Resenha: O Teorema Katherine

Autor: John Green
Editora: Intrínseca, 2013.
Páginas: 304
Avaliação: ★★★★★ 

Quando se trata de garotas, todo mundo tem seu tipo. O de Collin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Kays, nem Kates, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas, e cada uma delas – individualmente falando – terminaram com ele.

“Prodígios conseguem aprender rapidamente que outras pessoas inventaram; gênios descobrem o que ninguém descobriu. Prodígios aprendem; gênios realizam. A maioria das crianças prodígio não se torna gênio na idade adulta. Collin tinha quase certeza que fazia parte dessa maioria desafortunada”.


Collin é um garoto prodígio de 17 anos. Desde que era criança, sua inteligência acima da media chamou atenção dos seus pais. Além de todas as manias de um nerd, ele traz consigo a mania de fazer anagramas e só gostar de Katherines. Ele queria ser alguém que realmente fez algo de importante para a humanidade, passou a vida toda esperando por seu momento ‘eureca’, onde deixaria de ser um garoto prodígio para se tornar um gênio.

Mas tem um problema. Collin está ficando velho demais para ser um prodígio, e suas chances de se tornar um gênio diminuem a cada dia. E para completar, ele acaba de levar o fora da 19º Katherine, que ele chama de K-19.

Ele fica desolado, após o seu mais recente e traumático pé na bunda. Então para esfriar a cabeça, ele resolve cair na estrada com seu melhor amigo Hassan, uma amizade bem engraçado (e foi com eles que eu aprendi a palavra fug), Hassan é mulçumano e Collin Judeu, o que torna mais interessante (e doida) essa amizade. Dirigindo o Rabecão de Satã, com o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua missão: elaborar e comprovar o Teorema fundamental da Previsibilidade das Katherines.
“É meu teorema que vai contar a história. Cada gráfico, com um começo, um meio e um fim.

- Não tem romance em geometria – Lindsey retrucou.

- Espere e verá”.
Então eles acabam indo para em uma cidadezinha do interior, chamada Gutshot, e lá conhecem Lindsey e Hollis Wells. E nessa cidade, Collin acaba descobrindo seu momento eureca, motivado pelo pé na bunda que levou, ele começa a trabalhar em um teorema matemático onde seria capaz de prever a duração de um relacionamento e quem terminaria com quem, chamados por ele de ‘terminantes’ e ‘terminados’, usando seus relacionamentos passados para testar a formula, e é ai que nós começamos a conhecer mais sobre as Katherines.
“Lindsey tossiu, murmurou ‘babaquice’, e então tossiu de novo. Hollis arregalou os olhos.

- Lindsey Lee Wells, bote agorinha mesmo uma moeda de 25 centavos no pote do palavrão!

- Merda – Lindsey disse – Caralho. Porra.

- Ela foi lentamente até a moldura da lareira e colocou uma nota de um dólar num pote de vidro com tampa – to sem moeda, Hollis – ela disse”.
Collin e Hassan vão para a casa de Hollis, que lhes oferece moradia e um emprego, onde eles deveriam entrevistar algumas pessoas da cidade, juntamente com sua filha Lindsey. Então e ai que acontecem tantas coisas engraçadas, os acontecimentos nessa cidade, devo dizer: são hilários e únicos.
“É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela”.
Hassan é muito engraçado, foi um dos motivos que eu tanto ri nesse livro. Enquanto Collin é todo preocupado com o reconhecimento, com o fazer algo importante para a humanidade (o que na verdade é a preocupação de muitos jovens hoje em dia) ele só não quer passar em branco, quer deixar sua marca, deixar de apenas mais um; Já Hassan é todo despreocupado, apesar de ser muito inteligente, não quer nem saber de fazer faculdade, o que às vezes vira motivo de discussões entre os dois. E Lindsey, totalmente ao contrário de Collin, não quer reconhecimento e destaque, não quer ficar em evidencia, quer apenas estar ali.

“E na moral da historia é que não é a gente que lembra o que aconteceu. É o que a gente lembra que se transforma no que aconteceu. E a segunda moral da historia, se é que uma historia pode ter varias morais, é que os Terminantes não são intrinsecamente piores que os Terminados. O término do namoro não é algo que acontece a você; é algo que acontece com você”.

Esse é o tipo de livro que você não deve esperar um rio de lagrimas no final, como na “A Culpa é das Estrelas” ou “Quem é você Alasca?” no sentido de tristeza. A carga emocional desse livro é menos intensa do que nos outros. É um livro inteligente, o mais engraçado (minha opinião).

A principio ganhei esse livro de presente. Antes de ler, fiquei com um pouco de medo, pois li algumas resenhas e alguns comentários totalmente negativos. Comecei a lê-lo meio desconfiada, desejando que isso não fosse verdade, e posso dizer uma coisa: o livro me surpreendeu. Não sei, acho que sou meio do contra, porque O Teorema Katherine se tornou meu livro preferido do John Green, me apaixonei pelo livro, e essa capa, tão simples e tão linda.

Gosto da forma engraçada com que o livro foi escrito. Gosto da forma como John Green dá vida aos seus personagens, eles tornam-se únicos com suas características únicas e marcantes. Com Collin, Hassan e Lindsey não foi diferente. Outro ponto bem interessante são as notas de rodapé que não são apenas pra explicar um termo que foi dito, mas fazem parte da historia, da própria narrativa, algumas são super engraçadas.

Fug¹, mas uma vez John Green conseguiu uma bela historia, e de novo, consegui me conquistar.

¹Fug é uma palavra usada por Hassan e Collin (muitas vezes para substituir um palavrão). Até adotei essa palavra para mim, para saber os motivos disso, vai ter que ler o livro (:

“Mas Collin sempre podia contar com os livros. Os livros são o melhor exemplo de terminado: deixe-os de lado e eles o esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão seu amor”.

Resenha escrita pela Shushi!

  1. Ainda não tive a chance de ler livros desse autor, mais esse já está na minha lista, curti sua resenha e descobri mais coisas a respeito do livro

    http://momentocrivelli.blogspot.com.br/

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  2. Esse livro é ótimo! Eu ri demais lendo ele. John Green realmente sabe o que faz, e faz com excelência.
    Um abraço,
    Dayenne Vieira.

    http://um-momentoasos.blogspot.com.br/

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