Resenha: "Infinity Ring - Um motim no tempo", de James Dashner

Autor: James Dashner
Editora: Seguinte
Páginas: 248
Avaliação: ★★★★
Série: Infinity Ring, volume 2.
Motim: é revolta contra a autoridade. O motim é uma das mais graves ofensas militares.
Infinity Ring uma saga totalmente diferente, cada livro da saga é escrito por um autor e ele dará continuidade para o próximo autor e assim adiante. Em tradução crua do inglês, Anel do Infinito, a série aborda muitos aspectos educativos. Sempre procurei um livro legal com uma história que se entrelaçasse com fatos verídicos, como as descobertas de Colombo.  Então a interatividade desses autores criaram uma história totalmente moderna, mas que vai trazer conhecimentos diversos. 

Um motim no tempo é interessante, voltar no tempo é algo que todos desejamos. Mas também é algo que deixa confuso, mudar o passado pode trazer péssimas notícias para o presente/futuro. E os protagonistas ao voltarem no passado para evitar as Faturas, eventos que mudaram drasticamente o percurso da história, devem estar preparados para o que der e vier. Dak e Sera são os protagonistas mais nerd's que eu já vi; enquanto um adora história e tudo ligados a fatos ocorridos no passado e que gerou uma evolução mais tarde, outro não vivem sem a química quântica e as atrações da física.

Aristóteles afirma em um de seus escritos, de acordo com o site da USP"existe um círculo em todos os objetos que tem um movimento natural. Isto se deve ao fato de os objetos serem discriminados pelo tempo, o início e o fim estando em conformidade com um círculo; porque até mesmo o tempo deve ser pensado como circular" –  sim eu senti necessitado em fazer algumas pesquisas aristotélicas para saber se o livro tinha alguma ênfase realmente com a história, conclui que faz lógica com o enredo do livro. Talvez baseado nessa teoria, James Dashner inicia uma história com Guardiões da História, são agentes que estudam para acabar com as fraturas e prezam valores criados por Aristóteles. Mas também criou-se os antagonistas, são eles comandados pela SQ, 'orgão' que está dominando o mundo a cada vez mais e produz uma vigência histórica parecida com  época da ditadura militar do Brasil, como: toque de recolher, não fazer isso, não fazer aquilo. Em uma era que não existe mais livros, os personagens voltaram ao passado para tirar o controle das mãos da SQ e poderem ser felizes para sempre. 
“- Somos membros de um grupo chamado Guardiões da História – começou ele – Vocês provavelmente nunca ouviram falar de nós, mas nossa organização remonta a muitos, muitos séculos atrás. Ela foi fundada pelo grande filósofo Aristóteles do ano 336 antes de Cristo. Nossa atividade se mantém desde então, orientada pelo objetivo comum de um dia salvar o mundo de um desastre que apenas um visionário como Aristóteles poderia ter previsto. E hoje vocês nos proporcionaram o maior acontecimento desde que ele fez sua previsão: A viagem no tempo.”
Quanto a escrita do best-seller James Dashner, mesmo autor da saga distópica Maze Runner, eu esperava muito mais. Não é passado bastante sentimentalismo para o autor, a proposta do autor é fundamenta e bem escrita, mas sem sentimento não rola. A escrita crua de Dashner é compensada com o enredo e uma aventura deliciosa que os personagens se envolvem – pareço até CDF falando assim, mas fazer o quê? Filosofia e história são assuntos bem legais para se estudar/ler. 

Um motim no tempo é recomentando para aqueles que não se importam muito em se envolver com os personagens. O objetivo do autor não foi fazer você morrer de amores, mas te apresentar uma história de passado e presente e o que os garotos farão para alterar o futuro da humanidade. 

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