// 13 Jun 2013

Resenha: "O soprador de vidro" de Marina Fiorato

O Soprador de Vidro Autor: Marina Fiorato
Editora: Prumo
Páginas: 296
Avaliação: ★★★★★

Primeira vez em Veneza. Conhecida por toda sua arte, por ser umas das cidades italianas mais românticas, com muita história, monumentos e museus. Ser soprador de vidro é ter o dom de modelar o vidro, de fazer coisas incríveis com esse elemento. Mas aí você deve estar pensando que o livro é sobre como modelar vidro, ou como fazer um peça bem feita. Como já dito Veneza é conhecida por tanta história que a contida nela. E a ilha italiana de Murano é o berço dessa arte - o local em que os antepassados de Leonora, ou Nora, reuniam-se para transformar areia em verdadeiras obras de arte.

O livro no início é lento e chato, mas depois ele começa a ser muito bom. O soprador de vidro é um livro confuso. Com um começo confuso. Mas a confusão está ligada ao final do livro. Leonora Manin está cansada de sua vida como professora universitária de vidraria e cerâmica, ela quer trabalhar e se sustentar com oque sempre amou fazer, soprar vidro. Porém, após de ser largada por seu ex-marido. Ela vê-se sem rumo, e parte para a ilha de Murano, onde é o seu verdadeiro lar. Porém toda a história dos seus ancestrais irá interferir no seu presente. Desde seus antepassados a artes corre nas veias de Leonora. Em busca da verdade, sobre sua descendência ela irá pesquisará em uma biblioteca local sobre sua vida, sobre a antiga Itália Medieval e Renascentista. Além de um amor, além de uma trama. É envolvido uma política e vingança. Será que o rancor sempre perseguirá o coração das pessoas?  
"Isso é comum aqui. Você vê circulando as mesmas feições que existem há centenas de anos. Os mesmo rostos. O único que você nunca vê é o de Veneza. Ela sempre anda mascarada, e por baixo da máscara sempre foi corrupta" Página 105
Marina Fiorato construiu um livro que deixa aquela vontade para saber o que acontecerá. Deixa a expressão de que é um livro simples, cansativo ou lento. Mas, entre as últimas cem páginas sua escrita intriga o leitor, deixa-o mais conectado ao livro. O livro é intercalado entre o presente e passado. Quando não passava-se nas cenas de Nora ou Leonora. Passava no tempo de Corradino Manin. O livro trás muito suspense, surpresa; É uma leitura expressiva, detalhista, que chega até ser cansativa. Mas creio que esse foi um bom aspecto, o livro ser lento faz você prestar mais atenção. É uma 'lenteza' gostosa e cheia de mistério. Pelo livro se tratar em Veneza chego até pensar que é uma história real, porque é isso que a autora quer proporcionar. 
"Murano. O berço do vidro. O local de trabalho dos seus antepassados. Nora sentiu um sobressalto ao passar pelo fondamente apinhado de fábricas. Os mesmos prédios, nos mesmos lugares, que abrigavam as mesmas habilidades que tinham fazia séculos. Ela sabia que voltaria no dia seguinte..." Página 39
Venha desvendar esse mistério com Nora Manin. 

  1. Nossa adorei sua resenha, a capa desse livro é muito linda. Já gostei quando você disse que a narrativa alterna entre os protagonistas, porque gosto muito desse tipo de livro, onde a gente consegue visualizar vários lados de uma mesma história e não fica preso a visão de um só personagem.

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