Resenha: "Correndo para você", de Rachel Gibson

Correndo para você
Lovet, Texas, livro 04
Rachel Gibson
Editora Jardim dos Livros
248 páginas
Stella Leon é uma bela mulher. Aos vinte e oito anos ela já viveu muitas aventuras em Miami, onde vive e trabalha como garçonete. Brigas, sensualidade e rock'n roll fazem parte de sua rotina. Mas o que está prestes a acontecer colocará sua vida de pernas pro ar!
Um homem misterioso (e lindo) está à sua procura. Ele traz notícias de um passado que Stella não quer lembrar, e para onde não pretende voltar de jeito nenhum.
Por que ela deveria deixar tudo pra trás e ir com ele para o interior do Texas? Por algum motivo, Stella confia nele. Por alguma razão ela se sente totalmente quente perto dele...

Correndo para você é a história quatro da série de livros de Rachel Gibson com romances que se passam no Texas. É uma daquelas séries que podem ser lidas em qualquer ordem, o que particularmente adoro. O livro conta a história de Stella, uma garçonete de uma boate de transexuais que torna suas noites produtivas e divertidas - afinal as drags dão boas gorjetas e de brinde bons conselhos sobre homens. Aos 28 anos, Stella só pensa em ganhar seu próprio dinheiro como sempre fez e ser independente, ficando longe de encrencas e homens - ou seja, mais encrenca. Tudo começa a dar errado quando um homem misterioso entra na boate, o que para Stella devia ser somente um engano - pois ele parecia ser bastante hetero - para ele era só mais um dia de trabalho.



Ao deixar a boate, depois de seu expediente, Stella é abordado pelo dono do bar e seu patrão, que queria força-la a aceitar um convite de sair como sua acompanhante. Se vendo em um situação completamente desconfortável, ela é salva por Beau, o cara estranho que havia entrado na boate e que por acaso sabia seu nome e muitas outras coisas sobre ela. Acontece que, como Stella descobriria logo após Beau apagar o seu chefe, que ele estava alí por causa dela. Ela era o seu trabalho.



Beau havia ido encontrá-la à mando de Sadie, sua irmã mais velha por parte de pai, a quem ela apenas conhecia de longe, pois nunca haviam sido apresentadas. O choque de Stella foi enorme, afinal sonhou durante toda a infância em conhecer a irmã, ao mesmo tempo em que morria de medo de se decepcionar, pois a maioria das pessoas não gostavam dela nos primeiros encontros. Com medo, Stella decide não ir ao encontro da irmã, porém ao acordar com batidas na porta à mando do seu chefe, ela sentiu-se obrigada a pedir ajuda de Beau, que tirou-a de lá e a levou em direção ao Texas, onde sua irmã morava.




A relação de Stella e Beau foi complicada desde o primeiro momento. Tendo que viajar juntos de carro até o Texas, a tensão só aumentou. Como ela descobriria ao longo da convivência com ele, Beau era um fuzileiro que sabia o que queria desde a infância quando ele o irmão gêmeo viam o pai em sua profissão, o que o deixava com uma aparência ainda mais dura. Porém, a ligação entre eles surgiu naturalmente, afinal ambos eram jovens, bonitos e cheios de complicações. Ela viveu a vida inteira sem um pai e ele odiava o pai que tinha. Além disso, mesmo sem confessarem um ao outro, ambos tinham o mesmo pensamento sobre o sexo e ambos queriam guardar-se para alguém especial. Obviamente, isso não poderia dar certo.

Esse é um daqueles livros levinhos de romance, um young adult fofo e rápido de ler. Rachel Gibson é pedida certa em caso de DPL (depressão pós-livro) e me ajudou a sair de uma bravíssima. Uma história muito bem construída e com um final super fofo e emocionante.

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Livro oferecido através de parceria com a Editora.


Sobre a necessidade de escrever

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Já, talvez, seja a décima vez que começo a escrever essa postagem, quero dizer, é a segunda vez que começo a escrever esse texto, mas já tentei parafrasea-lo milhares de vezes: para falar os últimos ocorridos, as tramas dos últimos meses e as expectativas que estão sendo criadas durante os dias. A medida que sinto que preciso sentar aqui e escrever, penso que deveria estar fazendo outra coisa, como estudar ou conhecer alguém novo ou apenas ficar deitado na minha cama.  

A vida tem seguido um ritmo que não estou feliz, a medida que conheço mais pessoas percebo o quão distante estou delas, percebo que há uma frieza nas mensagens escritas através dos aplicativos, falo isso no quesito amoroso mesmo. Eu queria muito, sabe, ouvir uma música e pensar em alguém, escrever um texto sobre alguém, sobre o beijo, sobre saudade e sobre qualquer outra coisa. Não pela necessidade de amar alguém, mas pela necessidade de que exista amor, que exista amor ao conhecer uma nova pessoa e que, consequentemente, exista amor ao permitir ser conhecido. Nas milhares de vezes que tenho sentado para escrever, minha vontade passa, porque nunca fui muito bom em escrever ficção. 

Faz algum tempo que não saio com amigos, que não vou tomar um café, que não tiro fotos e talvez grande parte disso seja culpa minha, é claro, mas outra parte disso também são as pessoas em que depositei um pedaço de expectativa. Esse texto, que era inicialmente sobre a necessidade de escrever, se tornou um grande desabafo resumido em a distância construída entre as pessoas só está acontecendo comigo? 
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Resenha: "Príncipe Partido", de Erin Watt

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Príncipe Partido
The Royals, livro 02
Erin Watt
Editora Essência
352 páginas
Reed tinha tudo na vida: beleza, status e dinheiro. As garotas da sua escola matariam para sair com ele, os caras queriam ser como ele, mas Reed nunca tinha dado a mínima para nada disso. Nem para a família. Até que Ella Harper apareceu na sua vida. Quando Ella chegou à mansão dos Royal, o que ele mais queria era que a nova hóspede sumisse, mas ela o conquistou e, agora, Reed irá fazer de tudo para mantê-la por perto. Ella lhe dá segurança, lhe transmite paz, o aconchega... sensações que há muito tempo não sentia. Porém Reed comete um deslize e Ella se afasta por completo, trazendo caos à família Royal. Reed vê seu mundo desmoronar e toda a esperança de viver um romance com Ella desaparece. A garota dos sonhos de Reed não quer mais saber dele, porque sabe que se ficarem juntos, isso vai destruí-los. Ella pode estar certa. 'Príncipe partido' é a aguardada continuação de 'Princesa de papel'.

Depois de muita espera, eis que me chega Príncipe Partido, o segundo livro da série The Royals. Obviamente, muito rápido, larguei todas as outras leituras e devorei esse livro que superou todas as minhas expectativas. Ella e Reed estão juntos, felizes e vivendo um romance às escondidas. Desde que ela chegou á mansão dos Royal e roubou o coração de todos eles - que no início a queriam fora dalí - a tensão sexual entre os dois era palpável e foi inevitável a aproximação dos dois, que logo se entregaram ao que estavam sentido. Porém, como naquela família nada poderia ser tão fácil, a relação dos dois desmorona quando Brooke - a então ex namorada do pai dos Royal - anuncia que está grávida e que há chances de o pai da criança ser Reed. Acontece, que Reed realmente havia feito a burrada de manter relações sexuais com Brooke, acreditando que fazendo isso estaria punindo o pai, dessa forma, ele realmente poderia ser o pai da criança.



Depois da bomba que Brooke joga sobre eles, Reed fica sem reação, enquanto Ella só pensa em fugir o mais rápido possível da dor que estava sentido, desaparecendo da vida daquela família que ela imaginou já fazer parte. Ella desaparece e os Royal desmoronam. East, Gid e os gêmeos condenam Reed de ser o responsável pelo desaparecimento de Ella, que para eles realmente já era como uma irmã. Enquanto o investigador da família procura por Ella, Reed e os irmãos se metem em confusões, frustrados pela situação que viviam.


Easton continua com seus problemas com apostas e com Reed no ringue as lutas clandestinas continuam a todo vapor, enquanto isso Gid está mantendo um caso forçado com uma mulher odiável e os gêmeos Seb e Saw dividem a namorada. Callum, o pai, se vê amarrado mais uma vez à Brooke, que após manipular Reed consegue sua ajuda para que o pai a chamasse a viver com eles novamente. Com a ameaça iminente de viver para sempre sendo mandando por Brooke, sem o amor de Ella e tendo que viver sem o apoio dos irmãos, Reed luta por uma saída e se nega a desistir de recuperar a confiança de Ella.



Esse segundo volume foi intenso do início ao fim. As autoras conseguiram deixar a história ainda mais interessante, conseguindo contar a história de todos os personagens de forma a encaixar peças que no primeiro volume ficaram sem respostas. Até a última página me encontrei sem fôlego e correndo pra chegar ao final e conseguir respirar. Me enganei. O final é surpreendente e angustiante de enlouquecer o leitor, deixando milhares de dúvidas e a sensação de que tudo está de cabeça para baixo. A curiosidade sobre como as autoras criaram o desfecho da história está me matando e há muito tempo essa sensação não me consumia. De fato, The Royals, me conquistou oficialmente.



Leia também o outros volume da série:
The Royals #1: Princesa de Papel

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Livro oferecido através de parceria com a Editora.
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// 27 Aug 2017

Poderia ser

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lembro-me daquele dia, ali na cafeteria de dona helena, quando você apareceu já era a segunda ou terceira vez que eu tomava um café pausado no final tarde; eu não me lembro bem porque os meus pensamentos não estavam focados na quantidade de vezes que fui, mas sim nas quantidades de vezes que eu iria, para olhar os seus olhos ou o jeito como ordena os copos sujos na bandeja para separar dos limpos - um sentimento que se preenchia de longe, acompanhado de admiração e nostalgia.

as tardes se preencheram numa rotina boa, dentre a leitura de três e quatros capítulos de um livro qualquer e o desvio meus olhos para acompanhar o ritmo que você rodopia no café de dona helena, com seu cabelo avermelhado e os óculos redondos como pequenas luas sobre a bochecha. assim foi se consolidando um sentimento durante as estações dos ipês que desabrochavam e lhe davam o dobro de trabalho.

claro que a rotina não poderia se estender por meses sem fim e nem acredito que se tornaria beijo com gosto de chá fermentado, doce de amora e bolo sem leite, mãos dadas e rosto escondido na curva do pescoço. ainda que eu não saiba a quantidade de vezes depois de ter de visto, presumo que é menor que a quantidade de vezes que quero te ver. porque é nesse teu cheiro de café e menta que meu coração faz morada.
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Resenha: "O lago das sanguessugas", de Lemony Snicket

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O lago das sanguessugas
Desventuras em Série, livro 03
Lemony Snicket
Editora Seguinte
192 páginas
"Caro leitor,
Se você ainda não leu nada sobre os órfãos Baudelaire, é preciso que antes mesmo de começar a primeira frase deste livro fique sabendo o seguinte: Violet, Klaus e Sunny são legais e superinteligentes, mas a vida deles, lamento dizer, está repleta de má sorte e infelicidade. Todas as histórias sobre essas três crianças são uma tristeza e uma verdadeira desgraça, e a que você tem nas mãos talvez seja a pior de todas. Se você não tem estômago para engolir uma história que inclui um furacão, uma invenção para sinalizar pedidos de socorro, sanguessugas famintas, caldo frio de pepinos, um horrendo vilão e uma boneca chamada Perfeita Fortuna, é provável que se desespere ao ler este livro. Continuarei a registrar essas histórias trágicas, pois é o que sei fazer. Cabe a você, no entanto, decidir se verdadeiramente será capaz de suportar esta história de horrores.

Respeitosamente,
Lemony Snicket"

O Lago das Sanguessugas, é o terceiro livro da saga Desventuras em Série, narrado pelo narrador personagem Lemony Snicket - que diz ser responsável por contar a história triste e cheia de desventuras dos Órfãos Baudelaire. Desde o primeiro volume, somos alertados sobre o conteúdo dessa história, de como a vida dos órfãos - Violet, Klaus e Sunny - não passa de uma imensa maré de azar. Acontece, que as três crianças ficaram órfãos e sem abrigo, pois perderam seus pais e a casa onde moravam para um incêndio. Dessa forma, a vida dos três virou responsabilidade do Sr. Poe, bancário da família e agora responsável por encontrar um tutor para os três.



No primeiro e segundo volume da série, as tentativas de um novo lar para os Baudelaire foram frustradas. Infortúnios, azar, morte e todas essas desgraças ligadas a uma só pessoa: Conde Olaf, o terrível vilão que sonha em tornar-se tutor das crianças apenas para colocar suas mãos na fortuna que lhe fora deixada pelos pais. Nesse volume, Violet, Klaus e Sunny, conhecem tia Josephine, sua mais nova tutora. Com esperança de dessa vez conseguirem morar em um lugar adequado, com alguém que pudesse lhes oferecer amor e os cuidados que toda criança necessita, logo decepcionaram-se.


Tia Josephine morava em uma casa suspensa no alto de um monte, parecendo prestes a despencar no lago que encontrava ao redor da propriedade - O lago das sanguessugas. Viúva e extremamente medrosa, a nova tutora dos Baudelaire se mostra péssima, pois seu medo é tanto que até uma refeição quente lhes é negada. O motivo? Medo de usar o fogão. Apesar de tudo, as crianças tentavam sentir-se gratas, afinal, agora tinham um lugar para morar e alguém para olhar por eles. Mas claro, se falando dos órfãos Baudelaire, tudo estava bom demais para ser verdade - apesar dos pesares. Em uma viagem até o supermercado eis que surge o capitão Sham, com características de um pirata e até uma perna de pau, mas só convenceu a tia Josephine, pois logo de cara as crianças já sabiam que se tratava de conde Olaf, mais uma vez querendo roubar a fortuna que lhes pertencia.

Em meio a muita confusão, furacão, chuva, sanguessugas e resgate em alto mar, as crianças sofrem para desmascarar o novo personagem criado por conde Olaf. A leitura é bem leve e rápida, como nos primeiros volumes, com uma linguagem fácil e que agrada do mais jovem ao idoso. Apesar de as vezes sentir vontade de gritar com os adultos - já que as crianças são as únicas com bom senso da série - é uma aventura gostosa de ler e que em um dia livre é possível devorar.



Leia também os outros volumes da série:
Desventuras em Série #1: Mau Começo
Desventuras em Série #2: A Sala dos Répteis

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Livro oferecido através de parceria com a Editora.
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Resenha: "Os filhos da tempestade", de Rodrigo de Oliveira

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Os filhos da tempestade
Rodrigo de Oliveira
Editora Planeta
336 páginas
Uma aventura surpreendente, em um dos lugares mais misteriosos da terra. Um grupo de jovens deixa o Rio de Janeiro com destino aos Estados Unidos. O que seria apenas uma viagem de uma Turma do conservatório de música acaba ganhando os contornos de uma tragédia: ao sobrevoar a misteriosa região do Triângulo das Bermudas, o avião é atingido por uma violenta tempestade e cai no mar. Os sobreviventes agora se veem presos numa ilha deserta, perdendo o contato com o resto do mundo. Nesse lugar paradisíaco, habitado por uma força maligna ancestral e onde se esconde um terrível segredo envolvendo uma jovem bruxa do século XVII, os garotos precisarão lutar pela própria vida, superando grandes desafios e enfrentando seus piores medos. Rodrigo de Oliveira, autor da saga As crônicas dos mortos, traz em Filhos da tempestade uma história repleta de ação, suspense e terror, de conflitos e descobertas, envolvendo um improvável triângulo amoroso que desafia a própria morte.

Esse é um livro que merece ser compartilhado. "Os filhos da tempestade", conta uma história incrivelmente surpreendente, que me deixou apaixonada - e sim - querendo muito mais. A primeira coisa que me chamou atenção, antes de ler o livro, é que a história ambientava-se na região misteriosíssima do Triângulo das Bermudas e como a lenda terrível que ronda esse local é de que aviões e embarcações que passam por lá simplesmente somem - puf! - como um passe de mágica, minha curiosidade sobre como o autor construiria sua versão desse mistério me deixou eufórica para ler sua obra. E confesso, não me arrependi.



Rodrigo, o autor, conta a história de uma turma de garotos do Rio de Janeiro que viajaria para os Estados Unidos em busca de mais conhecimento no mundo que os unia - o mundo da música. Os garotos e garotas que estavam super ansiosos para conhecer o conservatório de música, acabaram conhecendo outra realidade, completamente diferente e apavorante. Acontece que durante a viagem, justando quando sobrevoavam sobre o Triângulo das Bermudas, o avião entra em pane e aparentemente não havia mais esperanças, pois eles estavam caindo e indo direto para o mar. Apavorados, os meninos e meninas que estavam à bordo viram muitos amigos morrerem e os que conseguiram sobreviver a queda, não tinham esperança alguma de salvamento, afinal estavam em meio ao mar aberto.




Como se as coisas não pudessem ficar piores, de um modo sobrenatural, começou a formar-se um redemoinho no meio do mar e todos eles foram sugados por ele. Após acreditarem ser o fim, acordaram em uma ilha em pleno dia e vivos. Felizes por estarem salvos mas desesperados para encontrar um meio de voltar pra casa, os garotos começam a vasculhar a ilha e encontram um morador - Juan, um argentino - que após o susto de encontrar outras pessoas, torna-se amigo deles e passa a ajudá-los. Porém, apesar de lhes dar comida, um teto para que pudessem dormir e água para beber, Juan lhes dá uma notícia que abalaria para sempre suas vidas - eles estavam na Ilha do Diabo e não conseguiriam voltar para casa nunca.

Os mistérios que envolvem a ilha são muitos - o que os garotos foram descobrindo aos poucos. A ilha era linda e eles simplesmente se sentiam gratos e felizes por estarem alí, sem entender o porque de nem quererem mais voltar pra casa. A força que a ilha exercia sobre eles os transformou e muita coisa ruim estava para acontecer. Juan tentou abrir os olhos dos jovens, mas mesmo com todos os conselhos, o inevitável aconteceu, dando uma reviravolta na vida de todos, dividindo o grupo e formando os Filhos da Tempestade.



Apesar de ter escrito muita coisa, não contei metade das surpresas que esse livro cativante e muito envolvente me fizeram sentir. Juro que o motivo é somente porque não quero deixar spoiler algum para nenhum de vocês, afinal, quero que se surpreendam tão positivamente como eu me surpreendi. É uma leitura gostosa, rápida e que me deixou com o coração acelerado. Muita ação, romance, suspense e até certo toque de terror, com um final surpreendente e muito inteligente, Rodrigo Oliveira me deixou cheia de vontade de ler mais obras dele e torcendo para haver continuação dessa em específico.

Livro oferecido através de parceria com a Editora.
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Resenha: "O ano em que morri em Nova York", de Milly Lacombe

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O ano em que morri em Nova York
Milly Lacombe
Editora Planeta
256 páginas
Romance de estreia de uma das principais ativistas LGBTT do país, numa mistura de amor a si próprio A protagonista deste romance vai do paraíso ao inferno em poucas páginas. Casada com a mulher que ama, ela suspeita de que tenha sido traída durante uma de suas viagens de negócios. A angústia de não saber o que se passa, o medo de perguntar, desconfiança e a dúvida, que nunca tiveram espaço na relação – considerada perfeita pelos amigos –, agora rondam o casal. Mas será mesmo que a traição existiu? Ou era o amor que estava minguando? O ano em que morri em Nova York não é só a história de um casamento desfeito por conta de uma suposta traição. Estas páginas trazem a trajetória de uma mulher desde a sua redescoberta até o doloroso rompimento. Uma mulher que assume sua orientação sexual tardiamente, e que luta para fazer a família entender, os amigos apoiarem e os colegas de trabalho aceitarem. Jornalista que se tornou ativista das causas LGBTT, Milly Lacombe cria neste seu primeiro romance, com viés autobiográfico, uma história densa, mas aliviada pelo humor. Um livro que é também uma viagem de autoconhecimento, e, acima de tudo, uma história de amor a si próprio.

Essa é uma história sobre autoconhecimento e acima de tudo, a descoberta de que devemos primeiramente nos amar, para só depois de transbordarmos em amor próprio amarmos verdadeiramente outra pessoa. "O ano em que morri em Nova York", conta a história de uma mulher adulta e lésbica, sempre segura de si e vinda de muitos relacionamentos que nunca a fizeram mal algum, muito pelo contrário. Ela considerava-se atraente e conquistadora, do tipo que sai de qualquer relacionamento bem e se possível com outro engatilhado. Porém, a autoestima e amor próprio da protagonista vão embora quando a suspeita de uma traição começa a assombrá-la.



Vivendo um relacionamento lésbico de muitíssimos anos com Tereza, morando em Nova York e vivendo dos frilas como escritora, ela recebe a notícia de que sua ex namorada - e então melhor amiga, Simone - está com câncer. A notícia abalou seu psicológico e estando sozinha, pois Tereza viajava à trabalho, mergulhou em um mundo de dor e desconfiança, tornando-se insegura e incapaz de fazer algo sem chorar. O problema é que o peso da possível traição não ficou apenas em sua cabeça e suas atitudes - antigamente tão segura de si - modificaram-se e aquilo acabou deixando o relacionamento cada vez mais complicado de engolir, para ambas. Vendo o relacionamento antes tão firme e cheio de amor transformar-se em dúvidas e insegurança, ela resolve voltar ao Brasil.

Se meu instinto animal era o de jamais deixar você, se você era necessidade, então seria natural supor que, vivendo como escrava desse instinto, eu exerceria minha liberdade agindo de outra forma que não fosse aceitando a necessidade de você, e isso significaria ter a coragem de tirar meus livros da estante, minhas roupas do armário, colocar tudo em malas e ir embora. Agir por dever e contra meus instintos,
essa era uma experiência nova pra mim.

Ao encontrar-se novamente em seu país, ela percebe quão perdida está. Com pouquíssimo dinheiro, sofrendo com o fim de algo que parecia eterno e com saudade da vida que vivia, foi convencida pela amiga Paola a viver uma experiência de autoconhecimento na Amazônia, onde um grupo de pessoas se reuniria para fazer ioga e participar de rituais curativos e que no final garantia a resposta para uma pergunta que a torturava "quem sou eu?". Junto com Paola e outras pessoas que foram participar das atividades, ela vive experiências malucas e ao mesmo tempo emocionantes e pouco a pouco vai retornando a sentir-se ela mesma. Descobrindo, inclusive, como a influência do pai em sua vida a transformava em uma pessoa sem ambições e presa a opinião dos outros.



O livro aborda assuntos que foram novos pra mim, como a existência de grupos que buscam o autoconhecimento e rituais místicos que buscam promover um encontro de corpo e alma. Foi uma leitura um pouco difícil pra mim, pois possuiu pouquíssimos diálogos e é contado em primeira pessoa, de forma a parecer um diálogo só - gigante - entre a autora e o leitor, o que pra mim foi um ponto negativo. Porém, a autora trás muitos temas interessantes e deixa muitas reflexões pra todos que têm um relacionamento amoroso ou que buscam um. Principalmente, a importância de nos conhecermos e nos amarmos em primeiro lugar, para só então conhecermos e amarmos o outro.

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Livro oferecido através de parceria com a Editora.
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