31/12/2014

Livros lidos em 2014

Janeiro: 

01. Extraordinário - R. J. Palacio
02. Rangers: Ruínas de Gorlan - John Flanagan
03. Olho por olho - Siobhan Vivian e Jenny Han
04. A Primavera Rebelde - Morgan Rhodes
05. O Pessegueiro - Sarah Addison
06. Destrua-me - Tahereh Mafi
09. O Retrato de uma Starter: Uma Descoberta - Lissa Price
10. O Médico e o Monstro - Steven Louis
11. Freefour - Veronica Roth
12. Poseidon - Anna Banks
13. Enders - Lissa Price

fevereiro: 

14. O segredo de Ella&Micha - Jéssica Sorensen
15. Contos da Seleção - Kiera Cass
16. Feitiço - Sarah Pinbourgh
17. Scott Pilgrim vs. o Mundo vol. 1 - Bryan Lee O'Malley
18. Quem é você, Alasca? - John Green
19. Enfeitiçadas - Sarah Spotswood

março: 

20. Azul da cor do mar - Marina Carvalho
21. Quanto tudo volta - John Corey Whaley
22. Cinderela Chinesa - Yen Mah
23. Resident Evil, A Conpiração Umbrella - S. D. Perry

Abril:

24. O começo de Tudo - Robin Schnider
25. Colin Fischer - Ashley e Zack
26. A Noite dos Mortos vivos - John Russo
27. Hyperbole and Half - Allie
28. Aristóteles e Dante descobrem os Segredos do Universo - Benjamin Saenz
29. O Enigma das Estrelas - F. T. Farah
30. O Lado mais sombrio - A. G. Howard

Maio:

31. Mago Mestre - Raymond
32. Boneca de Ossos - Holly Black
33. O ladrão do tempo - John Boyne
34. Estrada para os sonhos - Marcelo Leite
35. Elvis e sua pélvis - Michael Cox
36. Belleville - Felipe Colbert
37. O teste - Joelle Charbonneau

Junho:

38. Incendeia-me - Tahereh Mafi
39. Fragmenta-me - Tahereh Mafi
40. Socorro! tem um monstro na minha cama - Andre J.
41. As Crianças Trocadas - Elle Casey
42. Carta de amor aos mortos - Ava Dellaria
43. Will e Will - John Green e David Levithan
44. A arte de ouvir o coração - Jan Philipp

Julho:

45. If I Stay - Gayle Forman
46. O feitiço azul - Richelle Mead
47. Os três - Sarah Lotz
48. Chamado às armas - Elle Casey
49. A menina mais fria de Coldtown - Holly Black
50. Infinity Drake - McNally
51. O Ladrão de Almas - Brom
52. A Máquina de Contar Histórias - Maurício Gomyde
53. A Rainha da Primavera - Karen Soarele

Agosto:

54. Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling
55. Um gay suicida em Shangri-la - Enrique Coimbra
56. Mensagens Arquivadas - Tôn Adalcle
57. Bom de Briga - Paul Pope
55. Harry Potter e a Câmera Secreta - Rowling

Setembro:

58. Fatos aleatórios de alguém aleatório para você, aleatório - Wilton
59. Atrás do espelho - A. G. Howard
60. A mariposa no espelho - A. G. Howard
61. Estudo Independente - Joelle Charbonneau
62. Noah foge de casa - John Boyne
63. O guia dos mochileiros das galáxias - Douglas Adams
64. A árvore de Strangeville - Camilla Sá
65. Brilho - Amy Ryan
66. Como viver eternamente  - Sally Nicolls

Outubro:

67. A ilha dos dissidentes - Bárbara Morais
68. Rani e o sino da divisão - Jim Anatsu
69. Encontros  & desencontros - R. Prieto
70. A esperança - Suzane Collins
71. O desafio de ferro - Holly Black & Cassandra Clare

Novembro:

72. Mundo novo - Chris Weitz
73. Fernão Capelo Gaivota - Richard
74. O grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
75. Apenas um dia - Gayle Forman
76. Eve & Adam - Michael Grant e Katherine  Applegate
77. A formatura - Joelle Charbonneau
78. Dexter HQ - Jeff Lindsay
79. O Restaurante no fim do universo - Douglas Adams

Dezembro:

80. O grande Ivan - Katherine Applegate
81. Voos e Sinos e misteriosos Destinos - Emma Trevaney
82. 13 incidentes suspeitos - Lemony Snicket
83. Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven
84. As estranhas e belas mágoas de Ava Lavander - Lisley Walton
85. Diário da Seleção - Kiera Cass
86. Apenas um dia - Gayle Forman

12/12/2014

A tão tão esperada férias e por isso uma pausa


Esse ano tudo foi bem mais corrido, se comparado aos outros; uma faculdade e dois cursos, o primeiro semestre acabou nada cansativo, mas o segundo já não posso dizer a mesma coisa. Afinal, estamos já no final do ano e vamos cansando de tudo quando chegamos nessa época, não via a hora de fazer a última prova e ser aprovado logo de primeira em todas as matérias, bem, como planejado aprovado em todas. 

Resolvi dar uma pausa nas postagens esse mês, pretendo voltar lá para o dia 25 ou no mês que vem: não posso deixar de falar que tem muita coisa pra vir por aí, o blog também vai mudar de cara e visual, além de ganhar mais categorias. Estou mega ansioso para as coisas que estou pensando para o blog - mudanças e não são poucas. Quero aproveitar o máximo essas férias, esperei bastante por elas: ler bastante, passear bastante, escrever e também fotografar. Sair com o namorado e quem sabe viajar?

Quero dar férias para mim e para o blog, não ter que sentar a bunda na cadeira e ter que escrever, porque agora vou curtir a preguiça, mas creio que não dure muito (afinal, eu amo blogar). Well, não se preocupe, não tenho intenções de sumir do mapa: quem quiser pode me acompanhar no Instagram ou no Twitter.

Esse post é bem rapidinho, só para fazer do Sete Coisas meu diário e falar que estava morrendo de vontade em entrar de férias e que no dia 05 de dezembro eu entrei de férias, quem me acompanha sabe o quanto eu estava ansioso para estas (né Brunno?), bem então é isso pessoal, logo mais tem um monte de novidades por aqui. 




Um beijo e até daqui a pouco ;) 

10/12/2014

Resenha: "Diário da Seleção", de Kiera Cass

Kiera Cass
A Seleção, livro extra.
Editora Seguinte
384 páginas
Baseado na série de maior sucesso da Seguinte, este diário traz uma atividade para cada dia do ano. Com design especial, o Diário propõe que as fãs reflitam sobre o universo da série, escrevam sobre si mesmas, imaginem o que fariam caso fossem rainhas, criem desenhos, elaborem listas... e depois compartilhem tudo com as amigas! A partir de uma iniciativa inédita da editora, em outubro as leitoras brasileiras da Kiera Cass terão acesso a um diário oficial da série, o presente perfeito de final de ano.

Esse ano a série A Seleção foi uma das melhores que pude acompanhar e morrer de espera por cada publicação, a série, publicada com o primeiro livro publicado em 2012, arrecadou milhares de fãs, não somente aqui no Brasil, mas também em todo o mundo, aliás A Seleção é uma série muito boa, devido a isso a Editora Seguinte resolveu publicar um livro extra para todos os fãs da série: um diário oficial da Seleção.

Essa resenha vai ser um tanto quanto estranha: não posso contar o que acontece no livro - também não sei se posso chamar "Diário da Seleção" de livro, pois esse permite você rabiscá-lo, cortá-lo (tudo o que a imaginação permitir), com isso resolvi tirar algumas fotos do meu exemplar. 

Para quem não conhece a série A Seleção, inicialmente a série de Kiera Cass era uma trilogia, mas como houve grande repercussão entre os fãs a autora decidiu escrever mais dois livros e dois contos, A Rainha, um dos contos, que já foi publicado aqui no Brasil em versão ebook e já está disponível na Amazon, o título do quarto livro da série é The Heir (A herdeira, se traduzido do inglês nato) com previsão para o ano que vem!!!! 



Em um futuro em que os Estados Unidos passaram a ser Estado Americano da China, encontra-se Illéa, o mais novo país que vive em hierarquia e divide a sociedade em castas, mais de sete castas, ao passar da quarta casta o sinal de pobreza já apita. Para o controle do país é necessário um casal prestigiado pelo público, forte e que passe confiança. O Rei já passou do tempo e, o filho está para atingir a maioridade e continuar com a mão de ferro do pai, porém o príncipe precisará de uma esposa para acompanha-lo. Com isso, foi criada a Seleção, uma tradição há vinte anos executada, cujo todas as garotas do reino se inscrevem, mas apenas 35 são escolhidas. 

Quando escolhidas, essas passam a viver no palácio e o futuro herdeiro terá que escolher uma dentre elas, para se tornar sua confidente, amiga e acima de tudo esposa. America Singer, infelizmente, é escolhida para participar d'A Seleção, ela terá que se cuidar porque todas as outras 34 garotas estarão fazendo o que for preciso parar ter o coração do príncipe ou simplesmente a coroa. America Singer terá que lidar com os sentimentos e com rivalidades nos três volumes, e no último passará por sérias provações. 

Com isso, o "Diário da Seleção" foi construído a partir de todas as reviravoltas que aconteceram durante A Seleção, A Elite e A Escolha. Tornando-se um spoiler para quem não leu os outros volumes. O livro é bastante feminino, todo rosa e fofinho: as fãs vão adorar! 


A Editora Seguinte, como sempre, fez um ótimo acabamento, se preocupando nos mínimos detalhes e deixando os leitores da série um tanto felizes com esta publicação, agora sim os leitores podem interagir com a série. O livro é bastante feminino, dá para notar já pela capa, a diagramação contém muito rosa e cores fluorescentes (<3!!), para mim não é um problema meninos pegarem o livro para usar diariamente, mas não é nada legal ser visto na rua com um desses né? 


O livro é ótimo, bem interativo e cheio de coisinhas para fazer, talvez em breve eu mostre algumas coisas que eu fiz - afinal, ainda tenho que criar coragem para rabiscar essa fofura. 

Um beijão, e até a próxima! 

08/12/2014

Uma carta para um cantor


Creio que o seu corpo já esteja decomposto e só reste alguns ossos, também creio que essa folha esteja mais intacta que suas mãos, e olho que esta folha já está bem acabadinha. Devido a isso acabo refletindo, não no estado da folha e nem no seu túmulo - não sei se você está em um, já que sumiu tão rapidamente. 

Querido Elvis, fico pensando em como as nossas vidas são tão distintas e às vezes tão iguais: você encontrou um modo de inovar a música da sua época requebrando a pélvis e com um ritmo tão negreiro. Eu? Eu encontrei pouca coisa, afinal, ainda estou nos meus dezoito anos, mas já descobri que o amor pode estar ao lado e que rebolar o bumbumzão ajuda bastante. Talvez essa seja a finalidade da arte, nos roubar do mundo real. Dançando eu consigo me divertir e acho que você também, bom, isso é o que diziam as várias biografias lidas sobre você.

Na maioria das suas músicas, pelo menos as dezenas que tenho no meu celular, falam de amor seja tráfico, seja com um final feliz. Percebi que mesmo encontrando o amor ele continua sendo surpreendente e, não tem como ser explicado, você tentou e conseguiu à seu modo, mas, ah, cada vez que você se apaixona é de um modo diferente, será que você sentiu isso também? 

Um abraço, do Igor. 

*está é uma carta feita para um mini-concurso cultural da Seguinte, cujo consistia em escrever a carta para uma pessoa que já morreu, basicamente a ideia do livro "Cartas de amor aos mortos", resolvi escrever para um dos meus cantores favoritos, Elvis, e com isso acabei ganhando o prêmio, ficando em primeiro lugar. Aproveito para deixar uma recomendação, leiam este livro,  ele é tragicamente gostoso.  

06/12/2014

Resenha: "A Formatura", de Joelle Charbonneau

Joelle Charbonneau
Trilogia O Teste, volume 3.
Única Editora
320 páginas
O futuro nunca foi tão incerto e desesperador. Cia Vale jamais imaginaria que as coisas pudessem chegar a esse ponto. Ela tem uma importante missão: liderar as ações para a verdadeira reconstrução do mundo pós-guerra, um caminho sem volta. Agora, ela é a peça-chave para concretizar o plano de pôr fim ao Teste, para o bem das pessoas. Diante de um horizonte cheio de cicatrizes brutais, uma guerra prestes a começar e um governo cruel e corrompido, Cia não tem escolha a não ser se preparar para chegar às últimas consequências – se for preciso.Será que seus colegas a seguirão para a batalha final? O amor de Tomas será forte o suficiente para aceitar e sobreviver à prova mais difícil de suas vidas? Os riscos são maiores do que nunca, e para Cia só resta confiar nos próprios instintos. A formatura, o desfecho da distopia que nos fez perder o fôlego!


Mais uma trilogia terminada, finalmente, está terminou com um gostinho azedo, mas ao mesmo tempo aceitável; algo com o saber agridoce – não muito bom, nem muito ruim. Muitas coisas acontecem em torno da construção de uma série ou trilogia, nos apegamos a alguns personagens, esperamos por cenas de ação e também ficamos abismados com algumas surpresas. Distopias têm causado tanto reboliço na blogosfera literária e com tantos finais nada bons (entre eles, Jogos Vorazes e Divergente), minhas expectativas não estavam alçadas em um final épico, o final não foi épico, mas o livro foi muito bom ação atrás de ação, assim como o segundo livro.

O Teste foi de longe um dos livros mais terríveis desse ano, simplesmente não conseguia me conectar com os personagens e muito menos com a trama. Tudo tão parado e acontecendo de modo tão passivo (usei a mesma expressão para descrever o livro na resenha), desse modo, O Teste é o pior do três.

Quando li Estudo Independente há algumas semanas, eu fiquei extasiado: todo aquele cenário pacato e parado dos testes acabou, a personagem finalmente começou a se destacar entre os demais, verdades começaram a aparecer e mascaras cair – deixando cada página ainda mais deliciosa e fazendo com que o tempo “perdido” com a leitura d’O Teste fosse compensada nesse volume, com certeza um dos melhores.

Em A formatura continuamos no mesmo ritmo de Estudo Independente – ação atrás de ação, suspense atrás de suspense. Esse é sem dúvida um dos melhores livros, vemos a protagonista, Cia, participando atividade de tudo, sendo uma das principais protagonistas, não somente coadjuvante com a nossa querida Katniss em A esperança.

Mesmo A formatura sendo o melhor livro da trilogia ele não acaba com um desfecho legal, a autora começa a abordar vários assuntos liberando pontas e não prendendo todas ao término. O desencadeamento de várias ações pode deixar o leitor um pouco perdido, assim como me encontrei em alguns momentos da leitura – cujo tive que voltar e reler –, porém não defasa no ritmo constante da leitura rápida e dinâmica. Acabei por fim ficando do lado dos malvados, afinal, em quem mesmo podemos confiar (fiz essa indagação em todas as resenhas).

Joelle fez uma premissa onde não se pode confiar em ninguém, nem mesmo Cia ou o leitor sabe quem é certo ou quem está errado, somos apresentados a vários argumentos apelativos que nos deixou louquinhos a cada instante, o final montando por esta é bom, aliás, muito bem aceito, o que não gostei mesmo foi da metade do livro, ali onde várias coisas estavam sendo jogadas nos ombros de Cia, dos seus amigos, e pior, do leitor.

Recomendo a leitura deste livro, assim de como toda a série – apesar de começar horrível, ela melhora a cada nova página e a cada novo livro. A Editora Única está de parabéns por trazer uma trilogia de qualidade, além de uma parte gráfica imensamente linda.

04/12/2014

Incolor também colore.

Um dia desses na casa do Brunno, enquanto ele tava fazendo comida eu resolvi sentar na janela para comer um bolo. Mas essa invenção, um pouco perigosa - já que ele mora no terceiro andar - rendeu boas fotos minhas. Não que eu seja um modelo muito bonito, mas as fotos ficaram realmente lindas


 A descolorização das fotos é uma coisa que eu amo de paixão e acho que caiu super bem em todas as fotos do meu pequeno "book". Bem, não poderia deixar de creditar meu amor  pela fotos, já que eu mesmo não poderia tirar as fotos - até teria como, mas eu ia acabar caindo lá de cima quando eu cronometrasse o celular e saísse correndo. 

*A significancia do título é: que mesmo coisas sem cor, também colorem, seja um sentimento ou uma ação.

01/12/2014

Resenha: "Eve & Adam", de Michael Grant e Katherine Applegate

Michael Grant & Katherine Applegate
Série Eve&Adam, volume 1
Editora Novo Conceito
272 páginas
Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina. Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular gens humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida! Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.

Eve & Adam” é uma leitura rápida, agradável e dinâmica, mas para por aí mesmo: nada de novo e emocionante, a ponto de tirar o fôlego. Uma história boa, mas com mais do mesmo, infantilidade adolescente, jovens imaturos e várias pontas soltas – o último faz jus, pois este leva a gente a continuar a ler até o final.

A narrativa voltada muito para um público adolescente não me surpreende ou me anima, isso, por engraçado que pareça, não reflete no ritmo da leitura – que, por sinal, é bastante rápido. Mas o problema é somente a narrativa, em primeira pessoa e distribuída por dois adolescentes, pois a história, sim, tem tudo para ser boa: explorando novos horizontes e deixando pontas soltas para serem respondidas em próximos volumes.

Tudo começa inesperadamente, quando Evening sofre um acidente que custa quase sua perna, sua vida muda drasticamente: no hospital Evening antes de perceber o que aconteceu, ela é raptada por sua mãe geneticista, Terra Spiker, para que ninguém descubra o – terrível – segredo de sua filha. Eve é levada e mantida confinada dentro de um quarto no complexo Spiker Biopharmaceuticals, sob os cuidados da equipe mega-ultra preparada de Terra – apelidada também como Terror – sua perna quase decepada passa por um processo de cura muito rápido e impressionante, levando a curiosidade da menina e até mesmo das pessoas que estão de olho nela.

Confinada a um tédio e um quarto fechado sua única diversão passa a ser um projeto que sua mãe está desenvolvendo, o projeto 88715, que consiste em criar um ser humano, mas não um qualquer, tem que ser um perfeito. Eve decide brincar de Deus e criar um homem perfeito: começando do zero, criando olhos, mãos, cabelos, músculos, cérebro e até mesmo podendo definir traços da personalidade, mas será que essa criação é apenas uma brincadeira como a mãe dela tinha proposto? Eve está criando Adam. Mas sua vida logo toma outro impacto grande, segredos do seu passado irão devastar o seu presente, o surgimento de um herói e galã quebrará sua pernas e mudar o curso da sua vida (novamente), será que tudo é como parece? Será que sua mãe é mesmo boazinha? Questionamentos serão feitos e incorrespondidos, caberá a nossa protagonista juntamente com Solo, o rapaz misterioso, descobrir o que realmente acontecem dentro da Spiker.

Uma história muito boa, mas contada por protagonistas não tão bons assim. A narração de Eve não instiga o leitor a querer entrar na história – talvez pelo fato de ela não souber o que está acontecendo ou por simplesmente o seu jeito ser tão apático –, já Solo consegue ainda despertar um pouco de interesse no leitor e pautando de capítulo a capítulo uma vontade de ler. As autoras com certeza possuem escritas totalmente diferentes, se levar em conta a narração de cada um dos protagonistas. Eve com um jeito mais mimado e infantil, enquanto Solo carrega um sentimento de ódio em seus parágrafos e demonstra uma visão mais abrangente de tudo o que está acontecendo.

Eu estava ansioso para começar a leitura deste lançamento, “Eve & Adam” promete muito com sua sinopse e capa, mas a empolgação foi acabando durante as páginas e creio que o único motivo a isso foi, sem dúvidas, a narrativa em primeira pessoa dos personagens. O livro faz parte de uma série e até mesmo consigo me animar para a continuação, não devo negar que minhas expectativas não estão altas como quando inicie a leitura deste, mas ainda sim quero saber o que acontece com Eve, Solo e Adam, o tal projeto-de-homem-lindo-perfeit-que-não-vai-existir-em-outro-lugar.

28/11/2014

Resenha: "Apenas um dia", de Gayle Forman

Gayle Forman
Trilogia Apenas um Dia, volume 1.
Editora Novo Conceito
384 páginas
A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.
'Apenas um Dia' fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

A leitura de “Apenas um dia” foi uma leitura para quebrar totalmente o meu ritmo de ação, mortes ou qualquer coisa relacionada a nada tão fofinho. Sabe quando você precisa ler algo romântico e até um pouquinho melancólico? Justamente por isso escolhi o mais novo romance de Gayle Forman, a mesma autora do belíssimo e best-seller Se Eu Ficar, ambos publicados pela Novo Conceito esse ano (2014). 

Por incrível que pareça ou ironia do destino, eu li “Apenas um dia” em apenas um dia: uma leitura leve e fácil proporciona um ritmo constante e flexível, apesar de em alguns (muitos) pontos o livro deixa bastante a desejar. A autora, maestria de uma bela escrita, não hesita em usar sentimento para mostrar a sua história, fazendo o uso do sentimentalismo e nostalgia o seu símbolo e a sua sina. Ainda em “Apenas um dia” entramos num mundo antigo-atual, no lugar mais apaixonante do mundo e cheio de teatro shakesperiano, Paris. 

Expectativas é uma das piores coisas no mundo literário – na boa. Após ler Se eu ficar (o livro que foi adaptado para o cinema e que produz (pelo menos em mim) uma carga emocional muito grande) as expectativas para ler qualquer outro livro da autora seria um livro tão bom quanto o mesmo já citado acima, até melhor, porém não encontrei ou não me identifiquei tanto com a narrativa de “Apenas um dia”. 

“Apenas um dia” faz parte de uma duologia, sucedendo o livro “Apenas um Ano” – o qual já já estará nas livrarias, logo não poderia se esperar um fim mais promissor e maldoso, não tão original, mas que impulsiona o leitor a querer saber o que acontece com Allyson e Willen. O que não me fez gostar do final foi: ele terminar do mesmo modo como “Se eu ficar” termina, no meio de atitude ou momento de surpresa, não se mostrando totalmente original (como eu já disse), mas não encontro outro modo de como ele poderia terminar e dar, ainda sim, continuidade a história. 
“Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.” – orelha do livro.  
Os leitores de Se eu ficar possivelmente irão gostar desse livro. Um livro que fala de amor, saudade e sobre como, por heresia, o destino pode se tornar tão promissor na vida das pessoas, faço até as palavras da sinopse a minha: às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... E o leitor, assim como Ally, se perde no meio de Paris e num romance fofo. Talvez uma leitura voltada mais para um publique feminino, com um galã aventureiro e uma mocinha bondosa e certinha e um amor encantadoramente difícil. 

25/11/2014

Resenha: "O Grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald

F. Scott Fitzgerald
Editora Geração
252 páginas
Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.

Ainda não consigo acreditar que “O Grande Gatsby” é um clássico, ainda com aquele pequeno asco de que clássicos possuem uma narrativa ultra chata e difícil, fico imensamente feliz em falar que a leitura de “Gatsby” foi uma grande surpresa, com a escrita de Fitzgerald não existe barreiras ou palavreados difíceis, tudo muito bem explicado, explícito e contemporâneo – levando em conta que este clássico retrata a alta sociedade de Nova York no século XX.

Uma surpresa deliciosa. “O Grande Gatsby” acaba tão rápido que nem percebemos a velocidade em que as páginas correm: os personagens entram e saem de cena, armam o circo e fazem seu espetáculo pelos olhos de Nick, o nosso protagonista, que de longe e de perto vê todas as façanhas que a sociedade dessa década, 1920, é capaz de cometer.

Nick ao mesmo tempo em que descreve de um modo tão rápido consegue tornar tudo tão palpável, personificando os verdadeiros personagens do show: mostrando não somente o lado encantador e irresistível, mas também os defeitos de cada um, o lado mesquinho, vulgar, feio e, por fim, o destrutivo. Dessa forma observamos a sutileza com que F. Scott Fitzgerald orquestra seu enredo, como ele entrelaça a vida de várias pessoas em uma situação, remetendo à Gatsby intrigas, paixões e conflitos.
“Antes de criticas alguém, lembre-se de que nem todos tiveram as oportunidades que você teve.”
A Geração Editorial fez um ótimo trabalho e que torna esse espetáculo ainda mais delicioso, a capa dura trás menções ao que o livro aborda – jazz, música, bens materiais..., também dá para perceber as cortinas, como se um show estivesse abrindo (e realmente está). A diagramação não poderia ser diferente da capa: simples, porém linda, contendo imagens tanto de autor e sua esposa quanto das demais adaptações para o cinema que o livro já fez acontecer. A tradução de Humberto Guedes torna tudo ainda mais mágico e leve, com certeza ele conseguiu capturar o que Fitzgerald quis dizer. Sinceramente, tenho que agradecer esse luxo que a Geração teve o cuidado de tomar, dando valor a um livro que realmente necessita ser valorizado.

O final de “O Grande Gatsby” é surpreendente, assim como quando me deparei com o início da leitura. Talvez seja uma final que não agrade muitos leitores e inicialmente não me agradou, mas após refletir, decidi que o livro não poderia tomar outro rumo. O objetivo deste livro não é um final feliz, mas sim uma vazão para criticar insensibilidade e imoralidade que acontecia na década 20. Através de danças, comidas sofisticadas e vinho tinto obtemos o que realmente se passavam dentro das mansões mostrando o lado sujo dos homens e das mulheres, quais poderiam comprar tudo desde roupas de ceda à carros personalizados e até mesmo (por que não?) o amor. Talvez essa o pior mal, achar que pode comprar tudo ou talvez o pior mal seja o homem que é insensível e horroroso. Se eu recomendo? Ah, meu chapa, não tenha dúvida disso.

21/11/2014

Resenha: "Mundo novo", de Chris Weitz

Chris Weitz
Trilogia Mundo Novo, Livro 01
Editora Seguinte
328 páginas
Neste mundo novo, só restaram os adolescentes e a sobrevivência da humanidade está em suas mãos. Imagine uma Nova York em que animais selvagens vivem soltos no Central Park, a Grand Central Station virou um enorme mercado e há gangues inimigas por toda a parte. É nesse cenário que vivem Jeff e Donna, dois jovens sobreviventes da propagação de um vírus que dizimou toda a humanidade, menos os adolescentes. Forçados a deixar para trás a segurança de sua tribo para encontrar pistas que possam trazer respostas sobre o que aconteceu, Jeff, Donna e mais três amigos terão de desbravar um mundo totalmente novo. Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos - afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.

Distopias desde há algum tempo deslanchou no mundo literário, Jogos Vorazes, Divergente, Estilhaça-me entre muitos outros. Para entrar na mesma a onda a editora Seguinte, da Companhia das Letras, também resolveu publicar Mundo Novo, um livro distópico, mas que está muito longe de iguaria que temos no mercado, o maior diferencial desde livro para os outros é o fato de não encontrarmos um governo totalitário e mão de ferro sobre os cidadãos sofridos.

A Doença dizimou toda a população adulta do planeta, e não somente os adultos, mas as crianças também. Alguns anos após a tragédia, os jovens de Nova Iorque se encontram totalmente divididos em grupos - gangues ou tripos -, para poderem sobreviver, a vida desde a Doença não está nada fácil.
Quando Jefferson tem que liderar a tribo Washigton Square sua vida fica ainda mais complicada com tanta responsabilidade, mas quando um integrante da sua gangue acha que existe uma possível cura para a Doença Jeff logo decide montar uma viagem a procura de pistas que podem levar à cura, para isso terão que se arriscar em territórios inimigos e desconhecidos. Jeff juntamente com Crânio, Donna e outros integrantes decidem enfrentar qualquer coisa para ir em busca da cura, afinal, o mundo já está perdido mesmo e todo mundo vai morrer.  Enquanto a viagem arriscada desenrola, Jeff só pensa como pretende contar a Donna o amor que sente por ela, antes de ambos morrerem. 

Somos apresentados a nova Terra, a pós-apocalíptica, através do ponto de vista de dois personagens: um deles o Jeff, um tanto metódico e certinho, que de um dia pro outro tem que arcar com uma responsabilidade imensa, cuidar da sua tribo; na narrativa deste personagem observamos o quanto ele é tímido e observador o quanto pensa antes de falar... Enquanto, enquanto Donna é totalmente diferente, impulsiva e rebelde, está pronta para dar uma boa resposta com um belo xingamento ou uns bons tiros na cabeça de algum maluco, e ainda sim, consegue ser carinhosa de um modo estranho. Apesar de formar um casal estranho, ainda torço para que fiquem juntos, pois, sei lá, se completam (?). 

As duas narrativas em primeira pessoa, como já dito no parágrafo anterior, são bastante diferentes. Jeff tem o objetivo de mostrar o que está acontecendo no presente, informando o leitor de tudo o que está se passando. Já Donna se mostra muito em um passado, trazendo histórias antes de Doença e fazendo o leitor morrer de rir com as respostas diretas ou impensadas, e logo vemos que por trás daquela mulher forte e guerreira, existe uma mulher delicada, assim como Jeff que terá que aprender a ser astuto o suficiente para salvar a si e a pele dos seus amigos, principalmente de sua amada.  

Tiro, porrada e bomba na maioria das páginas, a ação se faz presente do início ao fim do primeiro livro da trilogia Mundo Novo, se esse é o seu propósito em um livro, esse está recomendado. A cada novo capítulo os nossos protagonistas entram ainda mais em encurraladas e dificuldades para serem resolvidas, então não existe momento para a leitura ficar chata ou monótona. E mesmo se a leitura fosse um pouco chatinha eu não me surpreenderia, pois estamos no primeiro livro de uma trilogia, logo encaramos um novo mundo e várias novas regras. Somos introduzidos de forma tão astuta na história que, não ficamos perdidos, além do mais Chris Weitz não tem pressa em despejar seu mundo nos ombros do leitor, não revelando tudo de uma vez, muito menos se prologando em grandes explicações. 

19/11/2014

Resenha: "Fernão Capelo Gaivota", de Richard Bach

Richard Bach
Editora Record
110 páginas
Para as pessoas que inventam suas próprias leis quando sabem ter razão; para quem tem um prazer especial em fazer as coisas bem feitas, nem que seja só para elas; para as que sabem que a vida é algo mais do que aquilo que os nossos olhos vêem.
Algumas leituras tem a função somente de entreter, outras nos divertem a pela e alguns outros nos fazem pensar por horas, tirar demasiadas conclusões e ensinamentos. 
"-… um dia, Fernão Capelo Gaivota, compreenderás que a irresponsabilidade não compensa. A vida é o desconhecido e o desconhecível"
O grande clássico de Richard Bach de tão curto pode ser lido em uma tarde, contando a história de Fernão, uma gaivota que tem um jeito de viver atípico ao do seu Bando - prefere voar e se dedicar a técnicas de voo, manobras e artífices invés de se comportar como qualquer outra gaivota do bando, que nasce apenas para os instintos mais chulos como comer.  Porém a história de Fernão Capelo Gaivota mostra muito mais do que a diferença aparentada no enredo, provoca um sentimento que toca fundo, nos fazendo perceber que a vida é independente daquilo que está girando em torno de nós, que não há limites para sermos que somos, para sermos felizes. Tudo o que nós queremos, só depende de nós mesmos e da nossa resposta diante das dificuldades. 

É uma história que você pega para absorver pelo menos uma das muitas mensagens que ele passa. E não tem como me arriscar a qual temática o livro se refere, são tantas em poucas páginas, amar, ser, pensar, medos, superação e se libertar - essa última é a palavra que mais identifica o livro: liberdade. Assemelhando a liberdade ao pássaro, o qual já leva a fama, mostra que não se pode prender ninguém e querer tentar encaixar tudo sempre ao padrão, não adianta jogar um gavião do penhasco se o coração dele é de uma galinha, o mesmo acontece com Fernão: viver com o propósito apenas de comer não é o seu sonho, não é o que o faz feliz e ele vai em busca do que o agrada e o liberta, podemos comparar isso a quê? A vida de cada um, a qual buscamos o sentido para isso tudo e quando encontramos... bem, lutamos! 
- Afastar – disse uma voz saída da multidão – mesmo que isso seja contra a Lei do Bando?
- A única lei verdadeira é aquela que conduz à liberdade – respondeu Fernão. - Não existe outra.
- Queres que voemos como você voa? – perguntou outra vez. – Você é especial, dotado e divino. Você é superior aos outros pássaros.
- Olhem para o Francisco! Para Teseu! Para Ronaldo! Também serão especiais, dotados e divinos? Não são mais do que tu, não são mais do que eu. A única diferença é que eles só agora começaram a entender o que realmente são e a pôr em prática esse conhecimento.
O romance de Bach é atemporal e de uma leitura muito leve e fácil, quase de caráter infantil, mas uma leitura - por que não? - fundamental para qualquer pessoa, pelo simples fato de ele fazer crescer qualquer  um que entre em contato com a história de Fernão Capelo Gaivota. Acredito que esse romance, é identificável a todos o que lerem, uma obra curta, mas fantástica, com o poder de não mover montanhas e sim trazer conhecimento e inspiração (principalmente) para cada pessoa, podendo ser associado a uma situação familiar, pessoal (!!!), profissional ou ate mesmo financeira, falando constantemente que: você tem que ser você
"- Vai começar a se aproximar do paraíso, Fernão, no momento em que atingires a
velocidade perfeita. E isso não é voar a mil e quinhentos quilômetros por hora, nem a um
milhão, nem à velocidade da luz. É que nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites."
Uma leitura recomendada, não preciso explicar, apenas deixe-se tocar. 

16/11/2014

Resenha: "A esperança", de Suzanne Collins

Suzanne Collins
Jogos Vorazes, volume 3.
Editora Rocco
424 páginas
Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

Expectativas? Claro, assim como em todo término de qualquer série, mas não vou omitir que não estava tão ansioso para a leitura de A Esperança, com isso fiquei protelando a leitura durante durante um bom tempo, exatamente um ano, desde a leitura de Em Chamas. Após expectativas não superadas, mesmo com tantos comentários de amigos que leram o livro antes de mim de que A esperança não era um livro tão bom quanto os dois primeiros. Para mim, o terceiro e último livro da série Jogos Vorazes não é tão diferente assim dos outros volumes, uma narrativa desde o segundo volume um tanto psicológica e carregada de sentimentos contraditórios se propaga nesse volume e nada tão épico se demonstra no final da série. Expectativas supridas? Talvez. 

Jogos Vorazes foi um livro totalmente inovador para mim, estava entrando ali no mundo distópico, então logo de cara adorei todo aquele sofrimento e injustiça, queria saber como a nossa heroína Katniss poderia salvar-se dentro da arena e mudar de um vez por todas os jogos. Sem dúvidas, Em chamas é o melhor livro da série: bem mais ativo, uma protagonista, mesmo sendo manipulada ainda tinha suas próprias decisões. 
"Mas há jogos muito piores que esse. "
Por fim, assumo estar decepcionado com Suzanne Collins, o foco inicial do livro era política - o qual ano passado foi citado nos protestos, aqui no Brasil - mas foi se deturbando até o fim do livro. Katniss, que deveria ir contra todo o governo e vingar, deixa-se ocupar por sentimentos demais, loucura demais e vemos sua fraqueza de longe, não sendo uma imagem para uma revolução.  Ao terminar  A Esperança percebi que Katniss não é a nossa protagonista, mas sim a coadjuvante desde o primeiro volume, mesmo ela sendo a imagem de uma grande revolução, ela não tem todo esse poder; muitas outras coisas estão envolvidas além dos jogos, como o Presidente Snow ou o pessoal do Distrito 13. 

Talvez eu tenha pegado A esperança em uma época errada ou simplesmente não tenha se encaixado em um final tão bom ou conciso quanto esperava, mas eu não posso deixar de recomendar a trilogia em si, tão rica e original. Talvez ficará saudade de alguns personagens e até me surpreendo bastante em falar que não são os protagonistas Katniss, Peeta e Gale, mas sim Finick, Johanne, Prim e até mesmo Rue, mesmo ela tendo falecido no primeiro livro. Claro que o a trupe amorosa deixará um pouquinho de saudade, mas não tanto quanto os outros citados acima. Nessa trilogia encontramos uma série de mortes e sangue desperdiçado, mas é algo totalmente aceitável, visto que toda revolução exige perdas e batalhas. Apesar de não estar tão feliz com o final que a trilogia tomou, ainda sim, estou ansiosíssimo para assistir ao filme - que será divido em duas partes, infelizmente.  
"Ah, minha querida srta. Everdeen. Pensei que havíamos acordado não mentir um para o outro."

14/11/2014

Gust, breeze, blue & sincerity

Há alguns dias fui fazer uma visita à casa do meu amigo e conhecer sua família, além de uma casa megagrande, gente engraçada, me deparei com uma vista perfeita. Não tinha outra, eu tinha que tirar fotos e vir mostrar pra vocês um pouquinho de Brasília, além de marcar esse momento alegre (e bonito?).

vista quase panorâmica do Lago Paranoá




Sabe aqueles lugares que as horas passam bem devagar e ao mesmo tempo bem rápido que você se pergunta: "já acabou?". 



O lugar é totalmente aconchegante e venta um pouquinho forte, o que é bem gostoso. Como eu disse, se fosse minha casa faria um pequeno acampamento, colocaria um barraca e me empanturraria de doces! Ai, foi um dia muito legal de curtir, calmo e como o clima estava um pouco frio, era ótimo para ficar abraçado ou conversando. 

Se de dia era bonito, imagine a noite. Uma pena que tive que ir embora :( 

A qualidade das fotos não ficou das melhores, mas ainda sim ficaram boas né? Não poderia de deixar de agradecer ao Brunno por ter me emprestado (confinado) seu celular - o meu descarregou e não conseguir tirar fotos com ele - e também por me levar para um lugar tão gostoso e com pessoas divertidas. Ah, a vista do deck é muito boa, além de ficar lá em cima ser bastante delicioso, longe de "tudo", só você, água e o vento forte. 



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