o lugar da irmã no noivado com um velho quase caquético e troglodita.

Uma sociedade segreta aparece para a menina deixando a possibilidade interferirem no futuro noivado, mas para isso Laura terá que pagar com suas palavras, até mesmo com seu sangue. Não é uma divida comum, a dívida nunca é paga (falo isso nas palavras da própria protagonista). Sua salvação também poderá ser seu novo empecilho. O que você faria se soubesse um grande segredo? 
"O sentimento de perda é uma serpente negra que se move dentro de mim; ela se mantém enrolada ali, à espreita, poderosa. Acho que nunca mais me deixará." 
Encontramos personagens nojentos e que deixam crescer uma raiva ou abuso deles, como o pai de Laura, um ser egoísta e autoritário sob as filhas - aliás não só o pai de Laura, mas como todos os homens, dizendo que eles são superiores ao sexo feminino. Logo com esse conceito somos inseridos numa sociedade sem amor: casamento por negócios ou por status.  

Fotografia de © Tiago Menezes 

A Cidade dos Segredos é um livro ótimo e me lembrou muito o romance da Marina Fiorato: com um mistério sem fim e trazendo um amor histórico, sensível e secreto (?). Mas não é a melhor leitura do ano, seus personagens são ingênuos e com poucos "detalhes" que possibilitam uma história mais palpável. Talvez eu deve ver a série como um todo, pois um livro de 250 páginas pode não mostrar tudo o que uma série ou uma trilogia pode mostrar - ficando na expectativa para os próximos volumes. Só que Sasha Gould deu um final excelente para o livro e, para mim, não existe ou não precisa de continuações. Vamos ver no que vai dar não é? Com mistérios e pitadas de um romance delicioso é um livro recomendado para amantes das cidades românticas e perdidas em um mistério infindável. 
"Suas máscaras projetam sombras cintilantes e grotescas. Algumas têm bicos longos e curvados como pássaros predadores. Outras, delicadas asas de borboleta. Joias, rendas e peças que circundam seus olhos, que penetram feito flechas de caçador."

23/02/2014

Filme: O mar de monstros

O Mar de Monstros, 2013
Duração: 1 hora e 46 minutos
Avaliação: ★★★★★
 +FANTASIA  +AVENTURA 
Percy Jackson e seus amigos Annabeth e Grover levam uma vida normal no Acampamento Meio-Sangue, apesar de Percy sentir falta do pai, Poseidon, que nunca mais manteve contato. Um dia, o local é atacado por um monstro enviado por Luke, que consegue romper a proteção mágica do acampamento. Com o local em perigo, Percy e os amigos partem em uma aventura em busca do velocino de ouro, um objeto místico que pode revitalizar a árvore mágica responsável pela proteção do acampamento. O que eles não esperavam era que Jake estaria atrás do mesmo objeto, já que deseja trazer à vida o poderoso Cronos, derrotado por Zeus, Poseidon e Hades há milênios atrás.

Após a péssima adaptação de O ladrão de Raios não esperava muita coisa em O Mar de Monstros. Os erros destacados no primeiro filme tentaram ser corrigidos no segundo, por exemplo, o cabelo de Annabeth. O filme é baseado no segundo livro da série Percy Jackson e os Olimpianos, do best-seller Rick Riordian. 

Para quem não leu os livros é um filme excelente. Mas a 'rixa' entre filme e livro, foi vencida desmascaradamente pela descrições paginadas de Riordan. Por isso, quando fui assistir, coloquei em mente e profetizei "eu não li o livro, eu não li o livro".  Mas mesmo desconsiderando ter lido o livro, não me surpreendi com muito.


Os protagonistas estão bem mais confiantes e salvaram de alguma forma o filme, atuaram cheios de si e incorporaram os personagens - em relação ao primeiro filme. Também o enredo está com mais ação, o que virtua o telespectador do início ao fim. 

Em O Mar de Monstros, é cometido uma série de deslises como: o fato de ter tecnologia dentro do acampamento (sendo que lá não pega). Foram cortadas várias partes infantis do livro e também incrementam com mais coisas o que poderia tornar o filme mais apreciativo para quem não leu os livros. A verdade é que os filmes não são feitos para ser comparados com os livros, mas sim para aquele que pensa: "para que vou ler o livro se tem filme? Que é a mesma coisa?".  


 É um filme bom? Sim! Mas não pode se esperar uma adaptação fiel ao livro, porque nunca vai assistir adaptação tão boa quanto o livro. Recomendo PJ para todas as faixas etárias, mas esse filme segura mesmo ali quem está nas idades de 14 à 16/17 anos. 

21/02/2014

Resenha: "Destrua-me" de Tahereh Mafi

Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 99
Avaliação: ★★★★
Série: Estilhaça-me, volume 1.5
“Criei a reputação de ser alguém frio, um monstro que não teme nada nem ninguém. Mas tudo isso é ilusório. Porque a verdade é que não passo de um covarde.”
“Destrua-me” é um livro intenso. Delicioso e perfeito. Para ser exato, não é um livro, e sim um conto. Com 99 páginas. Destrua-me vem sob a perspectiva de Warner, o vilão da série. Não é recomendado ler Destrua-me antes de ler Estilhaça-me, o e-book contém grandes doses de spoilers e deixa aí, uma vontade enorme para a continuação – seja para Liberta-me ou para o terceiro volume da série (que ainda não tem tradução).

Em Estilhaça-me não existia alguém tão repugnante como Warner, mas com Destrua-me eu consigo, de alguma forma, gostar dele e ter dó dele. É nesse e-book que temos algo palpável sobre o vilão, sobre a sua história e até mesmo o que o leva a fazer o que faz. Também nesse volume acabamos lendo junto com Warner todo o bloco de notas de Juliette – que ela perdeu na fuga. Destrua-me é um livro perfeito para qualquer fã de Mafi, saber outras perspectivas é interessante, mas é ainda mais quando se trata de um vilão. A narração desse personagem - em primeira pessoa - se torna convincente e tal perturbadora como a de Juliette. É tão evasivo e intrínseco. 
“A vida que tenho agora é a única que importa. O sufoco, o luxo, as noites mal dormidas, e os corpos dos mortos. Sempre me ensinaram a me concentrar no poder e na dor, em ganhar e infligir.”
Eu não preciso recomendar não é? Para os fãs da série esse é um livro que não pode faltar. Uma leitura complementar e que deixa muitas expectativas para a continuação.

Confira toda a série

19/02/2014

Resenha: A Primavera Rebelde

Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 424
Avaliação: ★★★★
Série: A Queda dos Reinos, volume 2. 

Geralmente não recomendo ler resenhas que dão continuações a livros anteriores, pois pode haver spoilers, mas eu garanto que essa resenha está livre de spoilers. Minha intenção é fazer com quem já leu “A Queda dos Reinos”, leia esse imediatamente, e quem ainda não leu, vá correndo ler.

Quando eu li “A Queda dos Reinos” pensei que não nenhum outro livro poderia superá-lo, eis que o segundo volume da série com o mesmo nome o supera, sendo ainda mais cortejado de ação e aventura.

Desde muito tempo a magia do reino de Mytica andou esquecida; as magias praticadas antigamente, com o tempo, tornaram-se histórias para amedrontar crianças.  Com a instabilidade política, há muito tempo, e com revoluções acontecendo por todo o Reino, volta à tona a magia e tudo no que ela está ligada. Mas, um rei tirando consegue o poder e o controla com mão de ferro, o Rei Sanguinário (apelidinho carinhoso), este disposto a matar qualquer que esteja em seu caminho, só para garantir sua grandeza e soberania.

"Toda ação gera uma reação". Seguindo esse conceito, cada vez terá mais rebeldes insatisfeitos com os planos bárbaros e cruéis do Rei. A magia, talvez, não possa ser controlada por meros humanos gananciosos. Algumas coisas não saem como planejadas.  Cléo, Jonas, Magnus e Lucia sofreram punições enormes por toda a ‘aventura’, seus caminhos logo estarão cruzados: seja por viver ou por morrer!

“A esperança radiante havia sido marcada para sempre pela dor cruel.”
‘A Primavera Rebelde’ me exigiu grandes expectativas para o próximo volume, deixou aí, uma pitada violenta de dúvidas e do que poderá acontecer com os meros mortais – e também por que não com os imortais?  Ainda nesse volume, Morgan Rhodes não se queixou em demonstrar o quanto é sanguinária e cruel com seus personagens.

Eis o tempo que mulheres escreviam histórias fofinhas de “i Love you”, agora elas estão entrando é para a guerra – literalmente –, e a série, intitulada internacionalmente de Falling Kingdoms da autora Morgan Rhodes, não se mostra benevolente em relação a sentimentalismo ou frescurinhas. O prestígio de homem dessa época é colocado logo em vigor: a busca pelo o poder. Alguns lutam pelo povo, outros pela ganância, é um livro de tirar o fôlego. Duas vezes melhor que o livro antecessor a este.


Mytica tem muitas histórias para tão poucos reinos. Envolto de mitologia e personagens conflituosos e confusos, mas que dão a necessidade do leitor encontrar algo humano em cada um deles. Realmente Fascinante. Uma leitura recomenda para amantes de fantasia e não só dela, mas também de aventura e muita ação. 

17/02/2014

Star Wars: Tiny Death Stars


Tiny Death Stars é o primeiro jogo mobile que encontro de uma das minhas séries favoritas, Star Wars.  O jogo é desenvolvido pela Nimblebit, os mesmos criadores de Tiny Tower, em parceria com a Disney. Agora você pode conquistar a galáxia com o lado negro da força. O joguinho já está disponível para IOs, Android e também para Windows Phone

   

O visual cartunesco, onde os pixels dá para ver de longe, e também um gráfico retrô, que lembram os velhos games, dão impressão de um joguinho bobo, sem graça e simples. Mas administração de uma estação espacial intergaláctica provido de complexidade e ser não fizer tudo direito pode ficar na mira do Imperador - eu já estou na mira dele a séculos luz. 

Tiny Death Stars é um jogo legal porque ele contém a informação dos principais personagens da Saga Star Wars e tem alguns extras como os Jawas. É praticamente a minha enciclopédia virtual de Star Wars (que não precisa de internet - só para baixar game, lógico).

  

É um jogo que basicamente você constrói andares, emprega pessoas, faz produtos e comidas, e ainda recebe elogios ou reclamações de seus clientes no portal do Holonet (terceira imagem abaixo). Um jeito de você aprender um pouquinho de empreendedorismo com Star Wars, diferente não é? E também viciante na primeira semana. 

    

Mas o pessoal da Nimblebit também pensou em colocar missões para o jogo não ficar tão chato, algumas missões são bem fáceis de cumprir.  A cada cidadão novo que chega no seu "shopping" ele vai direto para o álbum - que é a minha enciclopédia virtual de Star Wars citada no começo do post. Ou você pode simplesmente comprar seus cidadãos (mas não é simples assim, eles são muito caros). 

  

 Para alguns é mais um jogo infantil com um gráfico zuado, mas essa é a verdade. É um jogo engraçado até. Para quem gosta de Star Wars, pode gostar também do joguinho. Porque assim você pode conquistar o universo com o lado negro da força e construir o seu próprio império comercial. 

Que a força esteja com você. 

15/02/2014

Resenha: O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks

Autor: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 341
Avaliação: ★★★★★
"Qualquer coisa que vale a pena ser feita vale a pena ser feita até enjoar" (site da Santarchy). 
Se prepare para entrar em um mundo cheio de clubes e sociedades secretas.

O livro de Lockhart me conquistou logo de cara só pela sinopse, a proposta de uma menina excluída dentro da escola e logo quando o número do seu sutiã aumenta ela passa a ser notada por todos da escola, inclusive dos populares. E. Lockhart conta toda a trajetória da protagonista através de humor muito irônico. Contato por um narrador oculto que permite nos aproximarmos muito da Frakie  e que também este interage durante a história, permitindo sempre afinidade não só com a personagem e sim com o livro no seu total. É um livro que uma coisa leva a outra, que tudo se completa e torna esse escrito incrivelmente desnecessário de complementos.

O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks (que nome de livro grande não?) é um livro que me encontrei totalmente inserido nele, não que eu faça peças na escola, mas Frankie junto com seu positivo negligenciado me conquistaram com tanta facilidade e carisma. A princesinha do família aos quatorze anos era uma típica rata de biblioteca e participante do Clube de Debates - o que pode tornar ela nerd, não que esse seja um grupo de nerds, mas se você olhar por certo ângulo parece ser um pouco nerd. As férias longe de Alabaster, só fez bem para Frankie: cresceu, seu corpo está cheio de curvas, deixou de ser a menina que cuidava dos seus hamsters e inocente da família. Agora uma Frankie 2.0 pode fazer tudo o que quiser, logo quando tem nas mãos Matthew Livingston, o cara mais popular do colégio.

Entramos num mundo jovial, onde os jovens fingem o esquecimento para se sobressaírem por cima dos outros. Alguns ingênuos outros mais astutos, uma diversidade de personagens, cada um com seu jeito estranho. Alunos que dividem sorvetes com pessoas desconhecidas. Que andam por túneis no meio da madrugada. Ou que andam com um dicionário para baixo e para cima.

Frances Rose Landau-Banks, não gosta muito do nome, por isso só atende pelo apelido, Frankie.  Ela é uma personagem excepcional, tão bem criada, cheia de defeitos, mas também de qualidades. Construída em não se contentar com um não; não aceita que as mulheres possam ser excluídas de sociedades e veio mostrar que: mulheres nunca - em hipótese alguma - podem ser subestimadas. Frankie é uma flor belíssima, mas que tem espinhos; é a princesinha da família, mas pode ser uma guerreira valente. Frankie é uma personagem diferente das que vimos em todos os livros, nada daquele angelical, perfeita ou, sei lá, cute-cute.

Se você está em busca de algo que quebre com as regras, que os estereótipos sejam deixados de lados e que a essência de tudo deve ser padronizado tem de ser extinta, esse livro é para você, seja menino ou menina, é um livro que mostra que você é capaz de qualquer coisa, até mesmo arquitetar um plano que pode acabar com uma nação (está bem, não exagera!).
"Desobedecer faz a gente se sentir bem, você não acha?"   
Lançado em setembro, pela Editora Seguinte, o livro veio com uma capa muito linda - e quando eu digo linda, você tem que ver essa capa na sua frente -, além de uma diagramação deliciosa, enfeitada no início de cada capítulo. Isso tudo somado a uma leitura versátil e bem amistosa, a obra se torna incrível dando um toque final no leitor de estar completo, cheio de si e cheio de Frankie. 

13/02/2014

Resenha: "Rangers: Ruínas de Gorlan" de John Flanagan


Autor: John Flanegan
Editora: Fundamento
Páginas: 240
Avaliação: ★★★★
Série: Rangers - Ordem dos Arqueiros, volume 1.

Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e... um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava.

Eu sou simplesmente apaixonado por arqueiros – não por serem bonitos ou qualquer coisa do tipo –, a verdade é que eu gosto de arcos. Então quando um personagem usa arco e flecha a probabilidade dele se tornar meu favorito é enorme, pois quando eu vou jogar um jogo e tem arqueiro eu vou escolher o arqueiro, cartas, brinquedos, tudo. É quase uma perseguição por arqueiros mesmo. Justo a todo esse amor por arqueiros estava ansioso para conhecer a mais prestigiada série do autor John Flanagan. 

Sem sombra de dúvidas, Ruínas de Gorlan é um livro introdutório a um novo mundo, dando início a uma aventura de grande porte e valor. 
“Às vezes a reputação de estar certo o tempo todo pode ser uma carga muito pesada.”
Existe muita semelhança entre essa série e a trilogia Brotherband. Primeiro li Brotherband e como gostei tanto de trilogia me senti necessitado em ler Rangers, mas quando eu comecei a ler encontrei algo tão parecido, em tantos aspectos, que a leitura ficou um pouco chatinha. Mas não é isso que estraga a fantasia criada por Flanagan, já que nas suas duas séries ele mostra personagens e costumes bastante parecidos – dando um quê de existência em seu mundo.


Os personagens desse autor são diferentes e eles também fazem a eficácia e grandeza da obra, já não basta mais uma trama envolvente sem personagens que envolvem. Flanagan sabe sobre isso, então ele trabalha bastante seus personagens e ainda deixa dúvidas das personalidades de cada um. É possível observar o crescimento de Will e de seus amigos no decorrer de 240 páginas, e também durante essa ‘evolução’ poder se aventurar pelos caminhos escuros dos arqueiros. 

A Editora Fundamento se comprometeu em fazer um trabalho perfeito na diagramação assim como em todas as capas da série: bem detalhadas e com um toque rústico. Isso chama e prende a atenção de qualquer leitor, até mesmo deixa a gente mais conectado com a história. Rangers é um livro recomendado não só para aqueles, assim como eu, que adora arqueiros, mas também os amantes de aventura e fantasia, essa é mais uma série épica para estar nas estantes.

11/02/2014

Resenha: "O Segredo de Ella & Micha", de Jessica Sorensen

Autora: Jessica Sorensen
Editora: Geração
Páginas:  264
Avaliação: ★★★★
Série: Segredo, volume 1.

Eu nunca me deparei com protagonistas tão rebeldes como nesse livro, O Segredo de Ella e Micha conta a história de dois jovens que cresceram juntos e as coisas começaram a ficar mais fortes que apenas amizade. A medida que foram crescendo as atitudes dos dois foram mudando e eles estavam cada vez mais intensos. Em uma noite, acontece algo muito estranho, algo que poderia até ser bom (para nós leitores). Mas Ella se encontra desesperada em relação a tudo o que está em sua volta, para vingar essa rebeldia ela some da pequena cidade em que morava, passando a ter uma nova vida, deixando de ser a menina imatura e encrenqueira. Micha, continuou sua vida, mas ela também nunca mais foi a mesma após aquela noite...  

O Segredo de Ella & Micha” não é um livro que eu gostei de início, mas logo foi conquistando espaço e acabei me conectando ao livro de uma forma prazerosa. A leitura foi ficando mais rápida, mas apreciativa e por fim os personagens conseguiram me laçar. Então, entra mais um New Adult para a minha lista de lidos e recomendados. 

Um romance narrado em primeira pessoa, pelos olhos dos dois amantes. Um instante insaciável de amor, loucura e algo sexy. A escrita oferecida sob as vistas desses personagens são de tirar o sono, um trás o reflexo e o oposto do outro, oferecendo aí, um bombardeio de sentimento e êxtase literário. Mas, O Segredo de Ella & Micha não foi um livro todo bom logo de cara: a história no começo aparentou nada demais, somente dois jovens que se amam e por algum motivo não podem ficar juntos (a vida quer assim, oh céus..). E isso até a metade do livro não me instigava nada e posso até dizer que só continuei lendo porque me senti um pouco obrigado a ler. Obtive um excelente resultado quando terminei a leitura – isso vocês podem observar também pela nota que atribui ao livro – os personagens conseguiram me conquistar com o romance deles.

Jessica oferece na sua trama personagens tão reais e intrínsecos. Personagens com problemas familiares e trás a tona insanidades antigas, deixando o leitor ainda mais dentro da história, ansiando entrar mais na história e saber não só o que vai acontecer, mas também o que aconteceu.

O livro faz parte de uma série um pouquinho grande, para que não gosta de séries não tem problema, pois o livro termina de maneira que o final deixa um desfecho bem meigo. Porém fica evidenciado mais história e mais segredos desses personagens tão carismáticos. A série construída a partir de O Segredo de Ella & Micha envolve o leitor de uma forma bem gostosa e é provável que os outros volumes apresentem a mesma frequência e paixão como no primeiro livro. Uma leitura recomendada para os fãs desse tema! 

09/02/2014

Resenha: Tipo destino

Autora: Susane Colasanti
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Avaliação: ★★★★★

“Tipo destino” é um livro que eu estava ansioso para ler e não via a hora. Desde quando li o segundo livro da autora, Esperando por você, lançado também pela Editora Novo Conceito, me vi admirado por sua escrita e por abordar sempre temas jovens. A leitura desse exemplar é fácil e muito prática – isso que dizer rápida e flexível. Além de uma escrita amável, Susane Colasanti cria uma história bastante comum: quando duas garotas gostam do mesmo cara e elas são melhores amigas.

Lani e Erin são amigas do destino, é isso mesmo gente, elas sempre acreditaram nessa coisa de destino, como se tudo já estivesse prescrito e que elas pudessem encontrar um amor ou realizar um sonho através de "sinais", como ler a mão, ler cartas de tarô, estudar as estrelas, viver lendo o horóscopo... - frescura de meninas. A amizade das meninas também é marcada pela "segunda vida", elas sofreram um acidente e ambas sobreviveram, além de terem muito em comum as duas mantêm esse laço de segunda chance. Até que... uma delas encontra o cara. Não que as duas gostem do mesmo cara e começam a brigar. Tipo destino é um livro que joga na defensiva, ali, como se o destino tivesse opinando para que as pecinhas de lego se encaixasse em seus devidos locais (por favor, nada de quadrado onde tem bolinha). 

É um livro tão previsível, mas muito gostoso de se ler. Susane sabe escrever sobre adolescentes, amores jovens. Sabe também entrelaçar o leitor com os pensamentos de Lani, fazendo, as vezes, até ficar com raiva da protagonista. "Lani está na cara!". "Não tem essa, você sabe o que tem que fazer Lani.". Falando sobre Lani, bom, ela é uma personagem muito legal, inteligente e que se importa com tudo ao redor desde com o meio ambiente até com os sentimentos da sua amiga. 

Para as meninas...
Então Colasanti criou um personagem que cativa as leitoras desde o início. Jason é o cara perfeito. Sim, não que eu ache. Mas ela o descreve como o menino mais bonito de toda escola, ele é fofo, romântico, atencioso... blé! Vocês irão adorar esse personagem, até eu mesmo gostei dele, por tirar aquela sensação de homem safadão. Jason é mais essencial, mais afeminado. 

A lição desse livro é amizade acima de tudo, mesmo que o cara mais sexy, gato ou perfeito da escola esteja aí para provar esse laço. Mostra também que existe amizade, quando postas a prova pode acabar de uma hora para outra, aí você percebe se era mesmo amizade. Com uma escrita deliciosa, Susane Colasanti, conduz e instiga o leitor de uma forma voraz e prazerosa. Não é o melhor livro do mundo, mas é uma leitura gostosa para uma tarde ou sem muito compromisso. 

07/02/2014

6 on 6: As vezes a vida é tão, preta e branco

Eu sou daquelas pessoas que adora tirar foto e, se eu tivesse uma câmera boa tiraria muito mais fotos. As fotos que eu tiro são apenas do meu celular, então não me julguem e apreciem (porque eu tirei com carinho). 

*Eu queria ser pontual e postar no dia correto, mas não deu. O que importa é que está aqui e agora, as últimas fotos que tirei e/ou me marcaram. 

A pessoa da foto me matando em 3, 2..

confira as fotos dos meus amiguinhos:

05/02/2014

5 on 5: tempo do vovô (estilo vintage?)

Acho que todo mundo já sabe como funciona o X on X, todo dia cinco de cada mês o blog tem que publicar cinco fotos. Desde já vale lembrar que não tenho câmera fotográfica, e tirei fotos do meu celular. Não me batam pela qualidade, ok? 


Confira as fotos dos blogs participantes: 


03/02/2014

Resenha: "Crônicas de Salicanda - Os Gêmeos", de Pauline Alphen


Autor: Pauline Alphen
Editora: Cia das Letras/Seguinte
Páginas: 367
Avaliação: ★★★★★
Série: Crônicas de Salicanda, volume 01

Os gêmeos possui uma escrita lenta, densa e por cima de tudo bem narrada. Todo o apreço do livro se deve a essa demora, foi devido a esse meio tempo que você conhece o mundo de Salicanda e os seus personagens tão bem construídos e reais. 

Um mundo totalmente desproporcional ao século XXI, onde todos os meios tecnológicos foram banidos e restaram somente livros - para nossa alegria - onde os prazeres simples da vida são bastante exercidos.  Os gêmeos: Claris e Jad são totalmente diferentes um do outro. Enquanto um tem medo de tudo a outra quer viver alucinantes aventuras mundo à fora. Os jovens irmãos não conhecem a mãe desde quando nasceram, e através desse mistério, vão em buscas do passado desconhecido, mas que fazem parte da história deles. Porém coisas estranhas começam a acontecer, os gêmeos logos se encontraram longe das fronteiras do castelo onde sempre viveram e uma nova aventura acercará os protagonistas.

Promovido de descrição em massa e um vocabulário rebuscado pode deixar a leitura um tanto quanto cansativa ou massante - isso aconteceu comigo, foi uma leitura demorada e bastante pausada. Mas toda essa formalidade permitiu a criação perfeita de tudo em Salicanda. Algumas obras se tornam grandes por terem uma leitura totalmente contrária do que estamos acostumados. Os gêmeos faz isso, tira o leitor da sua zona de conforto e coloca ele dentro de uma leitura fantástica, que pode ser difícil de acostumar nas primeiras experiências. 

A escrita fabulosa e criatividade de criar um mundo tão diferente, mas ao mesmo tão idêntico ao nosso se demonstra muito simples e ao mesmo tempo muito evoluído. Pauline escreve muito bem, mas em algumas partes deixa a desejar bastante e em outras decepciona o leitor nas grandes expectativas. 

Os gêmeos é o primeiro livro de as Crônicas de Salicanda, o segundo volume já foi lançado sob o título de Separados; A leitura deste exemplar foi boa por certo ponto, mas também foi ruim no quesito de fluidez. 

"Eu sou cego, é um fato. Você não me ofende dizendo isso. Mas não sou apenas cego. 
Bem no meu modo de... hum... ver as coisas, sou antes de tudo um homem. Sou também um marido, um pai, um irmão. E também sou alto, bonito e tremendamente inteligente. Está achando graça? Isso quer dizer que eu também sou engraçado, às vezes. O que mais, vejamos... Minha diria que sou mau jogador, um roncador... e outras coisinhas mais e melhores. Porque eu também sou um rimador! Está vendo, ser cego me caracteriza, mas não me define." Pagina 84

01/02/2014

Resenha: Enders


Autora: Lissa Price
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Avaliação: ★★★★
Série: Starters, volume 02.
Ninguém é realmente o que parece. 
Eu já prometi a mim mesmo não criar tantas expectativas para continuações de sagas, séries e trilogias; com o final emocionante e de tirar o folego como o de Starters, primeiro livro da duologia, não haveria como deixar escapar a ânsia por uma continuação tão boa ou melhor que o primeiro. 

Após a Prime Destination ser destruída, tudo ficou evidenciado que só poderia melhorar, mas para Callie Woodland os problemas aumentaram ainda mais. Os Starters que vendiam seus corpos para a Prime estão na rua e sem dinheiro, logo Callie tenta ajudar de toda forma possível os mais necessitados, porém as vozes na sua cabeça não param de atormentar a pobre garota. O Velho está desaparecido fisicamente, mas está dentro da cabeça de Callie, ela pode conversar naturalmente com ele. O plano do Velho com a Prime pode estar destruído e um plano B já está preparado para conquistar a confiança de Enders e países ricos que estão dispostos a pagar pela juventude dos Starters. (Para entender mais leia a resenha de Starters)
"Pode parecer piegas, mas é verdade: o que há do lado de fora não é tão importante quanto o que há de dentro."
A história toma vários focos e alguns bem surpreendentes (que eu não posso falar, vocês iriam me matar), deslumbramos a entrada de estilo de um novo personagem sedutor e confiante. Em Enders, valores serão testados, a amizade será a prova de tudo e a esperança nunca vai ser deixada de lado. Os personagens correram riscos, mas sempre irão proteger uns aos outros.

Eu e Enders temos aí o nosso histórico de amor e ódio. Eu simplesmente adoro a escrita da Price, os seus personagens, a história, tudo; só que e não consigo acreditar que Enders é o último livro da série, o livro é bem mais curto comparado a primeiro e tinha tanta coisa para falar (a própria Lissa acrescentou história nas páginas de Enders). Não! Lissa Price queria dar um fim na história logo e me deixar chateado, pois Enders foi feroz e delicioso ao mesmo tempo, foi ação atrás de ação, mas foi acabando... foi um final estranho.
"Eles não vão ajudar você.
Eles não podem ajudar você.
Você está sozinha."
Acho que estou aqui como a Hazel (de ACEDE) em busca de respostas com o que acontecem com os personagens (mesma coisa que ela fez para saber a conclusão de Uma Aflição Imperial). Não consigo me contentar e aceitar como a história acabou; não vou viajar metade do mundo (até porque não tenho dinheiro), mas eu gostaria muito de um conto ou algo que explicasse, ou um final decente para a duologia que eu gostei tanto.

Eu recomendo tanto Starters quanto Enders para quem quer uma leitura descompromissada e deliciosa. A Guerra dos Esporos matou muita gente e vai matar os leitores pedindo bis por essa história distópica e incrível. 

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