// 21 Apr 2012

Resenha: "Um Grito de amor do centro do universo" de Kyoichi Katayama


Autor: Kyoichi Katayama
Editora: Alfagurada

É um livro curto, com uma história simples sem surpresas no seu desenvolvimento, singelo mas com uma carga dramática e filosófica profunda. Com mais de 3,5 milhões de exemplares vendidos em todo o Japão, o sucesso do livro transcendeu todos os veículos artísticos disponíveis no pequeno arquipélago: Filme, série de TV e mangá.

O enredo simples conta sobre Sakutarô e Aki, dois adolescentes que se apaixonam. Ele um menino questionador, ela uma menina popular e inteligente. Porém, o romance de ambos é atrapalhado por uma doença que elimina todas as probabilidades de um futuro. O mais importante da história entretanto não é o relacionamento entre ambos, mas sim a meditação feita pelo autor sobre a morte.Os diálogos filosóficos a cerca da morte são incríveis e bem escritos, comoventes e profundos.

Saku-chan - como Aki chama Sakutarô - tem uma ligação forte com seu avô, este por sua vez é um personagem chave nos diálogos e nos momentos de comédia. O foco do livro é realmente a morte, colocando todos os personagens e acontecimentos em segundo plano, sendo exposta de todas as formas possíveis: no âmbito religioso, no da separação, na efemeridade da vida etc. O livro é contado em 3 diferentes tempos, dois deles no passado e o outro no presente, caracterizando o enredo não linear.
Sem dizer nada, meu avô assentiu com a cabeça e em seguida declamou: “Dias de verão; noites de inverno; decorridos longos anos, para junto de ti retornarei”. O último trecho foi recitado de cor: “Longos dias de verão, longas noites de inverno, tu estás aqui a descansar. Daqui a alguns anos eu também descansarei ao teu lado. Tranqüilamente, aguardo esse dia chegar…”
A edição da Alfaguarda está muito boa, às páginas não cansam a vista, isso sem contar a beleza da capa. Um livro recomendado para os amantes de romances e da cultura oriental, não recomendado para aqueles que se sentem mal de alguma forma ao ler ou falar sobre a morte. O autor com sua sensibilidade peculiar transformou o tema em uma coisa dolorosamente normal, que cada leitor interpretara de uma forma única, visto que a morte é sentida de forma diferente para cada pessoa.

  1. Eu achei até interessante essa abordagem sobre a morte, mas eu não leria de jeito nenhum porque detesto qualquer coisa que me faça lembrar disso. Sou uma pessoa que tem medo da morte, de perder meus familiares e amigos. Por isso eu não leria. Beijo!

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  2. Eu não sei ainda se leria o livro, também por causa do tema (como a Gabi disse no comentário aqui em cima).
    Beijão

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  3. Bah eu adoro esse tipo de livro e realmente a capa é mega linda eu simplesmente amei.

    Bjs

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