30/10/2013

Eu sou do tamanho daquilo que sinto


As vezes somos carregados e devassados por uma onda de tristeza. Um sentimento causado sem  pé e sem cabeça, sem mais e sem menos. Dá uma vontade de se afogar dentro de si; de transparecer invisível para todos: por achar que não faz diferença ou que trás problemas demais.  Se me contento e aceito essa tristeza escassa dentro de mim me torno um nada, um coitado e um escravo da própria e supérflua incapacidade. 

Por isso decido mudar todos os dias. Todos os dias que sinto vontade de me asfixiar dentro de mim mesmo, mudo meus pensamentos com um sorriso ou com um verdadeiro sentindo. Os dias que quero sumir  da vidas de todos acabam se integrando a lembranças tolas. Mudar, mudar e mudar. Pois esse é o verdadeiro sentindo da vida. Ser feliz com coisas simples me torna grande, enorme, imbatível; Eu sou do tamanho daquilo que sinto. 

Maroon 5 - She Will Be Loved lyrics


E com isso decidi mudar um dos lugares que passo a maior parte do tempo: o Sete Coisas. Vinculo a maior parte do tempo ao blog e por aqui conheci várias pessoas, fiz amigos; E como decidi mudar, decidi evoluir para melhor. O Sete Coisas foi obrigado a me acompanhar nessa linha do tempo! O novo layout, creio eu, é muito mais simples que o outro. Acredito assim que vai estar mais a minha cara e vai se afastar daquilo que não pertence a mim.

No começo eu tinha optado em usar as mesmas cores, as mesmas fontes... Porém, me apaixonei por essa cor no dia em que comecei a usar, logo percebi que o blog estava todo azul-verde-cinza-branco. Escolhi mais uma vez pela mudança e descaracterização do passado. Vamos a algumas mudanças:



Eu tinha fechado as parcerias com autores e blogs. Mas eu recebi muitos e-mails solicitando parceria, recusei todos porque estava planejando fazer uma limpeza dos blogs que não participavam do Sete Coisas. Logo, restaram aqueles que visito frequentemente e os que ainda mantem contato. A partir de hoje as parcerias estão abertas novamente, para isso leia as políticas do blog

Mesmo eu sendo homem - dizem que seres do sexo masculino bagunçam mais - sou extra rigoroso com a organização do blog e com a do meu quarto. Com  isso reformulei bastante as páginas internas, deixando algo bem simples e organizado. Confiram algumas: Resenhas de livros, filmes e blogroll.


Porque nesse universo sempre precisamos um do outro. Seja pela inspiração que a Michelly trás, pelos diversos sites de tutorias que vou citar os principais e não me lembro de todos: TTHY, Dicas de blogs, Cherry Bomb, Cand Space, Ma Cherry, Templates para você, cd, TooKawaii, Difluir.... - e pela mega contribuição do Matheus e do Yaro (Leo). Sou extremamente agradecido a cada suporte que vocês meu amigos (seja direto ou indiretamente) ofereceram ao novo Sete Coisas.

Se você quer saber o que vai ter de novo! Eu não sei! Mas pretendo me colocar ainda mais dentro do blog. Com postagens mais dinâmicas e pessoais. Vou tentar! Não deixe de visitar o blog e prestigia-lo com um comentário, pois se tem uma coisa que deixa um blogueiro feliz é comentários! 

Uma coisa eu sei, esse layout não é definitivo e também haverá mudanças dentro dele, coisas poucas. Espero que tenham gostado da mudança; Se soubesse o quanto fico feliz com essa mudança - mesmo parecendo algo simples. 

Acho que já falei demais né? Por isso aproveitem o Sete Coisas Versão 2.0


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Resenha: Cadê você Bernadette?


Autora: Maria Semple
Editora: Companhia da Letras
Páginas: 376
Avaliação: ★★★★★

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Não haveria outra maneira de começar a falar desse livro sem soltar uma gargalhada enfática e feliz. ‘Cadê você Bernadette?’ supre todas as exigências de um romance não romântico, deixando-o leve, descontraído e o melhor de tudo: divertido! 

 Maria Semple não poderia brincar mais com seus personagens do modo que os usou na trama. Todos os personagens dessa história por mais que eles estejam no ápice mais normal eles acabam se tornando estranhos. Bee é uma menina super aplicada e inteligente, só recebe nota S nas matérias – tirar nota S significa ser superior a inteligência. Após se formar no ensino fundamental, Bee pede aos pais para fazer uma viagem para a Antártida em trocas das suas notas excelente. Mas sua mãe, Bernadette Fox, sempre foi esquisita e diferente: odeia pessoas, odeia o trânsito, odeia as mães da escola, odeia sair de casa, odeia livros, não tinha como ser mais antissocial. Para completar a história Bernadette tem uma espécie de amiga, Manjula, que mora lá na Índia e é a sua assistente pessoal, ou seja, Manjula faz as coisas mais simples como compras, telefonemas, agendamentos lá da Índia por pura preguiça e antissocialíssimo da sra. Fox. Alguns dias antes da desejada viagem de Bee, Bernadette desaparecem sem mais nem menos, começando uma busca frenética por quem Bee achava que conhecia tão bem. 

28/10/2013

Resenha: "São Bernardo" de Graciliano Ramos

Autor: Graciliano Ramos
Editora: Record, 2011
Páginas: 220
Avaliação: ★★★★★

São Bernardo veio com uma proposta de escrita crua e com frieza sentimental, os traços detalhistas e descritivos são bem fracos e poucos. São Bernardo é sem dúvidas uma história breve, objetiva e sem floreios. Um homem simples, movido por uma ambição sem limites, que acaba por se transforma em um fazendeiro do sertão, em busca de um casamento: não por amor, mas por riquezas. 

Graciliano faz parte da geração dos 30, marcando a segunda fase do Modernismo no Brasil. Onde a linguagem rebuscada e a busca da perfeição formal, trazida pelos parnasianos, foi de vez extinta pelo regionalismo, que busca expor as múltiplas faces da população brasileira. Graciliano Ramos usa técnicas de narrativa de maneia direta de tratar do assunto. Se existe algo para ser dito ele diz logo, se há um projeto a ser cumprido ele tenta cumpri-lo de imediato.

Nas primeiras páginas, é uma leitura chata, o leitor dança entre os personagens, nomes, profissões que vão surgindo uma em cima da outra. O leitor foi empurrado para um mundo totalmente desconhecido e confuso. Paulo Honório é o típico homem empreendedor, severo, dominador, obstinado e além de tudo bruto. Para ele não tem espaço para sentimentos e laços afetivos, tudo o que ele é quer é dinheiro e conquistar bens. Paulo Honório é o tipo de homem prático que tende só a crescer na vida: nasceu da pobreza e passou a ler e escrever mais ou menos na prisão, por esfaquear um homem. Após sair da cadeia, passou a trabalhar bastante e juntar dinheiro para poder comprar as terras de onde já trabalhara, São Bernardo. Adquirindo bastantes riquezas sem desanimar com os fracassos, ele percebe que o tempo passou e está envelhecendo sua nova conquista será um herdeiro...
“Amanheci um dia pensando em casar. Foi uma idéia que me veio sem que nenhum rabo-de-saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me parece que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar” Página 57.
... Em busca de uma esposa, Honório casa-se com Madalena, mas é incapaz de entender os sentimentos de uma mulher e saber por quais motivos ela age, assim ele se demonstra autoritário e obter êxito constante sobre a mulher. Através de cada capítulo conhecesse um pouco a mais do seu perfil se demonstrando ainda mais rude e egoísta, onde não há espaço nem para amizade e nem para o amor. 

Quem não tem receios de algo clássico? Ainda mais que o livro foi escrito há 80 anos. Pensei que odiaria o livro com todas as minhas forças, mas a sutileza e a frieza que o “pseudônimo”, de Graciliano Ramos, aborda ao retratar uma vida triste e solitária. Por se tratar de um livro mais regionalista, não tem dificuldades enormes na leitura, visto nos clássicos anteriores. Por fim: fui taxado como estranho por te gostado da leitura, já que alguns amigos meus não gostaram. Mas explicação é: quando fui apresentado a figura de Paulo Honório e o mundo que roda a seu favor, está sendo desgraçado e desobediente. 
“Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste. E, falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.” Página 100

24/10/2013

O amor (?) por Nelson Rodrigues

Faz um tempo que fui apresentado às obras de Nelson Rodrigues e, o resultado não poderia ser outro: conquistou-me com suas peças insanas, ingênuas e profanas. Decidi fazer uma apresentação do autor por dois motivos: 1. Por ter adorado seus livros e 2. por ter que fazer um seminário sobre o autor. 

Nelson Falcão Rodrigues nasceu dia 23 de agosto de 1912, em Pernambuco, Recife. Logo quando a coisa ficou preta para o seu pai, que era Deputado e jornalista, procurado e perseguido politicamente, Nelson e família foi morar na antiga capital do país, Rio de Janeiro, onde começa trabalhar como redator parlamentar do jornal Correio da Manhã.

Nelson foi criado dentro da época em que as vizinhas gordas ficavam na janela, fiscalizando e fofocando sobre os outros moradores, solteironas ressentidas e mal amadas. Naquela época os nascimentos eram assistidos e eram feitos em casa assim como os velórios. Assim como muitas outras coisas casuais da época  impregnaram as peças teatrais e contos de Nelson, daí surgiu os personagens de suas tramas.


Nelson desde muito novo escreveu sobre as histórias ruins e pitorescas brasileiras, como o adultério, aos mais ou menos oito anos de idade escreveu um romance com adultério, cujo após a traição o marido liquida a esposa e depois se arrepende e logo ganhou prêmio na escola que estudava. 

Outro fator que "colaborou" para seus escritos foi às tantas discussões de seus pais por ciúmes e com isso seu passa-tempo passou a ser leitura, seu gênero favorito sempre foi: a morte punindo o sexo ou o sexo punindo a morte (e é isso que ele vai relatar em suas obras). Com as perseguições de Mario Rodrigues, pai de Nelson, o jovem cada vez mais entrava em uma melancolia profunda e ato de rebeldia o identificava. Pode se perceber que finais felizes e Nelson Rodrigues nunca se combinaram e entrelaçaram um caminho. 

Com a criação do jornal A manhã, pelo próprio Mario Rodrigues, Nelson acaba entrando para o ramo jornalístico por volta de 1925, impressionando todos com sua dramatização em pequenos fatos do cotidiano. Após uma série de acontecimentos e perdas o autor passa a escrever para O globo, ficou adoentado de tuberculose e se apaixonou por Elza, que foi um aspecto a mais para render seus textos. 

Seu primeiro conto foi A mulher sem pecado, mas somente com Vestido de noiva, o jornalista passou a ser reconhecido ou conhecimento como escritor. Suas obras tomavam primeiras páginas em jornais e foram de grande sucesso. Escreveu grandes novelas como: "A morte sem espelho" e "Sonho de amor".
Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino).
Nelson Falção veio falecer aos 68 anos de idade, em 1980 de complicações cardíacas e respiratórias. Mas até hoje suas obrgas permanecem vivas como nunca retratando as coisas pessimistas de vida.


Nelson no teatro brasileiro 

Peças psicológicas
A mulher sem pecado (1941)
Vestido de noiva (1943)
Valsa nº 6 (1951)
Viúva, porém honesta (1957)
Anti-Nélson Rodrigues (1974)

Peças míticas
Álbum de família (1946)
Anjo negro (1947)
Senhora dos Afogados (1947)
Doroteia (1947)
Tragédias Cariocas I
A falecida (1953)
Perdoa-me por me traíres (1957)
Os Sete Gatinhos (1958)
Boca de ouro (1959)

Tragédias Cariocas II
O beijo no asfalto (1960)
Bonitinha, mas ordinária (1962)
Toda Nudez Será Castigada (1965)
A serpente (1978)


Nelson entrou para a história no teatro no período Modernista, terceiro período para ser exato, seu início na carreira não foi nada planejada, já que ele queria somente tirar uns trocados para se sustentar. Como A mulher sem pecado lhe rendeu bons retornos passou a escrever mais sobre seu gênero literário predileto: o romance, seguindo a mesma ênfase. Nelson é feito de características realista e originais. Nelson Rodrigues criticou a sociedade e suas manias, conceitos, focando no casamento. Com ele surgiu a tragédia carioca envolvendo um personagem com um conflito entre a lei, deus, o destino ou a sociedade; tendo o erotismo muito presente em suas obras.
“Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.”


Não deixem de ler Nelson Rodrigues, graças a Ni meu amor por ele só tende a crescer. Quem aí também quer um mega volume com todos os livros do Nelson? 

Fontes: @ @ @ @

22/10/2013

Sombra e água fresca



Hoje está um dia quente; fervendo, aliás. Minha cabeça está cheia de coisas, trabalhando à turbilhão. O calor que preenche meu corpo está vindo da cabeça estressada. Me perco em pensamentos tão vagos, tão incompletos, tão estranhos. Reflito sobre as minhas atitudes nos últimos dias, não sei se tenho culpa, mas tudo parece ter dado errado no último mês. Desejo só um pouco de sombra e um copo de água fresca, quero um lugar para descansar e algo para beber.  Toque uma música calma, leve. Pode ser um cover, instrumental, acústico ou somente a voz. Uma música que me traga paz, que acalme meus demônios interiores. 

Deixo o tempo passar, vejo as sombras se movendo. Vou me esquivando, sempre guiado por algo que me faça bem. Estou vestindo algo simples e leve, talvez você não me perceba no meio da escuridão em baixo da árvore. Provavelmente, se você me ver, estarei pensando nas atitudes humanas, estarei despreocupado, apreciando a última gota dentro de um copo com água fresca. 

20/10/2013

últimos uploads do instagram



Sete por Sete, é a categoria que mostro sete coisas que fiz, que quero fazer e que será feito. Hoje: são fotos <3 



  

18/10/2013

Resenha: 'Em busca de um final feliz', de Katherine Boo

Autor: Katherine Boo
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Avaliação: ★★★★
"Parecia que os barracos haviam caído do céu e foram amassados na aterrissagem."
Sempre há um grande impacto ao receber uma não ficção em mãos. Ler algo verídico e por via histórico é algo que me faz refletir bastante. Em busca de um final feliz, veio com a proposta: de fazer refletir. Na capa, não precisa de photoshop ou efeitos especiais para mostrar a miséria e a pobreza do local, ali, já está situado ao ambiente o lixão como algo normal. 

Katherine Boo trouxe uma realidade das mais diferentes e que nenhum brasileiro está acostumado, por mais que a pobreza e miséria existam no país brasileiro, acho que não se compara as varias regiões da Índia. Há algo que eu gostaria de comparar entre os dois lugares é a evidência de uma grande corrupção e injustiça.

Em busca de um final feliz traz uma carga emocional grande e um clima pesado durante a leitura: retratar crianças sempre choca e vai chocar as pessoas e a mim. Não estou acostumado a ver crianças trabalhando e sendo tratadas iguais animais para tirar um sustento no final do dia. E aí, somos apresentados de cara em um mundo que existe do outro lado do planeta. Dentro de Annawadi, uma favela apertada, populosa e miserável construídas aos arredores do aeroporto de Mumbai. 

Desde novembro de 2007 até março de 2011, Katherine permaneceu nas terras asiáticas para fundamentar e construir suas pesquisas, coletando informações de moradores da favela, depoimentos das crianças já “escravizadas”, com características e olhares diferentes de cada pessoa. Conhecemos logo de início várias personalidades, como Abdul e sua família que são catadores e revendedores de lixo e com o pouco do dinheiro que ganham conseguem despertar inveja entre muitos da vizinhança; Asha uma mulher determinada a ficar rica e tirar de vez a vida de sua família da miséria. Ainda na família de Asha conhecemos sua filha que por sinal está determinada a ser tornar a primeira mulher da favela a ter uma graduação; Ao ler, deparamos com vários outros personagens capazes de somente com sua história arrancar lágrimas e lágrimas. 

Mas o que vale tirar de bom do livro é que apesar de todo o sofrimento, toda a injustiça. Nunca, jamais, em hipótese alguma deixam de ter esperança de ter uma vida melhor. Eles estarão sempre em busca de um final feliz. 
"Minhas flores vivem mais tempo porque eu não guardo nada sombrio no meu coração. Eu deixo as coisas ruins saírem." Página 209.
 *se você reclama de tudo, reflita um pouco, há gente que não tem o que comer e está contente por isso. 

16/10/2013

Resenha: A Maldição da Pedra


Autora: Cornelia Funke
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 248
Avaliação: ★★★★
Série: Reckless, volume 01.
"Tudo o que realmente lhe dá medo ficou atrás do espelho. Mas Will veio pra cá e trouxe tudo com ele". Página 135.
Jacob Reckless descobriu a existência de um mundo fantástico, no escritório do pai, para chegar nesse mundo é necessário atravessar um espelho, mas não é qualquer espelho, somente o espelho do escritório dos Reckless. O Mundo do Espelho é habitado por diversos seres das nossas historinhas infantis: fadas, bruxas, maldições, unicórnios, monstros... O mundo descoberto atrás do espelho fornece o lado mais negro e sombrio dos contos de fadas. Mesmo sendo um lugar considerado "ruim" é lá que Jacob passa a maior parte do tempo, o que fez esquecer-se da realidade: cuidar do irmão mais novo, Will. Seguindo os passos do irmão mais velho, Will descobre a passagem e ao passar pelos portões espelhados é atingido por uma maldição, aos poucos se transformará em uma criatura sólida e terrível, com pele de jade. Nesse mundo desconhecido e cheio de perigos, Jacob fará de tudo para reverter o que aconteceu ao irmão mais novo, colocando em risco sua própria vida, mostrando seus valores, coragem, esperteza, espírito de aventura e principalmente o amor pelo irmão.

14/10/2013

Resenha: Romeu imortal

Autora: Stacey Jay
Editora: Novo Conceito, 2012.
Páginas: 320
Avaliação: ★★★★★
Série: Julieta Imortal, volume 02.
“Tenho observado você há semanas"
Romeu Imortal foi lançado um ano depois de Julieta Imortal, em 2012. Com a proposta de dar um final ao épico romance de Romeu e Julieta. Sendo o segundo e último livro da 'duologia' escrita por Stacey Jay.

Romeu Montecchio sempre se sentiu atormentado e culpado pela morte Julieta Capuleto. Depois de assassinar pela segunda vez sua amada, foi castigado pelos Mercenários. Mas nem tudo está perdido, Romeu recebeu a ultima chance de se redimir por seus erros e se tornar um criatura menos cruel, tudo o que tem que fazer é conquistar o amor de Ariel Dragland que é uma importante ferramenta tanto para o bem quanto para o mal, o que Romeu não sabia era que só o amor de Ariel seria a chave para escapar dos tormentos. 

11/10/2013

Resenha: Branca de Neve e o Caçador


Autores: Lily Blake, Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini 
Editora: Novo Conceito 
Páginas: 208
Avaliação: ★★★★★

Branca de Neve o Caçador é o primeiro livro que leio que surge de um filme. Como o livro é bem fininho, saquei que não teria aquela história de que "o livro é melhor que o filme". E isso me chateou bastante, eu assisti primeiro ao filme e depois fui ler o livro (fui na ordem). Bom, o livro eu achei um tanto seco e rápido. As batalhas não tiveram tanta ação, os personagens não demonstravam quase nenhum afeto ou sentimento.  

Mas a explicação para o paragrafo acima é: o livro foi escrito pelos roteiristas do filme - passando a ser uma coisa básica e sem efeito especiais. Percebe-se que é um livro introdutório para o filme. E pela primeira vez eu afirmo: o filme foi melhor que o livro. Mesmo sabendo que é um livro de roteiro eu acho que o livro poderia ser muito bom e conquistado bastante leitores já com o esqueleto do livro pronto. Como já tinha um início, meio e fim acho que poderia ser acrescendo mais sentimento, mais ação, mais enrolação e descrição. O livro por todo não é ruim e nem cansativo, é de leitura rápida e dinâmica alternando em cenas como em um filme. 

O martelar da pulsação do rapaz tomava conta dos ouvidos dele, até que seu coração estourou. E ele caiu no chão, morto. Página 38.
O filme e o livro foram estreados no segundo semestre de 2012 com Kristen Stewart no papel de Branca de Neve, Charlize Theron ganhando papel da Bruxa Má e Chris Hemsworth no papel do caçador. A história foi baseada no conto dos Irmãos Grimm, mas a narrativa é bem mais obscura e com pitadas de terror - o que atraiu vários olhos para as telonas e para o livro. 

Todo mundo já conhece a história da Branca de Neve não é? Branca de Neve ao nascer perdeu a mãe. Seu pai, Rei do reino, consequentemente ao ficar viúvo, ao ver o passar do tempo se torna um homem amargurado e na seca. Em uma de suas guerras, encontra uma mulher linda e concebível aos desejos da carne, não teve outra, levou a mulher, Ravenna, consigo para o reino e a tomou como mulher. Mas é aquela velha história, como trazer alguém para casa se nem conheces? Na mesma noite do casamento, Ravenna matou o pobre rei na hora "h". Após o assassinado começa a devastação do Reino, cujo era dominado por forças malignas controladas por Ravenna e por seu irmão (que não tem poder). E o que aconteceu com a pequena Branca de Neve? Não basta perder a mãe, o pai, mas também perde sua liberdade, até que um dia consegue escapar e entrar numa floresta ainda mais sombria que a Rainha Ravenna. 

Ninguém tem coragem de entrar na floresta, somente um entrou e saiu de lá vivo: o caçador Eric e, logicamente Eric é contratado para buscar e arrancar o coração da pobre princesa, e é a aí que a história começa a ficar boa, e é aqui que eu paro de falar. 
“A garota estava em algum lugar fora das muralhas do castelo, com seu coração ainda batendo dentro do peito. Ainda estava viva. Ravenna havia perdido a chance. Tantos anos trancada naquela torre e agora Branca de Neve havia escapado. A rainha se perguntava por que não havia percebido aquilo antes. Aqueles lábios vermelhos, aquela tez clara, impecável. Cabelos negros como a noite. Sua beleza natural sempre esteve ali, esperando para ser consumida”
Tem uma drasta, uma bruxa, um herói, uma heroína, um beijo, sete anões, um espelho, uma bela (literalmente). É sim, a história todinha que você viu lá na Disney, mas mesmo sendo um livro vago é emocionante pegar a história distorcida com uma Branca de Neve guerreira e sem frescuras. 

A capa e a diagramação do livro estão chamativas e bem trabalhadas, fiquei de cara com o trabalho da Novo Conceito em projetar algo tão "sombrio" e aterrorizadamente lindo. Fica a dica então se você quer ler um livro rápido e descontraído, mas sem muito nhê-nhê-nhê.  

03/10/2013

Desculpa aí


Mas nunca fui bom com as palavras, nunca as usei para descrever sentimento. Nunca usei verbos, substantivos e o pronome pessoal "nós" para qualificar eu e você. Eu nunca soube definir muito bem o que se passa entre a gente. Não sei se é sorriso, raiva ou tristeza. Nunca busquei recursos que falassem de amor, de paixão, de frio na barriga. Nunca tive curiosidade bastante para beijar alguém. Não foi por coragem. Nem por atração. Se passo despercebido e você não me vê, a culpa não é minha. Se eu passo querendo sumir da sua frente, a culpa é minha. Não estou preparando para um sentimento, por uma afeição ou vontade. Mas estou ligado por um fio. Ele derrama dos seus olhos, me persegue durante a noite. Seu rosto deixa claro o teto do meu quarto. Construo frequentemente cenas, ideias, artifícios com você. Me perdoe se nunca fiz questão que você falasse comigo.

Não me julgue insensato se quase sempre te persigo no corredor. Não me olhe com olhos medrosos se eu sei a idade da sua melhor amiga, se eu sei em que hospital você nasceu, desculpa se eu sei de coisas que você só conta para si, num diário. Desculpa, se todas as vezes que você dorme eu tenho invadido se quarto, lido seu diário e ficasse olhando para você dormir. Desculpa se quase sempre saí antes de o sol se pôr. Não fiz por mal, com minha cara de cansando todas as vezes que você me viu. Enquanto você recebe noite de sonhos, fico de olhos abertos para você. Foi sem querer, ter a voz rouca e quando cantar uma música para você, ela sair desajeitada e desafinada. Não vou negar que estou quase reprovado, se em todas as folhas do meu caderno tem seu rosto desenhado, tem você e eu, para ser claro. Mas por favor não fique com raiva, vou conseguir um emprego qualquer e guardar dinheiro para um dia a gente fugir e se amar. Desculpa aí, se sou um eterno apaixonado. 

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