// 17 Dec 2012

Resenha: Enigmas de Londres

Ben Aaronovitch
Fantasy, 2012
368 páginas.

Peter Grant tinha tudo para ser apenas mais um jovem guarda da Polícia Metropolitana de Londres. Após um encontro inesperado com um fantasma, contudo, ele é recrutado para uma unidade secreta que lida com a magia e o sobrenatural e torna-se o primeiro aprendiz em 50 anos do inspetor Nightingale, o último mago da Inglaterra. Peter Grant então precisa imediatamente lidar com dois casos inter-relacionados. No primeiro, ele deve descobrir quem é o espírito vingativo que anda transformando pessoas comuns em assassinos sanguinários. No segundo, aprender a investigar magia, conviver com grupos de vampiros, lidar com trolls e revirar covas pela cidade. Além, é claro, de negociar uma trégua entre deuses enfurecidos do rio Tâmisa caminhando por aí. Com uma linguagem ágil e bem-humorada, Bem Aaronovitch narra a história de um detetive que achava o mundo normal, antes de conhecer o poder intenso e surreal da magia por detrás do submundo de Londres. Aclamado por público e crítica em sua estreia como romancista, o autor foi indicado ao Galaxy National Books Awards como "Autor Estreante do Ano", além de escrever roteiros para a série de televisão Doctor Who.

Espíritos de Tâmisa é interessante, bem escrito. Creio que ele já tenha um pouco de prática para manusear as palavras, sim, é um livro bem escrito e inovador. Durante todo livro é inserido vários seres mitológicos.  Com uma história bem construída selecionada de cenas cômicas — horas me pequei rindo, aliás morrendo de ir  — , fantástico; o autor desenvolveu uma escrita que prende o leitor do primeiro capitulo até o ultimo.

Os personagens criado pelo roteirista é parecido com a série Doctor Who, já assistiram? Tanto a personagem principal, quando os secundários. São bem construídos e com personalidades exóticas, exuberantes. Com isso é transmitido as cenas parecidas com a da série de TV, o jeito irônico, o humor britânico, as cenas secas e engraçadas; Quando dei por mim já estava devorando o livro.

– Então magia é real – eu disse. – O que faz de você um… o quê?
– Um mago.
– Como Harry Potter?
Nightingale suspirou
– Não, não como Harry Potter.
– Em qual sentido?
– Eu não sou um personagem ficção – disse Nightingale.

Um livro diferente do que estou acostumado a ler, achei diferente. O modo com ele interligou tudo. Sou fascinado por área criminal, perito, investigações. E de outro lado sou apaixonado por seres ficcionais. Então magine juntado tudo? Recomendo sim, para você que precisar ler algo engraçado. O modo expressado por ele é bastante, sério. Mas não deixa as velhas piadas, é um livro muito bom.

Quando comecei a ler o livro não sabia que se tratava de um trilogia, e não era de se esperar, que estou louco para ler o próximo. É uma leitura muito agradável e "deliciosa"