Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob

Autor: James Bowen
Editora: Novo Conceito
Páginas: 204
Avaliação: ★★★★★


Eu nunca gostei de gatos, sei que é estranho, tipo dei nota máxima para um livro para um livro que tem capa de gato, que fala de gato e mais gato. O que eu tenho a dizer, é que mudo todos os meus conceitos sobre gatos e Bob for realmente assim, para mim gatos é: traidores, bagunceiros que rasgam nosso lixo e solta pelos em tudo que é lugar. Mas Bob é o cara gato mais fofo do mundo e consigo até acreditar na personalidade de Bob descrita por seu dono. Quando pego um livro com história real já penso: vou chorar ou vou aprender algo. E sim, não cheguei a morrer de chorar porque Bob não morreu - ele ainda esta vivinho da silva - mas se ele tivesse morrido, eu teria me jogado na cova em pés de lágrimas. Então sobra "vou aprender algo com o livro": eu não vou mentir que sempre julguei os moradores de rua com as perguntas: "por que você não vai estudar?", "por que não vai arranjar um emprego decente?", "cadê sua família?". E pude ver, totalmente com outros olhos e percebi que muitos perdem oportunidades, muitos "entram" para as ruas, dormem em calçadas frias porque desistiram ou porque não tiveram liberdade.

Essa é uma história estranha de falar, sabe, porque ela é real. Mas muito linda. 

No caso de James Bowen, ele nunca teve uma vida fixa. Após sua mãe ficar solteira, ela e James estarão sempre mudando para várias lugares em busca de emprego, essas mudanças nunca deixou que o pequeno James estabelece uma vida, tivesse amigos. Porque sempre que ele criava lanços, era obrigado a se mudar. Essa coisa de ir para lá, vir para cá resultaram em um crescimento deficiente, num jovem revoltado. Cansado dessa correia da vida, aos 18 anos, Bowen resolve sair de casa e tentar a sua vida de músico de Londres, mas seu sonho foi ao pouco de acabando. Acabou entrando em vícios e o contato com a família foi se "deteriorando". Viver no relento, nas ruas, exigia isso: com seu violão James tirava seu sustendo e o sustendo de seu vício. 

Sua vida está indo de mal a pior, até quando entra para uma clínica de reabilitação. O que realmente funciona, porque ele mesmo invés de desistir de si mesmo novamente, estava lutando contra a "doença". E o dinheiro que ele conseguia nas ruas, passou a ser o seu pão de cada dia e o tirou das ruas, passando a morar num apertamento que poderia chamar de lar. Então, o dinheiro que era destinado para suas drogas, foi destinado para sua vida.
"A vida nas ruas não é simples. Você sempre tem que esperar o inesperado. Aprendi isso logo no início. Assistentes sociais sempre utilizam a palavra 'caótica' quando falam sobre pessoas como eu. Ele chamam nossa vida de caótica, porque ela não está em conformidade com a ideia deles de normalidade, mas é normalidade para nós. [...] Sabia que as coisas não permaneceriam como eram. Nada nunca permanecia em minha vida." Página 103
James Bowen tem um históricos de gatos, ele sempre adorou os bichanos. Até que um dia ele encontra um gatinho de cor laranja perto na porta de seu apartamento. Ele sabia que o gatinho tinha uma coisa diferente, algo especial. Com receio de o gato ser de alguém James não pegou o gatinho e o levou para o apartamento. Só que depois de alguns dias o gatinho, fica ali, sempre no mesmo local e não saia. Já ficou perceptível que era destinho, o gato de rua veio para ficar e entrar na vida de Bowen.


Bob veio para mudar a vida de James - e também a minha - dando um sentido para acordar todos os dias, com a frase: "agora eu tenho duas bocas para sustentar". E fica na dúvida: Quem salvou a vida de quem? James é um paizão e tanto tirou o laranjinha da rua e Bob por sua vez deu um valor para a existência da James. 
" - Você ouviu isso, Bob? - disse a ele - Parece que somos oficialmente, uma família." Página 100
Um gato de rua chamado Bob flui muito bem, é gostoso de se ler. E por ser uma autobiografia me surpreendi, pois livros desse gênero sempre acho muito chato. Além de trazer uma grande lição de vida e que nunca devemos desistir. 

"Ninguém havia conversado como nas ruas próximas a meu apartamento em todos os meses em que eu vivera ali. Era estranho, mas também incrível. Era como se minha capa da invisibilidade de Harry Potter houvesse deslisado de meus ombros". Página 72
Eu havia no primeiro parágrafo falado de Bob, mas ele não é fofinho? Então, deixe de ficar só de olho e leia logo a história emocionante de James e de seu gato. Compreender e conhecer a história de dois ex-moradores de rua é bem...inspirador (?). 

  1. Poxa Igor, AMO gatos! Nunca tinha lido resenha nenhuma sobre esse livro, mas a capa me cativou. Esse Bob é um fofo, quero pra mim! hahaha ♥ Acho linda a amizade entre bixo e homem, ainda mais vendo essas histórias que mostram a fidelidade de um pro outro. Meu coração fica apertado com pessoas e bixos vivendo na rua.. Já me vejo chorando lendo!

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    1. DAS?KOPDKASODPAK?DPOASDKASPO! Eles são tão peludos!

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  2. cara, eu fiquei em dúvida se iria ler essa resenha, pq ainda não li o livro, e queria que fosse uma surpresa.
    E que história bacana! curti muito, aumentou minha vontade de ler, acho que vou começar agora, peraí rs

    abração!

    Pedro Almada

    http://inspirados-oandarilhodotempo.blogspot.com.br

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