31/08/2013

Vergonha? Vergonha de que? Medo.


Por que negamos quem fomos? Por que hoje você tem vergonha de um estilo musical que você ouvia? Por que você tem vergonha de assumir que adorava Rebeldes e queria ser um integrante da banda? Por que você deixa de fazer coisas que gosta por vergonha? Você não assume quem você foi por medo de ser julgado? Você não quer assumir que realmente é por medo de ser apedrejado? Assuma o risco, corra perigo. Aquela pessoa do seu passado formou e forma quem você é hoje. Ter vergonha? De quem? De que? Quero mesmo é que “se lasque” tudo que é padrão, tudo que é rotulado e organizado. Faça o mesmo, é bom, é uma sensação de leveza, de alegria e o melhor: de liberdade. 

Não é de negar que eu, você e qualquer outro, deixou de fazer algo que gosta, de falar o que faz, de falar de um filme que gostou só porque ele é da sessão infantil. Você estava com medo de ser mangado, vaiado, medo de se passar por um “bestão”. Você já deixou de ouvir uma banda ou uma música só porque todos a julgavam de pior qualidade? E novamente você teve que opinar: deixar de escutar sua música ou escutar escondido. 

Vamos pesar mais um pouco? Quem não tem vergonha quando a mãe ou o pai está lá fora no portão da escola te esperando para ir para casa? Todo mundo não é? Mas será que é realmente vergonhoso? Não estaria mais para um ato de amor? Você considera vergonhoso porque os outros dizem. Não é mesmo? Mas dê graças a Deus que ela faz isso por você, imagine quando você crescer e não ter mais a mamãe ou o papai por perto? Isso sim vai ser vergonhoso: Você não ter aproveitado quando eles estavam juntos com você, e você pedia para eles não fazerem isso, não fazerem aquilo. Quando eles só queriam você. Só você. Só amar você. 

Eterno, de eterno nem a própria palavra pode ter. Ela muda, sofre variações com o tempo. Ó grandioso tempo que nos traz e nos tira. Aproveite não se sinta pressionado em negar quem era ou quem quer ser. Medo! Foi umas das palavras que falei. Tudo bem se você tem medo do escuro, eu também tenho. Mas medo foi criado para ser superado está bem? E a vergonha? Que palavrinha mais ultrapassada não é? Você a tem no seu vocabulário? Eu não.

29/08/2013

Resenha: "A menina que semeava" de Lou Aronica

Autor: Lou Aronica
Editora: Novo Conceito, 2013.
Páginas: 416
Avaliação: ★★★★★ 
"É preciso noite para surgir o dia" 
A menina que semeava era um dos livros que estava mais esperando para ler, a história de uma capa bonita e uma sinopse legal me conquistou já de começo. Ao saber que  é uma leitura de sick-lit pensei em um final para o livro que seria devastador - iria chorar séculos igual em A culpa é das estrelas. Mas não aconteceu de derramar uma lágrima se quer, mas soltar sorrisos e liberar a imaginação foi os dois quesitos que mais fiz durante o tempo que li o livro do Lou Aronica.

Houve motivos de incerteza para não gostar da escrita de Lou Aronica, mas a leitura se demonstrou tão presente em demonstrar e sensibilizar a realidade e a imaginação tanto da protagonista quanto dos personagens secundários.  A Menina que semeava não é um livro triste por via das dúvidas, muito menos um livro que vai falar sobre morte. Se você prestar bastante atenção semear dá o sentindo de viver. A luta por um câncer e por querer viver cada dia mais torna a história tão carismática e crível.
"Becky olhou para os dedos e notou que estavam limpos. A sujeira tamariskiana havia desaparecido deles, mas não do seu coração. Sempre estaria ali." Página 219
Lou Aronica tem um grande conhecimento sobre livros e sabe quais os gostos que os leitores admiram, já que ele fundou vários selos editorias. Provei disso no seu livro, publicado esse ano, 2013, pela editora Novo Conceito. Uma leitura agradável, leve e confortável. Somos teletransportados para um mundo onde as plantas e flores são azuis quanto o céu, onde a terra é tem cheiro de baunilha com pássaros gingantes que te levam para todos os lugarem quando você sobe na 'garupa' deles. Mas além de toda a fantasia A menina que semeava é uma verdadeira história de amor, de laços mais bonitos: o sentimento entre um pai que vira e revira o mundo por causa da filha, e filha chateada e rebelde. 

Aos cinco anos de idade Becky e seus pais descobriram que a criança sofre de leucemia. Com tantas remédios, quimios, terapias. Becky e seu pai, Chris criaram um mundo fascinante e perfeito onde ninguém sofre e que lá Becky nunca ficaria doente. Um mundo criado para um escape de problemas pessoais, um mundo que não existe sofrimento, um lugar chamado Tamarisk. Mas na medida em que sua doença se recuperava e enquanto ela crescia o mundo imaginário de Tamarisk estava ficando cada vez mais esquecido... 
"Eles precisavam superar a dor. Precisavam superar o sofrimento. Precisavam abraçar a essência. Somente eles poderiam decidir a sina de um mundo de possibilidades." Página 140
...até que sua doença começou a dar sinais de que voltaria, Tamarisck surgiu para ela, em uma das noites na casa do pai, mas a beleza e a perfeição dos tamariskianos estava cada vez mais abalada por uma praga desconhecida que se espalha cada vez mais pelo reino fictício. Além da super proteção de seus pais, o câncer que está voltando, o mundo criado por Becky corre um grande perigo. Decifre os mistérios de um amor entre pai e filha, e a aventura de salvar o maior reino do mundo. 

27/08/2013

Resenha: Julieta Imortal


Autor: Stacey Jay
Editora: Novo Conceito 
Páginas: 240
Avaliação: ★★★★
Série: Julieta Imortal, volume 01.

O que você faria se a mais bela história de amor não fosse verdadeira e, tudo o que você sabe sobre Romeu&Julieta fosse um farsa? Julieta Capuleto não morreu por amor, ela foi enganada e assassinada por Romeu Montecchio, o homem que prometeu ama-la por toda a eternidade trocou o amor de sua amada pela imortalidade, o que Romeu não sabia é que Julieta também ganharia a vida eterna em troca de se tornar embaixadora dá luz. O trabalho de Julieta proteger almas gêmeas provando que o amor verdadeiro é mais forte do que tudo, já Romeu como mercenário engana as pessoas para que o amor acabe em tragédia, durante centenas de anos Julieta e Romeu travaram batalhas, ela pelo bem ele pelo mal, mas essa encarnação é diferente Julieta ganha uma segunda chance de viver seu amor proibido mais Romeu seu assassino fará tudo para impedi-la.

25/08/2013

Resenha: "Pretty Girl-13", de Liz Coley

Autora: Liz Coley
Editora: Benvirá
Páginas: 224
Avaliação: ★★★★

Antes de mais nada dê uma olhada no book trailer e me digam se não é assustador?

Esse é um livro New Adult ou Jovem Adulto, que pela capa medonha o leitor fica de cabelos eriçados (acho que o termo em pé, não ficaria legal). Mas: Pretty Girl-13 me pegou desprevenido e me cativou até o fim da leitura. Sabe quando você pega um livro só para saber um pouquinho da história? Foi isso que eu fiz, li um capítulo, depois li mais um, mais um, mais um... até que o livro acabou.

Uma pergunta que eu fiz para todas as pessoas que encontrei enquanto lia o livro: O que você faria se desaparecesse durantes três anos e chegasse em casa sem saber onde estava ou o que aconteceu durante o seu desaparecimento? As respostas foram: "Como eu iria desaparecer e não me lembrar?" "Ia buscar respostas" "Tentaria nem lembrar, pode ser uma época ruim"... E todas essas dúvidas são apresentadas também para a protagonista do romance psicológico de Coley. Angie como de costume em todos os verões, acampa com suas amigas bandeirantes, aos 13 anos, o seu último acampamento aconteceu, quando ela desapareceu sem deixar pistas do que aconteceu. Até que... ela aparece três anos após o ocorrido, quando as esperanças de que ela ainda estaria viva quase se extinguiram.

23/08/2013

Resenha: "O livro do amanhã" de Cecelia Ahern

O Livro do AmanhãAutor: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 367
Avaliação: ★★★★


Terceiro livro da autora publicado nas terras brasileiras (?). Sendo o primeiro que leio. Cecelia é conhecida por "ter o dom das palavras", a mesma autora de P.S: Eu te amo; O livro do amanhã foi um livro bem falado quando foi lançado. E eu esperei tanto do livro, mais tanto que quando eu vi, não foi tudo o que eu esperava. Mas sim, confirmo que Ahern saiba usar as palavras.

Tamara Goodwin, 16 anos a rica mais patética. Nunca soube aproveitar o seu dinheiro. Para ela somente o que importava era festa, baladas, bebidas, mais festas. Para ela só existia o agora. Tudo é para o agora (bom né, quem tem dinheiro é tudo na hora em que quer). Mas com a morte inesperada de seu pai, quem ela nunca teve relação de "pai e filha", toda a riqueza da família Goodwin vai para o caixão junto com o velho. Cheia de dívidas as duas - mãe e filha - tem que deixar o luxuoso casarão e ir morar no vilarejo no interior, na casa dos tios de Tamara.

O que uma adolescente de 16 anos faz no interior? Sua única salvação é uma biblioteca móvel, lá Tamara encontra um livro, o misterioso livro do amanhã. Imagine você acordar e encontrar um diário escrito com sua letra revelado o que o amanhã te oferece. O que você faria? Você tentaria mudar o futuro? Tentaria proteger alguém? Tentaria se proteger? Mas não é tão simples assim. O destino é incerto, o futuro também. Será que é tão fácil mudar? 
" Aprendi algo muito importante aquela noite. Não se deve tentar impedir tudo de acontecer. Às vezes, devemos esperar ficar sem jeito. Às vezes, também devemos aceitar a possibilidade de ficar vulnerável diante de pessoas. Às vezes isso é necessário porque tudo faz parte de você chegar à parte seguinte de si mesma, no dia seguinte." Página 202
Gostei do livro, ela joga de forma crua: nossa felicidade ela não depende de dinheiro. Assim como Tamara, que só após a morte de seu pai, ela abriu a porta e permitiu a entrada da realidade. Também devemos deixar o passado para trás, deixar o: 
"E se, e se, e se..." 
O livro do amanhã, é um livro recomendado. E após a leitura, apesar de não ser tudo aquilo que esperava, com certeza vou ler outros livros da autora. Algum para me recomendar? 

21/08/2013

Resenha: Wereworld - A Origem do Lobo

Autor: Curtis Jobling
Editora: Benvirá
Páginas: 367
Avaliação: ★★★★★
Série: Wereworld, volume 01.
"Embora fosse tarde da noite, Drew não tinha dúvida de que estava adentrando um reino fantástico e muito além de sua imaginação" Página 83.
Os Sete Reinos de Lyssia costumavam ser liderados e governado por werelords - seres transmorfos que podem se transformar em lobos, leões, ratos, ursos, pássaros, cobras... -, até que o Leopold, o werelord leão, decidiu tomar conta de tudo (é aquela velha história leão o rei do pedaço, o rei da floresta). Com a ascensão do leão no poder os Sete Reinos começaram a ser abalados e o povo passou a viver cada vez sobre regras rigorosas e sofrendo cada vez mais, com impostos absurdos, fome e perigo. 

20/08/2013

O adorável mundo gigante de Joel Robinson

Joel Robinson, um grande fã dos mutuários. Através do PetaPixel, o fotógrafo canadense entra em um mundo de fantasia, onde um livro é grande o suficiente para servir como sua tenda, e a única maneira para ele usar uma máquina de escrever para saltar de chave a chave.

19/08/2013

Resenha: A culpa é das estrelas

Autor: John Green
Editora: 
Intrínseca
Páginas: 287
Avaliação: ★★★★★ ❤❤

A culpa é das estrelas era para ser um dos livros que li mais rápido. De começar em um dia e terminar no mesmo dia, mas foi impossível. As lágrimas não queriam para de brotar. Eu também inventei de colocar umas músicas para tocar. O que não foi nada legal. Chorava feito um condenado. Então tive que parar de ler, respirar e inspirar. Para mais tarde terminar a leitura. Recomendo esse livro e pronto. Não precisa nem de resenha. Você tem que ler! 

Hazel Grace é uma garota de 16 anos, que sofre de câncer em fase terminal, como seus pulmões são fracos, o único modo de viver é através de tubos ligados a um cilíndrico, onde pode ser carregado para todos os lados. A história é baseada em uma busca por um o final de um livro, onde um dos autores favoritos de Hazel deixou o livro sem um término coesivo. Cheio de metáforas, conhecemos Augustus Waters que tem todo jeito de badboy e toda menina adora.  Quando Augustus e Hazel se conhecem, ambos passam a buscar o mesmo objetivo um final para o livro, durante esse tempo percorremos sobre as demais filosofias sobre a morte sobre a vida, sobre como o mundo é injusto e como "não é uma fábrica de realização de desejos".


Numa visão meio desfocada, eu segui adiante, não conseguia nem ler. Meu rosto estava vermelho e inchado. Minhas têmporas salgadas. Eu queria rir e chorar. É engraçado como um livro mexe assim com a gente, sabe, não tem como imaginar que é somente ficção. A culpa é das estrelas é puro sentimento, pura "nostalgia", pura vida. Esse não é só mais um livro comum, esse é um livro que vou carregar para todo um sempre. Por motivos: (a) por ser praticamente o primeiro livro que passei horas chorando ou (b) por saber que mesmo numa vida cronometrada existe manerias de extrair a felicidade. 
"Ah, eu não ia me importar, Hazel Grace. Seria uma honra ter o coração partido por você." Gus, página 161.
A culpa das estrelas é o livro mais besta que existe no mundo, o mais idiota, o mais sincero e o mais de quem é a culpa de todas essas lágrimas! Das primeiras páginas só tem o um humor sarcástico da pequena Hazel Grace. Um livro engraçado, um amor panaca, abobalhado. Que sem nem chegar na metade do livro me golpeou, me pegou de jeito. Me fez chorar, me fez rir e, me fez pedir bis. Esse o primeiro livro do Green em que é descrito por uma menina, mas mesmo assim, nota-se que não é aquelas frescurinhas, e por estar habituado a visão feminista a história tomou sim, um sentido mais fofo e trabalhado.

Acho que é impossível ler esse livro e não sentir uma gota de emoção. Não é pelo fato do autor usar uma doença para vender seus livros. Não é por ele usar o sofrimento alheio. Mas é por algo que... não sei explicar. Talvez, mostrar que a vida é imperfeitamente perfeita? Mostrar que lá, como Hazel, que a droga de um câncer não é nada. O quanto amor pode existir numa vida de 0 à 1, 0 à 2. Não tem como não se embolar no sentimental e na filosofia do livro. Não tem como ficar sem se estrepar nas agulhas da perda! Droga, droga, droga! Eu amo esse livro. 


Me apaixonar por Hazel foi fácil demais, geralmente é isso que acontece ser apaixonar por um personagem de um livro tão bom. Mas John Green com sua capacidade impressionante, me fez não só gostar de Hazel, como de Augustus e Isaac. Perdido não só em lágrimas, mas na pequena cúpula que fica entre os personagem, perdido em um constante muro sentimental. Ria chorava, chorava ria.  
As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza, Hazel. Página 150.
Aí vem aquela sensação de que o autor construiu tão bem seus personagens em poucas páginas, que você fica: "Deixa eu ligar para Hazel", "Que saudade de Gus"... São personagens que não tem perfeição, não tem toda uma produção envolvida. Se ele é amputado, é amputado. Dentuço. Está lá, tapa na cara, sem muitos enfeites mas com muito amor, muita diversão e reflexão. Eu não só recomendo esse livro como tenho vontade de carrega-lo para todos os lados. 

18/08/2013

Nova Parceira: Companhia das Letras, Seguinte e Paralela

Olá galera! Gostaria de agradecer à vocês por mais essa parceria. Vocês leitores me ajudaram e me apoiaram para conseguir essa parceria. Obrigado a Editora por confiar em mim através dessa parceria. 



A Companhia das Letras foi fundada em 1986. Desde então já publicou mais de 3 mil títulos, de 1500 autores, incluindo os lançamentos dos outros selos da editora: Companhia das Letrinhas, Cia. das Letras, Companhia de Bolso, Quadrinhos na Cia., editora Claro Enigma e Penguin-Companhia.

Em 2012 foi anunciada a criação de 4 novos selos: Editora Paralela, voltada para a publicação de livros de entretenimento destinados ao grande público; Editora Seguinte, o novo selo jovem da Companhia das Letras; Portfolio Penguin, que atua na área de negócios, política e economia; e Boa Companhia, série que reúne, em antologias temáticas, grandes nomes da literatura nacional e estrangeira.

A Companhia das Letras evoluiu muito nesses 26 anos, mas sem perder de vista o respeito à inteligência do leitor. Hoje em dia lança mais de 300 títulos por ano, de diversos assuntos e estilos, mas sempre com uma mesma proposta: a vontade de publicar livros que, pela qualidade do texto e da produção gráfica, sejam um convite à leitura.

Seguinte, é o selo criado pela Companhia das Letras, voltado ao que há de melhor em aventura, romance e literatura pop, feito para jovens exigentes em busca de grandes histórias, narrativas inteligentes e o que não poderia faltar: diversão.

O selo  publica autores importantes do catálogo da Companhia — como Lemony Snicket, John Boyne e Cornelia Funke —, aliados a lançamentos diversos, imprevisíveis e vibrantes como a literatura deve ser.
A Editora Paralela surgiu da necessidade de ampliar a proposta editorial da Companhia das Letras, mantendo o ideal de fazer bons livros - em todos os sentidos. Publicamos ficção e não ficção de entretenimento, em uma variedade de gêneros que vão do romance policial à literatura feminina.

17/08/2013

Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado


Autor: Stephanie Perkins
Editora Novo Conceito, 2012
Páginas: 288
Avaliação: ★★★★★


Lola Nolan é uma designer, que não acredita em moda, e sim, em trajes. Gosta de roupas expressivas, com muito brilho, quanto mais à roupa for divertida, melhor. Ela tem um estilo bizarro, impossível não amar essa personagem, ela é bem diferente, até um pouco maluquinha, sua melhor amiga se chama Lindsey. E tem um namorado roqueiro, Max. Mas apesar de parecer uma louca, ela é uma ótima amiga e uma filha dedicada. Outro ponto interessante são seus pais, ela é “filha” de um casal homossexual, Nathan e Andy, e confesso que os acho pais muito fofos, superpais, carinhosos.
“Não acredito em moda. Acredito em figurino. A vida é curta demais para sermos a mesma pessoa todos os dias.” página 10
Pule o parágrafo pode conter spoiler Max, o namorado de Lola é daqueles roqueiros de banda, ela o conhece em um dos seus shows, e algum tempo depois começam a namorar. Max é um cara mais velho, já tem sua própria vida, mas teve que ir conhecer os pais de Lola (mesmo contra a sua vontade) e como todos os pais, eles colocaram regras, que é claro, eles quebraram. O namoro dos dois está indo de mal a pior cada vez mais. Certo dia, Lola descobre que seu vizinho Cricket Bell — por quem ela fora apaixonada — voltou a morar na casa ao lado. Então, eles começam a manter contato pela janela do quarto. Será que essa conversa vai ficar somente pela janela do quarto?

Stephanie Perkins desenvolveu personagens malucos, mas personagens únicos, tangentes e engraçados. A autora explora muito bem a história, no começo é um livro meio chatinho, mas depois vão acontecendo coisas e coisas, a cada nova página vai ficando mais interessante, a cada nova folha é uma descoberta, a cada novo capítulo uma surpresa, até que você não consegue mais parar de ler.

Ainda não leu o livro? Corra compre e leia! É o tipo de livro fofo e lindo, que toda menina gosta. Capa linda, cores lindas, personagens lindos, autora linda, história apaixonante e engraçada. Apaixonei-me por cada nova surpresa dessa historia, numa narrativa gostosa de ler.

16/08/2013

Quem aí está ansioso para "Sombras da Primavera"?

Antes de mais nada, essa não é a capa oficial do livro. Mas para quem não aguenta mais esperar, começa a inventar coisas - como eu. Não sei se vocês gostaram do livro, Cores de Outono,  da Keila Gon, o tanto quanto eu, mas fica evidente que sou louco pela escrita da autora. 

O livro ainda não tem previsão de lançamento, mas ele já está quase pronto. E, talvez (muito talvez) ele ainda saia esse ano. Mas caso não seja publicado esse ano, vamos começar com a continuação de Cores de Outono no comecinho de 2014! 

Caso queira saber um pouco da série leia a resenha e alguns quotes que separei clicando aqui

Quote de Sombras de Primavera: 
Vincent deixou os lábios na região sensível abaixo da minha orelha... Meus joelhos vacilaram e precisei lembrar que usava salto alto. Ele recuou com um sorriso orgulhoso e se curvou com uma reverência para pegar minha mão.
─ Gostaria de me acompanhar?
Estava abobada demais até para sorrir... E confesso, meio anestesiada das orelhas para baixo. Concentrada no rosto sedutor que ainda me fitava esforcei-me para “apenas” respirar. Vincent entendeu meu torpor e passou minha mão por seu braço, o sorriso ainda mais exagerado.

15/08/2013

Apenas eu


Tanta coisas já perdi. "Deixei pra lá". Ainda perco coisas, ainda deixo para lá. Me acostumo, desapareço no próprio ser que me constitui, me con(de)strói. Navego em pensamentos vagos. A timidez toma conta as vezes. Esse é o problema. Para ser mais sensato sou tímido até as pessoas me conhecerem. Se acho isso ruim? Sim/não! 

Engraçado é que não sei se gosto de ser tímido. Não. Mesmo contra meu organismo, eu sou, simplesmente sou, fatalmente tímido.  É tão horrível não conseguir fazer aquilo que tem vontade, sentir-se travado na frente de muitas pessoas, não saber o que é não ter controle sobre si mesmo. É uma fatalidade que consomem outras pessoas, chega até ser estranho ,porque gosto, timidez alheia me atrai.

Me liberto, flutuo, viajo. Hoje pego na máquina fotográfica versão compactada além de muito arranhada, através de uma única lente, de vários olhares, preencho o pequeno cartão de memória. Estou feliz, tenho controle fotografando. Sabendo que mais da metade do meu cartão de memória vai ser deletado, vou escolher somente as melhores fotos, não me importo, captei! Captei tudo o que me faz contente, me deixa leve, solto e o mais importante livre. 

Regrando cada segundo fotográfico destilo da minha timidez tudo aquilo que me consome e me deixa triste. Abandono, deixo para lá essa tristeza. Não tem timidez agora! É só eu, o vento, os pássaros e os cliques. Agora eu sei, quem eu sou. 

13/08/2013

Tag: Encontre o livro

Tag criada por TheLibraryOfSarah e adaptada para o português pela Mari do Psychobooks, Essa tag consiste em encontrar um livro para cada categoria na sua estante: (não sei se vocês vão gostar, pois as fotos não ficaram com boas qualidades, no final do post explico porquê)

1) Encontre um livro com a letra z (no título ou no nome do autor): A aprendiz


2) Encontre algo que não seja um livro: Diário de 2009 (em guerra)

3) Encontre um diário, fictício ou real: Diário de um banana

04) Um livro que não seja Young Adoult: No longer a Slumdog

5) Encontre seu livro mais velho: Uma leve simetria - Resenha

6) Com uma garota na capa: Lola e o garoto da casa ao lado

7) Encontre um livro com um animal: A guerra dos tronos 

8) Encontre um livro com um protagonista masculino: Pirapato - Resenha 

9) Encontre um livro com ilustrações: As crônicas de Nárnia

10) Encontre um livro com letras douradas ou vermelhas: A pirâmide vermelha

11) Encontre um livro cujo autor tenha um nome comum: Decisões - resenha

12) Encontre um livro que tenha um "close up": Ladrão de Almas - Resenha

13) Encontre um livro hard cover sem a jacket: Rapture

14) Encontre um livro de cor turquesa: O sonho de Eva - Resenha

15) Encontre um livro com estrelas na capa: Never Sky - Resenha


Espero que tenha gostando das minhas escolhas, as fotos não ficaram muito boas porque o meu quarto é escuro daí tive que tirar foto com flash. E convido você a fazer também a tag, mas não esquece de deixar o link aqui para eu ver.

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11/08/2013

Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob

Autor: James Bowen
Editora: Novo Conceito
Páginas: 204
Avaliação: ★★★★★


Eu nunca gostei de gatos, sei que é estranho, tipo dei nota máxima para um livro para um livro que tem capa de gato, que fala de gato e mais gato. O que eu tenho a dizer, é que mudo todos os meus conceitos sobre gatos e Bob for realmente assim, para mim gatos é: traidores, bagunceiros que rasgam nosso lixo e solta pelos em tudo que é lugar. Mas Bob é o cara gato mais fofo do mundo e consigo até acreditar na personalidade de Bob descrita por seu dono. Quando pego um livro com história real já penso: vou chorar ou vou aprender algo. E sim, não cheguei a morrer de chorar porque Bob não morreu - ele ainda esta vivinho da silva - mas se ele tivesse morrido, eu teria me jogado na cova em pés de lágrimas. Então sobra "vou aprender algo com o livro": eu não vou mentir que sempre julguei os moradores de rua com as perguntas: "por que você não vai estudar?", "por que não vai arranjar um emprego decente?", "cadê sua família?". E pude ver, totalmente com outros olhos e percebi que muitos perdem oportunidades, muitos "entram" para as ruas, dormem em calçadas frias porque desistiram ou porque não tiveram liberdade.

05/08/2013

Resenha: Apegados

Apegados
Autores: Amir Levine e Rachel S.F. Heller
Editora: Novo Conceito, 2013
Páginas: 304
Avaliação: ★★★★

Apegados é um livro de fácil compreensão e uma leitura muito rápida. O foco do livro não podia ser outro, só de olhar para a capa você já pensa: casal, namoro, amor. O tema que Amir e Rachel vão abordar no livro: tipos de apegos. O livro traz a relação que temos uns com os outros, focando principalmente no relacionamentos dos casais. Essas pessoas, nós, de acordo com os autores estamos divididos em três classe de apego: apego-ansioso, apego-seguro e apego-evitante.

Apego-Ansioso: É aquele desconfiado com a relação; Esse tipo de pessoa, normalmente sofre muito nas relações, está tentando atender as necessidades dos outros, mas não vê as próprias necessidades. Apego-Seguro: Sem mendo intimo no relacionamento, expressa facilmente seus sentimentos, não vendo o parceiro como um problema para o sucesso independente, mas sim, como um porto seguro; um ponto de apoio. Apego-Evitante: Encara a intimidade com outras pessoas como perda da independência. A carência do próximo não é o seu problema, confia só em si mesma. É o tipo de pessoa que evita tudo. Sempre com um plano "b".
“Quando duas pessoas, em um casal, têm necessidades de intimidade que se chocam, o relacionamento deles está propenso a se tornar mais uma viagem com tempestades do que um porto seguro.” Página 165
O  livro não estabelece uma teoria chata, os autores proporcionam uma maneria de conversar com o leitor. O livro publicado esse ano, 2013, pela Novo Conceito, traz testes para que você possa identificar seu estilo e a de seu companheiro (a). Não é um livro com uma história de amor, mas mostrar de forma cientifica sobre a relação, o apego entre as pessoas. Explicar o que estabelecemos com outra pessoas. 
“Brigar pode nos fazer mais felizes? Um importante equívoco sobre o conflito em relacionamentos românticos é o de que as pessoas em bons relacionamentos devem brigar muito pouco. Há uma expectativa de que, se combinam bem, você e seu parceiro concordarão na maioria dos assuntos e discutirão raramente ou nunca. Às vezes, as discussões são até consideradas ‘provas’ de que duas pessoas são incompatíveis ou de que o relacionamento está descarrilando.” Página 253
Apegados me deixa receoso, porque eu não consigo ir a finco numa teoria cientifica, por mais que demore anos e anos, tenham estudado séculos, feito combinações, comparações.. Não dá, simplesmente não entra, não aceito teorias em relação aos sentimentos. Por isso não me dou bem com autoajuda. Mas quem sabe até seja isso mesmo que Amir Levine e Rachel Heller estabeleceu seja a crua verdade?

03/08/2013

Não tive um primeiro amor.


Eu sempre tive vários amores. Eu sempre gostei de mais de uma coisa, mais de uma pessoa, mais de uma menina. Mas, sabe aquela sensação de quando algo vai ser diferente? De que vai durar? Sabe quando você enxerga em cores o cabelo amarelo, os olhos negros como uma noite sem estrelas? Eu pensei que estaria perdido, mas não sabia se estava perdido nos olhos dela, ou perdido no tempo como me encontro agora. Já faz tempo que a conheci, ainda me encontro perdido no próprio tempo. Eu a amei como jamais tinha amado outra menina sequer, vou lhe contar uma história, de vida e algo além do amor, eterno. Não tinha lugar melhor para conhecê-la do que não uma livraria, por incrível que pareça ela estava brigando com o vendedor, eu me aproximei e ri, era um motivo tão bobo o por qual ela estava em escândalos, era porque tinha livros rasgados e amassados. E cá entre nós, eu me apaixonei. Não foi algo tão derrepentemente, trocamos olhares, comemos algo em uma lanchonete, conversamos e por fim trocamos nossos telefones, depois trocamos palavras, beijos, abraços, sentimento, saudade e por fim, trocamos lágrimas. Só aconteceu uma vez que ambos choramos, eu chorei por saber que naquele rosto delicado caia lágrimas, mas a dor maior foi que eu estaria sem ela. Sem a minha menina. Eu a perderia. Mas eu queria que hoje ela pudesse saber que fui dela, sou dela, e sempre serei dela. Ela pode não estar no meio das células vivas, mas em algum lugar sei que ela pode me sentir, pode me olhar. Eu espero como se ela fosse voltar. Eu só penso nela. Já faz quatro anos, eu já amadureci, cresci. Mas ainda quero minha pequena que discuti com vendedores por motivos bestas, a quero, somente ela para vestir minha blusa na hora de dormir, querer não é poder, isso é uma pena, queria receber um sms dizendo: eu amo você.


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