Resenha: "Pretty Girl-13", de Liz Coley

Autora: Liz Coley
Editora: Benvirá
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★

Antes de mais nada dê uma olhada no book trailer e me digam se não é assustador?

Esse é um livro New Adult ou Jovem Adulto, que pela capa medonha o leitor fica de cabelos eriçados (acho que o termo em pé, não ficaria legal). Mas: Pretty Girl-13 me pegou desprevenido e me cativou até o fim da leitura. Sabe quando você pega um livro só para saber um pouquinho da história? Foi isso que eu fiz, li um capítulo, depois li mais um, mais um, mais um... até que o livro acabou.

Uma pergunta que eu fiz para todas as pessoas que encontrei enquanto lia o livro: O que você faria se desaparecesse durantes três anos e chegasse em casa sem saber onde estava ou o que aconteceu durante o seu desaparecimento? As respostas foram: "Como eu iria desaparecer e não me lembrar?" "Ia buscar respostas" "Tentaria nem lembrar, pode ser uma época ruim"... E todas essas dúvidas são apresentadas também para a protagonista do romance psicológico de Coley. Angie como de costume em todos os verões, acampa com suas amigas bandeirantes, aos 13 anos, o seu último acampamento aconteceu, quando ela desapareceu sem deixar pistas do que aconteceu. Até que... ela aparece três anos após o ocorrido, quando as esperanças de que ela ainda estaria viva quase se extinguiram.


Rever seus amigos, parentes e ter o seu mundo de volta novamente não será tão fácil, ao perceber que três anos se passaram e que as coisas mudaram; as redes sociais não são as mesmas,as músicas e muitas coisas que estava acostumada trocaram. Angie agora tem 16 anos, mas ainda acredita ter 13. Ao se ver no espelho e pela vida rotineiramente de consultas a psiquiatra, perceberá que seus problemas e segredos aconteceram muito tempo antes do seu sumiço. Ela havia sido raptada da sua própria casa sem tirar os pés da sala.  
"Ela saíra para o acampamento como uma criança normal, alguém que pertencia a um seriado cômico ou drama familiar. Agora era a protagonista involuntária do seu próprio episódio da unidade de crimes especiais. Alguém estava reescrevendo o roteiro da sua vida. Sem a permissão dela" Página 29
Angie sofre de TDI, transtorno dissociativo de identidade, conhecido como possessão nas décadas passadas. A autora aborda, então, junto com a trama psicológica, recursos médicos que darão uma jogada e um aspecto bastante crível à leitura .

O sétimo romance de Liz Coley transmite através da protagonista, Angie, uma escrita fácil e sem obstáculos numa leitura fluente e rápida. Por ter sido uma leitura totalmente agradável chego a ficar decepcionado por ele ser tão curto, com 224 páginas. Acho que a autora poderia ter focado em temas como sentimentos e relações familiares, amizades, namoros... Poderia de alguma forma conscientizando esses "temas" entreter mais o leitor e aproxima-lo ainda mais da pequena protagonista. E devido a isso o livro acaba ficando com quatro estrelinhas.

Pretty Girl-13 não foi o que exatamente esperava - estava pensando que era um livro sobre assombrações ou seres do além, por causa da capa. Porém me impressionei bastante em termos não só estéticos, mas também em termos de uma linguagem tão bem colocada e simples, deixando todas as pitas para uma leitura agradável, fácil e misteriosa. O livro aborda três tipos de escritas: em terceira pessoa, em primeira pessoa e como se você estivesse dentro da história, cujo a  autora te coloca como personagem principal para sentir as sensações e mistifórios de Angie. Apesar de ser um livro pequeno, seus personagens são condizentes e até mesmo palpáveis. Como a amiga de Angie, Katie, que é umas das pessoas que mais ajuda a nossa protagonista; Os pais de Angie também estão de acordo com o mistério, por exemplo, o espanto e a felicidade misturados de ver sua filha na porta de frente.

Que tal acalmar seus demônios interiores e conhecer seus anjos vingativos? 
"Eu ainda sou eu quando fecho meus olhos. Não sei que estava vivendo dentro do meu corpo nos últimos três anos, mas te garanto que não era eu" Página 45

  1. Venho eu tranquila pensando 'vou comentar no blog do Igor' chego aqui dou de cara com esse banner PERFEITOO ~in love~
    "Só não vou dizer que morri com essa fofice" HAHA.

    Me interessei por esse livro, fiquei curiosa :)

    http://nerdicesdeumagarota.blogspot.com.br/

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    1. Sério que vc gostou??? Ainda estou com receios....

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  2. O livro parece ser bem interessante.. eu ja li um livro do Sidney Sheldon, Conte-me seus sonhos, que trata de transtorno de personalidade multiplas... lerei esse livro, espero q trate da doença de uma forma tao boa quanto!

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  3. Acho que nunca li esse tipo de livro. Mas fiquei curiosa. Estou pensando em colocá-lo na minha estante :-)
    Parabéns pela resenha!

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  4. A premissa do livro parece ser realmente interessante, e sempre é bom ver personagens bem construídos, nunca li nenhum livro sobre esse tema parece ser bem legal! Vou dar uma chance!

    Beijos, Julia.

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  5. Se eu não parasse pra ler sua resenha, nunca teria me interessado no livro. Não curto livros de terror/suspense e acabaria julgando o livro de maneira errada por conta da capa. Achei muito interessante o enredo e fiquei muito curiosa! E concordo que é chato quando o livro tem potencial pra ser explorado e termina rápido. =/
    Beijinhos!
    Giulia - Prazer, me chamo Livro

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  6. Adorei a resenha, amo livros nesse estilo!!
    Já vou adicionar na minha lista de desejos. A capa me lembrou Formaturas infernais, acho que pela fonte do nome. Mas li a resenha para saber se realmente era bom :D
    IN LOVE com o booktralier <3

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  7. Eu amei esse livro. Quando resolvi lê-lo, o fiz com base na resenha do skoob em inglês. Nela não consta a informação de que a personagem terá TID e eu achei isso algo essencial na minha apreciação da história.

    O motivo foi que comecei o livro achando que ela tinha transtorno de estresse por traumático. Quando descobri o TDI foi uma surpresa tão grande que foi praticamente revigorante.

    Amei a forma como o tema foi apresentado e, acima de tudo, a preocupação da autora, ao final do livro, ao colocar que o TDI não é resolvido tão rapidamente quanto foi com a personagem e que ela só usou tal velocidade para dar agilidade à história.

    http://www.conchegodasletras.blogspot.com.br/2015/04/resenha-pretty-girl-13.html

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