30/01/2014

Resenha: "O Alegre Dramático", João Donizete Ferreira

Autor: João Donizete
Editora: Novo Século
Páginas: 157
Avaliação: ★★★★★

“A vida não está no que foi nem no que será; está no presente, no momento da última respiração.”
“O Alegre Dramático” é um livro puramente brasileiro e é também surpreendente: ele não aborda um problema chave, não se desenvolve em torno de uma confusão. A história se constrói por si só, como a vida. Força do destino ou não, é viver: um dia após o outro, com surpresas ou com perdas. Com suas palavras Donizete toca o leitor de uma forma incrível e preenche este com o que o Brasil tem de melhor, cultura, amor, amizade... 

“A felicidade, se não é uma razão para viver, é motivo para nos manter vivos.”
Eu estava precisando de um livro simples e intenso, mas de leitura rápida. O Alegre Dramático com suas 159 páginas me gracejou, me presenteou com uma cultura diferente da qual não estou acostumado – e é por que moro nesse país desde quando nasci. 

Ângelo é um personagem extra poético; Acostumado com o aspecto brasiliense, quando ele chega ao paradisíaco Rio de Janeiro, logo se apaixonada por toda a adversidade do local, as pessoas, a cultura e a natureza. Seu objetivo é zelar o ateliê de arte do seu amigo, que quase não fica no país. Sozinho na agitação do Rio, percebe o quanto está ficando entendiado a cada dia, sobrevivendo pela ansiedade, solidão e do seu próprio ócio, até que ele decide dar uma repaginada e procura um emprego. Esse novo serviço o apoiara em manter a mente ocupada e poder fazer amigos. Mas será que trabalhar numa lanchonete é uma boa ideia? Deus escreve certo nas linhas tordas; a sorte pode bater na sua porta na hora que você menos espera e quando ela vem, você não pode deixar ela ir embora. 

João Donizete Ferreira criou uma obra que eu estava esperando há muito tempo, um romance que falasse do Brasil, na sua forma mais integra. Que mostrasse o que o Brasil tem de melhor: sua cultura miscigenada, seu canto, sua arte e seu samba; a felicidade estampada na face de muitos, a essência de ser brasileiro e amar o que é seu. Amar esse Brasil. E aí me toco que precisamos de pessoas como Ângelo: que tenha coragem e orgulho de dizer “essa aqui é minha terra”. 
“Eu era a transformação. Uma transformação física, visível. Minha voz oscilava entre o agudo e o grave.” 
Talvez O Alegre Dramático não agrade todos os seus leitores, por não ser o tipo de opção que os jovens gostam ou por não gostarem da cultura brasileira – carnaval, favelas... Eu não gosto de carnaval, mas aprendi a ver de uma forma diferente, que o samba tem uma força de deixar as pessoas alegres ou até mesmo esquecerem os seus problemas, que lá no desfile das escolas, eles podem dar o seu melhor e também expressar sua cultura e arte.

Uma história de superação e força de vontade, cheio de reflexão - talvez seja por esse motivo que me dei tão bem com esse livro. Uma leitura recomendada para quem preza valores de amizade, amor e realizações (assim como outras coisas). Traçando caminhos que jamais imaginamos acontecer com nós mesmos. 

28/01/2014

Resenha: Wereworld - A Sombra do Gavião

Autor: Curtis Jobling
Editora: Benvirá
Páginas: 400
Avaliação: ★★★★★ 
Série: Wereworld, volume 3.
"O motivo de haver uma guerra no oeste é você, rapaz"
Não recomendo você ler essa resenha, caso não tenha lido os dois primeiros livros. Caso queria ler mesmo assim,  recomendo ler as resenhas: A Origem do Lobo e A fúria dos leões.

Depois do final devastador de A fúria dos Leões, eu simplesmente necessitava ler A sombra do Gavião. O terceiro livro da série Wereworld se tornou o meu mais novo favorito dos três volumes já lançados no Brasil. 

A sombra do Gavião é um livro intenso, feroz e eu necessito do próximo. Os Catlords estão conquistando todos os terrenos possíveis, espalhando terror e sendo ainda mais autoritários que Leopold, o Leão. Enquanto o medo se espalha pelo Reinos, Drew está num acirrado jogos vorazes com outros transmorfos em Scoria, um lugar que o obriga ser gladiador e lutar mais uma vez por sua liberdade. Mas seguimos boa parte do livro naufragando no Turbilhão, nau do Wereshark, em busca de reforços contra os Catlords. Trent, personagem esquecido no segundo volume, veio à tona e teve grande importância na sequência. Hector, que protagonizou praticamente A fúria dos leões do início ao fim,  se aprofunda ainda mais na magia negra. Drew Ferran em todos os lugares que vai desperta um ar de liberdade e de paz, assim, conseguindo cada vez mais aliados. Nessa continuação existe muito mais ação, aventura; é sem dúvida o melhor dos três primeiros livros, sempre buscando o fim entre a luta épica do bem e do mal. 
"Os Hawklords pousaram"
Se em algum momento subestimei Curtis Jobling, após A sombra do Gavião está comprovado que esse cara tem o dom de deixar um leitor bastante ansioso para os próximos volumes, ansiando por uma continuação, por um final cujo todos os personagens tem que ter um final feliz - mas parece que nunca vai ter um final feliz em meio a tanto suspense, fantasia e aventura. 



A sombra do Gavião é um livro enorme e cheio de aventuras, mas Curtis teve o cuidado de deixar muitas coisas de fora também, como o desaparecimento da princesa werefox. O livro foi moldado de modo a deixar uma expectativa enorme para os próximos volumes.  
"É bom saber que os transmorfos são todos iguais em qualquer lugar do mundo. A arrogância não é exclusividade da Lyssia." 
Os personagens de Jobling são viciantes, instigantes e inspiradores. Drew quem diga. O protagonista sempre está espalhando esperança por onde vai, e isso não é nada legal para os autoritários catlords. Outros personagens irão surpreender muito, muito mesmo, nesse volume. Fiquei boquiaberto com o final destruidor desse livro. Fiquei me perguntando: "Como assim?" "Jobling o que é isso?". Esse sem dúvidas é o melhor livro já lançado da série até agora. 

Agora, só me resta esperar que a Benvirá lance a continuação. Ainda sem previsão de lançamento, então, estarei morrendo de desejo quando esse livro lançar. Mas se você não leu ainda os livros dessa saga, então comece logo, porque quando começar a ler os werelords vão pegar você. 

26/01/2014

Resenha: O Pessegueiro


Autora: Sarah Addison Allen
Editora: Planeta, 2013
Páginas: 256
Avaliação: ★★★★★

O Pessegueiro” chama atenção de longe, por sua capa belíssima e diagramação deliciosa, mas não é somente aí que o livro é incrível: sua história e seus personagens são intrínsecos, interligados por um segredo, por um passado profundo. Possuído de uma escrita carregada de ânsia e gosto pelas palavras da autora, pelo mistério que envolve o leitor – de uma forma prática e fantástica.

Os Jackson foram uma grande família em Walls of Water, após uma grande crise, sobrou somente Willa Jackson, a menina mais “vida loka” da cidade no período escolar e agora na fase adulta luta para esquecer essa imagem de garota inconseqüente. Os Osgood também são grande e poderosa família de WOW, Paxton é aquele tipo de mulher que tem tudo o que quer, é perfeita e nunca – em hipótese alguma – recebe um não. O destino de Willa e Paxton logo terá de mudar com a festa de 75 anos do Clube Social Feminino. Pessoas de um passado oculto iram aparecer e surpreender ainda mais, parece ser tudo um grande presente de comemoração para o Clube Social Feminino. Esse evento tão importante para as mulheres de Walls Of Water revelará oportunidades para as duas famílias.

“A felicidade é um risco. Se você não sentir um pouquinho de medo, não está fazendo a coisa certa.”
Já não basta mais os personagens na história, Sarah cria uma trama que envolve o leitor de uma forma inocente e incompleta, deixando a mim – ao leitor – curioso demais e pedindo uma continuação. E saber que não existe uma continuação me deixa muito triste, é obvio que não dá para contar o tanto de história que autora quis em poucas páginas e eu fico aqui desejando, querendo saber o que vai acontecer com esses personagens ou o que aconteceu com eles antes de chegarem ao ponto do livro (eu me refiro ao passado – tem muita coisa oculta ali).

Apesar de sentir uma leitura “incompleta” é um livro muito bom, que merece ser lido por todos que tem uma grande amizade ou que deixaram de ser amigos. A amizade é um dos pontos mais fortes do livro, frisando isso observo o quanto o amor de amigos é bonito ou forte, que a amizade pode guardar grandes segredos ou que amigos são amigos para todas as horas. Aliás, até para quem não tem uma grande amizade – o que é impossível (levando em consideração os pais) – o livro é recomendado. Seu suspense junta com um sentimentalismo, que o torna crível e belo.

“– Aconteceu muito rápido.
– Isso é um passo grande para você.
– Deveria ter acontecido há muito tempo.”

*essa é uma daquelas resenhas que você nunca acha que está completa.

24/01/2014

Resenha: "A Elite", de Kiera Cass

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 355
Avaliação:  ★★★★
Série: A Seleção, volume 2.
O amor é um desastre belo. 
Pode ser mais adequado você ler a resenha do primeiro livro, A Seleção, tentarei não dar spoilers nessa resenha, porém isso não impete de ter spoiler,  fica a ressalva de que aviso neste paragrafo. 

Após favoritar A Seleção, estava com um desejo imenso de continuar a ler a série, isso também se deve ao "folheto-livro" O Príncipe, que conta um pouco a história pelos olhos do amado Maxon. A Elite veio todo todo me deixando com mais vontade e ansiando com o que vai acontecer com esses personagens tão carismáticos. 

No primeiro dia tinham 35, no segundo 26, semanas depois sobraram somente 6. America obviamente agora está entre as meninas da Elite; dentro do palácio está cada vez mais arrochado as brigas aumentarão e também as atividades manterão Meri, Marlee, Celeste e as três outras meninas sempre ocupadas. Além das obrigações, acontecem ainda mais ataques rebeldes contra o a nobreza. Por meio de festas, bailes, chás e fugas Kiera Cass acrescenta o clichê triângulo amoroso.

Somos capazes de perceber o que essas garotas são capazes para obter um cargo, um sonho, um coroa e um amor. Outras percebem que não vale a pena lutar pelo coração do príncipe quando seu próprio coração se encontra nas mãos de outro cavalheiro  isso não é spoiler, é? Outro ponto que se destaca bastante é a política, também citada no primeiro livro — eu não prestava muita atenção nessa parte, o sentimentalismo e o romance de Meri era muito mais importante —, mas que no segundo teve um peso substancial para o enredo. Os pesos e consequências que o cargo pode oferecer as jovens 'escolhidas'. 

Em A Elite acabamos sendo encurralados pelas indecisões de America entre o príncipe e o soltado — triângulos amorosos sempre oferecem um temporada exaustiva e ao mesmo tempo excitante, saber que ela vai escolher independente de que eu ache que ela deva escolher. Falando ainda em America e suas escolhas, as intenções de Maxon e Aspen são um tanto confusas, deixam a coitada da America perturbada. Creio que não é somente America que fica indecisa entre os dois cavalheiros, afinal, sempre queremos o melhor para uma protagonista tão bela e forte quanto America Singer. 

A Elite é uma confusão na cabeça do leitor, é um livro tão bom quanto o primeiro e que deixa expectativas enormes para o terceiro e último livro, A Escolhida. Sofreremos aí alguns meses até ser lançado pela Editora Seguinte, que acertou nessa trilogia tão querida e deliciosa. 
"O protocolo era preto no branco. Os passos para uma proposta de lei eram claros. Tratava-se de coisas que eu podia dominar." Página 260
Se você tem que ler? Não tenha dúvida disso.  

22/01/2014

tag: Alfabeto literário

Recebi cinco letrinhas "a", "l", "m", "p" e "r" da minha querida Pâm, do blog Interruped Dreamer. Ela sabe o quanto fiquei feliz por ter sido marcado, ela entende o quanto eu queria fazer essa tag. Vamos parar de falar e fazer né? Desde já, tem umas letrinhas bem difíceis aí, não tem? 


Saí escolhendo os melhores livros que já tenho com as letras, mas depois fui descobrindo que tenho poucos livros que não começam com artigos "a", o único que acabou sobrando foi ADQS. Então "escolhi" o livro por ele ser legal, interessante e nacional. A foto não ficou tão boa, mas o livro é, veja resenha aqui. 

Ladrão de almas é um livro que de longe já da para amar a capa, muito bonita não é? Dessa vez eu tive mais opções para escolher, porém escolhi esse livro porque demorei para ler ele, e no final da história, é um livro muito bom, que deixa expectativas para um próximo. Veja a resenha aqui.

Outra letra que tive várias opções foi M, mas escolhi esse livro porque quando eu li, me apaixonei. Faz muito tempo que li ele e pretendo reler, para resenha aqui no blog. Amo muito esse livro <3

Rapture escolhi só para fazer inveja, só porque tenho o hard cover. Brincadeira, escolhi esse livro porque foi o único com letra ''R'' que eu encontrei na hora. Essa capa é muito linda não é?  Só li o primeiro livro e o segundo da série, Fallen

Pi ra pa to! Escolhi esse livro, pela capa que é 'lindamente' perfeita e por eu amar a história que é cheia de alquimia, química. E ter uma narrativa muito gostosa! Veja resenha aqui. 

Quem quiser participar, é só pedir as letras nos comentários! 

20/01/2014

Resenha: "Infinity Ring - Um motim no tempo", de James Dashner

Autor: James Dashner
Editora: Seguinte
Páginas: 248
Avaliação: ★★★★
Série: Infinity Ring, volume 2.
Motim: é revolta contra a autoridade. O motim é uma das mais graves ofensas militares.
Infinity Ring uma saga totalmente diferente, cada livro da saga é escrito por um autor e ele dará continuidade para o próximo autor e assim adiante. Em tradução crua do inglês, Anel do Infinito, a série aborda muitos aspectos educativos. Sempre procurei um livro legal com uma história que se entrelaçasse com fatos verídicos, como as descobertas de Colombo.  Então a interatividade desses autores criaram uma história totalmente moderna, mas que vai trazer conhecimentos diversos. 

Um motim no tempo é interessante, voltar no tempo é algo que todos desejamos. Mas também é algo que deixa confuso, mudar o passado pode trazer péssimas notícias para o presente/futuro. E os protagonistas ao voltarem no passado para evitar as Faturas, eventos que mudaram drasticamente o percurso da história, devem estar preparados para o que der e vier. Dak e Sera são os protagonistas mais nerd's que eu já vi; enquanto um adora história e tudo ligados a fatos ocorridos no passado e que gerou uma evolução mais tarde, outro não vivem sem a química quântica e as atrações da física.

Aristóteles afirma em um de seus escritos, de acordo com o site da USP"existe um círculo em todos os objetos que tem um movimento natural. Isto se deve ao fato de os objetos serem discriminados pelo tempo, o início e o fim estando em conformidade com um círculo; porque até mesmo o tempo deve ser pensado como circular" –  sim eu senti necessitado em fazer algumas pesquisas aristotélicas para saber se o livro tinha alguma ênfase realmente com a história, conclui que faz lógica com o enredo do livro. Talvez baseado nessa teoria, James Dashner inicia uma história com Guardiões da História, são agentes que estudam para acabar com as fraturas e prezam valores criados por Aristóteles. Mas também criou-se os antagonistas, são eles comandados pela SQ, 'orgão' que está dominando o mundo a cada vez mais e produz uma vigência histórica parecida com  época da ditadura militar do Brasil, como: toque de recolher, não fazer isso, não fazer aquilo. Em uma era que não existe mais livros, os personagens voltaram ao passado para tirar o controle das mãos da SQ e poderem ser felizes para sempre. 
“- Somos membros de um grupo chamado Guardiões da História – começou ele – Vocês provavelmente nunca ouviram falar de nós, mas nossa organização remonta a muitos, muitos séculos atrás. Ela foi fundada pelo grande filósofo Aristóteles do ano 336 antes de Cristo. Nossa atividade se mantém desde então, orientada pelo objetivo comum de um dia salvar o mundo de um desastre que apenas um visionário como Aristóteles poderia ter previsto. E hoje vocês nos proporcionaram o maior acontecimento desde que ele fez sua previsão: A viagem no tempo.”
Quanto a escrita do best-seller James Dashner, mesmo autor da saga distópica Maze Runner, eu esperava muito mais. Não é passado bastante sentimentalismo para o autor, a proposta do autor é fundamenta e bem escrita, mas sem sentimento não rola. A escrita crua de Dashner é compensada com o enredo e uma aventura deliciosa que os personagens se envolvem – pareço até CDF falando assim, mas fazer o quê? Filosofia e história são assuntos bem legais para se estudar/ler. 

Um motim no tempo é recomentando para aqueles que não se importam muito em se envolver com os personagens. O objetivo do autor não foi fazer você morrer de amores, mas te apresentar uma história de passado e presente e o que os garotos farão para alterar o futuro da humanidade. 

❷ ❸ ❹ ❺ ❻ ❼

18/01/2014

Um pequeno trecho sobre medo

Todos temos medos complexos e grandes como: morrer, perder a mãe, o pai, um amigo. Qual o seu medo? De não ter todo conhecimento? De não ser ninguém? Você tem medo do futuro, do que vai acontecer amanhã, se você estará vivo afinal. Você tinha medo do escuro, você se escondia de baixo do cobertor com medo de bicho papão. Hoje você cresceu e esses medos "bobos" foram esquecidos. Já se perguntou porque temos medo? Eu não sei. Acho que é para ter uma determinação, aceitação, fortalecer. Deve ser, aliás é. É tão bom vencer um medo, pular uma barreira. Não deixe de sobreviver por causa de medos, fazem parte sim. E vale a pena fugir?"

16/01/2014

Resenha: "De coração para coração", de Lurlene McDaniel

[1383767_692745824076472_394710336_n%255B4%255D.jpg]Autora: Lurlene McDaniel
Editora: Novo Conceito
Páginas: 208
Avaliação: ★★★★
"- Eu não gosto de você - Cindy me disse.
- Sem problemas - eu respondi - Ninguém gosta de mim" 
Elowyn apesar de suas conspirações momentâneas adora viver, adora sentir o cheiro da França, até já sonha em casar com um francês. Kassey é a melhor amiga de Elowyn . As duas se conheceram dentro de um hospital com as pernas engessadas - uma forma bem estranha de fazer uma amizade. Desde quando se encontraram no hospital foi amor a primeira vista, compartilharam segredos, códigos, sentimentos. Elas eram irmãs de sentimento, mente e principalmente de coração. 

Um acidente mudará a vida de três garotas. Elowyn fica gravemente ferida, vivendo como um vegetal através de máquinas, enquanto por outro lado todos que a amam estão sofrendo. Kassey vê parte do seu mundo se esvaindo pelas mãos. E Arabeth espera ansiosa por um coração. Logo as três estão conectadas por um coração, cujo Elowyn permitiu ao tirar sua carteira de motorista. Não só Kassey verá em Arabeth traços e ações que lembram Elo. E por isso vão se aproximar da menina, mas Arabeth gosta e não gosta disso. Por mais que ela tenha o coração de outra pessoa, por mais que ela aja parecido com Elowyn, ela ainda é ela, não um simbolo de lembranças. 

De coração para coração é uma história meiga, linda e caprichosa. A simplicidade está presente em todo o livro, mas traz algo nada comum para o enredo.O romance de Lurlene McDaniel é lindo, você fica extasiado e pode até querer mais. A amizade, confiança e o amor são testados em seu primeiro livro, mas a essência da vida está descrita em poucas palavras.

McDaniel abordar uma história longa em poucas páginas, essa facilidade em conduzir o leitor sem que ele percebesse um choque: " um ano, dois anos depois..." deixou ainda mais incrível este romance. De coração para coração não é uma história fantástica, perfeita. Mas delicado, que deve ser lido por todos os amantes da vida, de viver. "As vezes coisas ruins acontecem por motivos bons".

14/01/2014

Quem não conhece o Rick Riordan?


Richard Russel Riordian, conhecido como Rick Riordian é o autor da séries mitológicas: Percy Jackson e os olimpianos, Os Heróis do Olimpo e As crônicas dos Kane. Nascido em 3 de julho de 1964, na cidade do Texas em Santo Antônio.

Rick sempre foi apaixonado por personagens da mitologia grega e nórdica desde quando conheceu a existência desses personagens. O autor afima: “Eu provavelmente li O Senhor dos Anéis dez vezes. Eu também gostava de mitologia grega e nórdica desde que eu estava no ensino médio. Eu li na maior parte, fantasia e ficção científica no ensino médio, então tinha interesse em mistérios quando cheguei à faculdade. Meus pais eram ambos professores. Minha mãe era uma musicista e artista. Meu pai era um ceramista, então eu cresci em uma família muito artística."



Começou a escrever quando estava no ensino médio. Sua primeira história foi quando tinha 13 anos. Mas não foi publicada. Seus primeiros trabalhos foram publicados na revista literária UTSA, dois contos. Enquanto frequentava o ensino fundamental na Alamo Heights High School, em Santo Antonio, escreveu para o jornal da escola e logo ganhou o terceiro lugar em escrita para a UIL. O autor queria ser um guitarrista, mas o seu futuro preparou aulas para ser professor de Inglês e História, e obviamente através das aulas de Histórias ele deva ter extraído bastante conhecimento sobre mitologia. 

Trabalho como diretor musical em um acampamento de verão, "Campo de Alcaparras" quando ainda cursava faculdade. Trabalho integralmente como professor de ensino médio em New Braunfels, no Texas. Depois que se mudou junto com a esposa para San Franciso passou a lecionar no Presídio Hill School. Após o nascimentos de seus dois filhos se mudou novamente para Santo Antônio - onde mora atualmente com sua esposa e seus filhos. Continuou dando aulas de inglês e estudos sociais e parou de lecionar seis anos depois para se tornar um escritor de tempo integral. Rick Riordian afirma que quase todos os anos em que foi professor ensinou mitologia: "Essa foi sempre foi a minha parte favorita e, os alunos sempre gostaram também".

A vida pessoal de Rick é extremamente reservada - ele fez de tudo para isso. Mas ele afirma em suas entrevista que seu filho mais velho, Haley Riordan, foi a origem de tudo. Riordan contava histórias de dormir ao filho até que um dia ficou sem livros infantis e passou a criar alguns contos e histórias. Foi assim, que surgiu o Acampamento Meio-Sangue, Percy Jackson...
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Percy Jackson e os Olimpianos

Percy Jackson é um garoto, que ao descobrir que é um semi-deus, embarca em diversas aventuras. Junto com Annabeth Chase, Grover Underwood e muitos outros amigos, ele irá enfrentar criaturas que Percy só conhecia através dos livros de mitologia Grega. Com a ajuda de deuses gregos irão tentar salvar o mundo mais uma vez contra a forças do Senhor do Tempo. 

 As crônicas dos Kanes

As Crônicas dos Kane é uma série de livros de aventura e fantasia escrita pelo autor bestseller Rick Riordan. Com o enredo situado nos Estados Unidos e na Inglaterra, os livros são predominantemente baseados na Mitologia Egípcia. A série foi originalmente planejada como uma trilogia. Os protagonistas são Sadie e Carter Kane, que também narram a história. Então, ambos embarcam em uma perigosa viagem – uma missão que os coloca cada vez mais perto da verdade sobre sua família e seus vínculos com uma ordem secreta que existe desde o tempo dos faraós.

Os heróis do Olimpo 


Rick Riordan volta ao universo de Percy Jackson e os Olimpianos com ainda mais aventuras, humor e mistério. Depois de salvar o Olimpo do maligno titã Cronos, Percy Jackson e seus amigos trabalharam duro para reconstruir seu mais querido refúgio, o Acampamento Meio-Sangue. É lá que a próxima geração de semideuses terá de se preparar para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia.

12/01/2014

Resenha: Veneno

Autora: Sarah Pinborough
Editora: Única, 2013
Páginas: 224
Avaliação:  ★★★★
Série: Encantadas, volume 1.

Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, abordando os contos infantis de uma forma não recomendada para crianças. Sempre familiarizado com as histórias fofinhas da Disney onde as princesas cantam, falam com animais e até mesmo arrumam a casa. 

Branca de Neve é uma personagem parecida com a que estamos situados: angelical, bondosa, linda, amada por todos, mas também tem um lado rebelde, sarcástico, valente e que adora usar roupas masculinas, montar cavalos feito homem - coisas típicas de qualquer princesa, sabe né? 

Existe uma vasta gama de livros situados, inspirados ou distorcidos dos contos de fadas. As aversões de Branca de Neve são das mais variadas e também da Rainha de beleza etérea que fica sempre desfavorecida por sua maldita (digo isso nas palavras da Lilith, a Rainha do Gelo) afilhada. Em Veneno, a madrasta de Branca de Neve ganha um papel fundamental no livro, sua história tomará grande cunho durante todo o livro. "Será que ela é má porque quer?" Você chega até a ter pena da Madrasta, mas como já está padronizado no cerne de toda criança que a Madrasta Lilith é má, não tem como mudar o conceito por mais que Pinborough encontre formas eficazes e até mesmo críveis para acreditarmos.
"Todos a amam, não é? E é tão fácil ver o porquê. É boa, bela e, além disso, livre e selvagem. Ela terá vários príncipes por quem se apaixonar. Sim, sem dúvida é a mais bela na terra. Não é? Ela não é bonita?"
Sarah está buscando envolver o mundo de todas as princesas, não só delas, mas de vários contos. Logo vemos os sapatinhos de cristal ganharem rumo na história; o príncipe tão esperado pelos sete anões e pela indefesa e astuta Branca de Neve, que está em seu leito de vidro, se mostra um verdeiro brutamontes e mostra que nem todo garanhão montado num cavalo possa ser chamado de príncipe. 

Não tem como falar de todo o projeto gráfico que envolve este romance, a Única, trabalho especialmente em deixar tudo mais mágico, dando um toque ainda mais delicioso e rústico (?) ao livro. O romance termina com um gostinho de quero mais, a autora se programou para deixar um final sem solução, sem um feliz para sempre (sim, sempre queremos um final feliz). Somando a mais dois livros a história de Branca deve continuar juntamente com a de Bela e Cinderela. A autora busca inserir pequenos contos dentro  da história, como a de Aladim - aquele da lâmpada, princesa Jasmine...  -, um jovem rebelde e ganancioso. A bruxo caquética de João e Maria também se entrega ao enredo de forma rápida e com importância. 

Repense seus vilões...

09/01/2014

Resenha: "O Príncipe", de Kiera Cass

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 72
Avaliação: ★★★★★
Série: A Seleção, volume 1.5

'O Príncipe' é um livro contato pela ótica do Príncipe de Illéa, Maxon Schreave, durante as 150 páginas inciais do primeiro livro da trilogia A Seleção. De acordo com meu leitor epub, o livro tem mais ou menos 59 páginas, ou seja, está mais para um livreto. 

Quando você começa a ler A seleção, você é cortejado somente pelos olhos da protagonista America Singer - sim é o nome de um continente. Por existir somente essa ótica, sente-se a necessidade de querer acompanhar a história por outros pontos de vista, logo Kiera Cass criou um livro fininho com a expectativa do felizardo príncipe em relação a Seleção e também as garotas, especialmente em America.
"Tenho certeza de que queriam concentrar todo o amor em você" 72,25% da leitura. 
Apesar de finíssimo, o livro acrescenta fatos que podem se tornar um pouco importantes para a compreensão de atos, mas, sem sombra de dúvidas, o livro deixa um gostinho para a continuação da série e não só da série como também mais manuscritos sobre a percepção do protagonista. Além de deixar alguns resquícios sobre a vida do príncipe antes do começar o evento tão desejado.É óbvio que para ler "O príncipe" você deve ter lido A seleção, além de você estar familiarizado com os personagens, você conhecerá um pouco sobre Maxon e também sobre suas intenções.

05/01/2014

Resenha: A cabana


Autor: William P. Young
Editora: Sextante
Páginas: 236
Avaliação: Muito bom!

Se você pensou que um livro religioso poderia ser cansativo, massante e exaustivo. Willian mistura a fantasia a teologia, numa leitura misteriosa, fascinante e reflexiva. Me sinto culpado em não ter lido esse livro antes, ganhei ele em 2008, somente em 2011 criei vontade para ler. Aí vem aquela sensação, por que não de ter lido antes? 

Num desses dias de passeio tranquilo, dia de piquenique... A tranquilidade passa quando a filha de mais nova de Mack Allen, desaparece. Após uma espera desconfortante uma notícia perturbará Mack, é encontrado indícios de que sua filha, Missy, foi assassinada em uma velha cabana. Mesmo após quatro anos, a tristeza ainda encontra-se alojada dentro de Mack, levando-o a criticar mais o poder de Deus e por enfim, a dúvida se Deus existe. "Se Deus é tão poderoso, porque não faz nada para amenizar o sofrimento? Ou até mesmo impedi-lo?". Até que um dia, ele recebe um bilhete, assinado por Deus, convidando-o para ir aquela cabana que trouxe tanto sofrimento.

03/01/2014

Resenha: A Corte do Ar

Autor: Stephen Hunt
Editora: Saída de Emergência
Páginas:  544
Avaliação: ★★★★
Série: Jackelian, volume 1

Então chega ao mercado literário brasileiro uma proposta que vem sendo bem aceita por todos os leitores, o steampunk, conheci pelos livros da série O Protetorado da Sombrinha, mas somente em A corte do ar, vim realmente conhecer os encantos da escrita steampunk. 
"Mas o que sobre o amor?" Molly questionou.
"A maior mentira de todas" Fairborn replicou.
The Courth of The Air, lançado pela Saída de Emergência, chegou com a proposta vitoriana com grande campo na fantasia, o que já me conquistou logo de cara. Este é um romance sci-fi/steampunk definido em um mundo onde máquinas vivem em uma relativa convivência com humanos, além da magia acrescentada ao enrendo que o tornam ainda mais legal. Aliás, Hunt incrementa seu livro com muita coisa, só lendo é que você vai descobrir. 

A ficção especulativa de Stephen Hunt tem temática bastante deliciosa. Cheio de tecnologia e magia tomado por configurações vitorianas, conhecemos Molly Templar, órfã do internato Portas do Sol, a procura de empregos, porque necessita não porque quer, acabada sendo contrata por um bordel de luxo - ela não queria. Na sua estréia no bordel sua vida já ameaçada acaba por tomar de vez o rumo desenfreado de uma aventura pela superfície e também nas cidades subterrâneas. Oliver Brooks também está com a sua vida contada, desde quando saiu de Brumaencantada sua vida passou a ser monitorada, com uma visita inesperada sua vida começa a tomar outro sentido, logo se verá correndo para salvar sua pele.  Oliver & Molly precisam ficar juntos para se salvarem, mas também salvarem muitas outras vidas e fazer jus aquelas que foram dilaceradas pelas mãos sanguinárias de Tzlayloc. Uma aventura para grandes adolescentes. 
A Corte do Ar é um livro muito bom, mas sabe quando ele não é para minha época? Me acho ainda novo para ele; a escrita desenvolvida com tanta maestria e um certo grau de 'rebuscação' pode deixar um pouco o leitor perdido, assim como eu fiquei em algumas partes. Por mais que tenha ficado perdido em certas partes não desisti e fiquei fascinado por esse mundo, é algo novo e muito diferente do que estou acostumado a ler. O livro demorou um pouco para ser lido, não é um livro que dê para ler da noite para o dia, é preciso parar, pensar ou até mesmo reler. 

A série Jackelian é incrível, pois você não precisa ler outros livros para entender. Por exemplo, você pode pegar o segundo livro da série e ler tranquilamente, sem se preocupar em ficar perdido ou ter que comprar um monte de livros só para saber o final.  Constituído de seis livros, a série é ambientada no mesmo cenário, conta as aventuras de personagens distintos. 
- "Querido Círculo", disse Nickleby. "Nossa própria cidade. Eu ainda não consigo acreditar, é como um sonho."
Em suma, é um livro que conta a história de dois jovens órfãos que suas vidas serão escabreadas por várias vezes, sofrendo regras severas e políticas injustas, mas que são de grande importância para economia de seu país e principalmente do mundo. A Corte do ar também é um livro que vou ler quando eu tiver uns 25 anos e ver com olhos totalmente diferentes do que eu vi hoje. A forma de interpretar esse romance vai ser bem mais apreciativo e incrível, pode apostar. 


01/01/2014

Resenha: Barba Azul | capítulo grátis

Autor: Charles Perraulft
Editora: Wish
Páginas: 13
Avaliação: ★★★★★
Série: Contos de Fadas. Conto 1, volume 1

Era uma vez...

Barba Azul é um homem muito rico e assustador por ser muito feio, a barba azul não o ajuda em nada e só o torna mais feio. É um homem casamenteiro que suas ex-mulheres desaparecem sem mais e sem menos. Quando ele se encontra necessitado em casar novamente, logo faz mil e uma chantagens - porque o dinheiro não compra o amor, mas facilita bastante - para se casar. Logo encontrou uma esposa e foi morar no seu castelo. Pouco tempo depois Barba avisa a sua amada que vai passar alguns dias em viagem e deixou um punhado de chaves da mansão, inclusive de um quartinho que ele avisou que ela não deveria acessar em hipótese alguma. Será que ela aguentará a curiosidade? 


O conto foi publicado há quase quatro décadas e a Wish trouxe o esquecido Barba Azul, para nossas prateleiras, fazendo com que não esquecemos dos contos que divertiam ou assustavam nossos avós e até mesmo nossos pais. Mas não existe um livro somente com um conto né? Então a Editora Wish reuniu vários contos dentre eles Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, Sapatinhos Vermelhos...

Sabe quando criam histórias para ficarmos com medo, creio eu que o Barba Azul, criado por Charles Perrault tem o intuído de assustar as crianças com o aviso: não sejam curiosos. 

HARRY CLARKE, 1922
Mas, apesar da riqueza, ele tinha uma tristeza: sua barba era azul. A barba o fazia parecer tão feio e assustador que as moças fugiam quando se deparavam com ele.
Como apenas li o primeiro conto, não posso dar uma nota geral. Por isso deixei a nota no mediano. Cabe ao gosto do leitor decidir se vai comprar o livro (que já está disponível no site da Editora) com um preço bem camarada. O livro reuni vários contos e sem censura, logo, é mais classificado para adultos e jovens, mas não crianças. 

Quem gosta de colecionar historinhas infantis essa também é uma boa deixa, porque além de trazerem os contos em suas versões originais, o exemplar está repleto de ilustrações como as de Harry Clarke (imagem acima), Gustave Doré e A. Guillon. Talvez você encontre uma Branca de Neve sanguinária e não com a maquiagem que a Disney coloca em todas as suas princesas, então leia esse livro que conta em tom cru e nu a verdadeira faceta das princesinhas. 


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