15.8.13

Apenas eu


Tanta coisas já perdi. "Deixei pra lá". Ainda perco coisas, ainda deixo para lá. Me acostumo, desapareço no próprio ser que me constitui, me con(de)strói. Navego em pensamentos vagos. A timidez toma conta as vezes. Esse é o problema. Para ser mais sensato sou tímido até as pessoas me conhecerem. Se acho isso ruim? Sim/não! 

Engraçado é que não sei se gosto de ser tímido. Não. Mesmo contra meu organismo, eu sou, simplesmente sou, fatalmente tímido.  É tão horrível não conseguir fazer aquilo que tem vontade, sentir-se travado na frente de muitas pessoas, não saber o que é não ter controle sobre si mesmo. É uma fatalidade que consomem outras pessoas, chega até ser estranho ,porque gosto, timidez alheia me atrai.

Me liberto, flutuo, viajo. Hoje pego na máquina fotográfica versão compactada além de muito arranhada, através de uma única lente, de vários olhares, preencho o pequeno cartão de memória. Estou feliz, tenho controle fotografando. Sabendo que mais da metade do meu cartão de memória vai ser deletado, vou escolher somente as melhores fotos, não me importo, captei! Captei tudo o que me faz contente, me deixa leve, solto e o mais importante livre. 

Regrando cada segundo fotográfico destilo da minha timidez tudo aquilo que me consome e me deixa triste. Abandono, deixo para lá essa tristeza. Não tem timidez agora! É só eu, o vento, os pássaros e os cliques. Agora eu sei, quem eu sou. 

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