Resenha: "O garoto quase atropelado", de Vinícius Grossos

19 Jan 2017

O garoto quase atropelado
Vinícius Grossos
Editora Faro, 2015
528 páginas
"Uma história inesquecível sobre adolescentes que escolheram acreditar no que sentiam. Você vai se emocionar" - Bruna Vieira, autora do Depois dos quinze.Um garoto sofreu com um acontecimento terrível.Para não enlouquecer, ele começa a escrever um diário que o inspira a recomeçar, a fazer algo novo a cada dia.O que não imaginou foi que agindo assim ele se abriria para conhecer pessoas muito diferentes: a cabelo de raposa, o James Dean não-tão-bonito e a menina de cabelo roxo, e que sua vida mudaria para sempre!Prepare-se para se sentir quase atropelado de uma forma intensa, seja pelas fortes emoções do primeiro amor, pelas alegrias de uma nova amizade ou pelas descobertas que só acontecem nos momentos-limite de nossas vidas.Estar vivo e viver são coisas absolutamente diferentes!
Existem livros e livros, alguns realmente nos prendem e nos fazem sentir coisas, sentimentos e torcer pelos personagens e alguns são apenas leituras que nos prendem. O livro do brasileiro me prendeu, por uma escrita bem elaborada, mas, a história em si me deixou um pouco calejado e choroso.

O livro de Vinícius Grossos é um desses livros que contém um pouco de vários livros e histórias, conseguimos perceber toque de "As vantagens de ser invisível", "Quem é você, Alasca?" e algum filme de romance clichê. E creio que essa semelhança me afastou dos personagens, até mesmo do enredo em si. Não há nada de errado em ter toques de outras obras, desde que o autor saiba inovar e escrever a sua maneira uma nova cena, contudo, infelizmente, não foi o que senti lendo as palavras do brasileiro.


Não vou negar que é um livro bem amarrado e planejado, com uma leitura que realmente envolve, mas eu poderia estar mais envolvido, ter me apaixonado. Acho que ao conhecer personagens parecidíssimos com outras obras que havia lido, me deixou um pouco nostálgico, não pelos personagens que conheci e havia amado, mas sim por novos personagens com características próprias e marcantes. Havendo semelhança com outros livros, saberíamos, para quem já leu, o final da história e isso não surpreenderia novamente - assim como não fui surpreendido.


Por mais que esteja falando mais pontos negativos do que positivos, este é um livro que, para quem gosta de um romance juvenil, é recomendado. Vale a pena dar chance ao autor, porque sua escrita é, sim, bem elaborada e faz com que infinidade de coisas aconteçam em poucas páginas (mais de duzentas, nem tão pouco assim). Se Vinicios escrever um novo livro altamente original, sem dúvidas irei ler, porque gostei da forma como escreve e como expressa bem as cenas e situações.


Resenha: "Nem tudo será esquecido", de Wendy Walker

13 Jan 2017

Nem tudo será esquecido
Wendy Walker
Editora Planeta
288 páginas
Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.
Aparentemente comecei o ano com as leituras certas. Nem tudo será esquecido é um thriller psicológico maravilhoso! O livro é narrado por um psiquiatra e é como se conversássemos o tempo todo. Ele nos conta a história de uma família que acompanhou com terapia após, Jenny, a filha de quinze anos do casal Tom e Charllote, sofrer um trauma brutal. Jenny foi estuprada e teve as costas entalhada por seu agressor a quem não recordava o rosto, cheiro ou voz, pois os pais após o ocorrido resolveram dar-lhe um tratamento medicamentoso que fizesse com que a memória da agressão fosse apagada. Acompanhamos todas as sessões de terapia com a família, que compreendeu que Jenny precisaria lembrar-se da agressão e do agressor para conseguir a paz que seu espírito precisava e, claro, conseguirem justiça. Porém, as sessões de terapia mostraram o quanto a família precisava de reparos, todos tinham sessões separadas e encontraram no psiquiatra um confidente, de forma a revelar sentimentos obscuros, traumas da infância que influenciavam em suas vidas desde sempre e mesmo agora, em suas vidas adultas.


Conhecemos, além de Jenny, outros pacientes interessantíssimos e que de alguma forma estavam interligados a história de forma muito inteligente. A cada nova descoberta e recordação do momento horripilante vivido por Jenny me fazia acreditar que um personagem diferente era o responsável, o que me instigava e me dava mais vontade de ler, pra enfim compreender o que tinha acontecido de verdade e quem era o monstro por trás daquilo. Foram utilizados muitos jogos mentais, do médico com seus pacientes, com a polícia e com o leitor, de forma que me senti como uma personagem, tentando confiar em suas palavras, mas ao mesmo tendo duvidando de tudo. Em alguns momentos achei que as coisas dariam muito errado, pois a história vai tomando um rumo diferente do que acreditava ser o correto, mas aí mais um vez fui surpreendida. Foi o que mais senti, surpresa! A cada novo capítulo acreditava em uma coisa diferente o que confirma o quão a autora foi inteligente na escolha de palavras, criação dos personagens e ambientes em todas as cenas descritas. Cada detalhe foi descrito por um motivo importante, não houveram furos nem questões não respondidas. E o final, ai meu Deus!, totalmente inesperado e fo-da!


Depois de ler muitas obras de mestres dos suspenses psicológicos como Stephen Kinng e Sidney Sheldon fica difícil gostar de histórias desse gênero. A gente acaba ficando mais seletivo com o que ler, mais criterioso. Mas esse livro é incrível em muitos sentidos, começando pela narrativa que é basicamente uma conversa entre leitor e personagem, diferente de tudo que eu já havia lido. Foi uma surpresa bastante agradável ler algo de Wendy Walker, o que pretendo repetir em breve. Mereceu as cinco estrelas e o coraçãozinho de favorito, pois vai ser difícil esquecer essa história durante um bom tempo.

6 on 6 — Janeiro 2017

11 Jan 2017


 
Como sempre, atrasado. Contudo deixo bem claro que não irei desistir do projeto, mesmo que esqueça de postar no dia certinho ou não dê tempo para tirar algumas fotos. 

01. Finalmente fotografei Madame Suzy, vocês não fazem ideia do quanto ela torrou-me a paciência. 02. Adoro essa bagunça organizada, planejo em 2017 organizar minha vida um pouco mais, afinal é período de TCChora.03. Flores, sou muito viado mesmo. 04. Gordices, sou muito taurina mesmo. 05. Finalmente consigo estender meus projetos e tirar mais fotos, perder a vergonha e gostar dos resultados. 06. Pés, que me levam e me trazem. Achei fotogênico.