10.12.13

Resenha: "O Dom", de James Patterson e Ned Rust


Autores: James Patterson e Ned Rust
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Avaliação: ★★★★★
Série: Bruxos & Bruxas, volume 2.

Resenha livre de spoilers.
Apesar de ter ficado frustado com o primeiro livro, Bruxos e Bruxas; estava ansioso para ler O Dom, contando que iria melhorar de um livro para o outro. Acabei sendo frustado novamente com a série do tão tão James Patterson. O que me faz conseguir terminar o livro é a escrita espetacular e deliciosa do autor, a forma de como ele consegue manter leitor tão gamado e conectado ao livro, mesmo que, seus personagens não chamem tanta atenção.

Lançado em 2013, dando continuidade a nova série de Patterson, O Dom continua a história de onde parou: a correria e a luta dos irmãos Allgoods pelas injustiças que sofreram, foram arrancados de casa, seus pais possivelmente podem estar mortos, personagens do primeiro livro deixam de estar presentes, Margô, por exemplo. Juntando forças e aumentado a Resistência contra O Único que é o Único, os jovens serão traídos e coisas sem sentindo começaram a acontecer, cujo os somente os irmãos saberão o que fazer e devem tomar cuidado para não enganarem a si mesmos. A busca incessante pelos pais e por um novo mundo vai se mostrar bastante desfavorecida e infantil, eles ainda não estão preparados.

Os capítulos continuam sendo intercalados entre a dupla Allgood, no primeiro exemplar, essa alternância favoreceu bastante a trama, o contato do leitor com os personagens. Mas no segundo, os capítulos curtos deixaram a desejar na narração - as vezes até os próprios protagonistas cortavam as falas um do outro.
"É por isso que assustamos a N.O., não é? É isso que temos e eles não têm. Nós temos esse dom" Página 78
A Série Bruxos e Bruxas, é escrito por James Patterson em parceria com diversos autores, os autores não se esforçaram tanto para fazer algo legal, parece tudo muito forçado, o humor, o cenário, os personagens. A sua trama é bastante jovial, parece que o personagem está conversando com você - e está -, mas os detalhes, a emoção da coisa, o sentimento, são todos vagos, sem intensidade. Isso acabou não proporcionando um vínculo entre eu e o livro. Os personagens levam muito na brincadeira. Nesse segundo livro, sem sombras de dúvidas, a brincadeira com xaradas e coisas sem lógicas (e desnecessárias) é  frequente e em alta dosagem. A história corre, corre, corre, mas nunca chega à lugar algum. Sabe aqueles filmes cômicos e pitorescos sem muita lógica? O dom, assim como Bruxos e Bruxas, se encaixam perfeitamente nesse contexto.

A verdade é que por mais que eu meta pau na obra vou querer ler os outros livros - cinco ao total - por dois motivos: 1º tenho que saber até onde isso vai dar e 2º espero milagrosamente que melhore, que tenha explodido uma bomba de criatividade e ânimo para esses autores. Mesma nota tanto para o primeiro quanto para o segundo, será que teremos três estrelas para os próximos volumes da série não-tão-distópica? 
“- Sei que às vezes você finge que já fez coisas que só leu em livros.
- Mas não é um fingimento total. Quando você lê um livro bom, meio que acaba fazendo as coisas sobre as quais leu.”
Em suma, o livro tenta abordar vários assuntos: romance, distopia, fantasia, comédia, bruxaria, mas não foi ostentado um palco para tantos assuntos, logo, não teve nada sério. A escassez de páginas e de mais história é condizente com a deficiência de tentar manter e entrelaçar todos os conteúdos citados no começo do parágrafo. Por fim, se deixou a desejar? Demais. ˇ︿ˇ

2 comentários

  1. Eu SUPER me amarro em livros de vampiros, bruxos e magia... fiquei bem curiosa e vou ler esse ai :)

    Beijo Beijo,
    http://a-damadecopas.blogspot.ca/

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  2. Então, devido as resenhas muito negativas que eu li do primeiro livro, não vou nem começar a série. Eu acabei lendo as primeiras páginas, mas não senti vontade de prosseguir com a leitura. Pena que você se decepcionou novamente com a história!

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