Resenha: "Nova Ordem", de Chris Weitz

22 Jul 2016

Nova Ordem
Trilogia Novo Mundo, livro 02
Chris Weitz
Editora Seguinte, 2016
266 páginas
Jefferson, Donna e seus amigos descobriram que os adolescentes não são os únicos que sobreviveram ao vírus e, em meio ao caos do resgate da Marinha, eles se separam. Jefferson volta para Nova York e tenta levar a Cura para a tribo da Washington Square, enquanto Donna vai parar na Inglaterra, onde se depara com um mundo pós-Ocorrido inimaginável. Mas um desastre ainda maior que a Doença está prestes a acontecer, e Donna e Jefferson só poderão evitá-lo se acharem o caminho de volta um para o outro.
Mais alguns meses e iria completar aniversário de dois anos desde quando eu li o primeiro volume da trilogia, Mundo Novo. Apesar de um longo tempo pausado entre os livro, ainda sim, consegui lembrar das cenas finais do primeiro livro - como aquilo me deixou tão chocado e com tanta vontade de ler o próximo volume. Após a leitura do segundo volume, minhas expectativas abaixaram, creio que eu tenha pegado o livro em um momento ruim ou que eu esteja saturado desse tipo de leitura, ou seja, o problema não é o livro, sou eu - visto que vários leitores amaram este volume.


Nesse meio tempo do último parágrafo e foto decidi que eu não estava pronto para essa leitura. Há alguns dias decidi ler vários livros de ficção científica da minha estante, então, entremeio as leituras decidi pegar um livro mais curto para carregar na mochila. Li o livro entre intervalos do trabalho e faculdade, contudo, nenhuma vez o livro conseguiu me prender de fato, sem me deixar desconectar. 

Bom, o livro começa exatamente onde o primeiro livro termina, então as respostas que queríamos no primeiro volume são respondidas na primeira metade de Nova Ordem, os diálogos são todos voltados mais para o lado mais político dos acontecimentos, o que resulta em uma leitura monótona tanto da parte de Donna quanto de Jeff - personagens que contam a história em primeira pessoa. O livro começa a ficar realmente bom após toda a burocratização de explicar os porquês, cujo nossos personagens começam a se movimentar e produzir ação atrás de ação.


Na continuação da trilogia, há uma desconstrução de tudo que imaginamos no primeiro volume. Nossos protagonistas, now, terão que trabalhar sozinhos contra a manipulação do governo corrupto, várias reviravoltas acontecem em apenas 266 páginas - e não há como negar que aqui a leitura começa a fluir. Porém, é quando somos apresentados a outros pontos de vistas além de Donna e Jeff que realmente conseguimos perceber o quanto os nossos protagonistas (e o mundo) estão ferrados. 

Apesar de estar meio balançado com esse livro, quero muito ler o próximo, preciso sim, saber o que acontece com os personagens. Creio que até o lançamento do próximo livro eu tenha relido Nova Ordem, para ver se essa leitura me pega de jeito - como eu queria que tivesse pegado. Afinal, esse livro termina de uma forma que exige que o leitor saiba o que acontecerá - há muitos problemas, pontas soltas e desordens para serem sanadas e solucionadas (se forem), quero muito presenciar isso através da escrita  de Weitz, que é boa, não nego. 


Leia também sobre os outros volumes da série:
Mundo Novo #1: Mundo Novo

Resenha: "Muito Além do Tempo", de Alexandra Monir

20 Jul 2016

Muito Além do Tempo
Timeless, livro 1
Alexandra Monir
Editora Jangada, 2015
272 páginas
Uma tragédia atinge a família de Michele Windsor, e ela é forçada a morar com os avós que nunca conheceu. Em sua mansão histórica em Nova York, repleta de segredos de família, Michele encontra um diário que tem o incrível poder de fazê-la retroceder no tempo, até o ano em que foi escrito, 1910. Lá Michele encontra o rapaz que ela viu em sonhos durante toda sua vida. Em pouco tempo, ela se vê apaixonada por ele. Quando se dá conta, Michele está vivendo uma vida dupla, lutando para conciliar seu mundo de estudante com suas viagens ao passado. Mas, quando se depara com uma descoberta terrível, ela é lançada numa corrida contra o tempo para salvar o homem que ama, e empreender uma busca que determinará o destino dos dois.

Minha história com livros e filmes que contem sobre viagem no tempo vem de muito tempo. Depois de assistir "A casa do lago", "About time" e ler "Outlander" e "A mulher do viajante no tempo", descobri que é um assunto que me fascina e me agrada imaginar quão incrível seria visitar o passado e o futuro. Se você já leu ou assistiu e gostou de algumas das histórias citadas você, definitivamente, precisa ler Muito Além do Tempo.

A história se passa no ano de 2010 e somos apresentados a Michele, adolescente e filha única de Marion, mãe solteira e em conflito com a família rica, os Windsor. Michele não conhece o pai e os avós, por motivos de confrontos entre os mesmos e a mãe, que sempre foi a melhor amiga de Michele e procurou deixa-la longe do drama familiar que viveu antes de ela vir ao mundo, o que nunca a afetou, pois sempre foi grata pela forma simples mas cheia de amor que sua mãe encontrou para elas viverem. Porém, o mundo de Michele é posto de cabeça para baixo quando sua mãe sofre um acidente e não resiste, deixando a menina aos cuidados dos avós. A perda da mãe, a mudança para Nova York e o palácio em que vivem os avós, cercados de riqueza e luxo, são simplesmente ideias a que Michela é imersa e precisa se adaptar.



Em meio ao processo de adaptação e a dor de não ter mais a mãe, ela recebe uma caixa com os pertences de Marion e entre as joias encontra uma chave, um presente que apesar de assustador daria uma experiência poderosa e de muito valor a ela, viajar no tempo. Com muito medo e surpresa, Michele descobriu o poder da chave que possuía ao ler o diário de uma mulher de sua família, do século passado, e ser transportada pra cena em que lia. Assim, iniciaria, o que só mais tarde ela descobriria, sua mágica para voltar ao passado e dar seu toque na vida de sua família, ajudando-os e conhecendo seus antepassados.

É nesse ínterim que Michele conhece Philip, um jovem de 1910 que, por alguma razão desconhecida ela já conhecia desde pequena, mas em seus sonhos. Desde criança Michele sonhava com esse homem misterioso e lindo de olhos azuis e ficou em choque ao constatar que ele existia. O mais curioso, entretanto, é que somente as pessoas que a faziam viajar (as donas dos diários, por exemplo), podiam enxerga-la, ouvi-la e toca-la. E Philip, que por razões desconhecidas, também conseguia vê-la e a atração entre os dois foi inevitável, assim como o amor que surgiu entre eles.

" (...) - E, mesmo que o Tempo tenha cometido um engano de nos colocar em séculos diferentes, ainda assim encontraremos um ao outro. Estamos juntos agora. Portanto, teremos que confiar no Tempo."

Ao ler esse livro, tentamos desesperadamente encontrar uma solução para que o amor de pessoas vivendo a distância de um século sobreviva. De forma surpreendente, a autora consegue dar nós as pontas soltas e deixar nosso coração quentinho após a leitura, além da vontade louca de saber o que o segundo volume tem pra contar. É um livro leve, daqueles que você leria facilmente em um único dia e apesar de algumas vezes parecer bobinho, porque afinal é uma história de uma adolescente (e todo o drama envolvido é entendível), a história não perde sua força e encanto. Completamente louca e ansiosa pelo segundo volume.

Lançamentos: Julho de 2016

18 Jul 2016

Uma postagem que busca reunir os próximos lançamentos que encheram nossos olhos de vontades e expectativas. Aqui, diferentemente das resenhas que são publicadas toda semana, é apenas a apresentação dos livros e suas respectiva sinopses.

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01. A longa e sombria hora do chá da alma, de Douglas Adams

Do autor da série O Mochileiro das Galáxias, 1,5 milhões de exemplares vendidos no Brasil. Kate Schechter devia ter prestado atenção aos avisos que o universo tentava lhe dar. No aeroporto de Heathrow, prestes a embarcar para a Noruega, a americana pensa em todos os sinais que lhe diziam para não fazer aquela viagem. Ainda assim, ela não está nem um pouco preparada para a explosão do balcão de check-in, que destrói parte do terminal. Enquanto isso, no norte de Londres, o detetive Dirk Gently está no fundo do poço: sem dinheiro, vive de bicos como quiromante numa tendinha. Refletindo sobre seu fracasso, ele lembra de repente que...

02. O navio das noivas, de Jojo Moyes

Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes partem em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas.

03. Apenas um garoto, de Bill Konigsberg

Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa. Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco. O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.

04. No meio do caminho, Matheus Rocha

Às vezes, a gente insiste em viver um relacionamento que já chegou ao final faz tempo. Tentamos resistir, fazer de tudo para durar mais, lutando para trazer de volta os momentos mágicos do início. Mas, quando o amor acaba, no lugar do conforto e do carinho que existiam só restam feridas que vão doer por um bom tempo e deixar cicatrizes que não desaparecerão. Porque o amor nem sempre é para sempre. Um belo dia, quando as lágrimas já secaram e nos esquecemos do desconforto, com muito cuidado abrimos uma fresta só para ver a vida lá fora. E, assim como um raio de sol que entra por qualquer brecha, de repente uma vontade de recomeçar nos invade e tudo volta a fazer sentido. E, sem nem saber como, no meio do caminho avistamos novamente o amor – e a certeza de um novo começo!

05. A guerra não tem rosto de mulher, de  Svetlana Aleksiévitch

 A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino: soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça. Se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente. É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana Alexiévitch deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.

06. Traços, de Eduardo Cilto

 Dois amigos partem sozinhos para São Paulo e carregam consigo não somente as malas nas costas, mas também o peso de todos os problemas que achavam que estavam deixando para trás. Sem ter ideia do que estão enfrentando, Matheus e Beatriz descobrem mais sobre si mesmos, criam, quebram laços e encaram desafios que jamais pensaram que confrontariam enquanto contavam as moedas para realizar esse grande plano que iria mudar suas vidas para sempre.